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		<title>Spurgeon: Plantador de Igrejas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 02:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Peter J. Morden</dc:creator>
				<category><![CDATA[C. H. Spurgeon]]></category>
		<category><![CDATA[História da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>
		<category><![CDATA[Plantação de Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Spurgeon!]]></category>

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		<description><![CDATA[O cenário Batista em Londres seria muito diferente hoje não fosse o ministério de plantação de igrejas de Charles Haddon Spurgeon. Algumas estatísticas nos ajudam a começar a compreender a extensão de sua influência. De forma impressionante, 53 das 62 novas igrejas Batistas de Londres fundadas entre 1865 e 1876 foram criadas graças ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<div class="quote-wrapper">
<div class="quote">Muitas pessoas não estão cientes da paixão extraordinária de C. H. Spurgeon por plantação de igrejas. Neste breve artigo, Peter Morden lança luz sobre como esse ministério impactou Londres.</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">O cenário Batista em Londres seria muito diferente hoje não fosse o ministério de plantação de igrejas de Charles Haddon Spurgeon. Algumas estatísticas nos ajudam a começar a compreender a extensão de sua influência. De forma impressionante, 53 das 62 novas igrejas Batistas de Londres fundadas entre 1865 e 1876 foram criadas graças ao seu trabalho; e no tempo da sua morte, em 1892, ele estava envolvido na plantação de quase 100 igrejas na cidade e nas áreas circunzinhas. A maioria dessas igrejas permanecem até hoje, muitos delas fortes e vigorosas, incluindo aquelas em Balham, Enfield, Greenwich, Norwood (Chatsworth), Teddington e Wimbledon (Estrada da Rainha).</p>
<p style="text-align: justify;">Como Spurgeon conseguiu esse feito extraordinário? Seus métodos eram flexíveis e variavam dependendo do contexto, mas muitas vezes ele trabalhava da seguinte maneira. Para começar, Spurgeon identificaria uma área que parecia ser uma oportunidade missionária promisssora. Então ele enviaria um ou dois alunos do Colégio de Pastores para realizar cultos de pregação ao ar livre, muitas vezes com o apoio de outras pessoas da sua igreja. Se esses trabalhos “ao ar livre” fossem bem sucedidos, ele alugaria algumas salas para que novas reuniões pudessem ser realizadas. Se o trabalho continuasse a florescer (como normalmente aconteceu), terrenos adequados seriam comprados e instalações construídas. Spurgeon tinha o seu próprio advogado para ajudar as novas igrejas na elaboração das escrituras e com quaisquer outras questões jurídicas que surgissem. A parte financeira era suprida por seus muitos colaboradores – e também pelo próprio Spurgeon.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja Batista de Enfield, ao norte de Londres, é apenas um exemplo de uma igreja que deve o seu início, humanamente falando, a Spurgeon. Em 1867, após uma reunião que realizou com algumas pessoas interessadas daquele lugar, os cultos foram iniciados em uma sala em cima de um pub, o <em>Rising Sun</em> [Sol Nascente]. Uma “capela de ferro” temporária foi logo construída, e Spurgeon pregou o primeiro sermão no novo edifício. Havia então 30 membros e a igreja continuou a crescer. Em 1872, uma capela mais permanente foi erguida. Hoje, o elo com Spurgeon é tão forte como antes: Amanda James[1], o ministro titular, formou-se no<em> Spurgeon&#8217;s College</em>; o ministro em treinamento, Craig Downes, está atualmente estudando lá. Sob a liderança deles, a Igreja Batista de Enfield continua a prosperar e tem uma forte atuação em missões estrangeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando de sua paixão por plantação de igrejas, Spurgeon disse certa vez:</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="box-wrapper-dark">
<div class="box-dark">É com alegria &#8230; que encorajamos nossos membros a nos deixar para fundar outras igrejas; ou melhor, procuramos convencê-los a fazê-lo. Pedimos a eles que se espalhem por toda a terra, para se tornar a semente piedosa que Deus abençoará. Eu creio que enquanto fizermos isso, prosperaremos.</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">Seu grande coração e sua paixão evangelística brilharam grandemente. Por qualquer padrão, o legado de novas igrejas que ele deixou foi um legado notável.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Notas:</h3>
<p style="text-align: justify;">[1] Com certeza, Spurgeon ficaria decepcionado com o fato dessa igreja ter se afastado da Escritura nesse ponto e aceitar a ordenação feminina. [N. do T.]</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em><a href="http://www.spurgeons.ac.uk/Portals/2/the_record2012.pdf" target="_blank">The Recorder</a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto – fevereiro de 2012</p>
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		<title>Corações Sábios</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 03:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nancy Wilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casamento & Família]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[Chutando a lata da raiva um pouco mais distante, pensei em escrever algo sobre de onde ela vem no primeiro lugar. Duvido que alguém entre nós se levante de manhã esperando ficar com raiva de alguém, especialmente alguém próximo e querido por nós. A Bíblia é muito clara sobre de onde nossas palavras vem: elas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Chutando a lata da raiva um pouco mais distante, pensei em escrever algo sobre de onde ela vem no primeiro lugar. Duvido que alguém entre nós se levante de manhã esperando ficar com raiva de alguém, especialmente alguém próximo e querido por nós.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bíblia é muito clara sobre de onde nossas palavras vem: elas vem direto de nossos corações. Logo, se algo torpe sai de nossa boca, então nosso coração tem alguma sordidez nele. De maneira alguma podemos esquivar-nos disso. Em Mateus 12:34, Jesus diz, “Raça de víboras, como podeis falar cousas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração”. Novamente em Lucas 6:45 “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração”.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, como pode uma doce mulher cristã enraivecer-se e dizer palavras “maldosas” a suas crianças? Isso significa que ela tem maldade no seu coração? Infelizmente é isso o que significa. Nós todas temos o pecado em nossos corações. Ninguém é bom. Portanto, todas nós precisamos da graça do evangelho diariamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão algumas sugestões. Pense sobre elas quando você estiver mais tentada a se irar. É quando as crianças se levantam pela manhã? Então ore antes de ir para a cama para que você esteja cheia de bondade e luz à mesa do café-da-manhã. É durante a hora do descanso? Então ore antes para que você não esteja estressada durante o momento do descanso. Espere ser testada e esteja preparada. Quando você põe as crianças para cochilar, ore, rogando a Deus por ajuda para ser obediente a Ele, corrigindo alegremente as crianças caso precisem. É completamente possível corrigi-las com uma boca cheia de benevolência. Por isso, estou recomendando o que chamo de oração preventiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas e quanto aos momentos em que você é pega de surpresa? Você estava indo alegremente e pá! Você foi atingida pelo inesperado e reagiu mal. Se isso ocorrer regularmente, então peça a Deus para abrir seus olhos para que não tenha surpresas. Ore por um sinal para vê-las vindo. Então espere um teste e fique pronta para ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você tem uma raiva progressiva contra uma pessoa em particular, então é provável que haja uma amargura e um ressentimento inconfessados contra ela, seja pequeno ou grande, novo ou velho. Nós ficamos ressentidos pelos motivos mais bobos. Lide com a mágoa alojada no seu coração. Ela está envenenando tudo! Ela alimenta a raiva e precisa dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Não leve suas crianças ao mau-comportamento pessoalmente. Não entre em um relacionamento adversário com suas crianças. Você é a mãe; você tem autoridade sobre eles. Não deixe seus sentimentos ferirem suas crianças quando elas não lhe ouvirem ou a desobedecerem. Elas são crianças! É isso o que crianças fazem!</p>
<p style="text-align: justify;">Se quisermos línguas sábias, precisamos de corações sábios. Abaixo estão algumas formas para se chegar lá.</p>
<p style="text-align: justify;">1. Não seja sábia aos seus próprios olhos (Pv. 3:7). Você pode estar errada, incorreta, equivocada.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Considere a Palavra de Deus. Quando você a ouvir e ler, pratique-a. Aplique a Palavra à sua vida (Pv. 16:20).</p>
<p style="text-align: justify;">3. Seja receptiva ao ensino (Pv. 10:8). Não assuma que você não tem mais nada para aprender.</p>
<p style="text-align: justify;">4. Receba correção (Pv. 10:17). Mesmo quando você não gosta da forma com que a correção venha.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Busque o conhecimento e guarde-o (Pv. 15:14 e 10:14).</p>
<p style="text-align: justify;">6. Deixe o seu coração ser ensinado primeiro, e então ensine sua boca (Pv. 16:23).</p>
<p style="text-align: justify;">7. Não finja o amor (Pv. 10:18). Peça a Deus pelo amor sobrenatural; não confie na sua própria provisão de amor humano, falível.</p>
<p style="text-align: justify;">8. Não fale muito. Pese suas palavras! (Pv. 10:19)</p>
<p style="text-align: justify;">9. Alimente as pessoas (edifique-as) com sua boca, e você alimentará a si mesma. (Pv. 13:2)</p>
<p style="text-align: justify;">10. Guarde sua boca (Pv. 13:3). Ore como o salmista “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.” (Sl 141:3)</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Femina Girls</em><br />
<strong>Tradução:</strong> Sara de Cerqueira</p>
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		<title>Lembre-se de Jesus Cristo</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 03:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho, pelo qual sofro e até estou preso como criminoso; contudo a palavra de Deus não está presa. (2 Timóteo 2.8-9) Há um Deus, e nós somos sua criação. Sem dúvida, ele não é apenas um poder metafísico, mas também uma inteligência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho, pelo qual sofro e até estou preso como criminoso; contudo a palavra de Deus não está presa. (2 Timóteo 2.8-9)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há um Deus, e nós somos sua criação. Sem dúvida, ele não é apenas um poder metafísico, mas também uma inteligência pessoal. Os cristãos pensam sobre Deus com uma ênfase sobre o fato que ele é uma pessoa, mas frequentemente pensar nele apenas parcialmente como um poder. Eles o chamam de poderoso, e até mesmo dizem que ele é onipotente, mas batem na própria boca – e na face de Deus – quando tentam distanciá-lo de ser a direta, total e única causa metafísica de todo o mal. A implicação é que há outro poder metafísico que constantemente rearranja o universo sem o controle imediato de Deus. É dito que esse poder funciona pela permissão de Deus, mas isso é o máximo até onde vão em termos de seu envolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado é uma forma de dualismo, a visão que existem duas forças supremas – uma boa e uma má – que controlam o universo, e que estão em constante conflito uma com a outra. Essa é uma heresia que os teólogos cristãos condenam, mas eles mesmos propagam uma forma dela. Admitidamente, essa forma de dualismo não diz que as duas forças são iguais, mas que a força má está sujeita à “vontade permissiva” da força boa, e é a força boa que faz “decretos permissivos” para governar todas as operações da força má. Todavia, a força boa não exercita controle direto sobre tudo da criação, e por alguma razão não explicada, embora a força boa apenas “permita” a força má causar o mal, a força má é estúpida o suficiente para cumprir a agenda da força boa realizando o mal preciso da maneira e grau precisamente permitidos. Em nenhum instante a força má se abstém, só com o intuito de desafiar a força boa.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida, a teoria toda é absurda, mas é afirmada em alguma forma por muitos estudiosos de teologia, incluindo quase todas as versões de calvinismo, que alegam honrar a soberania absoluta de Deus. Mas essa forma popular de calvinismo fracassa inteiramente, e deve recuar em paradoxos e auto-contradições. Seus inimigos zombam corretamente dessa construção ridícula, embora geralmente tenham uma visão ainda mais debilitada da soberania de Deus. A única visão que é verdadeira à revelação bíblica e à razão necessária, e que evita o dualismo, é aquela que diz Deus exercer completo, ativo, direto e causativo (não permissivo) controle metafísico sobre tudo da criação, incluindo todas as ocorrências do mal. Deus é o autor do pecado e do mal. Não há nenhum problema nessa vida, pois não existe nenhuma lei divina declarando que Deus não deve ser o autor do pecado e do mal, e Deus é a própria definição de justiça; portanto, é algo justo que Deus seja o autor do pecado e do mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora os teólogos pensem em Deus como uma pessoa, eles falham em pensar nele como um poder total, a única força que pode criar algo, sustentar algo, e fazer qualquer mudança em qualquer coisa no universo, enquanto nós suas criaturas não podemos sequer tornar preto ou branco um cabelo da nossa cabeça (Mateus 5.36). Eles pensam nele não como um poder total que é também uma pessoa total, mas como nada mais que uma pessoa extremamente poderosa. Dessa forma, eles facilmente aplicam a ética humana sobre Deus, e o julgam por um padrão que eles julgam a si mesmos – eles negam que ele seja Deus. Em todo caso, se Deus não é esse poder total, então temos o dualismo. Mas se Deus é deveras esse poder total, e se existe mal no universo, então por necessidade lógica e metafísica, Deus deve ser o autor do pecado e do mal. Não há escapatória dessa conclusão. Qualquer coisa aquém disso é blasfêmia contra a natureza e majestade do Altíssimo. Essa blasfêmia é a tradição querida de quase toda a cristandade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, Deus é tanto um poder total como uma pessoa total, e uma pessoa com uma natureza moral. Ele faz distinção entre bem e mal, e define-os ao homem por seus preceitos e mandamentos. Mas o homem transgrediu esses preceitos e mandamentos, e isso é chamado pecado. A Bíblia diz que a culpa – isto é, não o sentimento subjetivo de culpa, embora isso possa ser verdadeiro também, mas a condenação objetiva – do primeiro homem foi imputada a todos os seus descendentes, a toda pessoa humana. Deus é um Deus de justiça, e ele está inclinado a punir todos os pecadores num lado de fogo por uma duração sem fim. Mas ele é também um Deus de misericórdia, de forma que mesmo antes de criar a humanidade, ele já tinha selecionado indivíduos específicos que ele resgataria do fogo do inferno. Ele realizaria isso enviando Deus o Filho para tomar uma natureza humana, para morrer nesta natureza humana pelos pecados desses escolhidos, e então ressuscitar dentre os mortos para a justificação deles diante de Deus. Esses indivíduos, então, seriam transformados de pecados a santos por meio do dom da fé e pelo poder do Espírito Santo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles não sofrerão castigo pelos seus pecados, visto que Deus na carne, Jesus Cristo, pagou a penalidade deles. Como disse Deus por meio do profeta Isaías, “sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados” (43.25). E disse por Jeremias, “porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados” (31.34). Quão terrível é perceber a verdade que temos pecado, e que não há nada que possamos fazer para nos salvar. Mas então quão maravilhoso é aprender que Deus nos resgatou da penalidade que merecíamos tomando uma natureza humana e sofrendo o castigo em sua própria carne! É Deus quem concede fé e arrependimento, pois ninguém pode vir até que Deus o tenha escolhido e movido-o a vir. Se iremos a Deus por meio da fé em Jesus Cristo, então estamos numerados entre aqueles que foram salvos, salvos do fogo do inferno e destinados à glória celestial.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses versículos dizem que Deus não mais “lembrará” dos nossos pecados. De acordo com um pastor em Hong Kong, isso significa que Deus pega os nossos pecados e lança para trás dele, e quando Deus lança algo, isso continua em movimento para sempre. Mas a física newtoniana se aplica ao poder de Deus e aos nossos pecados? O pastor é agora o líder de uma seita. Então, um pregador carismático disse que nossos pecados são lançados no “oceano do esquecimento” quando Deus os perdoa. Mas quem se esquece? Deus? Desde então tenho descoberto que muitos evangélicos sustentam essa visão. Talvez eles deveriam se unir àquela seita em Hong Kong.</p>
<p style="text-align: justify;">Como de costume, é necessário um teólogo reformado para refinar essa blasfêmia. Talvez isso seja injusto – a teologia reformada popular já está carregada com blasfêmias e contradições suficientes. Em todo caso, esse teólogo escreveu que embora o homem não possa por um ato de sua vontade esquecer o que ele fez, Deus é todo-poderoso e é capaz de fazer isso. Ele pode infligir amnésia sobre si mesmo. E por causa de sua graça, ele está disposto a fazê-lo. Ele pode literalmente perdoar e esquecer. Mas o idiota – quero dizer o teólogo, não o Deus com amnésia – esqueceu que isso contradiz a onisciência de Deus. Para ele, Deus deve ser misericordioso, e isso necessariamente significa amnésia, e Deus deve ser onipotente, e isso também significa amnésia. Mas ele não precisa permanecer onipotente. Ou talvez ele seja onisciente, pelo menos quando não estamos falando sobre perdão. Podemos afirmar tanto a onisciência como a amnésia divina? Maravilha, outra antinomia!</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrar frequentemente significa mais do que chamar à mente a mera existência de um objeto, mas também chamar à mente sua importância, e algumas vezes implica também tomar alguma ação que corresponda a essa importância. Eu posso lembrar que alguém me deve dinheiro no sentido que o fato está presente em minha mente, mas eu não preciso observar sua importância ou agir com base na importância desse fato. Eu não preciso exigir que ele me pague. Eu posso até mesmo esquecer a dívida, mas a menos que eu tenha amnésia, eu ainda lembrarei dela. Ou, alguém pode me pagar o dinheiro no lugar dele, de forma que ele não mais me deva, mas ainda assim eu lembrarei que ele uma vez me deveu dinheiro. Não haverá, contudo, nenhuma base para eu reforçar a importância da dívida, visto que ela já foi paga.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus sempre permanecerá onisciente. Por essa razão, ele sempre lembrará de todos os nossos pecados nos mínimos detalhes. Mas porque a dívida já foi paga por Jesus Cristo, Deus não nos condenará por eles, quer verbalmente acusando-nos deles, ou castigando-nos com o fogo eterno ou outro meios. Não há mais dívida a ser paga, mas a memória da dívida não pode ser apagada. De fato, seria desastroso Deus esquecer nossos pecados no sentido de ter amnésia. Isso abalaria todo o universo. E isso devido ao fato da encarnação, crucificação, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo serem todos partes do plano da salvação, e salvação pressupõe pecado. A Deidade, ou pelo menos Deus o Pai, estaria desesperadamente confusa se esquecesse um dos passos cruciais que levam da criação à consumação. Imagine um Pai assustando que vê o Filho à sua destra e pergunta: “O que você está fazendo aqui? E por quê você tem um corpo? Por quanto tempo eu dormi?” Não há necessidade de continuar essa estupidez. Deus não se esquece. Ele lembra dos nossos pecados, mas não no sentido de agir com base na importância deles, visto que aqueles que creem em Cristo foram perdoados e justificados por seu sacrifício e justiça perfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Jesus instruiu seus discípulos a partir o pão em memória dele, ele não quis dizer que eles deveriam chamar à mente sua mera existência, mas antes a importância de seu sacrifício, simbolizado pelo partir do pão. Quando o homem que foi crucificado perto de Jesus pediu para o Senhor lembrar-se dele, ele não estava pedindo para Jesus chamar à mente sua mera existência como alguém que foi crucificado próximo dele. Antes, ele estava pedindo para Jesus chamar à mente o fato que ele confessou que Jesus era um homem inocente e que creu que Jesus possuiria o reino, e que Jesus deveria agir com base na importância dessa confissão. Jesus prometeu levar esse homem ao paraíso naquele mesmo dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, quando Paulo diz para lembrar-se de Jesus Cristo, ele não está sugerindo que Timóteo deveria chamar à mente sua mera existência. Embora seja provavelmente necessário lembrar aos cristãos de hoje que existe um Jesus Cristo, Timóteo não era dessa espiritualidade falida. Antes, a instrução de Paulo é para chamar à mente a importância de Jesus Cristo. Essa importância é explicada na mensagem do evangelho. Contrário a como algumas pessoas usam a palavra, o “evangelho” não é um mínimo extraído de todo o corpo de doutrinas bíblicas. O uso do Novo Testamento de fato parece focar-se sobre os eventos e ações redentivas associadas com Jesus Cristo, mas isso não sugere um mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo insiste que ele declara aos seus ouvintes todo o conselho de Deus, ou a fé cristã completa. Algumas vezes ele mencionará um aspecto da fé para representar o todo, isto é, para focar a atenção sobre uma questão especialmente relevante ou para empregá-la como uma abreviatura, referindo a uma parte para representar o todo. Por exemplo, ele escreve o seguinte sobre a sua pregação aos coríntios: “Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado” (1 Coríntios 2.2). Muitas pessoas, especialmente aquelas com preconceito anti-intelectual , interpretam isso como significando que Paulo não pregou um corpo inteiro de doutrinas bíblicas, e que ele não estava interessado em teologia ou em argumentos intelectuais, mas que ele pregava apenas o “evangelho”. Igualmente, não deveríamos estar tão interessados em doutrinas, mas somente em pregar o evangelho – ou para colocar isso em termos levemente pejorativos, pregar informação apenas o suficiente para empurrar as pessoas para o céu. Novamente, tal uso representa incorretamente o que o Novo Testamento quer dizer por “evangelho”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todo caso, Paulo não menciona a ressurreição aqui em 1 Coríntios 2.2. De fato, embora ele mencione que Jesus foi crucificado, ele nem sequer diz que ele morreu como resultado disso. E nada é dito sobre Jesus morrendo por nossos pecados. Não são esses fatos partes necessárias do evangelho, mesmo como uma mensagem reduzida? Mais tarde na mesma carta, quando o contexto demanda isso, Paulo lembra aos coríntios que quando ele lhes pregou “o evangelho”, ele mencionou que Cristo morreu por nossos pecados, que ele foi sepultado, que ressuscitou ao terceiro dia, que apareceu a testemunhas, e assim por diante (veja 1 Coríntios 15.1-8).</p>
<p style="text-align: justify;">Evidentemente, embora ele use “Jesus Cristo, e este, crucificado” como uma expressão que engloba tudo o que ele pregou aos coríntios (visto que ele diz ter resolvido não saber nada mais entre eles), isso é apenas uma representação (nem mesmo um resumo) do que ele pregou, quando o que ele pregou foi doutrinariamente muito mais extensivo do que a mera expressão por si só pode transmitir. Isto é, a expressão não tinha o intuito de ser entendida por si mesma, mas como uma representação de tudo o que foi pregado ao povo, que Paulo chama de “o evangelho”. A ideia de Jesus sobre pregação do evangelho é para o seus discípulos ensinar pessoas “a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei” (Mateus 28.20). Quando introduzindo a fé cristã aos incrédulos, e quando ensinando-a a crentes, deveríamos apresentar o máximo, e não o mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui na carta a Timóteo, “meu evangelho” é representando, não resumido, por duas proposições que Jesus Cristo foi “ressuscitado dos mortos” e que ele era “descendente de Davi”.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus o Filho tomou sobre si a natureza humana, e essa natureza humana estava ligada à linhagem histórica de Davi, cumprindo as antigas profecias concernentes ao Messias. Então, homens o assassinaram. Ele foi morto fisicamente, e então sepultado. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos. Dessa forma, o evangelho é tanto histórico como sobrenatural. Visto Deus ser a causa metafísica de todos os eventos naturais e sobrenaturais, não existe nenhuma diferença essencial entre o natural e o sobrenatural. O sobrenatural designa apenas o extraordinário, isto é, não algo que seja metafisicamente diferente, mas algo que é incomum.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todo caso, se uma mensagem compromete o aspecto histórico ou o sobrenatural, ela não é mais o evangelho salvador de Jesus Cristo. Os fatos sobre ele não são mais anunciados. Não podemos dizer que Jesus de fato apareceu na história, mas que ele não realizou milagres e que ele não ressuscitou dentre os mortos. Nem podemos espiritualizar ou supernaturalizar todo o relato sobre Jesus e arrancá-lo da história. O histórico e o sobrenatural são um em Jesus Cristo. Rejeitar um é rejeitar o todo, e ser um incrédulo, sujeito ao castigo sem fim no fogo do inferno.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa mensagem não deixa lugar para os não cristãos discordarem. Porque alegamos tanto o histórico como o sobrenatural, eles não podem aceitar um e rejeitar o outro. Dizemos que existe conhecimento e moralidade absoluta. Existe um único relato correto do mundo, e uma revelação exclusiva e abrangente da parte de Deus. Uma é correta, e as outras erradas. Portanto, o conflito total é inevitável. Nosso evangelho faz com que os não cristãos parecem muito maus, e quando isso acontece, eles ficam muito loucos. E porque não podem triunfar na área do intelecto e argumento, eles recorrem à perseguição. Mas de alguma forma nós somos aqueles considerados como tolos, como obscurantistas, e até mesmo terroristas, como perturbadores da paz. Paulo foi preso como um criminoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, a palavra de Deus não pode ser aprisionada. Os não cristãos podem assassinar um pregador, mas não podem assassinar o evangelho. O que os homens podem fazer conosco, eles não podem fazer a Deus ou à sua palavra. A fé cristã continuará e triunfará.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
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		<title>Um Obreiro Aprovado por Deus</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 03:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente diante de Deus, para que não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não traz proveito, e serve apenas para perverter os ouvintes. Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><strong>Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente diante de Deus, para que não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não traz proveito, e serve apenas para perverter os ouvintes. Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade. (2 Timóteo 2.14-15)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um ministro do evangelho é chamado à se comunicar com pessoas falando e escrevendo. Alguns teólogos e peritos em homilética que desejam exaltar o lugar da pregação atribuem o que parece ser um poder místico ao próprio ato de falar a mensagem em alta voz, como se as mesmas palavras se tornassem mais eficazes uma vez transformadas de borrões de tintas num papel a sons no ar. O motivo para exaltar a pregação é louvável, visto que a própria Bíblia enfatiza sua importância em declarar o conhecimento e a majestade de Deus. Contudo, a menos que haja evidência bíblica para atribuir algum poder especial ao falar a mensagem em contraste a escrever a mensagem, tal visão sobre pregação é mera superstição. E não existe tal evidência bíblica.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que advogam essa superstição apelam a Romanos 10.17, onde Paulo diz: “Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo”. A fé vem pelo ouvir, eles dizem, e uma pessoa ouve quando alguém prega. A alegação é que algo único acontece quando uma pessoa ouve a palavra de Deus. Contudo, o versículo não diz nada sobre ler e escrever. Simplesmente porque a fé vem pelo ouvir não significa que ela não possa vir pela leitura, ou que ela não possa vir tão eficazmente, ou até mais eficazmente. O versículo não sugere que haja algo místico, sobrenatural, ou único no próprio ouvir. Antes, João diz, “mas estes [sinais miraculosos] foram escritos para que vocês creiam” (João 20.31).</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, mesmo o surdo pode experimentar o pleno poder da palavra de Deus lendo-a ou quando alguém prega para ele por linguagem de sinais. O poder está nas ideias de Deus, comunicadas através de palavras, seja falando ou escrevendo, ouvindo ou lendo, e tornadas eficazes pelo Espírito Santo. Há poder na pregação, não porque o homem faz sons no ar em oposição aos símbolos no papel, mas porque as palavras e ideias comunicadas procedem de Deus. A superstição desvia a atenção da sabedoria e poder de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o ministro do evangelho deve comunicar. Sobre o que ele tem que falar? Muitos ministros enchem seus sermões com questões sociais e preocupações superficiais. Eles são pessoas inúteis. É uma perda de tempo ouvi-los. Esses tópicos não são triviais, mas é necessário um fundamento teológico para abordá-los corretamente. Todavia, o fundamento doutrinário em si não é estabelecido primariamente para abordar esses tópicos; antes, ele é valioso por si próprio. O ministro é chamado a manusear a palavra da verdade, o evangelho, ou as doutrinas da fé cristã. É sobre isso que ele deve falar o tempo todo. O obreiro que maneja corretamente a palavra da verdade, diz Paulo, é aquele que não deve se envergonhar. Isso implica que a pessoa que não maneja a palavra da verdade ou a maneja incorretamente deve se envergonhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a diferença crucial entre um bom e mau ministro, ou aquele que não precisa se envergonhar e aquele que precisa. A diferença é a doutrina. Se um ministro prega a Bíblia, deduz validamente ensinos dela, e então comunica esses ensinos a outros, então ele é aquele que não precisa se envergonhar. Se não faz isso, então ele precisa se envergonhar. A questão é simples e clara, mas é de suprema importância, pois apresenta o padrão pelo qual todos os ministros devem ser avaliados. Se somos ministros, então isso é o que devemos nos tornar e permanecer. Se somos membros de igreja, então esse é o tipo de ministros que deveríamos seguir e apoiar, e devemos rejeitar todos aqueles que não manejam corretamente a palavra da verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é raro alguns dizer sobre certo ministro: “Sua doutrina pode ser um pouco distorcida, mas ele tem um bom caráter”. A suposição é que não se requer um bom caráter para reconhecer e crer na sã doutrina, ou pelo menos a crença na verdade é uma parte pequena da personalidade. Em todo caso, o padrão usado é errado. Sem dúvida um ministro deveria ter bom caráter, mas se ele não possuir primeiramente a sã doutrina cristã, que ele demonstre o seu bom caráter budista no banco. A doutrina, ou a palavra de Deus, é o padrão. O ministro conhece e crê na palavra da verdade? O que ele faz com ela?</p>
<p style="text-align: justify;">Um ministro que maneja corretamente a palavra da verdade não é uma criança nas coisas de Deus. Ele aplica a sã doutrina de uma forma série e madura, e encara de frente a realidade que nos confronta neste mundo. No mesmo contexto onde Paulo declara que um obreiro deveria manejar corretamente a palavra da verdade, ele diz a Timóteo: “Continue a lembrar essas coisas a todos”. Se “essas coisas” não incluiu tudo que precede o versículo desde o começo da carta, pelo menos referem-se aos versículos 8-13. E nesses versículos Paulo fala dos conteúdos doutrinários do evangelho, incluindo a ressurreição e herança real de Cristo. Ele diz que é por pregar o evangelho que ele está sofrendo ao ponto de estar aprisionado como um criminoso. Ele fala de suportar as dificuldades pelos eleitos, de forma que eles possam obter a salvação que há em Cristo Jesus. Então, ele fala da consequência de desonrar a Cristo: “Se o negamos, ele também nos negará”. Esse é um negócio sério e solene, e um ministro que maneja corretamente a palavra da verdade deve comunicar isso àqueles que o ouvem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
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		<title>Sobre Hereges e Heresias</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 03:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade. O ensino deles alastra-se como câncera; entre eles estão Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu, e assim a alguns pervertem a fé. (2 Timóteo 2.16-18) Falsas doutrinas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade. O ensino deles alastra-se como câncera; entre eles estão Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu, e assim a alguns pervertem a fé. (2 Timóteo 2.16-18)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Falsas doutrinas são perigosas. As pessoas que são afetadas por elas e que as promovem tornam-se crescentemente más. Para muitas pessoas, a ideia de mal evoca imagens de assassinato, adultério, opressão e coisas semelhantes. Mas não importa quão más sejam essas coisas, como um entendimento geral e primário do mal, isso é insuficiente e superficial. Jesus disse que o maior de todos os mandamentos é amar a Deus, e o segundo é amar as pessoas. Definir bem e mal primariamente pelo segundo, e até mesmo em negligência ao primeiro, denuncia uma inclinação humanista.</p>
<p style="text-align: justify;">O padrão bíblico começa com Deus. Dessa forma, o conhecimento e adoração correta de Deus vem antes da conduta e relação correta com os homens. Não devemos ter outros deuses, mas isso implica um conhecimento suficiente do único Deus verdadeiro para identificá-lo, e reconhecer as variações e impostores. Não devemos construir ídolos nem adorar imagens, mas isso implica um entendimento da própria natureza de Deus – do que ele é e não é. E devemos usar o seu nome corretamente – não em vão, mas com o entendimento e atitude correta, com reverência e adoração. Isso envolve uma inclinação definida da mente. Amar a Deus, sem dúvida, também significa que devemos amars a sua palavra, considerar seus ensinos como preciosos e sagrados. Isso também ocorre na mente, antes que a obediência exterior seja exibida.</p>
<p style="text-align: justify;">Falsas doutrinas levam uma pessoa a transgredir o maior de todos os mandamentos antes mesmo de levá-la a transgredir o segundo, e mesmo antes que qualquer ação externa seja exibida. Isto é, crer ou pensar algo falso sobre Deus, ou crer ou pensar algo diferente ou contrário ao que ele revelou, é em si mesmo pecaminoso. É uma violação do maior mandamento. Portanto, moralmente falando, crer e promover falsas doutrinas é muito pior que assassinato, adultério, roubo e coisas semelhantes. Isso é o contrário do que muitas pessoas, incluindo cristãos, parecem acreditar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os falsos mestres que Paulo tinha em mente incluiam Himeneu e Fileto. Eles eram falsos mestres porque tinham “se desviado da verdade”. Novamente, é a verdade ou doutrina que representa o padrão. Qualquer doutrina que não seja a verdade é por definição uma falsa doutrina. Um líder eclesiástico deve possuir, tanto quanto possível, um caráter que esteja acima de reprovação. Mas mesmo antes do caráter ser considerado, a linha é traçada pela doutrina. Essa é a regra que guia os cristãos ao selecionar mestres para seguir e imitar. Essa é a regra que governa a política da igreja ao designar oficiais eclesiásticos, bem como ao definir sua agenda, orçamento, e assim por diante.</p>
<p style="text-align: justify;">É apropriado e algumas vezes necessário que os ministros discutam essas questões tanto em privado como em público. Os ministros devem advertir as pessoas sobre falsas doutrinas e falsos mestres, às vezes anunciando os nomes dos hereges, para que os crentes possam evitá-los. Todavia, um foco desordenado nas falsas doutrinas, mesmo em se opor a elas, gera um ministério fora de equilíbrio. Como não é o hábito de Paulo tolerar os falsos ensinos, não é frequentemente que ele refere-se diretamente aos seus conteúdos ou descreve-os em grande detalhe. Aqui ele menciona que a heresia incluía a ideia “que a ressurreição já aconteceu”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Seria o caso deles terem espiritualizado a ressurreição, com a implicação que a ressurreição de Cristo foi também meramente espiritual? Em todo caso, como Gordon Fee escreve: “Para Paulo, a negação da nossa ressurreição (corpórea e futura) é negar a própria fé”. Visto que a ressurreição de Cristo foi física, e nossa ressurreição será como a sua, então até que tenhamos um corpo similar ao seu, a ressurreição ainda não aconteceu, e qualquer doutrina que diga que a ressurreição já aconteceu é heresia, e equivale à uma negação da fé cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos ter certeza da natureza exata desse falso ensino, mas seja qual for, ela contradiz uma das doutrinas cruciais da fé cristã. E se isso é suficiente para evocar uma reação agressiva do apóstolo, então é o nosso dever reagir fortemente também quando ensinos fundamentais do evangelho estão sob assalto. Falsos ensinos sobre a natureza de Deus e de Cristo, sobre a criação e queda do homem, sobre expiação e justificação, e no mínimo várias outras, devem ser enfrentados com condenação. Negar o que a Bíblia ensina sobre esses tópicos, ou ensinar algo diferente daquilo que a Bíblia assevera, é negar a própria fé cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
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		<title>O Firme Fundamento de Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 03:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: “O Senhor conhece quem lhe pertence” e “afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor”. Numa grande casa há vasos não apenas de ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: “O Senhor conhece quem lhe pertence” e “afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor”. Numa grande casa há vasos não apenas de ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos. Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra. (2 Timóteo 2.19-21)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Paulo escreve que os falsos mestres “a alguns pervertem a fé” (v. 18). Ele não quer dizer que a fé verdadeira possa destruída, pois adiciona: “O firme fundamento de Deus permanece inabalável… O Senhor conhece quem lhe pertence”. “Conhecer” aqui deve se referir a mais do que mera ciência. A afirmação é que o fundamento de Deus permanece firme, mas se há uma mudança constante quanto aos indivíduos que constituem o povo de Deus, de forma que alguns que não eram seus tornam-se seus enquanto alguns que eram seus deixam de sê-lo, então uma mera ciência, um mero estar a par da identidade desses indivíduos não poderia ser considerado como um sólido fundamento que permanece. Antes, consistente com o uso bíblico, “conhecer” aqui refere-se a um relacionamento positivo estabelecido por escolha de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus é o criador, e todos “lhe pertencem” nesse sentido, mas ele não estabeleceu um relacionamento amigável, amoroso e salvador com todo indivíduo. A ideia é usada num sentido diferente aqui, a saber, aqueles que ele escolheu ter esse relacionamento especial com ele “lhe pertencem”. Porque Deus fez suas escolhas antes da criação do mundo, há uma lista fixa de indivíduos que teriam relacionamento com ele por meio de Jesus Cristo. Portanto, mesmo quando falsos mestres fazem com que pessoas desviem, e parecem destruir a fé de alguns membros da igreja, o fundamento de Deus permanece firme.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso significa que aqueles cuja fé é destruída pelos falsos mestres nunca foram verdadeiros cristãos. Como o apóstolo João escreve: “Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (1 João 2.19). O fundamento de Deus é sua própria decisão, reforçada pelo seu próprio poder. Ele nunca pode ser abalado ou alterado. E dessa forma, a igreja não pode ser destruída por más influências.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma segunda parte disso: “Afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor”. Deus escolheu uma lista fixa de indivíduos para ter um relacionamento especial e salvífico com ele por meio de Jesus Cristo. E ele faz com que esses indivíduos cheguem até ele por meio de Jesus Cristo realizando uma ação direta em suas almas, regenerando-os e produzindo fé neles. Eles, por sua vez, confessam o nome do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Os réprobos podem imitar a ação física de confessar ao Senhor; contudo, o relacionamento que os escolhidos têm com Deus não está fundamentado na confissão deles como tal, mas na eleição deles por Deus, que produz a confissão. Dessa forma, a confissão é um efeito da eleição e regeneração. A verdadeira confissão não é algo que pode ser imitado, ou algo que alguém possa simular. Aqueles que confessam verdadeiramente ao Senhor Jesus têm o poder de Deus neles, e eles estão em relacionamento pactual com Deus. Eles devem e podem se voltar da iniquidade. Isso é algo que os réprobos não podem fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">No contexto da nossa passagem, a iniquidade deve incluir falsas doutrinas, e não apenas ações imorais. Da mesma forma, quando o apóstolo procede para a metáfora de artigos da casa, a limpeza da qual ele fala também deve incluir falsas doutrinas. Sem dúvida uma pessoa deve estar limpa de ações e hábitos imorais para se tornar um dos artigos mais úteis na casa de Deus, mas ele também deve, e nesse contexto deve primariamente, estar limpo de falsas doutrinas. De outra forma, ele seria um dos vasos “desonrosos”, que nas antigas casas provavelmente seria usado para recolher lixo ou excremento. Quem respeita a palavra de Deus – quem respeita a Deus – deve concordar com esse julgamento. Os não cristãos e os falsos mestres são recipientes de excremento. Eles são vasos sanitário.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
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		<title>O Pacto do Mayflower</title>
		<link>http://monergismo.com/isaias-lobao/o-pacto-do-mayflower/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 01:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaías Lobão</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Os Puritanos]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[21 de novembro de 1620 Em nome de Deus, amém. Nós, cujos nomes vão transcritos avaixo, súditos leais de nosso augusto soberano e senhor, o Rei Jaime, pela graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, defensor da fé, etc. Tendo empreendido, para a glória de Deus e incremento da fé cristã, e em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>21 de novembro de 1620</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em nome de Deus, amém. Nós, cujos nomes vão transcritos avaixo, súditos leais de nosso augusto soberano e senhor, o Rei Jaime, pela graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, defensor da fé, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo empreendido, para a glória de Deus e incremento da fé cristã, e em honra de nosso rei e do país, uma viagem a fim de fundar a primeira colônia nas regiões do Norte da Virgínia, tornamos presente solene e mutuamente na presença de Deus, a nossa intenção de tudo ajustar e combinar em boa união, irmanados numa corporação civil política, para nossa melhor organização e preservação e progresso dos fins já mencionados; e em virtude de que serão estipuladas, constituidas e fixadas leis justas e imparciais, estatutos, atos e funções, de tempos em tempos, assim como pensamos ser mais desejável e conveniente para o bem geral da Colônia, dentro do que prometemos toda a submissão e obediência. Em vista disso, nós, testemunhas do fato, subscrevems-nos em Cape Cod a 11 de novembro, no décimo oitavo ano do reinado de nosso soberano e senhor, Rei Jaime,, da Inglaterra, França e Irlanda, e no quinquagésimo quarto de reinado na Escócia. Anno Dom. 1620.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assinam:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">John Alden</p>
<p style="text-align: justify;">Isaac Allerton</p>
<p style="text-align: justify;">John Allerton</p>
<p style="text-align: justify;">John Billington</p>
<p style="text-align: justify;">Richard Bitteridge</p>
<p style="text-align: justify;">William Bradford</p>
<p style="text-align: justify;">William Brewster</p>
<p style="text-align: justify;">Peter Brown</p>
<p style="text-align: justify;">John Carver</p>
<p style="text-align: justify;">James Chilton</p>
<p style="text-align: justify;">Richard Clark</p>
<p style="text-align: justify;">Francis Cooke</p>
<p style="text-align: justify;">John Craxton</p>
<p style="text-align: justify;">Edward Doten</p>
<p style="text-align: justify;">Francis Eaton</p>
<p style="text-align: justify;">Thomas English</p>
<p style="text-align: justify;">Moses Fletcher</p>
<p style="text-align: justify;">Edward Fuller</p>
<p style="text-align: justify;">Samuel Fuller</p>
<p style="text-align: justify;">Richard Gardiner</p>
<p style="text-align: justify;">John Goodman</p>
<p style="text-align: justify;">Stephen Hopkins</p>
<p style="text-align: justify;">John Howland</p>
<p style="text-align: justify;">Edward Leister</p>
<p style="text-align: justify;">Edmund Margeson</p>
<p style="text-align: justify;">Christopher Martin</p>
<p style="text-align: justify;">William Mullins</p>
<p style="text-align: justify;">Digery Priest</p>
<p style="text-align: justify;">John Rigdale</p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Rogers</p>
<p style="text-align: justify;">George Soule</p>
<p style="text-align: justify;">Miles Standish</p>
<p style="text-align: justify;">Edward Tilly</p>
<p style="text-align: justify;">John Tilly</p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Tinker</p>
<p style="text-align: justify;">John Turner</p>
<p style="text-align: justify;">Richard Warren</p>
<p style="text-align: justify;">William White</p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Williams</p>
<p style="text-align: justify;">Edward Winslow</p>
<p style="text-align: justify;">Gilbert Winslow</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div class="divider">&nbsp;</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> <a href="http://isaiaslobao.blogspot.com/" target="_blank">Isaías Lobão</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Controvérsias Tolas</title>
		<link>http://monergismo.com/vincent-cheung/controversias-tolas/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 03:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
		<category><![CDATA[Novidade!]]></category>

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		<description><![CDATA[Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, com aqueles que, de coração puro, invocam o Senhor. Evite as controvérsias tolas e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. (2 Timóteo 2.22-23) No começo do versículo 14, Paulo escreve: “Advertindo-os solenemente diante de Deus, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, com aqueles que, de coração puro, invocam o Senhor. Evite as controvérsias tolas e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. (2 Timóteo 2.22-23)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No começo do versículo 14, Paulo escreve: “Advertindo-os solenemente diante de Deus, para que não se envolvam em discussões acerca de palavras”; e agora ele escreve no versículo 23: “Evite as controvérsias tolas e inúteis”. Colocado nesse contexto, os “desejos malignos” no versículo 22, também traduzido como “luxúrias” e “paixões”, referem-se não somente, ou nem mesmo primariamente, a coisas tais como orgias sexuais e ambições materialistas, mas a uma propensão pecaminosa em tolerar falsas doutrinas, incluindo um desejo desordenado e investigá-las e argumentar sobre elas. O pecado é frequentemente legitmizado ao ser chamado de “apologética”, e vidas e ministérios inteiros de muitos cristãos giram ao redor disso. Eles estão mais familiarizados com os segredos de Satanás do que com os mistérios de Deus. Eles pensam que estão fazendo a obra de Deus, mas estão mantidos onde Satanás os quer. Se ele não pode fazer com que eles abandonem a verdade, então pelo menos ele pode levá-los a se tornarem obcecados pelo erro. Em casos extremos, o efeito é quase o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos confrontar as falsas doutrinas, mas não devemos ser tomados por elas e tornarmo-nos obcecados com elas. Satanás tem capturado a atenção de exércitos inteiros de cristãos professos atiçando os seus “desejos malignos”, de forma que eles confundem justiça própria e vanglória com a satisfação do genuíno serviço cristão e a pregação do evangelho. O efeito positivo que eles têm pela causa de Cristo é algumas vezes praticamente nulo. Mas cuidado! Se você lhes disser isso, eles se voltarão e realizarão alguma de suas “apologéticas” em você!</p>
<p style="text-align: justify;">Timóteo é advertido contra isso, e alguns daqueles comentaristas que o chamam de tímido agora o chamam de contencioso. Se o apóstolo escreve sobre coragem, então isso deve significar que o leitor é um covarde. Se o apóstolo adverte contra controvérsias tolas, então isso deve significar que o leitor está enredado nelas. Visto que o apóstolo oferece tantas exortações positivas na carta, Timóteo deve ter sido uma pessoa terrível, indigna de viver. Já consideramos esse absurdo, mas estranhamente popular princípio de interpretação bíblica.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes uma discórdia é tola por ser ela uma questão de semântica. Frequentemente ouvimos que algo é “apenas uma questão de semântica”. Se a divergência gira em torno do uso de uma palavra – isto é, o som ou símbolo – à parte do significado, então isso é de fato “apenas uma questão de semântica”, e relativamente trivial. Muito provavelmente uma batalha intensa e prolongada sobre algo assim não é digna. Por outro lado, frequentemente quando as pessoas dizem que algo é apenas uma questão de semântica, o intuito é permanecer vago, evitar a confrontação, ou eles tão muito estúpidos para perceber uma distinção real no significado. Em tais casos, se é digno ou não insistir sobre algo depende da substância da divergência, e então somente nos sons e símbolos usados.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes uma divergência é tola não por ser uma questão de semântica, mas porque a substância da questão é trivial, estranha, improdutiva, e representa uma distração para a mensagem salvífica do evangelho. Debates intermináveis sobre uma questão é possível algumas vezes, e para algumas pessoas, desejável. Um embaixador do evangelho com um sendo de missão e que fale com autoridade abordará a situação diferentemente comparado com um ambicioso que está tentando fazer o seu nome gritando ameaças sobre tudo e todos. Visto que muitos cristãos abrigam um interesse doente em controvérsias, ele pode ganhar muitos seguidores se gritar alto e por muito tempo. Um bom ministro de Jesus Cristo sabe que não deve se engajar em batalhes prolongadas sobre questões triviais ou já resolvidas com pessoas incompetentes e sem importância.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como há um tempo para “sacudir o pós dos seus pés” e continuar, chega um momento quando você abandonará uma controvérsia, e deixará seu oponente irado e insatisfeito, e seguirá adiante. Cuidado com as artimanhas de Satanás. Não deixe que falsos mestres controlem o programa do seu ministério. Se eles puderem mantê-lo num debate limitado e tolo, eles o farão. Eles gostam disso. Isso é o que eles fazem. Eles não realizam nenhum ministério real. Eles foram levados cativos pelo diabo, e estão gastando suas vidas em conflitos improdutivos, e agora estão tentando te afundar com eles. Não deixe que isso aconteça. Isso é muito diferente do conselho para cessar todos os debates e “apenas pregar o evangelho”. Não, a pregação do evangelho envolverá conflitos e debates. Você deve tomar uma atitude e declarar suas razões, e fornecer refutações básicas às objeções e às falsas doutrinas. Mas você deve evitar ser sugado por controvérsias a ponto de ter pouco tempo para fazer qualquer outra coisa. Isso é uma armadilha do diabo.</p>
<div class="divider">&nbsp;</div>
<p><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Ensinando aos Aprisionados do Diabo</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 03:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cheung]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do Diabo, que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do Diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade. (2 Timóteo 2.24-26)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes as pessoas me criticam por eu obedecer o ensino bíblico que eu deveria repreender severamente certos indivíduos e por seguir os exemplos dos profetas, apóstolos e do Senhor Jesus, mesmo quando eu meramente repito as palavras duras que eles usaram para condenar incrédulos e hereges. De acordo com eles, a prática é contra o ensino cristão sobre bondade e gentileza. Sua crítica contra mim, algumas vezes tão duras quanto as palavras duras que eles me criticam por usar, equivale a dizer que é antibíblico obedecer aos mandamento bíblicos e seguir os exemplos bíblicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui Paulo diz: “Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável [1] para com todos”. Isso apresenta um problema tremendo para os meus críticos. A igreja moderna iguala gentileza com o uso de palavras não ameaçadoras e não condenatórias, preferivelmente acompanhadas por um tom e postura efeminados. Eles têm confundido um esteriótipo homossexual com a gentileza de Jesus Cristo. Isso é uma blasfêmia que por si só demanda repreensão e castigo severos. Se essa é a definição de gentileza, então os profetas, os apóstolos e o próprio Senhor Jesus nunca foram gentis. A definição é antibíblica.</p>
<p style="text-align: justify;">Considere as duas cartas a Timóteo. Paulo escreve: “Querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas”. Isso é caridoso? Então, ele diz: “Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”. Isso é gentil? Mais tarde, ele adiciona: “Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada”. Isso é polido? “Alexandre, o ferreiro, causou-me muitos males. O Senhor lhe dará a retribuição pelo que fez”. Pelo padrão dos meus críticos, isso é sequer “cristão”? Então, ele escreve a Tito: “‘Cretenses, sempre mentirosos, feras malignas, glutões preguiçosos’. Tal testemunho é verdadeiro. Portanto, repreenda-os severamente”. Isso não é ofensivo? E, claro, ele vai ao ponto de comparar incrédulos e hereges com lixeiras e vasos sanitários. Por que eu não estou autorizado a fazer o mesmo? Além disso, o que dizer quando ele disse para os judaizantes irem adiante e se castrarem? Paulo foi “gentil” com todo o mundo no sentido entendido pelos meus críticos e por crentes contemporâneos? Há centenas de exemplos similares nas palavras dos profetas, dos apóstolos e do próprio Senhor Jesus, muitos deles mais fortes que aqueles citados acima.</p>
<p style="text-align: justify;">Dada a definição antibíblica de gentileza, a instrução bíblica para “ser amável para com todos” apresenta algumas opções preocupantes. Se os exemplos e mandamentos bíblicos são consistentes com gentileza, então não podemos usar a definição antibíblica de gentileza, o que significa que não existe nenhuma crítica bíblica contra mim, aos escritores bíblicos, ou ao Senhor Jesus. Mas dada a definição antibíblica de gentileza, uma pessoa deve considerar os exemplos e mandamentos bíblicos como inconsistentes com gentileza. Se esse é o caso, então aqueles que sustentam essa definição devem limitar a aplicação do versículo em questão ao ponto que nenhuma crítica pode se aplicar contra mim, ou devem dizer que Paulo era um hipócrita, ou que a Escritura se contradiz. Seja qual for o caso, eles têm se exposto como hereges, e eu recomendo a disciplina eclesiástica contra eles. A verdade é que a Escritura não apóia a definição de gentiliza que pode ser usada para contradizer ou criticar a minha abordagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Você pode responder que os profetas, os apóstolos e o Senhor Jesus eram exceções porque eles tinham o benefício da infalibilidade por meio da inspiração divina. Por outro lado, nós somos infalíveis, e não conhecemos o coração dos homens, de forma que não deveríamos pronunciar julgamento sobre ninguém. Contudo, se eu não devo dizer algo negativo sobre pessoas, mesmo que o meu julgamento seja baseado na palavra de Deus, então por quê eu posso dizer algo positivo sobre elas? O que me dá o direito de dizer palavras “gentis” a elas? Carecendo de infalibilidade, eu não cometerei o engano de aprovar algo ou alguém que eu deveria reprovar? E já que estamos falando sobre isso, por quê você está me julgamento por ser rude? Você é infalível? Hipócrita! Você não tem nenhum respeito pela palavra de Deus. Se o meu julgamento é baseado na Palavra de Deus, então o meu julgamento é correto, e o julgamento que eu pronuncio é na verdade o julgamento de Deus contra as pessoas, e Deus está sempre certo. Se você diz que o meu entendimento da Escritura é imperfeito, então a mesma crítica se aplica a você. Sua interpretação daquelas passagens bíblicas sobre bondade e gentileza são sempre falíveis; assim, como você pode aplicá-las a mim?</p>
<p style="text-align: justify;">Você está usando a infalibilidade dos profetas e dos apóstolos como uma escusa para não crer e aplicar a palavra de Deus. Você é um covarde e um hipócrita, e você é infiel ao Senhor Jesus Cristo. Mas eu digo: não sejamos covardes e hipócritas! Usemos nossa falibilidade e a infalibilidade deles, não como uma escusa, mas como uma motivação para nos apegarmos ainda mais à palavra de Deus, de forma que louvaremos o que Deus louva, e condenaremos o que ele condena. É melhor condenar a Deus, ou adorar o diabo? Você me diz para eu parar, a fim de que eu não condene a Deus, mas você diz eu que deveria adorar o diabo? É o que você faz? Mas eu prefiro adorar a Deus e condenar o diabo. A palavra de Deus me diz a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">A passagem não nega o testemunho de toda a Bíblia, mas antes é consistente com ele. Ela não proíbe o debate racional. E ela não exclui o lugar de repreender falsos mestres e seus seguidores nos termos e tons mais duros e imagináveis quando apropriado. Paulo logo diria a Timóteo para incluir a “repreensão” quando pregando a palavra de Deus (4.2), e novamente, ele diz para Tito repreender severamente os cretenses. Em vez disso, Paulo está dizendo para Timóteo evitar “as controvérsias tolas e inúteis”, e especialmente para evitar as “brigas”. É neste contexto que ele diz para “ser amável para com todos”. Isso é diferente da aplicação que algumas pessoas fazem de versículos como esses.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que seguem falsas doutrinas são os aprisionados do diabo. Para usar um termo conveniente, eles têm sido “programados” para processas ideias de uma certa maneira, de forma que suas mentes pensam em direções que sempre levam-nos a conclusões erradas, não importa com o que você os alimente. O fenômeno é evidente quando lidando com membros de seitas, mas um padrão similar é visto em qualquer pessoa que afirme falsas doutrinas. Elas são imunes à gentileza e persuasão antibíblica. Se você agir como um pervertido em torno delas, elas não entenderão a questão ou vão rir de você. A gentileza bíblica é muito maior que um vocabulário não ofensivo e um tom efeminado. Ela envolve instrução, argumento, reprimenda e advertência. Ela persiste em lugar com o demônio dentro da outra pessoa hora após hora após hora, determinada a arrancá-lo da armadilha do diabo. Mesmo quando ela grita insultos severos para a pessoa, o faz em benefício da sua alma e para a honra de Deus, e não por ressentimento ou por causa de vingança pessoal. Isso é gentileza e paciêncai bíblica.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós temos que nos esforçar. Contudo, é Deus quem decide conceder ou não arrependimento à pessoa. Arrependimento não é algo que uma pessoa decide por si mesma, mas é algo que Deus decide causar que a pessoa faça. É verdade que o homem faz uma decisão, mas é a decisão de Deus que causa a decisão do homem. Novamente, a tolice do compatibilismo é evidente. Sem dúvida o fato que o homem faz uma decisão é compatível com o fato deu Deus faz uma decisão. Mas visto que é a decisão de Deus que determina e causa a decisão do homem, isso é como dizer que a decisão de Deus é compatível com a decisão de Deus. Deus é compatível com ele mesmo. O efeito do seu controle é compatível com o fato do seu controle. Sem dúvida isso é verdade, mas como isso é útil à pessoa que afirma o compatibilismo?</p>
<p style="text-align: justify;">Arrependimento significa uma mudança de mente. Visto que Deus é aquele que concede arrependimento, isso significa que não é a pessoa quem muda a sua própria mente, mas é Deus quem muda a mente de uma pessoa. Ao que ele muda a sua mente? Paulo diz que o arrependimento leva a “um conhecimento da verdade”. Novamente, isso se resume a uma questão de doutrina. Esta é a forma como devemos reconhecer o verdadeiro arrependimento. Não existe nenhum arrependimento a menos que a pessoa passe a afirmar as doutrinas verdadeiras. Se ela não afirma as doutrinas verdadeiras, então ela não se arrependeu, e ainda permanece em seus pecados.</p>
<h3 style="text-align: justify;">NOTAS:</h3>
<p style="text-align: justify;">[1] &#8211; “Gentil” na NIV, versão bíblica utilizada pelo autor. A ARC e a ACF usam “manso”, enquanto a ARA utilizada o termo “brando”. [N. do T.]</p>
<p style="text-align: justify;">
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</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
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		<title>Pessoas Más, Tempos Maus</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 03:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vincent Cheung</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também.</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos. (2 Timóteo 3.1-9)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O tipo de pessoas sobre quem Paulo está falando são não cristãos. Ele diz que eles não são amantes de Deus, que se opõem à verdade, e até onde diz respeito a fé cristã, eles são rejeitados. Os vícios que ele lista nos versículos 2-4 são características não cristãs. Desde que comecei a ler a Bíblia quando criança, e muito antes de me deparar com o termo “depravação total”, sempre me foi claro que o Cristianismo descreve os incrédulos nos termos mais depreciativos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os não cristãos são pessoas injustas e desonestas, de forma que esperamos que eles protestem sobre a forma como eles são descritos na Escritura. Mas ficamos surpreendidos que aqueles que alegam crer na Bíblia e aqueles que ensinam a doutrina da depravação total sejam os que denunciam e até mesmo perseguem aqueles cristãos que aplicam esses mesmos termos aos não cristãos. As duas coisas são incompatíveis. Ou eles admitem que não crêem de fato na Bíblia, que eles reprovam e discordam dos profetas, dos apóstolos e do Senhor Jesus, ou eles devem dar seu total apoio àqueles que falam sobre e aos não cristãos como a Escritura o faz.</p>
<p style="text-align: justify;">O que está em jogo inclui o padrão correto de discuso social, mas muito mais importante do que isso, está a questão se afirmaremos ou negaremos a inspiracação da Escritura, a justiça dos profetas, dos apóstolos e do Senhor Jesus, e, portanto, por implicação, a base da nossa salvação. Ao condenar o uso de invectivas bíblicas, esses hipócritas religiosos condenam-se ao exporem o tipo de pessoas que realmente são, e onde reside verdadeiramente sua fidelidade. Eles são muito melhores que os não cristãos e os falsos mestres descritos aqui? Eu aconselho-os a se examinarem, para ver se estão verdadeiramente na fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Comparado a outras coisas, isso poderia parecer um erro pequeno, mas Jesus diz que se alguém é infiel com mui pouco, será infiel com muito também. Se uma pessoa não deixa a Bíblia lhe ensinar o que é amor e gentileza genuínos, e a forma correta de abordar os incrédulos, mas antes reverencia a filosofia do mundo na forma como ele fala e age perante os não cristãos, como se eles fossem seus mestres, deveríamos ouvir algo mais do que eles têm a dizer? Permitiríamos que ele permanece atrás de um púlpito para nos ensinar sobre verdade e erro, certo e errado? E eu não seria estúpido e insano, se aceitasse as críticas dele?</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo está falando sobre pessoas que exibem uma forma de piedade, mas negam o seu poder. O apóstolo provavelmente tinha pessoas ou tipos de pessoas específicas em mente, mas o princípio é universal. É sempre errado ter uma forma de piedade, mas negar o seu poder. Essas pessoas afirmam uma forma de religião, até mesmo a religião cristã, mas negam o poder dela. Elas têm uma forma de piedade, mas ainda são “ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis”, e assim por diante. E, embora tenham uma forma de piedade, eles “resistem à verdade”. Portanto, neste contexto a negação do “poder” da religião inclui tanto caráter como doutrina.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas amam suas fórmulas e rituais religiosos, mas não têm nenhum poder para viver uma vida santa. Os sacerdotes católicos romanos podem parecer piedosos num sentido perverso e antibíblico. Pelo menos seus paroquianos, que não entendem nada de cristianismo, consideram-nos homens santos. Mas muitos desses sacerdotes molestam crianças secretamente. Eles têm uma forma de religião, vestem-se como palhaços e murmuram tolices em latim, mas não existe nenhum poder espiritual verdadeiro neles.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, muitas pessoas se consideram piedosas, e até mesmo alegam ser cristãs, afirmando uma forma de religião, mas negam seu poder num sentido doutrinário. Algumsa rejeitam a inspiração divina da Escritura. Outras rejeitam a soberania, a onisciência e a onipotência de Deus, de forma que talvez afirmem várias versões de dualismo, teísmo aberto, arminianismo, e assim por diante. Há aqueles que alegam afirmar a autoridade da Escritura, mas rejeitam o nascimento virginal, ou a ressurreição de Cristo, ou os milagres dos apóstolos. Embora confessem a Deus e a Jesus Cristo, visto negarem as doutrinas bíblicas com respeito ao pecado, a confissão deles consiste do mero movimento físico de express, emitindo sons no ar com nenhum significado ou importância. Não há nenhuma crença real, nenhum poder real e nenhuma salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Tempos terríveis são feitos por pessoas terríveis. Pessoas terríveis são aquelas que rejeitam a santidade bíblica e o ensino bíblico. Ainda pior são aqueles que dizem ser religiosos, que exibem uma aparência de espiritualidade, mas negam o poder da verdadeira religião no seu caráter e na doutrina. A lista de vícios nos dá a impressão que Paulo refere-se a pessoas especialmente terríveis, mas tais pessoas são inúmeras hoje. Elas estão em toda parte. Sai na sua varanda e atire uma pedra, e provavelmente você acertará uma delas. Como se isso não fosse ruim o suficiente, a pessoa que você acerta provavelmente vai à sua igreja, pois as igrejas estão cheias dessas pessoas terríveis, que têm uma forma de piedade, mas negam o seu poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo diz não ter nada a ver com elas. Isso não significa virar para o outro lado e correr delas. Elas já estão entre nós. Mas significa que quando descobrimos essas pessoas em nossas igrejas, devemos julgá-las perante a igreja, e quando forem consideradas culpadas, devemos excomungá-las, e expulsá-las de nossas comunidades e encontros. Significa que devemos evitar a contratação de professores de seminário que tenham uma forma de piedade, mas neguem o seu poder no caráter e doutrina deles. Se já contratamos alguns, devemos rescindir o contrato e removê-los da propriedade do seminário. Significa que nunca devemos apoiar igrejas, conferências e projetos que forneçam uma plataforma para hereges falar.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas vezes as pessoas pensam que mesmo hereges têm algo bom a oferecer, e tudo está bem se apenas não permitir que eles promovam suas heresias quanto estiverem entre nós. Isso é tolo e ingênuo. É também desobediência à instrução bíblica. Paulo escreve que não devemos “participar dos pecados dos outros” (1Tm 5.2). Dar a hereges qualquer sinal de respeito, apoio ou endossamento é compartilhar do pecado deles. É adultério espiritual, um sinal de infidelidade ao Senhor Jesus. É bem melhor seguir o mandamento apostólico: “Afaste-se desses também”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="divider">&nbsp;</div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> <em>Reflections on Second Timothy</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Felipe Sabino de Araújo Neto</p>
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