Vida Cristã

12 de janeiro de 2012
 

Os Deveres do Esposo (Parte 1)

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Escrito por: D. M. Lloyd-Jones
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Exposição sobre Efésios 5.25-33

N

as considerações feitas sobre esta exposição, vimos que há dois temas principais. Um é o tema sobre o relacionamento entre o Senhor Jesus Cristo e a Igreja, e o outro é sobre o relacionamento entre o marido e a esposa. O ensino do apóstolo é que só poderemos compreender verdadeiramente a relação de marido e mulher quando compreendermos a grandiosa doutrina de Cristo e a Igreja. Por isso estivemos considerando primeiro a doutrina de Cristo e a Igreja, e, tendo feito isso, agora estamos em condições de começar a aplicação disso, particularmente ao marido, embora, como veem, o apóstolo tenha o cuidado de, no fim (versículo 33), considerá-la também segundo o aspecto e o ponto de vista da esposa. A aplicação da doutrina é introduzida pelas expressões “assim” e “como”. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também” – e depois, no fim, “Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo”. Noutras palavras, ele está desenvolvendo a comparação que nos desvendara, da relação de Cristo com a Igreja em termos da relação do marido com a esposa.

Como chegamos, pois, à aplicação, parece-me que a melhor maneira de tratá-la é dividi-la em duas partes. A primeira é a porção na qual são ensinados certos princípios concernentes aos maridos e suas mulheres. Depois, tendo firmado os princípios gerais, podemos marchar para a segunda, que consiste da aplicação prática detalhada dos princípios à situação concreta.

Os princípios gerais, como os vejo, são os seguintes: primeiro, devemos dar-nos conta, quanto ao casamento, como na verdade com tudo mais na vida cristã, de que o segredo do sucesso está em pensar e entender. Isso certamente está evidente na superfície da passagem. Nada acontece automaticamente na vida cristã. Esse é um princípio deveras profundo, pois acredito que, na maioria, os nossos problemas surgem do fato de que tendemos a pressupor que eles acontecem automaticamente. Insistimos em agarrar-nos a uma ideia semi-mágica da regeneração que ensina que, em vista do que aconteceu conosco, o restante da estória é simplesmente este: “E viveram felizes para sempre”. É claro, no entanto, que sabemos que isso não é verdade. Há problemas na vida cristã; e uma vez que tanta gente não entende que isso não é uma coisa que se dá automaticamente, metem-se em problemas e dificuldades. Obviamente, o antídoto contra isso é pensar, é ter compreensão, é raciocinar exaustivamente sobre a questão. O mundo não faz isso. Em última análise, o problema que há com o mundo, segundo o ensino da Bíblia, é que ele não pensa. Se as pessoas tão somente pensassem, muitos dos seus problemas seriam resolvidos.

Tomem o problema da guerra, por exemplo. A guerra é uma coisa inerentemente ridícula; é insana. Então, por que guerreiam? A resposta é: porque não pensam. Agem instintivamente, deixam-se governar por instintos primitivos, como a cobiça, a avareza, a ira etc., e atacam antes de pensar. Se tão somente parassem para pensar, não haveria mais guerra. A falácia do humanista é, por certo, que ele crê que tudo quanto resta fazer é dizer aos homens que pensem. Mas, desde que são pecadores, não pensarão. Estas forças elementais são tão mais fortes que as forças racionais, que “o homem em pecado” é sempre irracional.

Havendo-nos tornado cristãos, continuamos precisando observar este mesmo princípio. Mesmo o cristão não pensa automaticamente; ele precisa ser ensinado a pensar – daí estas epístolas do Novo Testamento. Por que foram escritas? Se o homem, ao tornar-se cristão, pensa automaticamente a coisa certa, por que o apóstolo escreveu estas epístolas? Ou, se você pode receber a sua santificação como um ato, como uma bênção, por que estas epístolas foram escritas? Aí estão elas, repletas de arrazoados, de argumentos, de demonstrações, de analogias e comparações. Por que? Para ensinar-nos a pensar, para ensinar-nos a resolver as coisas e a obter entendimento.

Pensar é essencial, como o demonstra o apóstolo, em conexão com todo este assunto sobre o casamento. O mundo vê o casamento da seguinte maneira: principia mais ou menos tomando certas coisas importantes como líquidas e certas. Apoia-se no que denomina “amor”, apoia-se nos sentimentos. Duas pessoas dizem que “se apaixonaram” mutuamente, e, à vista disso, casam-se. Não se detêm para pensar e questionar, exceto excepcionalmente. São motivadas, animadas e levadas pela sensação de que tudo está fadado a ir bem, que com certeza a sua felicidade será duradoura e nunca poderá falhar. Tudo isso é fomentado pela literatura popular, pelos filmes exibidos nos cinemas e pela televisão em casa. Mas depois você lê os jornais e suas reportagens, e vê que falha. Por que? Eis a resposta: porque nunca pensaram bastante na questão; e, portanto, seu casamento não pode resistir às provas, pressões e tensões que inevitavelmente sobrevêm na vida do dia a dia, com a sua rotina enfadonha, o seu cansaço físico e muitas outras coisas que causam dificuldades. E desde que essas pessoas nunca pensaram no assunto suficientemente, não têm nada a que recorrer. Agiram baseados num sentimento, num impulso; agiram emocionalmente. A mente quase não entrou nisso, dando como resultado que quando se veem confrontadas por dificuldades, não têm argumentos a que recorrer. Não sabem o que fazer; parece-lhes que tudo se foi; e assim, entram em pânico e imediatamente iniciam um processo de divórcio; e muitos repetem esse modo de proceder várias vezes. A causa do problema está na ausência de compreensão, na falta de aplicação do pensamento.

Quando se considera a posição cristã, vê-se que a principal diferença é esta: o cristão é exortado a pensar e a compreender, e recebe uma base sobre a qual poderá fazê-lo. Esse é o sentido e o propósito deste ensino que nos é dado; assim, ficaremos sem desculpa se o negligenciarmos. O mundo não tem esse ensino, mas nós não nos achamos mais nessa situação. Portanto, a primeira coisa que este parágrafo nos lembra é que precisamos pensar. Até se nos diz como fazê-lo, e isso é posto diante de nós com pormenores. Esse é o primeiro princípio.

O segundo princípio é que, como cristãos, a nossa concepção do casamento deve ser positiva. O perigo está em pensarmos que o casamento entre cristãos é essencialmente idêntico ao de todos os demais, sendo a única diferença que, num caso, os nubentes são cristãos, e no outro caso não. Pois bem, se continua sendo esse o nosso conceito do casamento, então nosso estudo deste importante parágrafo foi inteiramente em vão. O casamento cristão, o conceito cristão do casamento é essencialmente diferente de todos os outros conceitos. Seguramente é isto que vai emergindo à medida que abrimos caminho através deste parágrafo.

O casamento cristão, o conceito cristão do casamento é essencialmente diferente de todos os outros conceitos.

Obtemos aqui um conceito do casamento que só é possível dentro da fé cristã; chega ele à elevada posição ocupada pela relação que há entre o Senhor Jesus Cristo e a Igreja. Assim, a atitude do cristão para com o casamento é sempre positiva, e ele há de estar sempre se esforçando em busca deste ideal. O conceito cristão não deve ser negativo no sentido de que, visto que certos novos fatores vieram a fazer parte dele, este casamento deve durar, ao passo que o casamento não cristão provavelmente não durará. Isso é puramente negativo. Não deve ser que meramente evitamos certas coisas próprias dos outros; temos que ter esta concepção ideal, positiva do casamento. É uma coisa em que devemos pensar sempre em termos da relação que há entre o Senhor Jesus Cristo e a Igreja. Devemos aprender a provar-nos a nós mesmos constantemente com as seguintes perguntas: a minha vida matrimonial corresponde de fato àquela relação? Manifesta a referida relação? Está sendo governada por ela? Noutras palavras, na posição cristã não paramos de pensar nessas coisas depois de alguns meses de casados. Continuamos pensando, e pensamos cada vez mais, e quanto mais cristãos nos tornamos e mais crescemos na graça, tanto mais pensamos no casamento, e mais interessados ficamos em que o casamento se amolde ao padrão celestial, a este glorioso ideal da relação entre o Senhor Jesus Cristo e a Igreja. Isso é algo difícil de expressar com palavras. O que estou tentando comunicar é que a grande diferença entre o casamento de cristãos e o de não cristãos há de ser que, no caso dos cristãos, o casamento se torna progressivamente mais maravilhoso, mais glorioso, à medida que se vai amoldando ao ideal e o vai alcançando cada vez mais. Certamente todos nós vemos a significação disso quando o aplicamos àquilo que é tão comum acontecer com o casamento, não somente entre os não cristãos, e sim também, lastimavelmente, entre os cristãos! A concepção cristã do casamento é uma concepção que continua a crescer, a desenvolver-se e a ampliar-se.

Meu terceiro e último princípio geral decorre da exposição toda – isto é, em última análise a verdadeira causa do fracasso no casamento é sempre o ego e suas diversas manifestações. Naturalmente, essa é a causa de problemas em toda parte e em todas as esferas. O ego e o egoísmo são as maiores forças destruidores do mundo. Todos os grandes problemas que o mundo defronta, quer vejamos a matéria do ponto de vista das nações e dos estadistas, quer do ponto de vista das condições industriais e sociais, quer de qualquer outro ponto de vista – todos estes problemas por fim retornam ao ego, a “meus direitos”, a “o que eu quero”, e a “quem é ele?” ou “quem é ela?”. O ego, com as suas horrendas manifestações, sempre leva a algum problema porque, se dois “egos” entram em oposição, estarão fadados a um conflito. O ego sempre quer tudo para si. Isso é certo quanto ao meu ego, mas é igualmente certo quanto ao seu ego. De imediato haverá dois poderes autônomos, cada qual oriundo do ego, e o conflito será inevitável. Tais conflitos ocorrem em todos os níveis, desde um casal até grandes comunidades, impérios e nações.

O ensino do apóstolo nos versículos em estudo visa mostrar-nos como evitar as calamidades resultantes do ego. Por isso caprichei para salientar o versículo 21 antes de começar a considerar a questão do casamento. Ele é a chave do parágrafo inteiro – “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus”. Esse é o princípio básico, e deve ser próprio de todos os membros da Igreja cristã. Casados ou não, todos devemos sujeitar-nos uns aos outros no temor de Deus. Depois o apóstolo prossegue e aplica o princípio ao caso particular do homem e da mulher, do marido e sua esposa, e ele o faz com tanta simplicidade e clareza que certamente ninguém poderá enganar-se. Que é essencial sobre o casamento? Diz ele que é esta unidade – esta dupla, estes dois passaram a ser uma só carne. Daí, temos que parar de pensar neles como dois; tornaram-se um. Portanto, toda e qualquer tendência de afirmar o ego, logo entra em conflito com a concepção fundamental do casamento. No casamento, diz o apóstolo, deveria ser inimaginável o surgimento de tal conflito, porquanto pensar neste dois como dois é negar o princípio básico do casamento, segundo o qual eles são um. “E serão dois numa carne.” A esposa é “o corpo” do marido, como a Igreja é o corpo de Cristo – e assim por diante. Assim, temos aqui, acima de tudo mais, a denúncia final do ego e todas as suas horríveis manifestações; e o texto nos mostra a única maneira pela qual podemos ficar definitivamente livres dele.

Esses são os três principais princípios que, no casamento, estão subjacentes à aplicação prática da doutrina da relação existente entre o Senhor Jesus Cristo e a Igreja. Ora, o marido deve ser governado por estes princípios. Como isto funciona na prática? Primeiramente, o marido deve compreender que a sua esposa é uma parte dele. Ele não se aperceberá disto instintivamente; terá que ser ensinado; e a Bíblia o ensina em todas as suas partes. Noutras palavras, o marido deve entender que ele e sua mulher não são dois: são um. O apóstolo fica repetindo isso: “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.” “Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”; “e serão dois numa carne.” “Porque somos membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos.” Isso tudo é certo quanto à nossa relação com o Senhor, e também é certo quanto a esta outra relação.

Primeiramente, o marido deve compreender que a sua esposa é uma parte dele. Ele não se aperceberá disto instintivamente; terá que ser ensinado; e a Bíblia o ensina em todas as suas partes.

Desejo, pois, expressá-lo deste modo – que não nos será suficiente considerar nossas esposas como companheiras. São companheiras, mas são mais que isso. Dois homens podem ser companheiros de negócio, porém a analogia não é essa. A analogia supera isso. Não é uma questão de companheirismo, embora inclua essa ideia. Há outra frase frequentemente usada – pelo menos era comum – que coloca isso muitíssimo melhor e que me parece ser uma afirmação inconsciente do ensino cristão. É a expressão empregada por homens ao se referirem a suas esposa dizendo, “minha melhor metade”. Ora, isso está exatamente correto. Ela não é uma companheira, é a outra metade do homem. “E serão dois numa carne”. “Minha melhor metade.” A própria palavra “metade” exprime toda a argumentação que o apóstolo elabora aqui. Não estamos lidando com duas unidades, duas entidades, e sim das duas metades de um ser – “E serão dois numa carne”. Portanto, à luz disso, o marido não deve pensar mais no sentido singular e individual. Isso tem de ser completamente impossível no casamento, diz o apóstolo, porque, “Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”. Em certo sentido ele não está amando uma outra pessoa; está amando a si mesmo. Essa é a diferença que o casamento faz.

Ao nível prático, portanto, o pensamento do marido deve incluir sua esposa também. Nunca deverá ele pensar em si isolada ou separadamente. No momento em que fizer isso romperá o princípio mais fundamental do casamento. Toda gente vê isso quando sucede no nível físico, porém o dano real é feito antes disso, nos níveis intelectual e espiritual. Num sentido, no momento em que um homem pensa em si isoladamente, já rompeu o casamento. Ele não tem direito de fazer isso! Há um sentido em que ele não pode fazê-lo, porque a esposa é uma parte dele. Contudo, se isso acontecer, certamente ele infligirá grave dano à sua esposa; e será um dano em que ele mesmo estará envolvido, porque ela é parte dele. Portanto, ele estará agindo contra si próprio – oxalá percebesse isso! Por conseguinte, o seu pensamento nunca deverá ser pessoal no sentido de ser individualista. Ele é somente a metade, e o que ele faz envolve necessariamente a outra metade. A mesma coisa aplica-se aos seus desejos. Jamais deverá ter ele algum desejo só para si. Ele não é mais um só ser isolado, não é mais um ser livre, nesse sentido; sua esposa está envolvida em todos os seus desejos. Compete-lhe, pois, ver que esteja sempre plenamente desperto para estas considerações. Noutras palavras, ele nunca deverá pensar em sua esposa como um acréscimo. Menos ainda – lamento ter que usar esta expressão – como um obstáculo; mas há muitos que fazem isso.

Resumindo, isto constitui um grande mandamento aos homens casados, que nunca sejam egoístas. Tampouco a mulher deve ser egoísta, é claro. Tudo se aplica ao outro lado, mas aqui estamos tratando particularmente dos maridos. Já vimos que a mulher deve sujeitar-se. Ao fazê-lo, ela age com base no mesmo princípio; agora este é o lado do marido, nesta questão. Portanto, ele sempre deve lembrar-se deliberadamente daquilo que vale para ele no estado matrimonial e que deve governar e dominar todo o seu pensar, todo o seu querer, todo o seu desejar, na verdade a totalidade da sua vida e das suas atividades.

Podemos, no entanto, ir adiante e expressar isto mais vigorosamente. O versículo 28 termina com as palavras: “Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”; mas nos lembramos de que o apóstolo, ao descrever a relação entre o Senhor e a Igreja, utilizou a analogia do corpo. “Assim”, diz ele mais, no mesmo versículo, “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos”. Depois ele o desenvolve no versículo 29: “Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja”. Aí, então, está o ensino – que não somente devemos estar cientes de que o marido e a esposa são um, mas também o marido deve levar em conta que a esposa é de fato uma parte dele, segundo a analogia do corpo. A atitude de um homem para com a sua esposa, diz o apóstolo, deve ser, por assim dizer, a sua atitude para com o seu corpo. Essa é a analogia – e é mais que analogia. Já consideramos o assunto como é ensinada no fim do capítulo 2 de Gênesis. A mulher foi tirada originariamente do homem. Temos ali a prova do fato de que ela é uma parte do homem, e isso descreve a característica da unidade. Ao homem se diz, pois, isto: “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos”. Pois bem, a pequenina palavra “como” é muito importante e vital, porque facilmente poderemos entendê-la mal. Paulo não diz: “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres da mesma maneira como amam a seus próprios corpos”. O sentido não é esse. O sentido é: “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres porque elas são os seus próprios corpos”. O homem ama sua mulher como seu corpo – é isso que o apóstolo está dizendo. Não é “como” ele ama seu corpo assim deve amar sua esposa. Não! O homem deve amar sua esposa como (sendo) seu corpo, como uma parte dele. Assim como Eva era uma parte de Adão, tirada do seu lado, assim é a esposa para o homem, porque é parte dele.

Assim como Eva era uma parte de Adão, tirada do seu lado, assim é a esposa para o homem, porque é parte dele.

Estou dando ênfase a isto pelo motivo que o apóstolo expõe claramente, a saber, para mostrar que existe este elemento de indissolubilidade quanto ao casamento, indissolubilidade que, conforme entendo o ensino bíblico, só pode ser desfeita pelo adultério. Todavia, o que nos interessa dizer agora é que o apóstolo faz esta colocação a fim de que o marido veja que não pode desligar-se da sua esposa. Você não pode desligar-se do seu corpo; assim, você não pode desligar-se da sua esposa. Ela faz parte de você, diz o apóstolo; portanto, lembre-se disso sempre. Você não pode viver isolado, não pode viver separado. Se compreender isso, não correrá o risco de pensar em separação, não correrá o risco de anelar, querer, desejar a separação. Menos ainda poderá haver algum antagonismo ou ódio. Observem como ele se expressa: “Nunca ninguém”, diz ele para ridicularizar a coisa, “nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja”. Assim, todo e qualquer elemento de ódio entre marido e mulher é pura loucura; mostra que o homem ignora totalmente o que significa o casamento. “Nunca ninguém aborreceu a sua própria carne” – mas a sua esposa é a sua própria carne, e o seu corpo; portanto, ele deve amar sua esposa como seu próprio corpo.

 

Fonte: D. M. Lloyd Jones, Vida no Espírito: no casamento, no lar e no trabalho. Exposição de Efésios 5:18 a 6:9. Editora PES. Págs. 165-175.



Sobre o Autor

D. M. Lloyd-Jones
D. M. Lloyd-Jones
O Dr. David Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) ministrou poderosamente a Palavra de Deus por trinta anos como pastor da Capela de Westminster. Seu ministério ali foi uma grande bênção, não somente para os ingleses, mas também para pessoas vindas de toda parte do mundo. Em particular, alcançou estudantes de muitas nacionalidades que estudavam nas várias faculdades de Londres. Grande número desses voltaram posteriormente para seus países de origem para serem, por sua vez, instrumentos de bênção na causa do evangelho.



 
 

 
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