O Papa está no Inferno

por

Dr. C. Matthew McMahon





Provérbios 17:15: Aquele que justifica o ímpio, e aquele que condena o justo, um e o outro são abomináveis ao SENHOR.

Uma das figuras mais marcantes da história da igreja, da mesma extensa linhagem de outros tantos do catolicismo romano, morreu em 2 de abril de 2005, sábado, o Papa João Paulo II. Veio a falecer em conseqüência das complicações relacionadas ao Mal de Parkinson com 84 anos de idade. De acordo com Roma, João Paulo teve, de todos os papas, o terceiro mais longo pontificado, atrás apenas de São Pedro (30-64 ou 67 AD), que serviu 34 ou 37 anos, e de Pio IX (1846-1878), que serviu 31 anos e sete meses. Toda a cobertura de sua morte, por meio da Internet, centenas de revistas, jornais, TV a cabo, rádio, e por agências noticiosas de todo o mundo, foi feita dentro de um clima de profunda comoção. As pessoas lamentam e crêem que ele foi para céu porque era “o santo padre” e por que Deus “lhe deu o repouso” de seus “sofrimentos”. Para os católicos romanos, pelos méritos super-rogatórios dos santos falecidos, adicionados aos seus próprios, eles são conduzidos às bem-aventuranças do céu, e evitam o fogo da purificação de um milhão de anos, ou mais, no purgatório. Talvez seja por meio das intercessões de Maria que se possa conseguir isso. Talvez sejam suficientemente bons para terem conseguido isso por suas próprias obras. Uma senhora idosa, entrevistada por um repórter de TV local disse, “Espero que o Senhor o receba” (assim expressando, talvez não seja tão “católica romana” quanto pensa). Os católicos romanos acreditam que o papa foi direto para o céu, tanto que outro entrevistado disse, “tenho certeza absoluta que ele era um santo”. Os jornais o chamaram de o “papa do povo”. Por todo o mundo milhares (milhões) ficaram de luto por sua morte. O servo de Deus, vigário de Cristo na terra, aquele que intercedia em nome dos milhões dos católicos romanos diante da Santa Virgem Maria, oh, sim, e diante do filho dela, também, Jesus, foi direto para o céu. Sim, foi para o céu, pelo menos de acordo com os católicos romanos, e naturalmente, de acordo com o que noticiara o telejornal do início de noite! Está num lugar melhor agora. Os anjos estão lhe dando boas-vindas, e os presidentes, reis, rabinos, ministros de igreja, e outros, todos, estão por lá o saudando com palavras como “grande homem” pela sua passagem. Deus deu-lhe o repouso.

Fantasia.

Ignorância.

Emocionalismo.

Absurdo.

Assim como os seus predecessores, O Papa João Paulo II está queimando no inferno por toda a eternidade. É triste essa realidade, mas é a pura verdade.

Por quê?

Porque ele escondeu o verdadeiro Evangelho e ensinou o falso Evangelho, contrário à Palavra do Senhor Jesus Cristo e ao testemunho apostólico da verdade. A Bíblia, de Gênesis ao Apocalipse, o condena (tanto a ele como qualquer que afronte à verdade) como falso mestre e arqui-heresiarca, enganador e filho do diabo.

Historicamente, a igreja cristã ortodoxa tem condenado o papado como anti-cristão. O papado não é somente não cristão , mas também abertamente anti- cristão. Os papas de Roma não são santos, nem santos padres, mas advogados do Pai da Mentira. Eles estão assentados numa das mais altas cadeiras no reino das trevas sob o domínio do próprio diabo, em contraste com Reino de Jesus Cristo e de sua Justiça. João 8:44, “vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai”. Como o diabo, os papas da igreja católica romana mentem para as suas ovelhas. Dizem-lhes que podem com suas obras chegar ao Céu porque o papa, o vigário de Cristo na terra, entende a Escritura para ensinar tal orientação acerca de fé e prática. Cristo não é suficiente. Os homens devem fazer sua parte também. Cristo simplesmente não é suficiente. (veja-se o dogma romano encontrado nas seções sobre justificação do Concílio de Trento e do Catecismo da Igreja Católica Romana).

Ao aceitar o pontificado, o Papa João Paulo II reivindicou ser o Cabeça da Igreja. Sua teologia romana é consistente com a doutrina romana. O Concilio Vaticano I, Capitulo 1, diz que a “jurisdição sobre a igreja universal de Deus” pertence ao papa, em seguida expõe suas idéias deturpadas a respeito de Pedro como o primeiro papa. Se eles insistem nessa terrível blasfêmia, então somos obrigados a dizer o que Cristo disse a Pedro, “Arreda-te, satanás”. No Capítulo 2, se diz que essa autoridade deve “permanecer ininterruptamente na Igreja”. O Capítulo 3 diz que ele “possui o primado sobre todo o mundo… e [é] o verdadeiro vigário de Cristo na Terra”. O Vaticano II ecoa esses mesmos sentimentos quando diz, que o Papa é a “fonte e fundamento visíveis para a unidade na fé e comunhão” Também se diz que “em virtude de seu oficio, isto é, como Vigário de Cristo e pastor de toda a igreja, o Pontífice Romano tem poder completo e supremo e universal sobre a Igreja”. Eis então o poder! Mas é o poder para obscurecer a mente dos fracos e incautos.

A Bíblia, os Reformadores, os Puritanos, e ministros da igreja bíblica estão em direção oposta. Colossenses 1:18, “Ele [CRISTO] é a cabeça do corpo, a igreja, é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”. Efésios 1:22, “E Ele [CRISTO] sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas e Ele [CRISTO] deu à igreja”. Jesus cristalinamente declara que os homens devem reverenciar unicamente a Deus quando Ele diz em Mateus 23:8-10, “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos. E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo”. 1 Pedro 5:2-4 refere unicamente a Cristo como “Sumo Pastor”, “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória”. Quanto às confissões históricas, a Confissão de Fé de Westminster diz, “Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus”. ( Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XXV - Da Igreja, iv). O Rev. George Downame diz “ele se opõe a Cristo, nosso Profeta, em parte por que se opõe à profecia de Cristo, e por outra parte por que ele mesmo é um falso profeta. Ele se opõe à profecia de Cristo de duas maneiras: Primeira, nega que Cristo seja o nosso único profeta, (cuja voz nas Escrituras canônicas trata do que deve ser necessariamente crido para a salvação, sendo unicamente aquilo a que devemos dar ouvidos). Segunda, ele e seus seguidores além de ensinarem que as Escrituras não são perfeitas, e que além delas há os escritos apócrifos (que eles igualam em autoridade às canônicas) dizem que suas próprias tradições são também necessárias, e de autoridade igual às Escrituras” ( George Downame, A Treatise Concerning the Anti-Christ , 1603 ). O Papa exalta a si mesmo acima de tudo o que é chamado Deus, e Igreja, “aquele Anticristo sendo ímpio e miserável, além de colocar-se acima de tudo o que é chamado Deus, o faz em relação aos anjos e reis, ou aquilo que lhe é servido, aos santos, imagens e altares, à cruz e até à própria eucaristia, tudo isso ele dá assento no templo de Deus, sobre o qual dirige e reina. Assim fazendo, desafia a soberana, divina e universal autoridade sobre todos os que professam o nome de Cristo, assim ele faz como se fosse Deus sobre a terra, pretextando ele mesmo ser por palavras ou por atos um deus, ou como se ele fosse Deus, o que é a mesma coisa” (Downame, Ibid ). Tyndale diz, “Os judeus se jactavam de serem filhos de Abraão; e Cristo disse-lhes, João 8: Se fossem filhos de Abraão, deveriam praticar atos dignos de Abraão. Esses hipócritas do nosso tempo se jactam da autoridade de Pedro, Paulo e os outros apóstolos, e mesmo assim são completamente contrários às obras e doutrinas de Pedro, Paulo e todos os outros apóstolos. Esses não ensinam temor a Deus em seus mandamentos; mas o temor a eles em suas tradições” ( Treatise on the Anti-Christ , 1527 ). Lutero disse, “Temos, outrossim, a resposta a esta pergunta, 'O que é o Papa?' Concluímos que 'o Papa é o ANTICRISTO'. A despeito disso, portanto, resta um renitente e último tema de inquirição… Porque a chama em meu espírito tem acendido em face disso? É que sob (eu creio) a direção divina, eu tenho ateado fogo em todas as ordenações do Papa, ainda que seja do ‘mui sagrado Pai em Cristo', do seu ‘vice-deus na terra', e tenho as queimado como sendo os dogmas do ANTICRISTO” ( Martin Luther, The Pope Confounded and His Kingdom Exposed or Revelation Of Antichrist , Traduzido pelo Rev. Henry Cole , originalmente escrito em 1521). Seria preciso realmente citar ademais Agostinho, Jerônimo, Hilário, Orígenes, Cirilo, Eusébio, Gregório de Nissa, Atanásio, Tomas de Aquino, Turrentino, Rutherford, Gillespie, Calvino, Watson, Love, Reynolds, e outros? Eles têm sido citados à exaustão, e ainda assim, a Igreja Católica Romana não os escuta. Os Católicos Romanos escutam somente duas coisas – o que o Papa diz , e que eles pensam que o Papa diz.

A igreja cristã ortodoxa sempre rejeitou conceder autoridade, ensino e lugar ao Papa de Roma.  Leia qualquer um dos seguintes trabalhos:

Abernethie, Thomas Abjuration of Popery

Beza, Theodore The Pope's Canons

Mayer, John An Antidote Against Popery

Puffendorff , Samuel The History of Popedom

Wylie, J.A. The Papacy is the Antichrist

Downame, George A Treatise concerning Antichrist

Rutherford , Samuel A Survey of the Spiritual Antichrist

Whitby, Daniel The Fallibility of the Roman Church

Knox, John Admonition to Flee Idolatry, Romanism and all False Worship

Clarkson, David Doctrine of Justification is dangerously corrupted in the Roman Church

Stewart, Alexander Roman Dogma and Scripture Truth

M'donald, John Romanism Analyzed in the Light of Scripture, Reason and History

Webster, Daniel, The Church of Rome at the Bar of History

Whitaker, William, Disputations on Holy Scripture

Plumer, William, Earnest Hours

Guinness, H. Grattan Romanism and the Reformation from the Standpoint of Prophecy

Brown, John (of Haddington) Absurdity and Perfidy of all Authoritative Toleration of Gross Heresy, Blasphemy, Idolatry, Popery in Britain

Dabney, Robert L. Attractions of Popery

George, R.J. Badge of Popery

Gavin, Anthony History of Popery

Fairbairn, Patrick Is Popery the Antichrist?

Wilkinson, Henry Pope of Rome is Antichrist

Doolittle, Thomas Popery is a Novelty

Henry, Matthew Popery, A Spiritual Tyran

Ness, Christopher Protestant Antidote against the Poison of Popery

Blakeney, R.P. Protestant Catechism or Popery Refuted

Fleming, Robert Rise and Fall of the Papacy

Calvin, John Rise of the Papacy with Proof from Daniel and Paul


Como cabeça da Igreja Romana, o Papa João Paulo II também continuou a negar a justificação somente pela fé. Ora, alguns Católicos Romanos dirão que crêem na justificação somente pela fé. Mas pergunta-se o que isso quer dizer? De forma analítica ou sintética? Em outras palavras, depende somente dos méritos de Cristo e nenhum outro, ou depende de Cristo e do que você pode fazer também? É por imputação ou infusão? É suficiente o reconhecimento dos papéis exercidos por Deus e pela pessoa a quem Deus salva, ou precisa se fazer mais alguma coisa? A obra e justiça imputadas por Cristo são a única causa da salvação, ou você tem que merecer a justiça também? A Confissão de Fé de Westminster diz, “Os que Deus chama eficazmente, também livremente justifica [1]. Esta justificação não consiste em Deus infundir neles a justiça, mas em perdoar os seus pecados e em considerar e aceitar as suas pessoas como justas. Deus não os justifica em razão de qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas somente em consideração da obra de Cristo [2]; não lhes imputando como justiça a própria fé, o ato de crer ou qualquer outro ato de obediência evangélica, mas imputando-lhes a obediência e a satisfação de Cristo, quando eles o recebem e se firmam nele pela fé, que não têm de si mesmos, mas que é dom de Deus[3]” (1. Rom. 3:24; 5:15-16; 8:30; 2. Rom. 3:22-28; 4:5-8; 5:17-19; 2 Cor. 5:19, 21; Tito 3:5, 7; Ef. 1:7; Jer. 23:6; 1 Cor. 1:30-31; 3. João 1:12; 6:44-45, 65; Atos 10:43; 13:38-39; Fil. 1:29; 3:9; Ef. 2:7-8). Oficialmente, o Papa João Paulo II não somente negou a justificação somente pela fé, mas continuou mantendo o dogma oficial da Igreja Romana apresentado mediante as conclusões de Trento – “Cânon 10. Se alguém disser que os homens são justificados sem a justiça de Cristo, pela qual ele a mereceu por nós, ou que essa justiça é formalmente única, seja anátema. Cânon 12. Se alguém disser que a aludida justificação não é nada mais do que a fé na misericórdia divina, que os pecados são remidos por causa de Cristo, ou que somente essa fé é o que nos justifica, seja anátema” (Traduzido por Re. H.J. Schroeder, Canons and Decrees of the Council of Trent , (Rockford, Tan Books and Publishers, Inc.: 1978) 43 .). Quem rejeita a justificação somente pela fé rejeita o único meio pelo qual alguém pode ser salvo. A Bíblia vai de encontro ao flagrantemente enganoso e falso evangelho de Roma, Isaias 45:25, “Mas no Senhor será justificada e se gloriará toda a descendência de Israel”. Lucas 18:14, “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado”. Romanos 3:24-26, “… sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus , ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”. Romanos 3:28, “concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. Romanos 5:1, “Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Romanos 5:9, “Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”. Gálatas 3:11, “É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé." Gálatas 3:24, "...a fim de que pela fé fôssemos justificados”. William Tyndale disse corretamente, “mas todos os textos que mostram ao Papa a sua responsabilidade, todos ele os jogou fora, inclusive os que fixam na consciência a liberdade no Cristo, bem como os que provam que salvação é somente em Cristo” (William Tyndale, Comments on 1 John especially 2:18-19 especialmente 2:18-19). Como a Bíblia diz – Romanos 8:33, “É Deus quem justifica.”

Não há nenhuma dúvida: quem viveu para colocar-se a si mesmo no lugar de Cristo, e para negar o único meio pelo qual os homens podem ser salvos, morreu na condenação e está queimando no inferno por toda a eternidade. O Papa João Paulo II foi ímpio, ruim, que continuou a enganar seus seguidores, do sacerdote ao homem comum, no sentido de fazê-los crer num falso Evangelho que não pode salvar. Ele escondeu o verdadeiro Evangelho e ensinou as pessoas a crerem numa mentira. E porque as pessoas procuram crer nele ao invés de crer em Deus, Cristo se mantém longe delas, apresentado na forma de uma forte desilusão para que assim continuem crendo em seu simulacro: II Tessalonissenses 2:11-12, “e por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça”. Propagar um falso Evangelho é tanta injustiça, quanta mentira e roubo – ou coisa semelhante! Judas 4, “porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”. Como nos dias de Jeremias, por todo o período de Cativeiro Romano da Igreja, os que a tem seguido, conforme Jeremias 50:6, “seus pastores que as fizeram errar”. O Papa João Paulo II liderou a Igreja Romana para mais longe ainda da verdade das Escrituras e mais profundamente a mergulhou nas trevas. Isaias 60:2, “p ois eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos…”.

Roma e o papado são comparados à Grande Meretriz do Apocalipse. Apocalipse 17:1-2, 15, “Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição.… as águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas”. Finalmente será de Deus a vitória final; Apocalipse 19:2, “porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois [CRISTO] julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”. Henry Wilkinson, em sua série de sermões sobre o Anticristo diz da Igreja Romana, “a igreja estava muito corrompida em termos de doutrina, culto, disciplina, e costumes, e poluída com prostituições espirituais com santos e anjos e imagens etc, muito tempo antes daquele tempo. De modo que podemos inferir que, se a apostasia entrava com o papa ou Papado, - e assim que alcançou determinado nível, conseqüentemente ocorreu a apostasia da verdade, - então essa natureza de coisas é inerente ao papa, por que do que dele pode ser conhecido ele é o Anticristo”. Nicholas Ridley, em sua carta de despedida aos seus amigos em 1555 fala da reinstalação do bispado em Londres, “Vós sois agora um bispado ímpio e sanguinário! Por que montais de novo os altares da idolatria que pela Palavra de Deus foram justamente removidos?... Não, escutais cafetões da Meretriz de Babilônia! Vós pertencereis ao Anticristo! Vós sereis lobos sanguinários! Por que matareis e destruireis os profetas de Deus? Por que trucidareis o pobre e inocente rebanho de Cristo? É porque eles não escutam a voz artificiosa do estranho, e segue nenhuma outra que não a voz de seu próprio Pastor, Cristo? Vós seriamente pensais por um momento que escapareis do juízo, ou que o Senhor não requererá o sangue destes santos de vossas mãos? O vosso deus tolo e surdo, que é obra de vossas mãos, vos diz que tendes o poder de fazer, vós porém sereis envergonhados de chamá-lo de Criador, pois ele não vos poderá livrar da mão vingadora do Grande e Todo-Poderoso Deus .... Oh, vós cafetões da meretriz! Jamais escapareis. Ao invés de encaminhar o meu adeus, agora devo dizer de vós, que vergonha!, vós me aborreceis: a prostituta imunda, e todos os falsos profetas, convosco têm-se juntado em comum acordo com Roma, a sé de Satanás” ( John Foxe, Acts and Monuments , Volume 7 ). Pois bem, aonde estarão hoje os ministros do Evangelho de Cristo que se levantarão para dizer tais coisas para os que se propõe assentar na cadeira de Cristo e enganar as nações negando os fundamentos da fé? Para onde foram?

O inferno está reservado para os que se estabelecem no trono que é legitimo de Cristo, que negam o Evangelho e que se esquecem do caminho de salvação que Deus tem dado ao mundo. Salmo 9:17, “Os ímpios irão para o inferno, sim, e todas as nações que se esquecem de Deus”. Palavras freqüentemente cavam dentro das pessoas um profundo buraco quando se referem a coisas indevidas. O Papa João Paulo II contribuiu para que a sua Igreja se afundasse por si mesma dentro de um buraco mais fundo, dentro de um inferno mais fundo, por defender os falsos ensinos de Roma. Como que se socasse a terra e depois com a pá “eles cavam dentro do inferno (Amos 9:2)”.

Não adianta vigília com velas acesas. Nem orações aos mortos podem fazer algo. Tampouco indulgências serão necessárias. Sábado, dia 2 de abril de 2005, o Papa João Paulo II morreu, foi comparecer diante de Deus, e foi julgado pelo Único Deus Vivo e Verdadeiro como pecador achado em falta e sem nenhuma esperança. O que seria igual a um homem estando diante do Cristo Vivo e dizer a Ele como um falso profeta, “Eu fui seu vigário na terra enquanto estava vivo; não fui?” Oh! Quão horrível o juízo será?! Quão horrível o juízo pode ser quando a ira de Deus e o poder de Cristo cair sobre o homem mau com justiça! Mas isso é o que certamente ocorrerá. Cristo tem razão em pronunciar a sentença de condenação eterna sobre tais homens porque Ele julga justamente os que pervertem a verdade. O Papa João Paulo II propagou falsos ensinos e ensinou outros a fazê-lo também! Cristo diz em Mateus 18:6-7, “Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!”, Cristo tem razão. Ai dos papas do passado que ensinaram o seu povo a se desviar! Ai do próximo papa que assumir o trono longe de Cristo e se assentar na cadeira da Meretriz de Roma! Ai deles, Cristo diz, antes amarrassem uma pedra de moinho ao pescoço e se jogassem na profundeza do mar, isso seria melhor do que o que Cristo fará com eles quando a ira do Cordeiro recair sobre eles em pesada medida! Tudo o que o Papa João Paulo II ouvirá será o que foi dito em Mateus 7:23, “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade!”.

O Papa João Paulo está no inferno. Ele está queimando lá com todos que negam a fé e ensinam o falso evangelho. Ele está lá com todos que tentam elevar suas próprias cabeças acima de Cristo. Ele está lá debaixo da ira do Cordeiro. Ele sabe agora que nunca foi o Vigário de Cristo na terra. Ele sabe agora que Maria é uma pecadora como todos nós. Ele sabe agora que o purgatório é uma fantasia. Ele sabe agora que somente a Bíblia é a Palavra de Deus. Ele sabe agora que a Tradição não significa nada à luz da Palavra de Deus. Ele sabe agora que somente os eleitos são chamados santos. Ele sabe agora que as indulgências não salvam ninguém. Ele sabe agora que venerar os santos é pecado. Ele sabe agora que os homens não podem salvar a si próprios. Ele sabe agora que toda pompa e gestuário estavam acumulando a ira sobre ele. Ele sabe agora que estava muito errado sobre tudo pensava dele como “vigário” em nome de Cristo. Ele sabe agora que todos seus antigos seguidores estão ainda sendo enganados pelas mesmas mentiras que propagava antes. Ele sabe agora que não há nada que se possa fazer a respeito disso. Ele sabe tudo isso agora, e deseja que soubesse disso antes de ter morrido. O Papa João Paulo II não está no paraíso. A Bíblia diz que tais homens estão no inferno, e merecem estar lá. O Papa João Paulo II o sabe também – e muito bem.

Podemos orar para que Deus conceda à Igreja Romana mais decepção e assim pudesse ser desencadeado algum tipo de renovação que gerasse um êxodo em massa para fora daquela igreja apóstata e que se retornassem para o verdadeiro Pastor e Bispo das Almas, Jesus Cristo. Sem o poder do Espírito de Deus, os que se mantiverem presos à Igreja de Roma encontrar-se-ão sob o mesmo destino do Papa João Paulo II, a menos que se arrependam. Cristo disse, “Se não arrependerdes, todos igualmente perecereis”.

Então, nesse sentido, o nosso anúncio é “exagero”, e é completamente sincera essa advertência – sem mencionar o julgamento (e sabemos que a maioria das pessoas odeia quando outros são julgados - exceto Cristo que naturalmente nos diz que deveríamos conhecer o que é certo ou errado!). Mas, tudo bem. Com um mundo cheio de ministros melosos, que parecem que não podem falar sem encontrar as “palavras corretas” quando as câmeras estão ligadas, podemos sempre usar um pouco mais de “exagero”. Falando em termos bem realistas, poderíamos ter sido mais biblicamente incisivos.

E lembrem-se - Provérbios 17:15: Aquele que justifica o ímpio, e aquele que condena o justo, um e o outro são abomináveis ao SENHOR.

 


Traduzido por: Anamim Lopes da Silva
Maio/2005


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