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A Forma da água revela a alma de Hollywood — Bestialidade (Brian Godawa)

By 26 de Março de 2018 No Comments

Ganhador do Oscar: A Forma da Água Revela a Alma de Hollywood — Bestialidade (Brian Godawa)

Um romance sci-fi inter-espécies. Uma zeladora muda trabalhando num órgão governamental secreto na década de 60 se apaixona com um homem-peixe anfíbio que parece com um Monstro da Lagoa Negra moderno.

OK, primeiro eu preciso aplaudir a Academia por não ter dado o Oscar ao filme que celebra a exploração sexual de adolescentes por adultos. Ao invés disso, eles optaram pelo filme que celebra o sexo com animais.

Isso é como expulsar o Harvey Weinstein, mas manter o Roman Polanski.

E é completamente previsível.

Um teatro cheio de hipócritas morais, exploradores sexuais e seus financiadores fazem piadas sobre quão depravados são e evitam falar a verdade sobre o seu poder, enquanto premiam como melhor filme uma fantasia cristofóbica sobre sexo com animais.

Por favor. Vamos parar com a loucura.

Sim, eu sei que eles sugeriram um “problema” numa amostra de superioridade moral, mas os fariseus não tratam disso explicitamente como eles fazem com “os pecados de outras pessoas”. Agora, do nada, eles ficam sensíveis e sutis. Eles são como uma repartição pública que nos assegura que estão investigando os seus próprios crimes, “não se preocupe, a gente vai cuidar da nossa bagunça”.

Sim, tá bom. Enquanto eles arbitrariamente destroem as vidas de outras pessoas com meras acusações e pensar que essa corrida fascista pela guilhotina é “justiça”.

Sua confusão moral é evidente em tudo que eles fazem. É hora de mudança de verdade.

Justiça social para animais

 

Mas, de volta ao filme, outra festa de ódio abominável de guerreiros da justiça social contra mais uma caricatura do cristianismo, e uma elevação do próprio paganismo que leva à exploração sexual da qual Hollywood está cheia, enquanto gozam de homens cristãos, como Mike Pence, por suas ações cavalheirescas honráveis para com as mulheres.

Lembre-se, o diretor, Guillermo del Toro, fez o filme altamente pagão Labirinto do Fauno que foi uma glorificação fantástica do sacrifício cruento pagão.

Bem, ele fez o mesmo no Forma da Água.

A zeladora é uma mulher muda solitária, Elisa, que trabalha como zeladora num órgão governamental da década de 60, uma escolha simbólica para a Guerra Fria como uma metáfora para a “paranoia americana” que supostamente leva à opressão violadora de direitos.

Essa é a narrativa estereotípica da “Ameaça Vermelha” de que o pânico mundial foi criado pela conspiração direitista sobre uma ideologia chamada comunismo que não assassinou mais de 100 milhões de pessoas e certamente não nos ameaçou com todas essas armas nucleares grandes e amedrontadoras. E o tio Joe [apelido de Joseph Stalin] também foi um cara legal! Porque agora sabemos que 100 milhões não foram mortos pelo comunismo, mas sim pelo medo paranoico dos Estados Unidos!

Então, os contadores de estórias tentam retratar um tema sobre “direitos civis” ao escolher como protagonista uma vítima marginalizada, que só tem dois amigos, que coincidentemente também são vítimas marginalizadas no panteão da justiça social: Zelda, uma mulher negra no trabalho, e Giles, o vizinho que é um artista gay.

Então, a ideia é igualar a estória dela com uma narrativa de opressão e amor proibido. Esses males que só o patriarcado cristão pode criar, sabe.

O que nos leva ao vilão, outra vil caricatura do cristianismo …

Alerta de Spoilers: não se preocupe, você não vai querer ver esse filme mesmo.

O complexo industrial patriarcal cristão ocidental

 

O chefe da unidade de pesquisa governamental é Richard Strickland. Strickland representa a cosmovisão cristã nesta estória na medida em que ele cita a Bíblia e se refere à “imagem de Deus” no diálogo. Ele chama o mundo de “pecaminoso” e usa outras referências linguísticas clichê para identificá-lo como o emblema da cosmovisão cristã ocidental.

Pelo menos na visão dos contadores da estória. O que realmente temos é uma caricatura estereotípica do cristianismo. Um monstro demonizado.

Temos aqui um diálogo desdenhoso e mal-intencionado de Strickland tentando mostrar quão mau e diabólico esses “cristãos” patriarcais são:

Quando ele conversa com Zelda e Elisa, ele chama a criatura de “aquela coisa imunda” e de “afronta” à decência. A criatura tem uma forma humanoide (a fim de atrair as nossas emoções). E Richard fala as duas mulheres: “você pode achar que essa coisa parece ser humana. Mas nós formos criados à imagem do Senhor. Você não acha que o Senhor se parece com isso, não é? Ele se parece com um humano, como eu. Ou como você (Zelda). Talvez um pouco mais como eu”.

Então ele também é sutilmente racista. E quando ele fala a um camarada que seus dedos foram cortados pela criatura, ele qualifica isso ao dizer que ele ainda tem o seu “dedo de bu**ta”, então ele também é um porco sexista, que cala a boca de sua esposa com a mão enquanto eles fazem sexo para “silenciá-la”. E ele fala a Elisa que num momento pervertido que a incapacidade dela para a fala o excita. Porque todo mundo sabe que esses sexistas “cristãos” não querem que as mulheres falem, só que elas … bem, você sabe.

Ele ama torturar a criatura com um bastão de choque para gado. A criatura revida arrancando dois dos dedos de Richard. Ele os colocada de volta cirurgicamente, mas eles apodrecem com uma gangrena preta ao longo do filme, como um símbolo de sua alma tenebrosa.

A certo ponto, um vendedor de carro fala para Strickland que ele é “o homem do futuro”, telegrafando o tema de que ele representa o que somos agora.

Mas o ponto é que a narrativa encarna a cosmovisão cristã como o vilão sobre o qual o paganismo precisa triunfar. Porque, veja, toda essa estória é sobre “a imagem de Deus”.

A imagem de Deus

 

Assim como no filme sobre Noé alguns anos atrás, os cineastas esquerdistas de Hollywood ODEIAM muito, muito, muito a ideia de que o homem foi feito à imagem de Deus. É claro, a evolução tem algo a ver. Na cosmovisão evolucionária, os seres humanos são só outro animal na grande corrente do ser e é especista dizer que estamos no topo da cadeia alimentar porque somos especiais de alguma forma.

É por isso que eles retratam vilões que creem na verdade da “imagem de Deus” como sendo monstruosos. Eles querem igualar “a imagem de Deus” com opressão, porque no fim, eles creem que a noção do Deus bíblico é má. O seu argumento é que a crença na “imagem de Deus” justifica reduzir outras criaturas a escravos a serem abusados ou viviseccionados.

O que eles não percebem é que a Bíblia ordena o homem a tratar seus animais de forma humana e, na verdade, é a teoria evolucionária que reduz todas as criaturas ao círculo da vida, que é comer ou ser comido. É a teoria evolucionária que relativiza a moralidade em sentimentos subjetivos totalmente mutáveis ou moléculas em movimento, o que justifica toda a brutalidade. Pois se a moralidade não é objetivamente verdadeira, mas meramente uma construção social, então todos os apelos à moralidade objetiva são ilusórios e só o poder importa. Somente os fortes sobrevivem, ponto final. Todavia, eles pensam que podem julgar outras crenças, como o cristianismo ou a “imagem de Deus” como sendo imorais ou errôneas, DEPOIS deles terem destruído todo o direito de o fazerem.

Seria risível, se não fosse maligno em suas ramificações no nosso mundo. As pessoas realmente creem que o arrancar da moralidade da realidade humana não leva a humanos se comportando de formas perversamente imorais e violentas. A lógica é irrefutável. Se você promover o homem como um animal sem moralidade transcendente, então o homem irá se comportar dessa forma.

Dãh.

Mas há algo mais profundo envolvido aqui do que evolução. A evolução se torna só mais um meio para carregar a tentativa filosófica pós-moderna de extrema esquerda de erradicar todas as distinções no nosso entendimento da realidade. Nessa visão, todas as distinções são tentativas fascistas de controle. Então as distinções entre gêneros são construtos sociais de controle, assim como a orientação sexual, assim como o ser ontológico. Nessa visão “progressista”, não há distinção entre humano e animal, logo, seres humanos NÃO são excepcionais, NÃO são feitos à imagem de Deus, ao menos não mais do que qualquer outra criatura.

É na verdade bem semelhante à religião dos direitos animais que argumenta que um humano é-um-rato-é-um-porco-é-um-cachorro, etc. É a tentativa de relativizar moralmente o valor da humanidade, isto é, rebaixar a humanidade à “igualdade” com todas as outras espécies. Portanto, os seres humanos não tem direito de subjugar a natureza ou exercer controle sobre ela. É por isso que eu acho que Del Toro conecta o “cristianismo” a fascismo. Ele aparentemente pensa que a crença cristã no excepcionalismo humano como criado à imagem de Deus é opressão injustificável. A união sexual com a criatura nesse filme representa a “unidade” última que os humanos têm com os animais.

Direitos animais, religiões ambientalistas da terra, paganismo, “liberdade sexual”, todos derivam do mesmo cano de esgoto espiritual da negação do homem como criado à imagem de Deus distintamente do resto da criação.

A criatura da Lagoa Negra é humanizada no filme ao ser exibida como inteligente, capaz de linguagem e emoção, amante da música e, é claro, fazendo sexo com Elisa.

Mas Strickland disse que ela é “horrorosa como o pecado” (outra caricatura da linguagem cristã). Ele diz que os nativos na Amazônia “adoravam ela como um deus”, de uma forma zombeteira como demonstração de seu poder sobre ela.

“Aqueles primitivos jogavam sacrifícios de flores na água”, ele diz com uma risadinha. E então ele zomba dos nativos que não foram capazes de impedir os poderosos poços de petróleo de tomar conta da área. OK, estereótipos números 10 e 11, a cosmovisão cristã ocidental é insensível com outras religiões e é um incentivo para grandes companhias de petróleo ganharem dinheiro, pois elas também poluem o planeta e ocasionam o eco-apocalipse.

A Elisa tenta livrar a criatura da instalação com a ajuda de Zelda e Giles. E, é claro, o malvado “cristão” Strickland tenta impedi-los atirando neles.

Mas, numa subversão messiânica, a criatura cura Elisa e a si com poderes miraculosos e mata Strickland. Mas não antes de Strickland exclamar com palavras de surpresa: “Car***o, você é um deus”.

OK, então aqui está o paganismo de Del Toro subertendo o cristianismo. A zombaria do “cristão” malvado que desdenha dos primitivos pagãos e seus deuses é forçado a se “curvar” perante a presença divina da criatura antes de ser destruído.

A criatura não só é humanizada, mas deificada com identidade messiânica, que então ressuscita a Elisa (evolução rápida) a uma nova criatura “que respira na água” de forma que ela possa viver com ele no oceano. E fazer sexo com ele.

Por que eu chamo isso de pagão? Porque no cerne do paganismo está o culto da terra. Mas o culto da terra não é meramente política ambientalista, inclui a elevação da natureza como sendo superior ao homem e de fato tendo tanta “consciência” ou valor e dignidade quanto o homem.

No paganismo, os seres humanos não são feitos à imagem de Deus, eles não são mordomos da terra e de suas criaturas, eles são meramente parte desse círculo da vida, subservientes a ele.

No paganismo, as ideias bíblicas de domínio humano da terra é intrinsicamente opressiva. Não pode haver domínio apropriado sobre a natureza, porque a humanidade não é superior a ela de forma alguma.

Então estórias pagãs como a Forma da Água retratam pessoas que creem na “imagem de Deus” como opressoras e malvadas e a natureza acaba destruindo elas. Porque não há diferença última entre animais na grande cadeia do ser.

Se os neandertais podiam acasalar com humanos modernos, então humanos acasalando com outros animais é simplesmente uma expressão da unidade da natureza nessa grande cadeia do ser.

O brilhantismo do filme consiste em seu gênero de ficção científica fantástica permitir os idealizadores a retratarem o “amor proibido” de uma forma analógica que os permite humanizar os animais. Evidentemente, não poderíamos dizer que a Criatura da Lagoa Negra é “só um animal”!

Mas, a despeito da tentativa desesperada de antropomorfizar os animais e os colocar no mesmo plano de existência do que os humanos, eles não são humanos. E não é moralmente aceitável ou divertido ter sexo com eles. Será que eu realmente preciso dizer isso?

A bestialidade é um dos últimos tabus a serem eliminados numa civilização em declínio. Assim que a liberdade sexual se torna uma religião, os pagãos precisam desprear todos os tabus sexuais porque eles representam demandas sociais externas que violam a liberdade e autonomia pessoais absolutas (incluindo o incesto e o sexo de adultos com crianças — o que já está acontecendo).

Isso é apenas a consequência lógica de tal pensamento. E isso explica porque a instituição mais moralmente corrupta dos Estados Unidos, a mais saturada com exploração sexual, a que promove liberdade sexual absoluta e ódio ao cristianismo, votaria dar o louvor de mais alta honra a uma fábula moral que justifica sexo com animais.

 

Tradução: Guilherme Cordeiro