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	<description>O Maior Portal de Teologia Reformada em Português</description>
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		<title>Orando os 6 “D’s”</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 22:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[oração]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendado!]]></category>

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		<description><![CDATA[6 “D’s” pelos quais oro diariamente. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Jon Bloom</em></p>
<p>Há alguns anos escrevi sobre os 5 “D’s” pelos quais oro diariamente. Recentemente, adicionei um sexto: desespero. Preciso sentir continuamente minha necessidade desesperada por Deus.</p>
<p>Custe o que custar, Senhor, dai-me…</p>
<p><strong>Deleite</strong> em ti como o maior tesouro do meu coração.</p>
<blockquote><p><em>Deleita-te </em>também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração. (Salmo 37.4, ARC)</p></blockquote>
<p><strong>Desejo</strong> de te conhecer, estar contigo, e buscar o teu reino acima de tudo o mais.</p>
<blockquote><p>Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os <em>desejos </em>do teu coração. (Salmo 37.4, ARA)</p></blockquote>
<p><strong>Discernimento</strong> que vem de uma mente renovada, para que eu possa conhecer a tua vontade.</p>
<blockquote><p>Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para <em>discernir </em>não somente o bem, mas também o mal. (Hebreus 5.14)</p></blockquote>
<p><strong>Despero</strong>, pois quando deixo de sentir a minha necessidade de ti, eu tendo a perambular.</p>
<blockquote><p>Antes de ser afligido, andava errado, mas <em>agora guardo a tua palavra</em>. (Salmo 119.67)</p></blockquote>
<p><strong>Disciplina</strong> para planejar aquilo que discirno ser a sua vontade.</p>
<blockquote><p>Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, <em>remindo o tempo</em>, porque os dias são maus. (Efésios 5.15-16)</p></blockquote>
<p><strong>Diligência</strong> para cumprir a tua vontade de todo o meu coração.</p>
<blockquote><p>Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de <em>toda a tua força</em>. (Deuteronômio 6.5)</p></blockquote>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Fonte:</strong> http://www.desiringgod.org/</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto, agosto de 2010</p>
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		<title>Por que ler um livro sobre Freud?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 20:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendado!]]></category>
		<category><![CDATA[Rushdoony]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa análise de um dos personagens mais insidiosos da história fornecerá discernimento para o ataque moderno que busca abolir o cristianismo e o pensamento bíblico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>por Mark Rushdoony</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Enquanto o homem enxergar a culpa como um problema da ciência e não da religião, a influência de Sigmund Freud permanecerá impregnada na mente do homem moderno. Freud foi um arquiteto da mente moderna – um construtor profano – como Marx e Darwin. Ele foi também um inimigo da religião – especificamente da Bíblia e dos seus padrões absolutos. Ele cria que o teísmo bíblico era a “ilusão” que compunha o problema de culpa central do homem. Freud queria que o homem aceitasse seu predicamento moral sem referência ao pecado.</p>
<p style="text-align: justify;">A motivação de Freud para a psicanálise foi a remoção da culpa em prol da autoaceitação. Ele postulou que o predicamento moral do homem era inescapável e a culpa inevitável, a menos que o homem pudesse chegar a um acordo com a sua prisão moral. Essa ideologia gerou a nova moralidade dos nossos tempos, em que tanto o homossexual como o cristão devem aceitar e abraçar um estilo de vida imoral. O fato de o homossexual condenar a si mesmo é chamado agora de doença mental, e o de alguém condenar o homossexual, de prova de doença mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma ética destrutiva, consistente com o fato de Freud ver a si mesmo como um destruidor. Seu propósito era dissociar a culpa do pecado, tornando-a um problema da ciência e não da fé. Por meio dessa revisão Freud esperava destruir a religião.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a remoção da influência religiosa cristã leva apenas à tirania, à medida que o Deus cristão é substituído pelo governo ditatorial da elite científica. O Totalitarismo assume o lugar do Deus Trino à proporção que os governantes científicos buscam controlar cada faceta da vida. A terapia de Freud era socialismo científico: um sincretismo das agendas científicas e políticas do homem moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa análise de um dos personagens mais insidiosos da história fornecerá discernimento para o ataque moderno que busca abolir o cristianismo e o pensamento bíblico.</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.editoramonergismo.com.br/index.php?page=shop.product_details&amp;flypage=flypage.tpl&amp;product_id=200&amp;category_id=40&amp;option=com_virtuemart&amp;Itemid=71" target="_blank"><em>Compre o seu exemplar deste excelente livro na Loja Virtual da Editora Monergismo.</em></a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Cantar</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 13:34:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eclesiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Sistemática]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia do Culto]]></category>
		<category><![CDATA[Brakel]]></category>
		<category><![CDATA[Rushdoony]]></category>

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		<description><![CDATA[Cantar é um exercício religioso mediante o qual nós adoramos, rendemos graças e louvamos a Deus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Wilhelmus a Brakel</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Cantar é um exercício religioso mediante o qual, com modulação adequada da voz, nós adoramos, rendemos graças e louvamos a Deus.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Trata-se de um <em>exercício religioso</em>, pois utilizamos a habilidade e a doçura de nossa voz a fim de mover outros a se relacionarem com Deus. Deus deu voz ao homem para que fizesse conhecido os seus pensamentos. Ele deu ao homem a capacidade de modular sua voz em um tom alto e em um tom baixo, ou de falar devagar e rápido. Dessa forma, Ele o habilitou a tornar a sua voz doce e agradável. É também vontade de Deus que utilizemos a nossa voz em oração, em ações de graças e no nosso falar com Ele: “Faze-me ouvir a tua voz” (Cântico II, 14). Visto que a modulação de nossas vozes em um ritmo adequado é capaz de abrir o nosso coração e de mexer com nossas emoções, Deus, assim, também deseja que Lhe elevemos os nossos corações no cantar: “cantando ao Senhor com graça no coração” (Col. III, 16). Entretanto, nossa voz e a melodia em si mesmas não são agradáveis a Deus: o que Lhe agrada é o mover do coração no que diz respeito às coisas espirituais que expressamos diante do Senhor no cantar que Lhe agrada. Tanto a voz como a melodia são meios de nos colocarmos em um humor espiritual e de elevarmos os nossos corações às regiões celestiais, bem como os corações daqueles que nos escutam.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>O Próprio Uso da Voz</em></p>
<p style="text-align: justify;">Faz parte do canto a <em>modulação adequada da voz</em>. Pode-se cantar sem habilidade quando, por exemplo, temos uma inclinação a cantar sozinhos para dar expressão aos assuntos que lemos (registrados em forma não-poética), ou àqueles que fluem de um coração piedoso. Isso é feito ao modular a voz entre um tom alto e baixo, no canto vagaroso ou rápido, mas não de uma forma artística, e sim segundo o mover do coração. Um fazendeiro muito piedoso, que eu conheci muito bem, costumava dizer: “Quando estou sozinho na minha plantação, sou capaz de cantar todos os salmos, mesmo que não conheça as suas melodias”. Muitos dos fieis poderão confirmar isso com sua própria experiência. O Senhor deu a algumas pessoas a capacidade de criar peças musicais com arte, que expressão as afeições do coração de uma forma maravilhosa e que mexem com nossas emoções de um modo incrível. Assim como os construtores da arca de Noé não receberam vantagem da estrutura que construíram, visto ter sido feita para Noé e sua família, aqui também nos deparamos com uma situação semelhante. Muitos musicistas se destacam. Contudo, isso é para o benefício dos fiéis. A estes pertence a terra e tudo o que nela se contém. O mesmo se aplica a todas as formas de arte: podem, livremente, fazer uso delas. A forma como alguém é movido pela música será consistente com a natureza de seu coração. Um homem natural só será movido em um sentido natural, ao passo que a melodia mexerá com o coração espiritual em um sentido espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Os Diversos Tipos de Canções</em></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas composições musicais são de natureza <em>majéstica e dignificada</em>. Por elas, o coração é inclinado à solenidade e à reverência. Tal é o caso nas melodias dos Salmos de Davi que são entoados na igreja. Outras composições são de uma natureza melancólica, pelas quais somos movidos à contrição, até mesmo ao choro. Outras ainda são de um caráter jubilante, erguendo o coração para jubilar: tal é o canto dos Salmos nas igrejas escocesas. Além dessas, outras são de uma natureza deveras rítmica, levando o coração a saltar e a pular de regozijo, como foi o caso quando Ana disse em seu coração: “Meu coração exulta ao Senhor” (1Sm. II, 1). Outras composições são de caráter severo, levando o coração à ira e, por assim dizer, a demandar vingança. Se, todavia, o coração for espiritual, esse coração espiritual, através de várias melodias, haverá de perceber quais são as afeições espirituais consistentes com essas melodias e, através dessas afeições interiores, ele será levado para perto de Deus, seja em contrição, júbilo, regozijo, alegria ou em ação de graças e louvor a Ele. Portanto, o homem espiritual não interage meramente com a melodia. Pelo contrário, a melodia na verdade complementa o aspecto espiritual e este, por sua vez, complementa a melodia. E ambos os casos envolvem o coração. Logo, pode ser que o coração, dependendo da disposição, influencie tanto o conteúdo como a melodia. Ou pode ser também que o conteúdo e a melodia influenciem o coração dessa forma. Quanto mais agradável forem as vozes ou instrumentos a cantar e a soar essas melodias, mais o coração será afetado. Quando Jeosafá e os dois reis mostraram a Eliseu o perigo em que se encontravam os seus exércitos por conta da ausência de água, ele disse: “Ora, pois, trazei-me um músico”. E “sucedeu que, tocando o músico, veio a mão do Senhor sobre ele” (2Reis III, 15). Devido à sua execução do instrumento, seu espírito foi movido e, tendo sido trazido à disposição adequada, ele recebeu a revelação de que haveriam de receber água.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>O Canto Tem Sido Praticado Desde os Primórdios</em></p>
<p style="text-align: justify;">Criaturas têm se ocupado com o canto desde o começo da criação. Os anjos, tendo sido criados no primeiro dia e servindo de testemunhas à criação pelos cinco dias seguintes, glorificaram a Deus a respeito disso no seu canto: “Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam” (Jó XXXVIII, 7). Nem tudo o que foi entoado antes do tempo de Moisés foi registrado, mas é plausível que os personagens piedosos, desde o tempo de Adão, tenham se deleitado no cantar. Jó, que segundo dizem, viveu durante o tempo de Abraão, faz menção do canto no seu livro: “Onde está Deus que me criou, que dá salmos durante a noite” (Jó XXXV, 10). Após os filhos de Israel terem deixado o Egito e passado pelo mar sobre terra seca, eles louvaram ao Senhor em canto: “Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor” (Ex. XV, 1). O nonagésimo salmo tem o seguinte título: <em>Uma Oração de Moisés</em>. Com a sua morte iminente, Moisés deu aos filhos de Israel um cântico que lhe fora ditado pelo Senhor (Dt. XXXI, 16-30). Depois da derrota de Sísera, Débora cantou um cântico (Jz. V, 1).</p>
<p style="text-align: justify;">Davi foi o suave salmista (2Sm. XXIII, 1). Labor diário seu era cantar ao Senhor com instrumentos e levantar a voz e o coração a Deus. Em Sua bondade, o Senhor deu vários salmos a Davi por Sua Palavra. Nós temos os principais, mas tanto a arte da poesia hebraica como as melodias nos estão, em grande parte, acobertadas. Penso que mesmo toda a música que se encontra no mundo hoje em dia não se compara à música de Davi. Eu creio que a melodia foi composta em harmonia com as afeições do coração, dando expressão a elas de uma forma bastante apropriada. E, visto que a melodia procedeu de uma disposição espiritual de coração, ela foi incrivelmente capaz de despertar essas emoções em outras pessoas também. A melodia de um salmo, por isso, não poderia ser utiliziada para qualquer outra canção, visto que a melodia só se aplicava àquela afeição interna e àquela letra. A combinação dos tons musicais, afeições internas e letra foi tamanha, que levaria seus ouvintes a um êxtase. A música de nossa época não provoca tal efeito. Nós entoamos a melodia independente de ela ser consistente com tanto as afeições internas do coração como a letra. Ora, a arte da poesia e da canção consistiam primariamente nesses dois elementos durante aquela época. Por isso, simplesmente não é prático procurar descobrir o método artístico de Davi, muito menos as melodias que ele compôs. Apesar disso, existem aqui e acolá alguns elementos presentes também na poesia grega, latina e holandesa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>A Escritura nos Conclama a Cantar</em></p>
<p style="text-align: justify;">Davi não cantou meramente para si, mas continuamente exorta todos a cantar. Com esse propósito, ele entregou seus salmos para que fossem cantados no templo pelos mestres de canto em ofício. As referências textuais a isso são tão numerosas, que nem preciso de mencionar. Também encontramos salmos, depois da época de Davi, entre os profetas, acompanhados de exortações ao canto. Achamos também tais exortações entre aquelas profecias que declaram que nos dias do Novo Testamento os homens louvariam ao Senhor com o canto. “Cantai ao Senhor, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra” (Is. XII, 5). “Naquele dia cantai a ela, uma vinha de vinho tinto” (Is. XXVII, 2). “Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao Senhor toda a terra” (Sl. XCVI, 1).</p>
<p style="text-align: justify;">Não é só o Antigo Testamento que nos exorta a cantar, mas também o Novo. “Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Ef. V, 19); “&#8230; ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais” (Col. III, 16); “Está alguém alegre? Que salmodie” (Tg. V, 13); “cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1Cor. XIV, 15); “E cantavam um novo cântico” (Ap. V, 9).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Outros Cânticos Espirituais Além dos Salmos</em></p>
<p style="text-align: justify;">Diversos homens piedosos compuseram canções espirituais para esse propósito com uma variedade de melodias. Parece que <em>Lutero</em> foi o primeiro a fazê-lo durante a Reforma. Os seus cânticos são ainda hoje cantados com edificação pelos luteranos em suas igrejas, bem como privadamente por nós. E recentemente o inesquecível <em>Justus van Lodesteyn</em> compôs uma coletânea de canções insuperável em termos de espiritualidade. <em>Clement Marot</em> colocou os primeiros cinquenta Salmos de Davi em rima no idioma francês e <em>Teodoro Beza</em>, os outros cem. Depois disso, <em>Claud</em>. <em>Gaudamelius</em> [Claude Goudimel], um músico famoso de Paris (que pereceu como mártir no massacre de Paris), compôs as melodias, que são insuperáveis na opinião dos músicos. <em>Petrus Dathenus</em> os traduziu do francês em forma poética, preservando as mesmas melodias. Seria bom se algum poeta piedoso e habilidoso pudesse tomar para si a tarefa de melhorar as traduções, colocando-as em poesia de uma forma idêntica e em melhor harmonia com o texto original, de modo que o resultado seja aceitado para o uso público nas igrejas. A decisão dos Sínodos holandeses foi de fato muito correta, a saber, que nada além dos Salmos de Davi deve ser utilizado nas igrejas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Lamento Pela Negligência Generalizada do Canto</em></p>
<p style="text-align: justify;">Particularmente, penso ser impressionante que na Holanda os piedosos tenham tão pouco desejo de cantar e que se disponham a fazê-lo de forma tão infrequente. É verdade que cantar pouco é consistente com o caráter lânguido da nossa nação (se comparada a outras nações). Não obstante, as pessoas mundanas cantam um bocado, mas cantam canções vãs para agitar o coração rumo à vaidade e à imoralidade. Os piedosos estão, todavia, em silêncio. Um diz: “estou muito ocupado”. O outro, “não tenho boa voz”, e o terceiro: “não sei melodia alguma”. O quarto, “eu não ousaria! E se os vizinhos me ouvissem e me considerassem um hipócrita?”. Tudo isso, entretanto, não trata do verdadeiro problema, qual seja, a falta de vontade. Se o coração fosse mais espiritual e mais alegre, iríamos com prontidão louvar ao Senhor com alegre canto e, assim, despertar a nós e aos outros. E não falo aqui somente do canto na igreja: mesmo ali, muitos não cantam. Para alguns, o melhor que conseguem fazer é ler o Salmo em silêncio).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Exortação ao Canto</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é necessário que eu convide todos a cantar, não somente os salmos, mas também outros cânticos espirituais. Portanto, crentes, livrem-se da letargia! “Servi ao Senhor com alegria: apresentai-vos diante dEle com cânticos” (Sl. C, 2).</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, você deve perceber que o cantar não é uma questão neutra, algo em que você pode ou não se envolver. Pelo contrário, é mandamento de Deus. Tal como mostrado anteriormente, Deus requer isso de você e deseja ser servido dessa maneira. Tome a citação acima junto com outras parecidas e guarde-as no coração como algo mandatório. Comece seu envolvimento nesse dever com um coração obediente: abra sua boca, que seu coração fechado haverá de se abrir também.</p>
<p style="text-align: justify;">Em segundo lugar, Deus criou essa capacidade na própria natureza do homem. Podemos observar isso em crianças de três ou quatro anos de idade. Repare em como elas andam pela casa e cantam ao mesmo tempo. Observe como mesmo na natureza os pássaros, à sua maneira, já louvam seu Criador cedo de manhã através do canto. Se for sair de casa pela manhã, ou se tiver pássaros em casa, você os ouvirá. Ora, será que as criancinhas e os pássaros lhe servirão de repreensão e você, que tem a maior razão do mundo para cantar alegremente permanecerá ainda assim mudo e calado?</p>
<p style="text-align: justify;">Em terceiro lugar, isso é obra de anjos, pois eles glorificam a Deus com o canto (Cf. Jó XXXVIII, 7; Lc. II, 13-14; Ap. V, 11-12), e também é obra da igreja na terra e no céu: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap. V, 9); “E cantavam um como cântico novo diante do trono &#8230; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.” (Ap. XIV, 3); “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos” (Ap. XV, 3). Se você não tem desejo algum de cantar, então o que você fará na igreja e no céu? Além disso, se você deseja engrandecer o Senhor com um aleluia eterno, você deveria começá-lo aqui na terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Em quarto lugar, Deus se compraz de forma especial quando Seus filhos O louvam em canto. Lá onde o Senhor for suavemente louvado em canto, Ele virá com Suas bênçãos. “Porém tu és santo, tu que habitas entre os louvores de Israel. “ (Sl. XXII, 3). É notável o que ocorreu na dedicação do templo. “E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam &#8230; então a casa se encheu de uma nuvem &#8230; E os sacerdotes não podiam permanecer em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do SENHOR encheu a casa de Deus” (2Cr. V, 13-14). Quando Jeosafá, juntamente com seu exército, ergueram suas vozes em alegre exclamação e canto (2Cr. XX, 22), o Senhor derrotou os seus inimigos. Quando Paulo e Silas cantaram louvores a Deus no meio da noite, as portas da prisão foram abertas e os grilhões de todos os prisioneiros foram soltos (Atos XVI, 25-26). Portanto, se você quer agradar o Senhor, e deleitar-se com Sua visitação na alma, e se deseja experimentar o Seu socorro, então pode ir se acostumando a cantar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em quinto lugar, o canto mexerá com um coração que dificilmente se aciona durante a oração. Pode ser que, durante o canto, as lágrimas caiam sobre o livro. Já passou por isso? Nunca foi movido pelo cantar de outras pessoas? Outros, portanto, também se comoverão através do seu canto. Os papistas na França sabiam disso e, por causa disso, proibiram estritamente o canto dos Salmos e adotaram uma punição cruel para isso, mesmo antes do massacre da igreja [que ocorreu em 1572 - NT]. Portanto, não continuem calados, mas ergam suas vozes. Apesar do diabo e de todos os inimigos de Deus, ergam-nas para a honra e a glória do seu Deus, visto que isso já lhes fez muito mais bem (e ainda faz) do que se deixassem de dar graças ao Senhor com cânticos de louvor. Você devem fazê-lo, além do mais, com vistas a levar outros a servir ao Senhor com alegria. Assim, será manifesto a todo homem natural que a piedade é uma vida de regozijo, e não de pesar. E eles a desejarão também. E, se cantarem, cantem com entendimento, com fervente desejo, conscientes da presença do Senhor (e, portanto, reverentemente), com comportamento discreto, com atenção interior e aparente, para que tudo seja adequado diante do Senhor e à edificação dos que estão à nossa volta.</p>
<blockquote>
<p>Fonte: &#8220;The Christian&#8217;s Reasonable Service&#8221;, vol.IV, cap.79.</p>
<p>Tradutor: Lucas G. Freire, ago. 2010</p></blockquote>
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		<title>A Reforma: Uma Volta ao Primado da Pregação</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 20:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Prática da Pregação]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia do Culto]]></category>
		<category><![CDATA[pregação]]></category>

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		<description><![CDATA[A igreja nos dias que correm precisa mais uma vez voltar ao primado da pregação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>por Charles Terpstra</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com humilde gratidão a Deus comemoramos a grande Reforma do século XVI. Dizemos humilde porque a Reforma foi uma poderosa obra da graça dele, e porque somos os abençoados receptores dessa gloriosa tradição. Assim, quando lembramos desse eventos, temos de fazê-lo com gratidão a Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A herança da Reforma é rica. Consequentemente, há muitos diferentes aspectos dessa que são dignos de nossa consideração. Porém, um dos mais importantes é que ela constituiu um regresso ao primado da pregação. Nisso temos o apoio de muitos outros historiadores e analistas da Reforma. Não se trata de nossa opinião particular.</p>
<p style="text-align: justify;">Citando um homem que escreveu sobre a tradição reformada de culto:</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Seja o que for que tenha sido, a Reforma foi um grande reavivamento da pregação, provavelmente o maior na história da igreja cristã. Flutuando sobre uma maré crescente de pregação no final da Idade Média, os Reformadores expandiram a prática ainda mais, dando-lhe uma função e  um  caráter significativamente novos”. — James Hastings Nichols, <em>Corporate Worship, the Reformed Tradition</em>, p. 29.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Outro escreveu:</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“…A atividade que Deus ordenou para a promoção de seus propósitos é a pregação e ensino da Palavra de Deus. Eis a chave para entender o poder da Reforma. Ele jaz na disponibilização da Palavra de Deus a um povo que conhecia tão pouco dela” — Gordon J. Murray, p. 2.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido ela foi uma volta aos dias da igreja primitiva, quando a pregação estava no centro do culto, e o povo de Deus vinha avidamente se alimentar da Palavra de Deus proclamada de um Dia do Senhor a outro. E isso é o que torna a Reforma tão pertinente para o nosso tempo. Pois é sobretudo essa herança da pregação pura da Palavra que reputamos tão necessária para a igreja de todos os séculos, e que é tão preciosa para nós. Todo cristão verdadeiramente reformado quer a pregação fiel, porque conhece que esse é o meio de salvação que Deus ordenou para a alma dele (Efésios 4; Romanos 10).</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, também devemos perceber que tal herança está sendo perdida, sendo minada, sendo substituída hoje em igrejas que possuem suas raízes na Reforma. Isso nos entristece tanto quanto ao Senhor Deus. E essa é a razão por que esse assunto é relevante para a nossa consideração. Voltemo-nos então ao nosso assunto, dividindo-o em três partes: A Necessidade de um Tal Retorno; a Reforma como um Retorno; e a Significância disso no presente para nós, a Igreja de Cristo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;"><a href="http://monergismo.com/wp-content/uploads/Reforma_Pregacao_CJTerpstra.pdf" target="_blank">Leia o restante do artigo (em PDF) aqui.</a></span></strong></p>
</blockquote>
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		<title>Conselho para vencedores</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 22:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendado!]]></category>

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		<description><![CDATA[O conselho de Deus é severo, quando medido pelos sentimentos delicados e efeminados do cristianismo moderno.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Vincent Cheung</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p>Jeremias teve uma vida dura. Deus o chamou para levar uma mensagem de castigo aos israelitas e por isso eles o odiavam, e até sua própria família conspirou contra ele. O profeta não tinha prazer em proclamar tal mensagem e em se opor a todo mundo, mas era a mensagem que Deus lhe mandou anunciar e que inspirou no profeta pelo seu Espírito.</p>
<p>Por isso, lemos em certo lugar, &#8220;Porque, sempre que falo, tenho de gritar e clamar: Violência e destruição! Porque a palavra do SENHOR se me tornou um opróbrio e ludíbrio todo o dia. Quando pensei: não me lembrarei dele e já não falarei no seu nome, então, isso me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; já desfaleço de sofrer e não posso mais&#8221; (Jeremias 20.8-9). É comum os cristãos citarem o versículo 9 para expressar o intenso desejo que sentem de pregar o evangelho, mas insultamos Jeremias se ignorarmos o contexto original. A sua tarefa era anunciar aos israelitas que Deus enviaria os inimigos deles para matá-los e capturá-los. Isso lhes sobreviria como castigo contra a idolatria e desobediência de Israel. A decisão estava tomada e a sentença não poderia ser evitada. Era tarde demais. Deus disse a Jeremias que ainda que Moisés e Samuel orassem pelo povo ele não atenderia.</p>
<p>Jeremias não queria anunciar uma mensagem tão severa, mas Deus queria que ele o fizesse e pôs uma compulsão espiritual tão intensa nesse vaso de barro que, mesmo quando o profeta decidiu recolher o seu ministério, o fogo ardeu dentro dele até ser impossível aguentar. Mais uma vez ele abriu a boca e &#8220;Violência e destruição!&#8221; foi o que saiu. Conforme escreveu Paulo, &#8220;Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus&#8221; (Romanos 11.22). Este é o tipo de Deus a quem servimos: quando pecadores o agravam o suficiente, ele os mata e os lança no inferno, que é a coisa certa a se fazer.</p>
<p>Tiago escreveu que Elias era homem exatamente como nós, mas ele disse isso para que imitássemos o seu exemplo de fé na oração (Tiago 5.17), não para que corrêssemos quando perseguidos por Jezabel. Se você pudesse parar a chuva por três anos e meio, então poderia ter uma desculpa para se esbaldar em lamurias – bem, nem mesmo assim. De qualquer forma, se tudo o que sabe fazer é correr quando alguém lhe persegue, então você não é Elias.</p>
<p>Jeremias também era homem como nós e, sentindo a pressão dos opositores, exasperou-se, e orou: &#8220;Justo és, ó SENHOR, quando entro contigo num pleito; contudo, falarei contigo dos teus juízos. Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?&#8221; (12.1). Parece haver um consenso na literatura cristã – exceto com relação a alguns escritores pentecostais e carismáticos sempre acusados de terem um entendimento deformado quanto à fé – de que esse tipo de oração de queixa é digno de imitação. Os cristãos são encorajados a desabafar as suas frustrações diante de Deus, ainda que em tom questionador e acusatório. Isso é conselho de perdedores espirituais para perdedores espirituais, que buscam justificar essa atitude apelando aos profetas e aos salmos, mas deixam de mencionar como Deus reagiu a tal conduta.</p>
<p>Por exemplo, Asafe se perturbou com a prosperidade dos ímpios no Salmo 73, mas admitiu que estava errado, que seu pé quase resvalou, e que era néscio e ignorante e como um animal selvagem diante de Deus. Noutras palavras, ele jamais deveria ter falado do modo como falou. Mas se nem mesmo Asafe não teve desculpa, por que você acha que tem uma, já que se beneficia do Salmo 73 e muitos mais? Devemos apelar aos profetas e aos salmos para proibir tal tipo de atitude e de oração. Se você não pode dizer algo reverente a Deus, cale a boca e leia a resposta que ele já deu na Bíblia. Depois, comece a sua oração com arrependimento por causa da sua fé fraca e das suas emoções blasfemas.</p>
<p>Jeremias era um vencedor espiritual. Era esse o seu destino. E Deus não lhe permitiria pensar como perdedor – talvez permitisse a alguém como você. Por isso ele disse ao profeta: &#8220;Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do Jordão?&#8221;. Noutras palavras, &#8220;Se agora você não aguenta e se agora tropeça, como terá êxito quando as coisas ficarem ainda mais difíceis?&#8221;. Esse é um conselho para vencedores espirituais, para alguém destinado à grandeza crescente no serviço de Deus.</p>
<p>A maioria das nossas tribulações não é nada como as ameaças enfrentadas por Jeremias, e o grau de fé e de paciência que ele demonstrou seriam inconcebíveis para os cristãos de hoje. Assim, para descer ao nível deles, eu diria que &#8220;se neste momento você está imobilizado pela angústia porque o seu bichinho de estimação morreu, como conseguirá transmitir ânimo a alguém cujos filhos pereceram num acidente ou como combaterá os ateus e os hereges?&#8221;. Dá para entender?</p>
<p>O conselho de Deus é severo, quando medido pelos sentimentos delicados e efeminados do cristianismo moderno. Ele nos desafia a renunciarmos a nossa autopiedade e incredulidade pondo dificuldades ainda maiores diante de nós. Ele se recusa a afrouxar as suas demandas por excelência. Isso é contrário à mentalidade perdedora da psicologia anticristã que tem envenenado os ensinamentos de pregadores e conselheiros cristãos. O nosso Senhor Jesus não é um daqueles que diz &#8220;Sei, sei, deixa tudo pra lá&#8230;&#8221;, mas alguém que exclama &#8220;Até quando vou ter de aguentar vocês? Até quando vou ter de aturar isso? Homens, onde está a fé de vocês?&#8221; (ver Mateus 17.17, Lucas 8.25). Ele quer que seus discípulos sejam vencedores espirituais. Ironicamente, hoje, esse modo de ver seria considerado anticristão, desprovido de amor e refinamento.</p>
<blockquote><p><strong>Tradução</strong>: Marcos Vasconcelos</p></blockquote>
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		<title>A Bíblia: pedra de tropeço</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliologia]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Sistemática]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[A própria existência da Bíblia é uma pedra de tropeço para os não cristãos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Vincent Cheung</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar os gentios pela fé, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em você” (Gl 3.8).</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Eis o caso mais curioso de personificação. No relato de Gênesis, Deus falou com Abraão, mas neste versículo afirma-se ter sido a Escritura seu interlocutor — isto é, a Bíblia, o próprio livro. A palavra “Escritura” faz referência a algo escrito, mas ainda que as palavras de Deus tenham sido imediatamente registradas em forma escrita, elas não se encontravam sob essa forma quando ele as pronunciou. Todavia diz-se aqui que a Escritura fez a promessa a Abraão.</p>
<p style="text-align: justify;">Atribuem-se duas características divinas à Escritura. Primeira, Paulo escreveu que a Escritura “previu” algo. E repare que o apóstolo faz distinção entre a Escritura e Deus — a Bíblia previu que Deus faria alguma coisa. No entanto, não teria Deus previsto o que ele mesmo faria? A personificação é total. Ele faz referência à Bíblia como algo vivo, pessoal, e divino. Segunda, Paulo escreveu que a Escritura anunciou, ou pregou, o evangelho a Abraão. A promessa proveio do próprio Deus. Esta não foi uma declaração feita por um servo ou mensageiro, mas a cláusula inicial de uma promessa. Foi Deus que a fez, e apenas ele poderia fazê-la. No entanto aqui se diz quer a Bíblia a fez.</p>
<p style="text-align: justify;">Extraem-se disso quatro inferências. A primeira é que um dos princípios essenciais da fé cristã é o intercambiamento entre Deus e a Escritura relativa a diversas intenções e propósitos. Por exemplo, Deus e a Escritura devem ser considerados idênticos em relação à verdade e autoridade. A segunda, em alguns contextos é absolutamente correto referir-se à Escritura como se refere a Deus. De fato, espera-se isto, e até se exige, de todos os cristãos. Deve ser natural dizer: “A Bíblia ordena”, “A Bíblia proíbe” ou “A Bíblia prediz”. Devemos suspeitar de quem descobrirmos fazendo uma distinção deliberada e consistente, a partir da análise de suas declarações, entre Deus e a Escritura. Terceira, a formulação ou aplicação da doutrina da Escritura que não incorra na acusação de bibliolatria por parte de algumas instituições provavelmente não acompanha o apreço que a Bíblia tem de si mesma e é, portanto, indigna de afirmação. Quarta, se a Escritura conta com o conhecimento de antemão divino e faz pronunciamentos divinos, então ela pode ser caluniada e blasfemada. Qualquer declaração feita a respeito da Bíblia que não a identifique com a própria verdade, conhecimento e autoridade de Deus deve ser considerada caluniosa e blasfema. Deve-se tratar ofensor de forma congruente com seu ato — isto é, ele deve ser removido de todos os ofícios eclesiásticos, interrogado na presença da igreja, e sem o a retratação e o arrependimento plenos, expulso das dependências da igreja e impedido de se relacionar com ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos consciência de que a mensagem da Bíblia ofende os não cristãos. No entanto, sua própria existência também é uma pedra de tropeço para eles. Se eles cressem em Deus, jamais esperariam que ele lhes falasse por meio da Bíblia, isto é, por intermédio de um livro. Naamã disse ter pensado que Eliseu poderia dirigir-se a ele, invocar seu Deus, e passar a mão sobre sua lepra e curá-lo. É claro que Deus poderia ter agido desse modo, ainda que ele não tenha concedido a Naamã o que ele esperava. Contudo, um servo sábio raciocinou com Naamã, e ele se submeteu às instruções do profeta e foi curado. Caso os não cristãos esperem que Deus faça surgir uma mão e escreva uma mensagem diante deles, ou lhes fale desde os céus com uma voz trovejante, ou esperem que Cristo apareça em uma luz ofuscante, dizendo: “Tolo, tolo, por que me persegue? É inútil resistir ao aguilhão”. O quê? “É inútil você continuar batendo a cabeça na parede”.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus, a bem da verdade, fez todas essas coisas, e contrariando muitos teólogos, ele ainda o pode fazer se assim desejar. Não existe nada na Bíblia que nos garanta que ele sempre consente com a doutrina cessacionista. Mesmo assim, na maior parte dos casos, a verdade de Jesus Cristo não alcança dos homens por intermédio do que eles consideram maneiras espetaculares. Em vez disso, Deus lhes entrega um livro, e diz de fato: “Leia-o. Creia nele e viva. Descreia dele e queime no inferno”. Isso é de aceitação muito difícil, quase impossível para os não cristãos. Deus designou este obstáculo para expor as pessoas destinadas ao fogo do inferno, e para excluí-las da vida eterna. Não se trata da ocultação da divindade da Bíblia, mas de os pecadores estarem cegos para ela. Como Jesus afirmou, se uma pessoa se recusa a crer em Moisés, então ela se recusará a crer ainda que alguém retorne dentre os mortos para lhe falar. A recusa, por parte dos homens, de dar ouvidos ao Cristo ressurrecto é seu cumprimento cabal. Todavia, Deus desperta a inteligência de seus eleitos para perceber a sabedoria e o poder da Bíblia, e para reconhecer que o livro é idêntico à voz de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia disse a Abraão que ele se tornaria pai de muitas nações, e que por seu intermédio todos os tipos de gente seriam abençoados. A promessa jamais poderia ser cumprida por meio da carne, mas pelo poder de Deus. Ela nunca se tornaria real pela forma do surgimento de Ismael, mas pelo nascimento de Isaque. Todas as nações seriam abençoadas por meio de Abraão, Cristo nasceria, e seu evangelho se espalharia por toda a terra, convertendo multidões à verdade, salvando-as do pecado e do inferno, e lhes assegurando um lugar no céu. Todos seriam unidos por esta única promessa proveniente de Abraão. Judeus ou gentios, homens ou mulheres, ricos ou pobres, eles serão unidos — abençoados por uma promessa — por meio da fé comum em Jesus Cristo.</p>
<blockquote><p><strong>Tradução</strong>: Rogério Portella</p></blockquote>
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		<title>Resumo da doutrina da Escritura</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bibliologia]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia Sistemática]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendado!]]></category>

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		<description><![CDATA[A Bíblia é a revelação verbal de Deus. É sua voz. Todas as palavras da Bíblia foram inspiradas e expiradas por Deus. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Vincent Cheung</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>[Adaptado de uma declaração inédita sobre a doutrina da Escritura.]</em></p>
<p style="text-align: justify;">
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia consiste nos 66 livros do Antigo e Novo Testamento. Eles foram produzidos por inspiração divina, e coligidos e preservados pela providência de Deus, de forma que operam em conjunto e são mencionados com uma única obra.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia é a revelação verbal de Deus. É sua voz. Todas as palavras da Bíblia foram inspiradas e expiradas por Deus. Ele fez homens registrarem as palavras exatas que desejava usar para comunicar seus pensamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra é um símbolo, e um símbolo pode representar uma ideia ou um conjunto de ideias. Portanto, a linguagem humana é suficiente para comunicar qualquer coisa procedente de Deus ou referente a ele. Qualquer limitação deve jazer na capacidade humana de pensar ou processar as ideias comunicadas por Deus. Pelo fato de Deus ter criado o homem à sua imagem, o homem conta com a capacidade de pensar ou processas as ideias comunicadas por Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A Escritura é coerente e consistente. É uma unidade. Cada documento é integralmente coerente, e todos os documentos concordam entre si. Ela não contém contradições lógicas, paradoxos ou antinomias reais ou aparentes. A percepção de uma aparente contradição significa que se trata apenas de uma ilusão — um produto da mente humana —, e não de uma característica do texto.</p>
<p style="text-align: justify;">A Escritura é infalível e inerrante. Da mesma forma que Deus não mente nem erra, a Bíblia — que é a própria voz de Deus e cujas palavras são as próprias palavras de Deus — não mente nem erra. A Bíblia não pode conter, nem contém, erros, quer em relação a questões espirituais, históricas ou de outra natureza. Ela está certa em todas as suas afirmações e inferências. A pessoa que considera qualquer porção da Escritura falível ou errada não tem motivo para se dizer cristã. Depois de ser bastante admoestada e advertida, ela deve ser considerada réproba e excomungada.</p>
<p style="text-align: justify;">A Escritura detém autoridade. Ela é mais que um instrumento, é a própria voz de Deus. Sua autoridade é idêntica à autoridade de Deus. Não há diferença entre um pronunciamento de Deus e um pronunciamento da Bíblia, e não há diferença entre a obediência a Deus e a obediência à Bíblia. Crer em um e lhe obedecer equivale a crer no outro e obedecer-lhe.</p>
<p style="text-align: justify;">A Escritura é perspícua. Ela é de forma geral clara e de fácil entendimento. A Bíblia comunica sua mensagem com eficiência a todos os tipos de homens em tempos e culturas diferentes. Ela se caracteriza pelo fundamento da simplicidade de pensamento e linguagem de tal forma que é possível a qualquer pessoa com capacidades básicas, sem o auxílio de outros homens, lê-la e aprender dela os princípios centrais da fé cristã, incluindo-se o conhecimento necessário e suficiente para a salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">A Escritura é suficiente. Ela contém a informação necessária à salvação, ao progresso espiritual e orientações pessoais — todo o necessário para alguém viver de forma plenamente agradável a Deus. Ela contém a informação necessária à cosmovisão completa, o conceito verdadeiro da realidade, do conhecimento, da ética e de outras questões. Revelações extrabíblicas, como visões e profecias, são desnecessárias; no entanto, a Escritura não declara sua cessação. Deus ainda as pode conceder quando lhe aprouver, mas todas as alegações concernentes a revelações extrabíblicas devem ser testadas, e os falsos profetas devem ser excomungados.</p>
<p style="text-align: justify;">A Escritura autentica a si mesma. Ela se sustenta pela excelência e suficiência de seu conteúdo, e independe de promessas alheias. O sistema de crença cristã recebe a Escritura como primeiro princípio. O restante do sistema se segue por meio de deduções válidas. Este primeiro princípio se prova verdadeiro, e todas as proposições válidas, deduzidas dele, também são verdadeiras. Pelo fato de a Escritura ser verdadeira, e visto que ela contradiz e condena todos os outros sistemas de pensamento, a fé cristã é a única religião, filosofia ou cosmovisão verdadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<blockquote><p><strong>Tradução</strong>: Rogério Portella</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Seja maldito!</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendado!]]></category>

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		<description><![CDATA[Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja maldito!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Vincent Cheung</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p>(sermonete)</p>
<p style="text-align: justify;">Se alguém não ama o Senhor, seja maldito! Vocês me ouviram. Se alguém não ama o Senhor independentemente da razão, por não ser cristão, ou por ser alguém que se diz cristão, mas não ama o Senhor — não sendo de fato cristão — seja maldito! Esta é minha teologia. Esta é minha declaração de fé. E esta é minha mensagem para vocês hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste exato momento, vocês podem não estar se agradando muito de mim. Imaginem quantos líderes cristãos, pregadores, teólogos, igrejas, seminários, denominações, pais, mestres, políticos e pessoas de todas as esferas da vida denunciariam a mim por esta declaração e atitude completamente anticristãs? Quantas pessoas pegariam a Bíblia para citar passagens contra mim? Quanta gente reclamaria que minha fé é completamente contrária à religião de Jesus Cristo e seus apóstolos?</p>
<p style="text-align: justify;">E isto me diria quantas pessoas se encontram longe de Deus e do contato com a fé cristã, pois estou apenas repetindo o que Paulo diz em 1 Coríntios 16.22. Na verdade, o versículo 21 indica que ele pegou a pena do amanuense para poder escrever esta declaração de próprio punho: “Cumprimento da minha mão, de Paulo. Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja maldito”. Eu, Vincent Cheung, também ponho meu nome nessa declaração. Ela conta com meu endosso pleno. Meu desafio a vocês é se vocês pegarão a pena e assinarão seu nome nela. Ou a fé cristãs não é “cristãs” o suficiente para vocês?</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo sendo a fé cristã a revelação do amor de Deus aos pecadores, sua preocupação principal é sempre a honra de Deus e não o bem-estar e consolo dos homens. Tão logo se reverta essa situação, o cristianismo deixa de existir. Minha declaração inicial é um teste da religião autêntica, um teste de ortodoxia e reverência. E todos os que a rejeitarem ou me criticarem por pronunciá-la são os que falharão no teste.</p>
<p style="text-align: justify;">Se vocês ficaram ofendidos ou envergonhados com essa declaração, se chegaram apensar que não sou cristão por causa dela, e que ela se opõe de forma total ao espírito de Cristo, então há algo muito, mas muito errado com vocês. Vocês estão fora de contato com o que é a fé cristã de verdade, e o que ela ensina de fato. Estão vocês desalinhados como o espírito de Cristo e a religião do Novo Testamento.</p>
<p style="text-align: justify;">No período em que a maior parte da igreja se ocupa com os assuntos dos homens e não com os assuntos de Deus, esta é a única forma de traçar a linha da fé e esclarecê-la. Sim, Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê seja salvo. Sim, quem ama o Filho ama também o Pai, e eles farão nessa pessoa sua morada. Contudo, caso sejamos cristãos também diremos: se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja maldito!</p>
<blockquote><p><strong>Tradução</strong>: Rogério Portella</p></blockquote>
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		<title>Redenção: a família de Cristo</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Soteriologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendado!]]></category>

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		<description><![CDATA[A humanidade está dividida entre a linhagem de Cristo e a linhagem de Satã, ou em cristãos e não cristãos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Vincent Cheung</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“E porei inimizade entre você e a mulher, e entre sua semente e a semente dela; esta lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3.15).</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Todas as coisas acontecem pela vontade e pelo poder de Deus — de acordo com seu conhecimento. Com isto quero dizer que um acontecimento se dá apenas pelo fato de ele o ter desejado e causado. Não há poder independente dele ou que compita com ele. Caso não houvesse outro motivo, isto seria necessariamente verdadeiro pelo fato de Deus se revelar como o detentor do controle total e ativo sobre todas as coisas, de modo que se exclui a própria possibilidade de um segundo poder. Seu conhecimento é completo; assim ele conhece todos os acontecimentos, até os pensamentos e os atos humanos. Visto que Deus decide e causa todas as coisas, seu conhecimento está necessariamente ligado à sua vontade e poder. Isto é: ele conhece todos os acontecimentos porque os decide e causa, e conhece seus próprios planos e propósitos.</p>
<p style="text-align: justify;">A queda do homem não foi um acidente. Se o pardal não pode morrer à parte da vontade de Deus, e se o homem é incapaz de tornar o cabelo preto ou branco, então à semelhança de todos os acontecimentos, a queda do homem ocorreu porque Deus a decretou e causou. Isto não significa que o próprio Deus realizou o mal, mas que ele fez o homem realizar o mal de forma soberana e justa. Todas as tentativas de refutar esta posição acabam por diminuir a pessoa de Deus — o soberano por direito e poder —, cujos decretos e ações estabelecem a própria definição de bondade e justiça. Não há padrão maior à parte de Deus, e pelo qual se possa julgá-lo. Não admitimos um padrão para julgar a bondade divina ou para lhe restringir o que é permitido fazer; em vez disso, derivamos o padrão da bondade do aprendizado do que ele pensa e faz.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a queda do homem foi um passo do plano de Deus. A Escritura ensina que o maior propósito de Deus é glorificar a si mesmo, e que ele o decidiu fazer por intermédio de seu Filho, Jesus Cristo, que resgataria o povo eleito, subjugaria todas as coisas, e entregaria ao Pai um reino de sacerdotes, de verdadeiros adoradores. A fim de cumprir esse propósito, era necessário lançar toda a humanidade no pecado, na morte espiritual e no juízo, para que Deus salvasse alguns por meio de Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Este plano de salvação foi revelado, em termos gerais, imediatamente após a queda do homem. Adão era o cabeça da raça humana, e quando pecou, todos os seus descendentes caíram com ele. Desse momento em diante, todo homem e mulher seriam concebidos com a natureza pecaminosa e com a culpa incidente na condenação. Foi nesse ponto que Deus pôs em prática o passo seguinte do seu plano, e declarou a divisão da humanidade. Ele disse que nem todos os homens seguiriam Satã, e que haveria uma linhagem humana que se oporia ao diabo e a seus filhos. Essa hostilidade chegaria ao ponto culminante ao receber o cumprimento final em um homem. No tempo devido, ele nasceria de uma mulher e se tornaria o campeão da linhagem dos justos. Ele salvaria seu povo e destruiria o poder do diabo.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus fez acréscimos a essa promessa e a desenvolveu por meio de sua revelação, narrada e registrada por seus profetas; no entanto, a ideia básica foi anunciada, e os que esperavam por ela e criam nela eram declarados membros da linhagem justa dentre a humanidade. Essa mensagem permaneceu inalterada ao longo dos séculos. A diferença era a quantidade de informações disponíveis a seu respeito. Exigia-se de cada geração afirmar o que Deus já revelara até o momento. À medida que os detalhes eram descobertos, tornava-se mais evidente que esse homem seria plenamente divino e humano, e que isso se tornaria possível por meio da encarnação de Deus. A plenitude da revelação foi manifesta em Jesus Cristo, e exposta por seus apóstolos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram feitos muitos acréscimos à declaração inicial, mas a promessa permaneceu inalterada. Desde o princípio, a promessa se referia à vinda de Jesus Cristo para salvar seu povo eleito. Não se trata de um anacronismo, mas de um auxílio para a unidade do nosso entendimento, declarar que todos os crentes na promessa ao longo da história humana, incluindo-se os que creram antes da vinda de Cristo, devem ser chamados cristãos. Desse modo, Hebreus 11 diz que Moisés preferiu sofrer a reprovação por causa de Cristo a usufruir os tesouros do Egito. E Pedro escreveu que o Espírito de Cristo estava nos profetas, e lhes revelou os tempos e as circunstâncias que envolviam a encarnação e o ministério do Salvador. Portanto, da perspectiva da revelação completa, percebemos agora que a humanidade estava dividida entre a linhagem de Cristo e a linhagem de Satã, ou em cristãos e não cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses grupos são as duas famílias que se antagonizam ao longo da história, e esse conflito continuará até a consumação de todas as coisas. A hostilidade não foi diminuída; ao contrário, foi acentuada pela vinda de Jesus Cristo. Ele disse que não veio trazer paz, mas a espada. Ele seria a causa do aumento da rixa entre nações, culturas e familiares. A pregação do evangelho compele os homens à escolha de um lado, ou melhor, revela em que lado eles se encontram. Quando anunciamos o Senhor Jesus, a família de Satã suscita a oposição, mas a família de Cristo é estimulada à fé e justiça, toma suas armas espirituais, e se une à luta para a glória de Deus.</p>
<blockquote><p><strong>Tradução</strong>: Rogério Portella</p></blockquote>
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		<title>Transgressão: você morrerá</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética]]></category>
		<category><![CDATA[Soteriologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Deus é o criador e regente da humanidade, e se você tem transgredido o mandamento dele com certeza morrerá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Vincent Cheung</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“E Jeová Deus ordenou ao homem, dizendo: Coma de toda árvore do jardim; mas, da árvore do conhecimento do bem e do mal, não coma dela; porque no dia em que comer dela, você morrerá” (Gn 2.16,17).</p>
<p style="text-align: justify;">
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Deus criou o universo, os planetas, a vida vegetal e os animais. Depois disso ele criou o homem e a mulher, e os colocou no Éden para trabalharem no jardim. E Deus lhes deu a ordem de que comessem de toda árvore do jardim, mas não deveriam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, e se eles comessem dela, com certeza morreriam.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aqui vislumbramos a essência do relacionamento original entre Deus e o homem. Em primeiro lugar, ele se baseava na comunicação verbal — Deus falava com o homem. Ele falava com o homem usando termos que transmitiam ideias definidas, concretas e abstratas, como identidade pessoal (“você”), o ato de se alimentar, árvores, jardim, conhecimento, bem e mal, tempo (“no dia em que comer”) e morte. Em segundo lugar, este relacionamento era íntimo mas variável. O homem se beneficiava da provisão e da generosidade de Deus, mas ele também agia sob a autoridade divina, que impunha restrições às atividades humanas. O padrão do certo e do errado encontrava-se exclusivamente na autoridade de Deus — não como algo alheio a ele, mas como algo idêntico à sua vontade, e expresso por meio de instruções e ordens.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Algumas tradições teológicas afirmam que a ordem de Deus a Adão envolvia, ou consistia em, uma aliança. Essa aliança compreendia um período de teste para o homem, de modo que se ele se revelasse obediente, herdaria a vida eterna, mas se ele se mostrasse desobediente, herdaria a morte eterna. No entanto, não há indicação de teste nas instruções de Deus a Adão. E inexiste qualquer promessa de promoção a uma vida superior após o período de obediência. Tampouco há qualquer traço do estabelecimento de uma aliança. Essa doutrina é uma invenção humana e deve ser descartada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De acordo com o relato de Gênesis, Satã assumiu o controle de uma serpente e falou por meio dela, ou ele assumiu a forma de uma serpente e falou. Ele tentou Eva para que transgredisse a ordem de Deus. Eva e o restante da Escritura descrevem mais tarde esse ato como uma tentativa de enganar. Ele mentiu para Eva. As tentações são caracterizadas por falsas doutrinas e falsas promessas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A tentação envolve persuasão — uma forma de comunicação. Essa comunicação é diferente da causação, e ela não comporta em si mesma o poder da causação. Satã persuadiu Eva a pecar, mas ele não causou o pecado de Eva, pois só Deus detém o poder de controlar a alma humana. Satã tentou Jesus da mesma forma. Ele não poderia fazer Cristo pecar, mas se diz acertadamente que ele tentou Jesus. Portanto, Satã é o tentador, mas não o autor do pecado. A Bíblia o chama de “pai” da mentira, mas o faz em um sentido relacional, pois já se sabe que Satã é apenas uma criatura. Ele é o representante principal do pecado, mas isso não equivale a dizer que ele conta com o poder de causar o pecado em sentido metafísico, pois só Deus detém o poder de causar qualquer coisa neste último sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Certa vez uma pessoa desafiou este entendimento ao se recusar a reconhecer a distinção entre comunicação e causação. A interação comigo foi muito confusa, pois ele aplicava com firmeza as ideias de tentação e persuasão como se elas sempre fossem bem-sucedidas. Para ele, a conclusão era: se Deus não é o tentador, então ele também não pode ser o autor do pecado. No entanto, se ele estiver correto — caso devamos identificar a comunicação com a causação, e a tentação para pecar com a causa do pecado — então ele deve rejeitar o relato bíblico da tentação de Cristo. A Bíblia diz que Satã tentou Jesus, mas ele não pecou. Todavia, se a tentação (persuasão para pecar) deve ser identificada com a causação para que a tentação sempre seja bem-sucedida, então Jesus pecou quando foi tentado, ou ele nunca foi tentado. Pelo fato de essa pessoa sustentar uma definição tão peculiar e estranha sobre a tentação, ele deve dizer que Jesus é pecador ou a Escritura é uma mentira e, assim, se declarar não cristão e se consignar ao fogo do inferno.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Satã mentiu para Eva, e em vez de se apegar à ordem de Deus, ela sucumbiu e comeu do fruto proibido. Ela deu dele a Adão que, mesmo sem ser enganado, também comeu do fruto. Desse modo o homem e a mulher pecaram e, quando o fizeram, passaram por uma mudança e também tiveram o relacionamento com Deus alterado. Como Deus predisse, o espírito deles morreu de imediato — a luz divina se extinguiu — e seu corpo também pereceu com o passar do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando ouviram Deus andando no jardim, eles se esconderam dele. Este é um insight tremendo. A partir daí, todos os pecadores inventaram métodos sofisticados de escapar dessa realidade, ainda que o motivo e o propósito básico permaneçam os mesmos. Eles sentem terror de Deus, e desejam se esconder dele, mas são estúpidos e desonestos demais para admitir essa impossibilidade. Podem ter se tornado ruidosos e confiantes, mas no interior do coração são como franguinhos amedrontados que correm para se ocultar. Eles se apegam à incredulidade, religiões falsas e diversos sistemas de pensamento e estilos de vida para lhes aliviar o medo, calar a consciência e manter a aparência de que realizam algo bom ou espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa mensagem aos não cristãos começa com isto: Deus é o criador e regente da humanidade, e você tem transgredido o mandamento dele, e com certeza morrerá. Reclame o quanto quiser, mas ele virá acertar as contas com você. Ele vem para pegá-lo e puni-lo. Você pode correr e se esconder, mas ele sabe onde você está e o que fez. Ele o lançará no lago de fogo, de acordo com sua justiça perfeita, e o fará sofrer uma dor extrema e sem fim. Então você gritará, mas não haverá auxílio nem escape. Você implorará pela morte, mas ai de você: já está morto. Ó, não cristão fraco e estúpido, você não pode se salvar. Ó incrédulo, condenado às chamas! Você não deve esperar. Hoje é o dia da salvação. Existe apenas um escape da condenação. Você o deseja? Você o aceitará?</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote><p><strong>Tradução</strong>: Rogério Portella</p></blockquote>
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