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10 de março de 2012
 

A Predição da Destruição do Templo

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Escrito por: Matthew Henry
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E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!

E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.

Marcos 13.1-4

Aqui podemos ver:

I.

Como muitos dos próprios discípulos de Jesus tinham a tendência de apreciar a coisas que pareciam grandiosas, e que foram consideradas, durante muito tempo, como sagradas! Eles tinham ouvido o Senhor Jesus Cristo reclamar daqueles que tinham feito do templo um “covil de ladrões”; e, ainda assim, quando Ele deixou o templo, devido à iniquidade que ali permanecia, eles o convidaram para que se apaixonasse, tanto quanto eles, pela estrutura e pelos adornos do templo. Um deles lhe disse: “Mestre, olha que pedras, e que edifícios” (v. 1). Nós nunca vimos nada parecido na Galileia; ó, não deixe este belo lugar.

II.

Como Jesus valoriza pouco a pompa exterior, quando não existe a verdadeira pureza! “Vês estes grandes edifícios?” (diz Ele) e os admiras? Pois eu vos digo, chegará o tempo em que “não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada” (v. 2). E a suntuosidade da estrutura não representará nenhuma segurança, nem motivará qualquer compaixão do Senhor Jesus por ela. Ele considera, com compaixão, a destruição de almas preciosas, e chora por elas, pois a elas Ele atribui grande valor; mas nós não o vemos considerando com compaixão as ruínas de uma construção magnífica, quando é levado a sair dela pelo pecado, pois isto tem pouco valor para Ele. Com que pouca preocupação Ele diz: “Não ficará pedra sobre pedra!”. Grande parte da resistência do templo se devia ao tamanho das pedras, e se estas fossem derribadas, nenhum traço, nenhuma lembrança dele permaneceria. Enquanto alguma parte permanece de pé, pode haver alguma esperança de recuperá-lo; mas que esperança pode haver quando não fica pedra sobre pedra?

III.

Quão natural é desejarmos saber das coisas futuras, e quando acontecerão! Nós somos mais curiosos sobre o futuro do que sobre os nossos deveres. Os seus discípulos não sabiam como digerir o seu ensino sobre a destruição do templo, que eles pensavam que seria o palácio real do seu Mestre, e no qual eles esperavam ter a sua promoção, recebendo pontos de honra. Por isso eles estavam sofrendo, até que o encontraram a sós, e lhe perguntaram sobre esse assunto. Quando Ele retornava a Betânia, Ele se sentou “no monte das Oliveiras, defronte do templo”, de onde tinha uma visão completa dele; e ali quatro dos discípulos lhe perguntaram, em particular, o que Ele quis dizer quando falou da destruição do templo, que eles tinham compreendido tão pouco quanto as predições da sua própria morte, pois era igualmente incoerente com o que eles pensavam. Provavelmente, embora esses quatro tenham feito a pergunta, o sermão de Cristo, em resposta a ela, foi ouvido pelo restante dos discípulos, ainda que privadamente, isto é, longe da multidão. A pergunta deles foi: “Quando serão essas coisas?”. Eles não questionam – pelo menos, não parecem questionar – se essas coisas acontecerão ou não (pois o seu Mestre tinha dito que iriam acontecer), mas estão propensos a esperar que isso ainda demore muito tempo. Ainda assim, eles não perguntam especificamente o dia e o ano (nisso eles foram humildes), mas dizem: “Dize-nos… Dize-nos… que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir”. Que presságios haverá dessas coisas, e como poderemos identificar a sua chegada?

 

Fonte: Comentário Bíblico Matthew Henry – Mateus a João (Editora CPAD), p. 477.



Sobre o Autor

Matthew Henry
Matthew Henry
Matthew Henry (1662-1714) foi um ministro não-conformista e comentarista. Pregador eminente, ele começou a pregar a partir dos vinte e quatro anos de idade e manteve o pastorado até sua morte. A grandeza de seus sermões consiste de conteúdo bíblico, apresentação lúcida, aplicação prática e centralidade de Cristo. Contudo, a reputação de Henry repousa sobre seu célebre comentário, Exposição do Antigo e Novo Testamentos (5 volumes, Londres, 1708-10), em razão do qual ele tem sido conhecido e amado por três séculos.



 
 

 
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