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Felipe Sabino

Cosmovisões

«O tédio das análises de cosmovisão» por Jake Meador

Ontem, num episódio do podcast “The Briefing”, o Dr. Al Mohler, do Seminário Batista do Sul, fez algumas reflexões sobre a morte do renomado físico Stephen Hawking. Você pode ler a transcrição completa da faixa de oito minutos usando o link acima. Eis o resumo do episódio que o próprio Mohler disponibilizou na página do Facebook, que, creio eu, é bastante sugestivo do que ele falou no seu programa:   Cremos que Stephen Hawking e todo seu brilhantismo simplesmente evidenciavam o fato de que ele era um ser humano criado à imagem de Deus, mas um ser humano que morreu sem Deus. Essa é a grande tragédia, mas não é o que provavelmente leremos nos obituários. Antes, o que veremos é um mundo secular tentando encontrar uma razão secular para celebrar um pensador secular e dizer algo relevante sobre o sentido de sua vida. Ao final de seus esforços, a cosmovisão secular não pode apresentar sequer um argumento para explicar por que a vida de Stephen Hawking (ou a minha, ou ainda a sua) foi em algum momento relevante. Apenas a cosmovisão bíblica pode responder a essa questão, e ela o faz de forma bastante profunda.   O que me…
30 de julho de 2021
Teologia

Eleitos, mas livres?

O texto abaixo, de Felipe Sabino, Eleitos, mas livres?, foi publicado em A sistemática da vida: Ensaios em honra a Heber Carlos de Campos, publicado em 2015 pela Editora Monergismo.    
22 de fevereiro de 2021
EditoraVida Cristã

Medo e o futuro

por R. J. Rushdoony   Bom dia, amigos. Quando governado pelo medo, o homem se torna incapaz tanto de viver no presente quanto de encarar o futuro. Seus dias são marcados pela constante incapacidade de enfrentar a realidade do tempo e pela relutância em gozar a vida hoje. A vida é vivida, não no mundo real, mas num reino de fantasia que não tem relação com a causalidade e ainda menos com a verdade sobre si mesmo. Este homem está constantemente sonhando com um futuro ideal, em que todos os fardos lhe serão tirados dos ombros, todos os problemas resolvidos e todas as responsabilidades substituídas por prazeres e recompensas imerecidas. Todas essas pessoas sonham ardorosamente com o futuro, mas na verdade têm medo tanto da vida quanto do futuro, porque não estão dispostos a conformar-se consigo mesmas como criaturas submetidas a Deus. Fantasias acerca do futuro muitas vezes assumem uma importância política tremenda, da qual o comunismo marxista é um exemplo contemporâneo especialmente óbvio. O sonho marxista de um mundo sem estado, sem crime, sem pecado, sem problemas é a fantasia de homens doentes que têm medo da verdade divina acerca deles mesmos e estão tentando criar um mundo em…
29 de janeiro de 2021
CosmovisõesÉticaGoverno e Política

Você é escravo do dinheiro e depois morre

Você é escravo do dinheiro e depois morre   Eugene McCarreher   O filme Rede de intrigas (1976), escrito por Paddy Chayefsky e dirigido por Sidney Lumet, é uma sátira brutal e visionária da televisão, prevendo desde o reality show até à extinção da linha que separa o comentarista do repórter, chegando mesmo à transformação do discurso político em entretenimento. O filme é mais lembrado por seu radialista Howard Beale (interpretado por Peter Finch), que incita sua audiência a ir até suas janelas e gritar: “Para mim já chega, eu não vou mais aceitar isso!”. Articulando raiva e frustração generalizada, Beale se torna "o profeta enfurecido das ondas de rádio" e sua estreia na televisão é um sucesso. Mas em uma de suas cenas, ele descobre um acordo de negócios inescrupuloso que havia sido encoberto pela gerência da rede. Seu diretor executivo, Arthur Jensen (Ned Beatty), decide então instruir Beale no caminho das pedras. Depois de levar o profeta à sala de diretoria, Jensen prega um sermão no momento mais malévolo e sinistro do filme: “Não há nações, não há povos. . . existe apenas um sistema holístico dos sistemas. . . um domínio multinacional entrelaçado, interativo e multivariado de…
14 de novembro de 2020
ApologéticaCosmovisões

Hagiografias indevidas, a face notável do polímata neerlandês e o caso brasileiro

Este breve texto, acreditamos, trará algumas reflexões sobre a recepção de Kuyper no campo religioso brasileiro e percepções nossas sobre eventuais fragmentações e incorreções na caracterização de sua teologia, em especial no debate teológico brasileiro. Seguimos com a demonstração de um dos exemplos mais claros de como esfacelamentos e adulterações teológicas podem, ao invés de contribuir para o desenvolvimento sociopolítico, promover atrocidades inigualáveis cujos resultados marcam a humanidade de forma indelével. Por óbvio, não esgotaremos nenhum desses temas, para tanto há uma plêiade de obras de referências produzidas por autores reconhecidamente sérios no campo acadêmico que podem ser consultados (algumas referências constaram ao final deste pequeno e despretensioso texto). Algumas das reflexões, mais especialmente a que concerne à questão de Kuyper e sua eventual relação com o Apartheid, surgiram de ideias e excertos de tese doutoral por nós produzida em uma universidade pública. Para os que se debruçam nos estudos das possibilidades da(s) teologia(s) pública(s) no Brasil e internacionalmente, a simples menção de nomes de escol como Abraham Kuyper (1837-1920) traz certo alento, na medida que reconhecemos nele um paradigma possível para construção de aportes teóricos sólidos capazes de dar-nos ferramentas práticas para ação no espaço público. Contudo, a apreensão…
1 de junho de 2020
Teologia

Qual a distinção entre preterismo e pós-milenismo?

escrito por Kenneth Gentry De tempos em tempos, recebo uma pergunta sobre a diferença entre preterismo e pós-milenismo. Algumas pessoas estão confusas quanto a se contradizerem ou se estão falando da mesma coisa. Permitam-me distinguir brevemente os dois conceitos teológicos. Preterismo A palavra “preterista” é a transliteração de uma palavra latina que significa “passou por”. O preterista ortodoxo vê certas passagens como se referindo à destruição de Jerusalém e do templo no ano 70 d.C., embora muitos evangélicos entendam que estas estão falando da segunda vinda de Cristo no final da história. A segunda vinda e o julgamento de Cristo em Jerusalém no ano 70 d.C. são frequentemente mencionados com linguagem semelhante. Isso ocorre porque esses são conceitos teologicamente relacionados. O holocausto de 70 d.C. é uma imagem microcósmica do último dia da história em que Cristo retorna em julgamento. Ou seja, o ano 70 d.C. é um quadro pequeno, histórico ou amostra avançada de como será o julgamento final. O preterismo não tem necessariamente a ver com o pós-milenismo. Existem pós-milenistas preteristas e pós-milenistas historicistas. Ambas são verdadeiras formas de pós-milenismo. Também existem amilenistas preteristas. Assim, o preterismo não se compromete com nenhum sistema escatológico específico. O preterismo é…
14 de abril de 2020
EditoraLivros

A pregação positiva e a mente moderna – Prefácio à edição brasileira

Abaixo transcrevemos o prefácio que recebemos de Carl Trueman para a edição monergista de um clássico moderno.   Nos dias de hoje, é provável que os escritos de Peter Taylor Forsyth sejam pouco conhecidos fora dos círculos de especialistas teológicos. Com efeito, se de algum modo for conhecido é quase sempre como precursor da neo-ortodoxia tardia, uma espécie de barthiano antes de Barth. O que não é apenas um entendimento simplista de sua teologia, mas também uma grande vergonha: vale à pena ler Forsyth por seus próprios méritos. Ele, sem dúvida, não era ortodoxo no sentido de um Calvino, ou de um Turrentin, ou de um Hodge, no entanto, em sua reação contra o liberalismo ritschliano do século 19 de seus primeiros estudos, sua visão pessimista da natureza humana e sua ênfase na centralidade da cruz para o cristianismo, ele pode com certeza ser descrito como preocupado com os grandes temas da ortodoxia bíblica. Como tal, é alguém cujo pensamento é digno de nossa atenção. Mesmo que não consigamos concordar com ele em muitas questões. De fato, é assim que ele me tem sido útil desde que o descobri quando estudava em nossa comum ex-universidade, a University of Aberdeen, no…
13 de fevereiro de 2020
Livros

Do fundo do coração

Do fundo do coração Ministra Damares Alves Um dia me concebeste Quantos sonhos condensados! Com a vida que não quiseste, Foram todos rejeitados. Se meu corpo ocupou pouco, meu coração tudo via, E ainda que em grito mouco Berrar, feito louco, iria. Em vez do amor reservado Para um filhinho tão grato Resta só o mal traçado Não tens nem o meu retrato Nunca vai adiantar dizer Que essa era a melhor opção Pois nunca se vai entender Razões que não possuem razão Contra tão frágil pequenez, de um indefeso inocente, aquela que um dia me fez postou-se atroz e inclemente. De quem teria carinho Afeto, amor, dedicação, e um lar, um tão doce ninho... recebo esta alta traição. A Deus rogo, aqui, antes de ir: Quem um útero conheceu Não seja obrigado a partir Como tive de ser do meu. Saibam as mães a seu filho amar Já desde a primeira hora. Basta deixar o amor entrar E ele virá sem demora. De mim fica só a memória Todo o tempo a te acompanhar Pois nunca terá história Este que sempre quis te amar.
8 de janeiro de 2020
Livros

Você não está só!

VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ Uma nova vida surgiu. Única. Jamais se verá alguém igual. Assim como você, essa vida é singular na história da humanidade e nunca se repetirá por toda a eternidade. Mesmo que sejam duas as vidas e compartilhem da mesma carga genética, cada uma será um indivíduo único. Outra realidade da qual não podemos escapar é que cada ato uma vez realizado jamais será desfeito. O tempo passa e não há como voltar para desfazer algo. Cuidado com a decisão precipitada que nos leva a caminhos irreversíveis. Essa vida foi criada e jamais será abolida absolutamente. Foi impressa na realidade por um ato que permanecerá eterno. Nunca desfazemos um ato em nossas vidas. O que está feito, está feito. A vida é uma das coisas mais misteriosas, maravilhosas e frágeis do mundo. Acabar com uma vida destrói um pouco de nossa própria vida. É a decisão da qual não se volta, o ato que não pode ser desfeito, uma vida inteira que deixa de ser, de se manifestar. É o maior de todos os roubos, como diria Mário Quintana, o roubo de um futuro repleto de possibilidades. Lembre-se de pedir ajuda, se um dia precisar, pois os…
8 de janeiro de 2020
Vida Cristã

Em defesa da linguagem forte

por R. J. Rushdoony Uma mulher bem desagradável e insolente disse-me certa vez: “O cristão deve ser gentil com todos”. Ela queria dizer que eu tinha de aceitar suas críticas desrespeitosas e ser dócil com ela. Será que ela estava com a razão? Um ministro tentou dizer-me, na semana passada, que todos devemos ser como Jesus, que, segundo este ministro, amava a todos e nunca dizia uma palavra indelicada a ninguém nem se permitia proferir insultos. Será que ele estava com a razão? Não segundo a minha Bíblia. Jesus chamou Herodes de “essa raposa” (Lucas 13.32); chamou os fariseus de “hipócritas”, “guias cegos, que coam um mosquito e engolem um camelo”; “sepulcros caiados”; “serpentes”; “raça de víboras” (Mateus 23.23-33); e muito mais. Certa vez, chamou até Pedro de “Satanás” (Mateus 16.23) por aconselhar uma ação errada. Tampouco a linguagem forte e direta está ausente nos profetas e apóstolos. A Bíblia ressoa a forte condenação de muitíssimas pessoas e nações, de pecados e pecadores. Nem Jesus Cristo nem a Bíblia são “gentis com todos”, nem podem vir a sê-lo, sem pecado. A linguagem contundente da Bíblia não representa pecado ou fraqueza da parte dos profetas, apóstolos ou de Jesus Cristo. Sua…
5 de janeiro de 2020