Teologia

Um Resumo da Doutrina da Justificação por Joseph Mizzi

By 5 de outubro de 2018 No Comments
  1. A doutrina bíblica da justificação nos ensina como pecadores culpados podem ser declarados justos por Deus por meio da fé em Cristo e serem absolvidos de toda condenação.
  2. Somos criados seres morais e somos responsáveis diante de Deus por nossas obras. Devemos obedecer a lei de Deus, quer a escrita na nossa consciência, quer a nas Sagradas Escrituras.
  3. Todas as pessoas, judeus e gentios, têm desobedecido a Deus, primeiro, no nosso cabeça representativo, o nosso pai Adão, que desobedeceu ao mandamento de Deus e trouxe condenação e morte sobre si e toda a humanidade. Também somos responsáveis por nossos muitos pecados pessoais que acumulam culpa sobre culpa sobre as nossas cabeças.
  4. A decisão de Deus sobre a humanidade é aterrorizante e verdadeira: todas pecaram, todos estão em perigo de condenação eterna e perdição eterna. Pois merecemos morte e o fogo do inferno pelos nossos pecados.
  5. Não podemos ser justificados pelas obras da lei. A lei demanda perfeição e evidentemente erramos o alvo. A lei nos condena, expõe os nossos pecados e, se corretamente usada, nos leva até o ponto em que nos desesperamos de nós mesmos e vamos para Cristo para justificação.
  6. A justificação é um ato de Deus o Pai. Negativamente, ele não conta os pecados do seu povo contra eles; positivamente, ele lhes imputa uma justiça que eles não trabalham por.
  7. Deus pode ser justo e ainda justificar pecadores por causa de Cristo, o Filho encarnado de Deus, que se tornou o cabeça representativo e Salvador do seu povo. Jesus perfeitamente obedeceu a Lei divina por toda a sua vida e, no final das contas, entregou-se como sacrifício para pagar a pena completa pelos seus pecados. Deus coloca os seus pecados em Cristo, pelos quais ele morreu na cruz; Deus coloca a justiça de Cristo na conta deles para que eles possam ter parte na vida eterna com o seu Salvador.
  8. A justificação é dada gratuitamente pela graça, o favor imerecido de Deus, não por qualquer mérito das nossas obras. O pagamento, ou redenção, pela nossa justificação foi feita por Cristo na cruz. A justificação é gratuita para nós; para Deus, o custo foi a vida do seu FIlho.
  9. A justificação é recebida pela somente em Cristo, isto é, pela fé sem o mérito das nossas obras. A fé implica a rejeição completa de qualquer mérito pessoal, confiança na promessa de Deus, crença convicta na suficiência da sua morte e ressurreição e confiança e dependência completa em Cristo para a justificação.
  10. Uma fé ociosa e infértil não pode salvar porque está morta. A fé que justifica é viva, operante e frutífera. As obras que seguem a justificação são a evidência indispensável e o fruto necessário da fé, pela qual Deus também recompensa os seus filhos. Contudo, essas obras não são a base para a nossa justificação; os crentes são justificados com base na obra de Cristo, não a deles.
  11. A justificação é o aspecto jurídico da salvação: um ato de Deus que declara os crentes justos por causa de Cristo. Há outro aspecto da salvação, chamado de santificação. É o processo vitalício de tornar os crentes justos nos seus pensamentos, palavras e obras. Deus muda o coração, ensina, capacita e disciplina os seus filhos para rejeitar o pecado e buscar a santidade e justiça. Os dois aspectos são distintos, mas inseparáveis; se um está ausente, o outro está ausente também.
  12. Todo cristão individual está plenamente justificado desde o momento da fé, por toda a sua vida e por toda a eternidade, com base na justiça de Cristo e, portanto, nunca serão condenados em juízo.
  13. A igreja é tem a obrigação de guardar e proclamar o evangelho da justificação pela fé somente em Cristo somente. É a boa nova de Deus e a única esperança para um mundo perdido e culpado; a mesma verdade bendita dá liberdade, vida e alegria ao povo de Deus.
  14. Todo indivíduo deveria aplicar cuidadosamente a doutrina a si mesmo. Humilhe-se e venha diante de Deus com um coração partido, admitindo a sua culpa e vergonha. Clame a Deus por misericórdia e graça para que, por causa de Cristo, ele tire os seus pecados e te considere justo no Filho Amado dele. 
  15. Que Deus possa ser eternamente louvado e glorificado por sua sabedoria, justiça e graça na justificação do seu povo, a igreja, por intermédio de Cristo Jesus, seu FIlho. Amém!

Este é o capítulo 17 do livreto Right with God de Joseph Mizzi.

Tradução por Guilherme Cordeiro.