All Posts By

James Eglinton

ReformaTeologia

«Herman Bavinck: cem anos atrás» por James Eglinton

Cem anos atrás, neste dia, nas primeiras horas da manhã, Herman Bavinck (1854-1921), o grande teólogo neocalvinista, faleceu. Um século depois, sua obra está experimentando um interesse renovado e notável por parte da igreja e da academia, e sua influência se estende para bem além de seu lar reformado neerlandês. Qual é o motivo dessa fascinação internacional de sua vida e obra? Bavinck certamente foi um teólogo excepcional. Em 2021, muitos pastores e teólogos apreciam as ideias clássicas sobre a vida da mente cristã: desejamos ser hábeis nos idiomas da Bíblia e da Antiguidade, ser exegeticamente rigorosos, ter grande articulação com as doutrinas, ser cultural e psicologicamente perspicazes e cristalinos em nossas exposições. No caso de Bavinck, esses instintos clássicos se combinavam a uma educação e instrução clássicas que já não mais existem – razão pela qual ele fazia teologia de um modo com que a maioria de nós só poderia sonhar. E, para coroar tudo isso, é claro, Bavinck teologizava com uma incrível generosidade de espírito. Mesmo quando polêmico, ele jamais era desagradável. Ele estendia sua amizade a seus oponentes, e levava a sério as perspectivas deles. Desse modo, ele continua a atrair um público, e mesmo fora do…
5 de agosto de 2021
CosmovisõesÉtica

Bavinck sobre o racismo nos Estados Unidos

James Eglinton Herman Bavinck viajou para a América do Norte duas vezes: primeiramente, como um jovem teólogo deslumbrado, em 1892, e mais tarde, numa fase mais madura da vida, em 1908. O objetivo de sua viagem em 1892 era servir como emissário do movimento calvinista que vinha provocando grande repercussão nos Países Baixos desde o final da década de 1870 – um movimento que mais tarde seria conhecido como neo-calvinismo. Embora ele achasse que o público americano não fosse receptivo ao seu calvinismo (“O americano tem muita consciência de si próprio, está bastante ciente de seu poder, sua vontade é demasiado forte, para que seja um calvinista”), ele na maioria das vezes se detinha de julgá-los negativamente. Pelo contrário, ele se apegou firmemente a uma filosofia idealista das viagens. Suas anotações sobre essa jornada começam com:  Viajar é uma arte que é preciso aprender. Movendo-se com facilidade, abrindo os olhos, preferindo a observação . Observando, percebendo e valorando. Nesse ponto de sua vida, ele estava comprometido com a ideia de que viajar seria um desperdício para aqueles que desprezavam o estrangeiro em razão de sua alteridade. Muito melhor, ele pensou, era treinar os olhos para apreciar a felicidade do estrangeiro.…
17 de junho de 2020