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Teologia

A personalidade do Espírito Santo

UM SERMÃO PREGADO NA MANHÃ DO DIA DO SENHOR,
21 DE JANEIRO DE 1855,
PELO REV. C. H. SPURGEON,
NA CAPELA DA NEW PARK STREET, SOUTHWARK.

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” — João 14.16-17.

Vocês ficarão surpresos ao me ouvir anunciar que não pretendo, nesta manhã, dizer coisa alguma sobre o Espírito Santo como Consolador. Pretendo reservar esse assunto para um sermão especial nesta noite.\* Neste discurso, procurarei explicar e sustentar algumas outras doutrinas que, a meu ver, são claramente ensinadas neste texto e que, espero, Deus, o Espírito Santo, torne proveitosas para nossas almas. O velho John Newton disse certa vez que havia certos livros que ele não conseguia ler; eram bons e perfeitamente ortodoxos, mas, dizia ele, “são livros de meio pêni; é preciso juntar uma quantidade enorme para se obter algum valor; há outros livros de prata, e outros de ouro; mas tenho um livro que é um livro de cédulas bancárias, e cada folha é uma cédula de imenso valor”. Foi o que descobri a respeito deste texto: tinha diante de mim uma cédula de valor tão elevado que não conseguiria contar todo o seu montante nesta manhã. Precisaria mantê-los aqui durante várias horas antes de poder lhes revelar todo o valor desta preciosa promessa — uma das últimas que Cristo fez ao seu povo.

Convido-os a prestar atenção a esta passagem, pois nela encontraremos ensinamentos sobre quatro pontos: primeiro, acerca da verdadeira e genuína personalidade do Espírito Santo; segundo, acerca da ação conjunta das três gloriosas Pessoas na obra da nossa salvação; terceiro, encontraremos algo que confirma a doutrina da habitação do Espírito Santo na alma de todos os crentes; e, quarto, descobriremos a razão pela qual a mente carnal rejeita o Espírito Santo.

1\. Antes de tudo, receberemos alguma instrução acerca da personalidade propriamente dita do Espírito Santo. Estamos tão acostumados a falar da influência do Espírito Santo, de suas operações e graças sagradas, que somos propensos a esquecer que o Espírito Santo é verdadeira e efetivamente uma pessoa — que ele é uma subsistência, uma existência; ou, como nós, trinitários, costumamos dizer, uma pessoa na essência da Divindade. Receio que, sem nos darmos conta disso, tenhamos adquirido o hábito de considerar o Espírito Santo uma emanação procedente do Pai e do Filho, mas não uma pessoa em si mesmo. Sei que não é fácil manter sempre presente à mente a ideia do Espírito Santo como pessoa. Posso conceber o Pai como pessoa, porque seus atos são de uma natureza que consigo compreender. Vejo-o suspender o mundo no éter; contemplo-o envolver em faixas de trevas um mar recém-nascido; sei que foi ele quem formou as pedras de granizo, quem faz sair as estrelas em seus exércitos e as chama pelo nome; posso concebê-lo como pessoa, porque contemplo suas obras. Posso reconhecer Jesus, o Filho do Homem, como uma pessoa real, porque ele é osso dos meus ossos e carne da minha carne. Não preciso de grande esforço de imaginação para representar o menino em Belém, ou contemplar o “homem de dores e que sabe o que é padecer”; o Rei dos mártires, quando foi perseguido no pretório de Pilatos ou pregado no madeiro maldito por causa dos nossos pecados. Tampouco encontro dificuldade, por vezes, em contemplar a pessoa do meu Jesus sentado em seu trono no céu; ou cingido de nuvens e trazendo o diadema de toda a criação, convocando a terra para o julgamento e chamando-nos a ouvir nossa sentença final. Mas, quando passo a considerar o Espírito Santo, suas operações são tão misteriosas, suas obras tão secretas, seus atos tão distantes de tudo quanto é sensível e corpóreo, que não consigo conceber com a mesma facilidade que ele seja uma pessoa; mas pessoa ele é. Deus, o Espírito Santo, não é uma influência, uma emanação, uma corrente de alguma coisa que flui do Pai; ele é uma pessoa tão real quanto Deus Filho ou Deus Pai. Nesta manhã, procurarei estabelecer um pouco essa doutrina e demonstrar-lhes sua verdade — que Deus, o Espírito Santo, é efetivamente uma pessoa.

A primeira prova será extraída das águas do santo batismo. Permitam-me conduzi-los, como já conduzi outros, até a piscina batismal, agora oculta, mas que eu gostaria que estivesse sempre à vista de vocês. Permitam-me levá-los ao batistério, onde os crentes se revestem do nome do Senhor Jesus; e vocês me ouvirão pronunciar as solenes palavras: “Eu te batizo em nome” — observem, “em nome”, não “em nomes” — “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Todo aquele que é batizado segundo a verdadeira fórmula estabelecida nas Escrituras deve ser trinitário; caso contrário, seu batismo é uma farsa e uma mentira, e ele próprio se revela um enganador e hipócrita diante de Deus. Assim como o Pai é mencionado, e assim como o Filho é mencionado, também o Espírito Santo o é; e tudo se resume numa Trindade em unidade, pois não se diz “nomes”, mas “nome”, o nome glorioso, o nome de Jeová, “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Permitam-me lembrá-los de que a mesma coisa acontece todas as vezes que vocês são despedidos desta casa de oração. Ao pronunciarmos a solene bênção final, invocamos sobre vocês o amor de Jesus Cristo, a graça do Pai e a comunhão do Espírito Santo; e assim, segundo o costume apostólico, fazemos uma distinção manifesta entre as pessoas, demonstrando que cremos que o Pai é uma pessoa, o Filho é uma pessoa e o Espírito Santo é uma pessoa. Ainda que não houvesse outras provas nas Escrituras, penso que essas seriam suficientes para qualquer homem sensato. Ele perceberia que, se o Espírito Santo fosse uma mera influência, não seria mencionado juntamente com dois seres que todos nós reconhecemos como pessoas reais e propriamente ditas.

Um segundo argumento decorre do fato de que o Espírito Santo efetivamente apareceu na terra em diferentes ocasiões. O grande Espírito manifestou-se ao homem; assumiu uma forma, de modo que, embora não tenha sido visto pelos olhos mortais, revestiu-se de uma aparência que, enquanto aparência, pôde ser contemplada pelos olhos de todos os presentes. Estão vendo Jesus Cristo, nosso Salvador? Ali está o rio Jordão, com suas margens em declive e seus salgueiros chorando à beira das águas. Jesus Cristo, o Filho de Deus, desce ao rio, e o santo Batista, João, o mergulha nas águas. As portas do céu se abrem; surge uma manifestação miraculosa; uma luz resplandecente brilha no céu, mais luminosa que o sol em todo o seu esplendor, e, numa torrente de glória, desce algo que vocês reconhecem ser uma pomba. Ela repousa sobre Jesus — pousa sobre sua cabeça sagrada; e, assim como os antigos pintores colocavam uma auréola em torno da fronte de Jesus, também o Espírito Santo derramou um resplendor ao redor da face daquele que veio cumprir toda a justiça e que, por isso, começou pelas ordenanças do batismo. O Espírito Santo foi visto na forma de uma pomba, para indicar sua pureza e mansidão, e desceu como uma pomba do céu, para mostrar que é somente do céu que ele desce. E essa não foi a única ocasião em que o Espírito Santo se manifestou numa forma visível. Vejam aquele grupo de discípulos reunidos num cenáculo; estão esperando uma bênção prometida, que não tardará a chegar. Escutem! Ouve-se um som como o de um vento impetuoso; ele enche toda a casa onde estão sentados; e eles, atônitos, olham ao redor, perguntando-se o que acontecerá em seguida. Logo surge uma luz brilhante, resplandecendo sobre a cabeça de cada um: línguas repartidas, como de fogo, pousam sobre eles. Que eram essas maravilhosas manifestações de vento e chama, senão uma manifestação do próprio Espírito Santo em pessoa? Digo que o fato de ter havido uma manifestação demonstra que ele necessariamente é uma pessoa. Uma influência não poderia aparecer — um atributo não poderia aparecer: não podemos ver atributos — não podemos contemplar influências. Portanto, o Espírito Santo deve ser uma pessoa, visto que foi contemplado por olhos mortais e percebido pelos sentidos humanos.

Outra prova decorre do fato de que as Escrituras atribuem qualidades pessoais ao Espírito Santo. Primeiro, permitam-me ler-lhes um texto no qual se diz que o Espírito Santo possui entendimento. Na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 2, vocês lerão” como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Aqui vemos que se atribui ao Espírito Santo entendimento — a faculdade de conhecer. Ora, se houver aqui pessoas de mente tão absurda que sejam capazes de atribuir um atributo a outro e de falar de uma mera influência como se possuísse entendimento, então desisto de toda a argumentação. Mas creio que todo homem racional admitirá que, quando se diz que alguma coisa possui entendimento, ela deve ter existência própria — deve, de fato, ser uma pessoa. No capítulo 12, versículo 11, da mesma Epístola, vocês encontrarão uma vontade atribuída ao Espírito Santo. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” Portanto, é evidente que o Espírito possui vontade. Ele não procede de Deus simplesmente por vontade de Deus, mas possui vontade própria, que está sempre em conformidade com a vontade do infinito Jeová, embora seja, não obstante, distinta e separada; por isso, afirmo que ele é uma pessoa. Em outro texto, atribui-se poder ao Espírito Santo, e o poder é algo que só pode ser atribuído a um ser que possui existência própria. Em Romanos 15.13, está escrito: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” Não preciso insistir nesse ponto, pois é evidente por si mesmo que, onde quer que encontremos entendimento, vontade e poder, necessariamente encontramos também um ser dotado de existência própria; não pode ser um mero atributo, não pode ser uma metáfora, não pode ser uma influência personificada; deve ser uma pessoa.

Mas tenho uma prova que talvez seja mais convincente para vocês do que qualquer outra. Ações e feitos são atribuídos ao Espírito Santo; portanto, ele deve ser uma pessoa. “Vocês leem no primeiro capítulo do livro de Gênesis que o Espírito pairava sobre a superfície da terra, quando tudo ainda era desordem e confusão.” Este mundo já foi uma massa de matéria caótica; não havia ordem alguma; era como o vale das trevas e da sombra da morte. Deus, o Espírito Santo, estendeu suas asas sobre ele; semeou nele as sementes da vida; implantou os germes dos quais brotaram todos os seres; fecundou a terra, tornando-a capaz de produzir vida. Ora, deve ter sido uma pessoa quem trouxe ordem à confusão; deve ter sido um ser dotado de existência própria quem pairou sobre este mundo e fez dele o que hoje é. Mas não lemos nas Escrituras algo mais acerca do Espírito Santo? Sim, somos informados de que “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. Quando Moisés escreveu o Pentateuco, o Espírito Santo moveu sua mão; quando Davi escreveu os Salmos e fez soar doces melodias em sua harpa, foi o Espírito Santo quem conferiu aos seus dedos aquele movimento seráfico; quando Salomão deixou cair de seus lábios as palavras dos Provérbios de sabedoria, ou quando entoou os Cânticos de amor, foi o Espírito Santo quem lhe deu palavras de conhecimento e hinos de arrebatamento. Ah! E que fogo foi aquele que tocou os lábios do eloquente Isaías? Que mão foi aquela que veio sobre Daniel? Que poder foi aquele que tornou Jeremias tão lamentoso em sua dor? Ou que poder foi aquele que deu asas a Ezequiel e o fez, como uma águia, elevar-se aos mistérios das alturas e contemplar o grandioso desconhecido que está além do nosso alcance? Quem foi que transformou Amós, o pastor de rebanhos, em profeta? Quem ensinou o rude Ageu a pronunciar suas sentenças trovejantes? Quem mostrou a Habacuque os cavalos de Jeová marchando pelas águas? Ou quem acendeu a eloquência ardente de Naum? Quem fez Malaquias encerrar o livro com o murmúrio da palavra “maldição”? Quem estava em cada um deles, senão o Espírito Santo? E não deve ter sido uma pessoa quem falou nesses antigos testemunhos e por meio deles? Precisamos crer nisso. Não podemos deixar de crer quando lemos que “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.

E quando foi que o Espírito Santo deixou de exercer influência sobre os homens? Vemos que ele ainda hoje age sobre seus ministros e todos os seus santos. Abram o livro de Atos e encontrarão o Espírito Santo dizendo: “Separai-me Paulo e Barnabé para a obra”. Nunca ouvi falar de um atributo que dissesse tal coisa. O Espírito Santo disse a Pedro: “Vai ao centurião, e não consideres comum aquilo que eu purifiquei”. O Espírito Santo arrebatou Filipe depois que ele batizou o eunuco e o levou a outro lugar; e o Espírito Santo disse a Paulo: “Não entrarás naquela cidade, mas seguirás para outra”. E sabemos que Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, quando se disse: “Não mentiste aos homens, mas a Deus”. Além disso, aquele poder que nós, chamados a pregar, sentimos todos os dias — aquele maravilhoso encanto que torna nossos lábios tão poderosos —, aquele poder que nos dá pensamentos semelhantes a pássaros vindos de uma região distante, que não nasceram em nossa própria alma —, aquela influência que às vezes sinto de maneira tão extraordinária e que, se não me confere poesia e eloquência, dá-me uma força que jamais havia sentido e me eleva acima dos meus semelhantes —, aquela majestade com que ele reveste seus ministros, até que, em meio à batalha, eles exclamem “Ahá!”, como o cavalo de guerra de Jó, e se movimentem como leviatãs nas águas —, aquele poder que nos confere autoridade sobre os homens e os faz sentar-se e ouvir como se tivessem os ouvidos acorrentados, como se estivessem enfeitiçados pelo poder da varinha de algum mágico —, esse poder deve proceder de uma pessoa, deve proceder do Espírito Santo.

Mas não se diz nas Escrituras, e não sentimos, amados irmãos, que é o Espírito Santo quem regenera a alma? É o Espírito Santo quem nos vivifica. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” É o Espírito Santo quem comunica o primeiro germe da vida, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo vindouro. E não é o Espírito Santo quem, depois de acesa essa chama, continua a alimentá-la com o sopro de sua boca e a mantê-la viva? Aquele que lhe deu origem é quem a preserva. Oh! Pode-se dizer que é o Espírito Santo quem luta na alma dos homens, que é o Espírito Santo quem os conduz ao pé do Sinai e depois os guia ao doce lugar chamado Calvário — pode-se dizer que ele faz todas essas coisas e, ainda assim, não é uma pessoa? Pode-se dizer isso, mas somente os tolos o diriam; pois jamais poderá ser sábio o homem que julga que tais coisas possam ser realizadas por alguém que não seja uma pessoa gloriosa — um ser divino.

Permitam-me apresentar-lhes mais uma prova, e terei terminado. Certos sentimentos são atribuídos ao Espírito Santo, os quais só podem ser compreendidos se admitirmos que ele é efetivamente uma pessoa. No capítulo 4 de Efésios, versículo 30, diz-se que o Espírito Santo pode ser entristecido: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção”. Em Isaías, capítulo 63, versículo 10, diz-se que o Espírito Santo pode ser contristado: “Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles”. Em Atos, capítulo 7, versículo 51, lemos que é possível resistir ao Espírito Santo: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis”. E no capítulo 5, versículo 9, do mesmo livro, vocês descobrirão que o Espírito Santo pode ser tentado. Ali somos informados de que Pedro disse a Ananias e Safira: “Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor?”. Ora, essas coisas não poderiam ser emoções atribuídas a uma qualidade ou a uma emanação; devem ser entendidas como referentes a uma pessoa; uma influência não poderia ser entristecida; somente uma pessoa pode ser entristecida, contristada ou sofrer resistência.

E agora, amados irmãos, creio ter estabelecido plenamente a questão da personalidade do Espírito Santo; permitam-me, então, insistir com toda a seriedade na absoluta necessidade de vocês manterem uma doutrina correta acerca da Trindade. Conheci um homem, que hoje é um bom ministro de Jesus Cristo, e creio que já o era antes de se desviar para a heresia — ele começou a duvidar da gloriosa divindade de nosso bendito Senhor e, durante anos, pregou essa doutrina heterodoxa, até que, certo dia, aconteceu de ouvir um velho ministro muito excêntrico pregando sobre o texto: “Mas o SENHOR ali nos será grandioso, fará as vezes de rios e correntes largas; barco de remo não passará por eles, nem navio grande navegará por eles. As tuas cordas se afrouxaram; não puderam manter firme o mastro, nem desfraldar a vela”. “Ora”, disse o velho ministro, “abandonem a Trindade, e suas cordas se afrouxarão; vocês não conseguirão firmar seus mastros. Basta abandonar a doutrina das três pessoas, e todas as suas cordas estarão perdidas; o mastro, que deveria sustentar a embarcação, estará bambo e cambaleante”. Um evangelho sem Trindade! — É uma pirâmide construída sobre o próprio vértice. Um evangelho sem Trindade! — É uma corda de areia que não consegue manter-se unida. Um evangelho sem Trindade! — Então, de fato, Satanás poderá derrubá-lo. Mas deem-me um evangelho com a Trindade, e o poder do inferno não poderá prevalecer contra ele; nenhum homem poderá derrubá-lo, assim como uma bolha não pode partir uma rocha, nem uma pena dividir uma montanha ao meio. Compreendam a ideia das três pessoas, e terão a medula de toda a teologia. Basta conhecer o Pai, conhecer o Filho e conhecer o Espírito Santo como Um só, e todas as coisas se tornarão claras. Esta é a chave de ouro dos segredos da natureza; este é o fio de seda dos labirintos do mistério, e quem compreender isso logo compreenderá tudo quanto é dado aos mortais conhecer.

II. Passemos agora ao segundo ponto — a AÇÃO CONJUNTA das três pessoas na obra da nossa salvação. Observem o texto e encontrarão nele mencionadas as três pessoas. “Eu” — isto é, o Filho — “rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador”. Eis aí as três pessoas mencionadas, todas fazendo alguma coisa por nossa salvação. “Eu rogarei”, diz o Filho. “Eu enviarei”, diz o Pai. “Eu consolarei”, diz o Espírito Santo. Consideremos agora, por alguns momentos, esse tema maravilhoso — a unidade das três pessoas no que diz respeito ao grande propósito da salvação dos eleitos. Quando Deus criou o homem pela primeira vez, disse: “Façamos o homem”, não “farei”, mas “Façamos o homem à nossa imagem”. Os Elohim da aliança disseram uns aos outros: “Sejamos, unidos, os criadores do homem”. Assim também, quando, em eras remotíssimas, na eternidade, disseram: “Salvemos o homem”. Não foi o Pai quem disse: “Eu salvarei o homem”, mas as três pessoas disseram conjuntamente, num só acordo: “Salvemos o homem”. É para mim uma fonte de doce consolo pensar que não é apenas uma pessoa da Trindade que está empenhada em minha salvação; não é simplesmente uma pessoa da Divindade que promete me redimir; mas é um glorioso trio de seres divinos, e os três declaram em conjunto: “Nós salvaremos o homem”.

Observem agora que se diz que cada pessoa desempenha um ofício distinto. “Eu rogarei”, diz o Filho — isso é intercessão. “Eu enviarei”, diz o Pai — isso é doação. “Eu consolarei”, diz o Espírito Santo — isso é influência sobrenatural. Oh! Se nos fosse possível ver as três pessoas da Divindade, contemplaríamos uma delas diante do trono, com as mãos estendidas, clamando dia e noite: “Ó Senhor, até quando?”. Veríamos uma delas cingida com o Urim e o Tumim, pedras preciosas nas quais estão escritos os doze nomes das tribos de Israel; nós o contemplaríamos clamando a seu Pai: “Não te esqueças das tuas promessas, não te esqueças da tua aliança”; nós o ouviríamos mencionar nossas tristezas e expor nossas aflições em nosso favor, pois ele é nosso intercessor. E, se pudéssemos contemplar o Pai, não o veríamos como um espectador apático e ocioso da intercessão do Filho, mas o veríamos ouvindo atentamente cada palavra de Jesus e atendendo a cada súplica. Onde está o Espírito Santo durante todo esse tempo? Está ele ocioso? Oh, não; ele percorre a terra e, quando vê uma alma cansada, diz: “Vem a Jesus, e ele te dará descanso”. Quando contempla olhos cheios de lágrimas, enxuga essas lágrimas e manda o aflito buscar consolo na cruz. Quando vê o crente açoitado pela tempestade, assume o leme de sua alma e pronuncia a palavra de consolação; socorre os quebrantados de coração e lhes ata as feridas; e, sempre em sua missão de misericórdia, percorre o mundo inteiro, estando presente em toda parte. Vejam como as três pessoas trabalham juntas. Não digam, portanto: “Sou grato ao Filho” — e devem sê-lo, mas Deus Filho não os salva mais do que Deus Pai. Não imaginem que Deus Pai seja um grande tirano e que Deus Filho tenha precisado morrer para torná-lo misericordioso. Não foi para fazer o amor do Pai fluir em direção ao seu povo. Oh, não. Um ama tanto quanto o outro; os três estão unidos no grande propósito de resgatar os eleitos da condenação.

Mas vocês precisam observar outra coisa em meu texto, que mostrará a bendita unidade dos três — uma pessoa faz promessas em nome da outra. O Filho diz: “Eu rogarei ao Pai”. “Muito bem”, poderiam ter dito os discípulos, “podemos confiar em ti quanto a isso”. “E ele vos enviará.” Vejam que aqui o Filho assina um compromisso em nome do Pai. “Ele vos enviará outro Consolador.” Há também um compromisso em nome do Espírito Santo. “E ele estará convosco para sempre.” Uma pessoa fala pela outra; e como poderiam fazê-lo se houvesse alguma discordância entre elas? Se uma desejasse salvar e a outra não, não poderiam fazer promessas umas em nome das outras. Mas tudo quanto o Filho diz, o Pai ouve; tudo quanto o Pai promete, o Espírito Santo realiza; e tudo quanto o Espírito Santo infunde na alma, Deus Pai cumpre. Assim, os três, juntos, fazem promessas mutuamente em nome uns dos outros. Há um compromisso firmado com três nomes — Pai, Filho e Espírito Santo. Por três coisas imutáveis, assim como por duas, o cristão está seguro, fora do alcance da morte e do inferno. Uma Trindade de garantias, porque há uma Trindade em Deus.

III. Nosso terceiro ponto é a HABITAÇÃO do Espírito Santo nos crentes. Agora, amados, esses dois primeiros pontos foram questões de pura doutrina; este é um assunto de experiência. A habitação do Espírito Santo é um tema tão profundo e tão intimamente relacionado ao homem interior que nenhuma alma será capaz de compreender verdadeira e realmente o que digo, a menos que tenha sido ensinada por Deus. Ouvi falar de um velho ministro que disse a um membro de um dos colégios de Cambridge que conhecia uma língua que jamais havia estudado em toda a vida. “Não tenho”, disse ele, “sequer umas poucas noções de grego, e nada sei de latim, mas, graças a Deus, sei falar a língua de Canaã, e isso é mais do que você pode dizer.” Assim, amados, terei agora de falar um pouco da língua de Canaã. Se vocês não conseguirem me compreender, muito receio que seja porque não são de descendência israelita; não são filhos de Deus nem herdeiros do reino dos céus.

Somos informados no texto de que Jesus enviaria o Consolador, que habitaria nos santos para sempre; que habitaria com eles e estaria neles. O velho Inácio, o mártir, costumava chamar a si mesmo Teóforo, ou portador de Deus, “porque”, dizia ele, “trago comigo o Espírito Santo”. E, na verdade, todo cristão é um portador de Deus. Acaso não sabem que são templos do Espírito Santo? Pois ele habita em vocês. Não é cristão aquele em quem o Espírito Santo não habita; ele pode falar muito bem, pode entender de teologia e ser um calvinista ortodoxo; será um filho da natureza primorosamente trajado, mas não um filho vivo. Pode ser um homem de intelecto tão profundo, de alma tão gigantesca, de mente tão abrangente e de imaginação tão elevada que seja capaz de mergulhar em todos os segredos da natureza; pode conhecer a vereda que os olhos da águia jamais viram e penetrar em profundezas às quais a visão dos mortais não alcança; mas não será cristão, apesar de todo o seu conhecimento; não será filho de Deus, apesar de todas as suas investigações, a menos que compreenda o que significa ter o Espírito Santo habitando nele e permanecendo nele, sim, e isso para sempre.

Algumas pessoas chamam isso de fanatismo e dizem: “Você é um quacre; por que não segue George Fox?”. Bem, não nos importaríamos muito com isso; seguiríamos qualquer pessoa que seguisse o Espírito Santo. Mesmo ele, com todas as suas excentricidades, não duvido que tenha sido, em muitos casos, efetivamente inspirado pelo Espírito Santo; e, sempre que encontro um homem em quem repousa o Espírito de Deus, o Espírito que está em mim salta ao ouvir o Espírito que está nele, e esse homem sente que somos um. O Espírito de Deus numa alma cristã reconhece o Espírito em outra. Lembro-me de conversar com um homem bom, como creio que era, que insistia ser impossível sabermos se tínhamos ou não o Espírito Santo dentro de nós. Gostaria que ele estivesse aqui nesta manhã, pois lhe leria este versículo: “Vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”. Ah! Vocês pensam que não podem saber se têm ou não o Espírito Santo. Posso saber se estou vivo ou não? Se recebesse uma descarga elétrica, poderia saber se a recebi ou não? Suponho que sim; o choque seria suficientemente forte para me fazer perceber em que situação me encontro. Assim, se tenho Deus dentro de mim — se tenho a Divindade habitando em meu peito —, se tenho Deus, o Espírito Santo, repousando em meu coração e fazendo do meu corpo um templo, vocês acham que saberei disso? Chamem isso de fanatismo, se quiserem; mas confio que haja entre nós alguns que sabem o que significa estar sempre, ou geralmente, sob a influência do Espírito Santo — sempre num sentido, geralmente em outro. Quando enfrentamos dificuldades, pedimos a direção do Espírito Santo. Quando não compreendemos uma passagem das Sagradas Escrituras, pedimos a Deus, o Espírito Santo, que nos ilumine. Quando estamos abatidos, o Espírito Santo nos consola. Vocês não podem imaginar quão maravilhoso é o poder do Espírito Santo que habita em nós: como ele faz recuar a mão do santo quando este está prestes a tocar na coisa proibida; como o leva a fazer uma aliança com seus olhos; como lhe prende os pés, para que não escorreguem num caminho traiçoeiro; como refreia seu coração e o preserva da tentação. Ó vocês que nada sabem da habitação do Espírito Santo, não a desprezem. Oh, não desprezem o Espírito Santo, pois esse é o pecado imperdoável. “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” Assim diz a Palavra de Deus. Portanto, tremam, para que não venham, de alguma maneira, a desprezar as influências do Espírito Santo.

Mas, antes de encerrar este ponto, há uma pequena expressão que muito me agrada: “para sempre”. Vocês sabiam que eu não a deixaria passar; tinham certeza de que não poderia deixá-la sem comentário. “Esteja para sempre convosco.” Gostaria de ter aqui um arminiano para terminar meu sermão. Imagino-o tomando essa expressão, “para sempre”. Ele diria: “Para… para sempre”; teria de gaguejar e tartamudear, pois jamais conseguiria pronunciá-la de uma só vez. Poderia ficar ali, tentando torcê-la de todas as maneiras, até que, por fim, teria de dizer: “A tradução está errada”. E então suponho que o pobre homem teria de provar que o original também está errado. Ah! Mas bendito seja Deus, nós podemos ler: “Ele estará convosco para sempre”. Basta que o Espírito Santo me seja dado uma vez, e jamais o perderei, até que o “para sempre” chegue ao fim; até que a eternidade complete suas voltas intermináveis.

IV. Agora devemos encerrar com uma breve observação acerca da razão pela qual o mundo rejeita o Espírito Santo. Está escrito: “Que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece”. Vocês sabem o que às vezes se entende por “mundo” — aqueles que Deus, em sua maravilhosa soberania, deixou de lado quando escolheu seu povo: os preteridos; aqueles que foram deixados de lado na maravilhosa preterição de Deus — não os réprobos, que foram condenados à perdição por algum decreto terrível, mas aqueles que Deus deixou de lado quando escolheu seus eleitos. Estes não podem receber o Espírito. Além disso, significa que todos os que se encontram num estado carnal são incapazes de obter por si mesmos essa influência divina; e, assim, é verdade que o mundo “não pode receber”.

O mundo não regenerado dos pecadores despreza o Espírito Santo, “porque não o vê”. Sim, creio que este é o grande segredo pelo qual muitos riem da ideia da existência do Espírito Santo — porque não o veem. Você diz ao homem mundano: “Tenho o Espírito Santo dentro de mim”. Ele responde: “Não consigo vê-lo”. Ele quer que seja algo tangível, algo que possa reconhecer pelos sentidos. Vocês já ouviram o argumento usado por um bom e velho cristão contra um médico incrédulo? O médico dizia que a alma não existia e perguntou: “Você já viu uma alma?”. “Não”, respondeu o cristão. “Já ouviu uma alma?” “Não.” “Já sentiu o cheiro de uma alma?” “Não.” “Já provou o gosto de uma alma?” “Não.” “Já sentiu uma alma?” “Sim”, respondeu o homem, “sinto que tenho uma dentro de mim”. “Bem”, disse o médico, “são quatro sentidos contra um: você tem apenas um a seu favor”. “Muito bem”, disse o cristão, “você já viu uma dor?”. “Não.” “Já ouviu uma dor?” “Não.” “Já sentiu o cheiro de uma dor?” “Não.” “Já provou o gosto de uma dor?” “Não.” “Já sentiu uma dor?” “Sim.” “E isso é suficiente, suponho, para provar que a dor existe?” “Sim.” Assim, o homem mundano diz que o Espírito Santo não existe porque não consegue vê-lo. Bem, mas nós o sentimos. Vocês dizem que isso é fanatismo e que jamais o sentimos. Suponham que me digam que o mel é amargo; respondo: “Não, tenho certeza de que você nunca o provou; prove-o e veja”. O mesmo acontece com o Espírito Santo; se vocês ao menos sentissem sua influência, não diriam mais que o Espírito Santo não existe porque não podem vê-lo. Não há muitas coisas, mesmo na natureza, que não podemos ver? Vocês já viram o vento? Não; mas sabem que existe vento quando contemplam o furacão agitando as ondas e derrubando as habitações dos homens; ou quando, na suave brisa do entardecer, ele beija as flores e faz as gotas de orvalho penderem como pequenas coroas de pérolas ao redor da rosa. Já viram a eletricidade? Não; mas sabem que ela existe, pois percorre os fios por milhares de quilômetros e transporta nossas mensagens; embora não possam ver a coisa em si, sabem que ela existe. Assim também, vocês devem crer que existe um Espírito Santo operando em nós tanto o querer como o realizar, ainda que isso esteja além do alcance dos nossos sentidos.

Mas a última razão pela qual os homens mundanos riem da doutrina do Espírito Santo é que não o conhecem. Se o conhecessem por experiência sentida no coração e reconhecessem sua ação na alma; se alguma vez tivessem sido tocados por ele; se tivessem sido levados a tremer sob o sentimento do pecado; se seus corações tivessem sido enternecidos, jamais teriam duvidado da existência do Espírito Santo.

E agora, amados, está escrito: “Ele habita convosco e estará em vós”. Encerraremos com essa doce lembrança — o Espírito Santo habita em todos os crentes e estará com eles.

Uma palavra de comentário e conselho aos santos de Deus e aos pecadores, e terei terminado. Santos do Senhor! Vocês ouviram nesta manhã que Deus, o Espírito Santo, é uma pessoa; tiveram essa verdade demonstrada às suas almas. O que decorre disso? Ora, decorre que vocês devem ser fervorosos em suas orações ao Espírito Santo, assim como em suas orações pelo Espírito Santo. Permitam-me dizer que uma consequência disso é que vocês devem elevar suas orações ao Espírito Santo; devem clamar fervorosamente a ele, pois é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto vocês pedem ou pensam. Vejam esta multidão; o que poderá convertê-la? Vejam este povo reunido; quem fará minha influência penetrar toda essa massa de pessoas? Vocês sabem que este lugar já exerce uma poderosa influência e, se Deus nos abençoar, exercerá influência não apenas sobre esta cidade, mas sobre toda a Inglaterra; pois agora dispomos da imprensa, além do púlpito; e certamente posso afirmar que, antes do fim do ano, mais de duzentos mil exemplares de meus escritos estarão espalhados por todo o país — palavras pronunciadas por meus lábios ou escritas por minha pena. Mas como fazer com que essa influência produza o bem? Como será promovida por meio dela a glória de Deus? Somente pela oração incessante pelo Espírito Santo; invocando continuamente sobre nós a influência do Espírito Santo; precisamos que ele repouse sobre cada página impressa e sobre cada palavra pronunciada. Sejamos, portanto, duplamente fervorosos em nossas súplicas ao Espírito Santo, para que ele venha e reconheça nossos trabalhos como seus, de modo que toda a igreja seja por eles reavivada, e não apenas nós mesmos, mas o mundo inteiro participe do benefício.

E aos ímpios tenho uma última palavra a dizer. Tenham sempre muito cuidado com a maneira como falam do Espírito Santo. Não sei o que é o pecado imperdoável, e não creio que homem algum o compreenda; mas é algo assim: “Aquele que proferir uma palavra contra o Espírito Santo jamais será perdoado”. Não sei o que isso significa; mas caminhem com cautela! Há perigo; há um abismo que nossa ignorância cobriu de areia; caminhem com cautela! Vocês podem cair nele antes que passe a próxima hora. Se houver hoje alguma luta em seu coração, talvez vocês vão à taberna e se esqueçam dela. Talvez haja alguma voz falando em sua alma, e vocês a afastem. Não lhes digo que estarão resistindo ao Espírito Santo e cometendo o pecado imperdoável; mas ele se encontra em algum ponto por aí. Tenham muito cuidado. Oh! Não há crime na terra tão negro quanto o crime contra o Espírito Santo. Vocês podem blasfemar contra o Pai, e serão condenados por isso, a menos que se arrependam; podem blasfemar contra o Filho, e o inferno será sua porção, a menos que sejam perdoados; mas blasfemem contra o Espírito Santo, e assim diz o Senhor: “Não há perdão, nem neste mundo nem no mundo por vir”. Não posso lhes dizer o que é esse pecado, não pretendo compreendê-lo; mas ele existe. Eis o sinal de perigo; pare! Homem, pare! Se você desprezou o Espírito Santo; se zombou de suas revelações e escarneceu daquilo que os cristãos chamam de sua influência, eu lhe suplico: pare! Reflita seriamente nesta manhã. Talvez alguns de vocês tenham realmente cometido o pecado imperdoável; parem! Que o temor os detenha; sentem-se. Não continue avançando tão impetuosamente como tem feito, Jeú! Oh! Afrouxe as rédeas! Você, que é tão dissoluto no pecado; você, que proferiu palavras tão duras contra a Trindade; pare! Ah, isso nos faz parar a todos. Faz com que todos nos detenhamos e digamos: “Não terei eu, porventura, feito o mesmo?”. Pensemos nisso; e jamais tratemos levianamente as palavras ou os atos de Deus, o Espírito Santo.

Tradução: Equipe Monergismo

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