Teologia

O Juízo Final por Joseph Mizzi

By 1 de outubro de 2018 No Comments

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1)

Deus estabeleceu um dia em que ele vai julgar todas as pessoas segundo as nossas obras.

Aqueles que morrem sem um Salvador não precisam esperar esse encontro momentoso para saber a sentença divina sobre eles. Deus adverte que “o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). Eles já estão condenados porque os seus pecados continuam nele. Esse Dia vai simplesmente selar a sua danação para sempre e eles serão punidos segundo as suas obras más.

Dentre os condenados, estarão aqueles que chamavam Jesus de “Senhor”, mas que continuaram viver em pecado. Esses “cristãos” reivindicaram ter fé em Jesus, mas a sua vida estava sem de boas obras. “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”, essas serão as últimas palavras que eles vão ouvir da boca de Jesus (Mt 7.23).

Por outro lado, os filhos de Deus são reconhecidos por suas boas obras. Haverá “glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem” (Rm 2.10). O Senhor também vai lhes recompensar de acordo com suas obras. “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12). Se somos cristãos, hoje é a nossa oportunidade de trabalhar fervorosamente para o Senhor; naquele Dia, ele não vai esquecer a nossa obra em amor.

Isso não significa que somos justificados com base nas nossas obras. Para nós que cremos em Jesus, Deus já pronunciou uma sentença em nosso favor durante a nossa vida na terra. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). A justificação é uma realidade presente. As Escrituras nos reasseguram que já estamos bem com Deus. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

Mas o que dizer sobre os nossos pecados, já que admitimos prontamente que frequentemente quebramos a lei de Deus. Ele vai nos acusar ou nos punir por causa deles? Não, não mesmo, porque Deus não vai descumprir a sua palavra; ele perdoou os nossos pecados e prometeu não trazê-los de volta contra nós. “Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre” (Hb 10.17). Ele não vai lembrar os nossos pecados naquele dia.

Embora sejamos culpados e mereçamos punição, ainda assim não escaparemos da ira de Deus porque somos justificados pelo sangue de Cristo. Deus não perdoa os nossos pecados por capricho, mas por conta do sacrifício do Seu Filho na cruz.

Os filhos de Deus não ficam aterrorizados com o Dia do Senhor. Para nós que cremos e amamos o Senhor Jesus, não é o dia da condenação e danação, mas o nosso dia de formatura, ou melhor ainda, o esperado encontro com o nosso Esposo amado. A igreja ansiosamente ora para o Senhor apressar a sua vinda, “vem, Senhor Jesus”, e regozija quando ouve a sua promessa: “eis que venho sem demora!”.

Este é o capítulo 15 do livreto Right with God de Joseph Mizzi.

Tradução por Guilherme Cordeiro.