Vida Cristã

17 de janeiro de 2012
 

Amor Inquebrantável: Diretriz Divina para os Maridos

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Escrito por: John MacArthur
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Para um marido amar a esposa como Cristo ama sua Igreja, deve amá-la com um amor inesgotável. Nesta conotação de Gênesis 2.24, Paulo enfatiza a constância, bem como a unidade do casamento: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne” (Ef 5.31). O padrão de Deus para o casamento não mudou.

Um dos grandes obstáculos para um casamento bem sucedido é o fracasso de um ou dos dois cônjuges de “deixar pai e mãe”. Com o casamento, inicia-se uma nova família e embora o relacionamento dos cônjuges com os pais permaneça, ele é modificado quanto à autoridade e às responsabilidades. Você precisa amar e cuidar de seus pais, mas não pode permitir que controlem sua vida depois que se casa. Como recém-casados, marido e esposa devem deixar os pais e se “unir” — estar cimentados — um aos outros. Você quebra uma série de laços e cria outro conjunto. Não esqueça que o segundo conjunto é mais forte e mais permanente do que o primeiro.

Outro obstáculo, ainda mais devastador, é o divórcio: “O SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio [divórcio]” (Ml 2.16). Deus odeia o divórcio porque destrói aquilo que ele decretou que devia ser indestrutível.

Embora tenha feito provisão de divórcio nos casos de adultério repetido e impenitente (Mt 5.31, 32; 19.4-10) e a separação por parte de cônjuges não cristãos (1Co 7.15), a morte é a forma de dissolução do casamento desejada por Deus. Assim como o Corpo de Cristo é indivisível, o ideal divino para o casamento é que este também seja indissolúvel. Um marido, portanto, que prejudica a esposa causa dano a si próprio, e um marido que viola ou destrói seu casamento destrói a si próprio. Se há algo que aprendemos com a nossa sociedade atual, é este fato.

Paulo prossegue e diz: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32). Por que a submissão, bem como o amor que se sacrifica, que purifica e que cuida são tão enfatizados nas Escrituras? Porque a santidade da Igreja é ilustrada na santidade do casamento. Seu casamento é uma afirmação ou uma negação do amor entre Cristo e a Igreja.

A santidade do casamento motivou Paulo a concluir: “Cada [marido] ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite o marido” (v. 33). Não há uma declaração mais definitiva do ideal de Deus para o casamento do que esta. Quando os maridos e esposas cristãos andam no poder do Espírito, submetendo-se à sua Palavra e ao seu controle e se submetem um ao outro, o resultado é a bênção de Deus.

 

Fonte: John MacArthur, Homens e Mulheres (Editora Textus), p. 69-70.



Sobre o Autor

John MacArthur
John MacArthur
John MacArthur é um autor e pregador popular. Tem servido como pastor-mestre na Grace Community Church, em Sun Valley (Califórnia), desde 1969. MacArthur faz parte da quinta geração de pastores de sua família. Seu ministério de púlpito tem se estendido ao redor do mundo por meio do programa Grace to You e de seus escritórios-satélites na Austrália, Canadá, Europa, Índia, Nova Zelândia, Singapura e África do Sul.



 
 

 
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