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Guilherme

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O Propósito da Lei por Joseph Mizzi

“… visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 3.20) A Bíblia não podia ser mais clara sobre essa questão. “… ninguém será justificado diante dele por obras da lei”. Deus nunca vai declarar qualquer pessoa justa com base na sua obediência à lei. Contudo, muitas pessoas presumem que vai dar tudo certo para elas no fim se elas viverem uma vida, em geral, boa. Isso é um erro fatal. A lei não foi dada para nos salvar. Nem uma única pessoa vai ser justificada pelas obras da lei. Você e eu não vamos ser justificados pela lei também. E por uma razão muito simples: “em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”. A lei é justa; o nosso histórico moral não é. A lei é uma régua reta; a nossa vida é uma linha torta. A régua não pode tornar a linha reta, ela só pode mostrar que ela não o é. A lei não nos justifica, ela simplesmente nos mostra que falhamos em cumprir os padrões morais de Deus e, como tal, ela só pode nos acusar e…
17 de setembro de 2018
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Justo e Justificador (Joseph Mizzi)

“… tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3.26) Há coisas que Deus não pode fazer. O Deus todo-poderoso não pode mentir (Hebreus 6.18). Ele não pode se negar agindo contrário a sua santa natureza (2Timóteo 2.13). Não há injustiça para com Deus (2Crônicas 19.7). Ele precisa, portanto, ser justo na condenação do ímpio. Ele precisa também ser justo na salvação do seu povo. Ele não pode simplesmente fazer vista grossa e fingir esquecer tudo sobre os nossos pecados a fim de ser bom para conosco. Imagine a cena. Um criminoso é levado perante um juiz. À medida que o juiz examina a evidência, torna-se claro que o acusado é culpado de quebrar a lei e merece punição. Todavia, em sua decisão final, o juiz diz: “eu sei que você é culpado, eu sei que você merece punição, mas eu quero ser bom com você. Eu não ligo para o que a lei exige; eu vou te deixar livre”. O que você diria sobre esse juiz? Podemos dizer que ele é caprichoso, incompetente, corrupto e injusto … mas mui certamente não…
5 de setembro de 2018
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Justificados pelo Sangue de Jesus (Joseph Mizzi)

Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira (Romanos 5.9). A justiça demanda que os transgressores da lei sejam condenados, enquanto que os inocedentes devem ser absolvidos e liberados. Deus estabelece esse princípio básico ao instruir os juízes para que julguem “justificando ao justo e condenando ao culpado” (Deuteronômio 25.1). Como então devemos entender esta escritura, e em particular a afirmação “justificados pelo seu sangue”? “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5.9). Os “justificados” são crentes em Jesus Cristo, mas, como todos sabemos, os cristãos não são inocentes, nem impecáveis. Eles ainda quebram a Lei de Deus em maior ou menor medida. O cristão mais devoto humildemente confessa com o resto do povo de Deus: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1João 1.8). Todavia, Deus diz que eles são justificados. O Juiz divino os absolve e os livra de toda penalidade.  Isso não é quebrar a justiça? Eles não deveriam, sendo transgressores da lei, serem condenados e punidos? Ademais, o “seu sangue” se refere ao Filho de Deus que foi…
3 de setembro de 2018
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A Justiça de Deus por Joseph Mizzi

“… visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1.17)  Em uma de suas parábolas (Mateus 22.1-14), o nosso Senhor conta a história de um rei que organizou uma festa de casamento para o seu filho. Enquanto o rei estava cumprimentando e encontrando os convidados, ele notou um homem que não estava vestido apropriadamente para a ocasião. “Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?”, o rei perguntou. O ímpio ficou emudecido e foi expulso. E nós? Precisamos estar vestidos apropriadamente na presença de Deus. Ele é santo e justo e precisamos estar vestidos em justiça para ficarmos diante dele.  Há duas vestimentas penduradas no armário espiritual para escolher. A Bíblia as chama de “justiça nossa” e “justiça de Deus”. Sobre a nossa justiça, a Bíblia não é muito otimista: Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam (Isaías 64.6) Essa justiça é “nossa” porque trabalhamos por ela por meio da nossa obediência à lei de Deus. Todavia, não obedecemos Deus como deveríamos…
31 de agosto de 2018
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Como Fazer Apologética Pró-Vida por Scott Klusendorf

Este é um resumo do curso de Scott Klusendorf sobre Apologética Pró-Vida Avançada, lecionado na Biola University em 2010 (texto completo em inglês aqui, em que os argumentos são desenvolvidos com maior detalhe). Introdução: o apologista pró-vida tem quatro tarefas essenciais: 1) esclarecer a questão, 2) estabelecer um fundamento para o debate, 3) responder as objeções persuasivamente, 4) ensinar e equipar. TAREFA #1: ESCLARECER O DEBATE. Qual é a questão? A natureza do raciocínio moral e o status do nascituro. Alegações de preferência versus alegações morais Preferência (subjetivo): “sorvete de chocolate é melhor do que o de baunilha”. Moral (objetivo): “é errado torturar criancinhas por diversão”. Alegações de preferência são subjetivas. São sobre gostos pessoais. Alegações morais são objetivas. São sobre certo e errado independentemente dos meus gostos. Alegações morais frequentemente são confundidas com alegações de preferência: Exemplo (slogan): “Não gosta de abortos? Não faça!” Tente isso: “Não gosta de escravidão? Não tenha um escravo!” Qualquer um que fizer uma dessas afirmações não entendeu a natureza do raciocínio moral. A moralidade do aborto se resume a uma questão que antecede a todas as outras: Podemos matar o nascituro? Depende. O que é o nascituro? Recorrer à escolha, privacidade, confiar nas…
29 de agosto de 2018
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Acertando as nossas contas morais por Joseph Mizzi

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Coríntios 5.21) Eu me pergunto o que se passava pela cabeça de Onésimo, um escravo fugitivo, enquanto ele viajava de volta para o seu mestre, de Roma até a cidade grega de Colossos. “Ele vai me receber graciosamente? Ou ele vai me punir como normalmente acontece quando escravos fugitivos são pegos?” A sua única esperança era uma pequena carta escondida na sua capa.  Onésimo fugiu do seu mestre, Filemom, depois de ter possivelmente furtado dinheiro dele. Ele acabou em Roma, onde encontrou o apóstolo Paulo e se tornou cristão. Paulo sabia que Onésimo deveria retornar ao seu mestre para consertar seus erros. Então Paulo lhe deu uma carta pedindo que Filemom o recebesse de volta: “Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta” (Filemom 1.17-18) Paulo dá a Filemom uma razão dupla pela qual ele deveria perdoar e receber o seu servo. Paulo pede ao mestre para perdoar o seu servo e promete pagar quaisquer dívidas. “Lança tudo em minha…
27 de agosto de 2018
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Justificados em Cristo por Joseph Mizzi

Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos (Romanos 5.19) Em 1964, o então primeiro ministro, George Borg Olivier, obteve a independência o meu país, Malta, do governo colonial britânico. A ação desse homem afetou uma nação inteira; ele também teve uma grande influência em pessoas como eu, que ainda não tinham nascido naquele tempo. Por causa dele, eu sou um cidadão de uma nação independente. Podemos pensar em todas as pessoas históricas, que nunca encontramos ou conhecemos, que deixaram algum tipo de impacto, bom ou ruim, no nosso estado presente. Elas são Adão, o primeiro homem, e Jesus Cristo, que a Bíblia chama de “último Adão” (1Coríntios 15.45). Adão está numa posição representativa como o cabeça da humanidade, como a Bíblia ensina em Romanos 5.12-21. Toda a humanidade está envolvida com o pecado de Adão. Em Adão todos pecaram. Todos estão condenados; todos morrem. “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, (…) por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.” Algumas pessoas acham essa ideia estranha e inaceitável. Como podemos…
24 de agosto de 2018
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Justiça por Joseph Mizzi

“Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Romanos 2.13) Vamos dizer que eu sou acusado diante de um magistrado por direção imprudente e velocidade acima do limite. O meu advogado argumenta que eu passei no meu teste de direção, possuo uma carteira de habilitação válida e que estou plenamente familiarizado com o código de trânsito, incluindo o limite de velocidade. Ademais, eu nem sempre dirijo de forma imprudente e tem outros motoristas que são bem piores do que eu. Isso salvaria a minha pele? Dificilmente! Pelo contrário, já que eu conheço a lei tão bem, eu sou ainda mais responsável. Tendo ignorado as regulações de trânsito, eu tenho ainda mais culpa por ter transgredido a lei. Todos conhecemos a lei de Deus. O preceitos morais da lei estão escritos na nossa consciência. Sabemos que é errado furtar porque não queremos que ninguém tome os nossos bens. Sabemos que é errado mentir porque queremos que os outros nos digam a verdade. Ademais, muitos de nós que foram criados numa família cristã, aprendemos os Dez Mandamentos e o ensinamento moral da Bíblia desde a nossa infância. Temos…
13 de agosto de 2018
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O Significado da Justificação por Joseph Mizzi

“O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro.” (Provérbios 17.15) Nós naturalmente ficamos indignados diante da injustiça. Deus, que é perfeitamente justo, detesta a injustiça ainda mais do que nós. O papel do juiz é simples: eles devem ser justos e imparciais. “Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado” (Deuteronômio 25.1). Depois de considerar a evidência, o juiz deve decidir se o acusado é culpado de violar a lei. Se sim, ele deve prolatar uma sentença condenatória. O juiz deve condenar o perverso. Por outro lado, se o acusado tivesse cumprido o padrão da lei, o juiz deveria justificá-lo. Ele deveria pronunciar um reconhecimento dele como justo e livrá-lo de qualquer penalidade. Isso é justiça. Pelo contrário, é uma injustiça flagrante quando um juiz “justifica o perverso” ou “condena o justo”, como às vezes acontece nos tribunais humanos. “O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro” (Provérbios 17.15). Podemos ter certeza de que isso nunca vai acontecer no tribunal de Deus.…
10 de agosto de 2018
TeologiaUncategorizedVida Cristã

Por que se importar com a justificação? por Joseph Mizzi

Porquanto não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nele crê; primeiro do judeu, assim como do grego (Romanos 1.16) A meningite continua sendo uma doença mortal para as crianças. Felizmente, o número de casos de meningite diminui por volta dos últimos vinte anos, principalmente devido à imunização. Todavia, essa temida infecção não está completamente erradicada porque ainda não temos vacinas para cobrir todos os micróbios diferentes que causam a meningite. Além disso, alguns pais deixam de imunizar os seus filhos por negligência ou medo. Parte o coração quando uma criança morre por uma infecção que poderia facilmente ser prevenida. Espiritualmente, é ainda mais trágico se negligenciarmos a mensagem evangélica da salvação pela fé em Cristo Jesus. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar o que a Palavra de Deus ensina sobre justificação, isto é, como ficamos de bem com Deus. As consequências nesta vida e na vindoura são espantosas. Por que, então, devemos nos importar com a justificação? O que isso quer dizer afinal? Não é essa doutrina que causou tantos problemas na Europa durante a Reforma Protestante? Por que eu devo ligar para uma doutrina que resultou…
8 de agosto de 2018