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Leonardo

Vida Cristã

Sem Juros de um Irmão, por Greg Bahnsen

Sem Juros de um Irmão Pelo Dr. Greg Bahnsen As seguintes observações são uma continuação de discussões anteriores no The Guardian. (Veja as edições de Dezembro de 1976 e Fevereiro e Abril de 1977.) As Escrituras claramente ordenam: "A teu irmão não emprestarás com juros, seja dinheiro, seja comida ou qualquer coisa que é costume se emprestar com juros." (Deut. 23:19). A menção de itens que são emprestados dificilmente pode inferir uma RESTRIÇÃO sobre a condição desta proibição (por exemplo, limitando-a a situações de dificuldades econômicas), pois a proibição se aplica a QUALQUER COISA. De fato, como a experiência comum indica, mesmo a comida pode ser emprestada quando não há necessidade extrema e certamente o dinheiro pode ser emprestado para uma ampla variedade de propósitos. Cobrança de JUROS e cobrança de ALUGUEL são visivelmente diferentes, pois a Palavra de Deus as TRATA DIFERENTEMENTE em seu código moral - mesmo que a disciplina da economia não os coloque em uma categoria. O texto das Escrituras claramente PROÍBE que se cobre juros de um irmão (enquanto se permite que alguém alugue sua propriedade ou contrate seus serviços). Você tem permissão para cobrar juros a "um estrangeiro" (aparentemente um empréstimo comercial feito a um comerciante estrangeiro EM VIRTUDE…
11 de maio de 2018
Academia MonergistaTeologia

Fator Melquisedeque? por Daniel Strange

Fator Melquisedeque?   Retornamos ao encontro de Abrão com Melquisedeque em Gênesis 14. Ninguém menos do que Von Rad nota que “tal avaliação positiva e tolerante de um culto cananeu fora de Israel não tem paralelos no Antigo Testamento”. Eu lidei em algum detalhe com essa passagem em outro lugar, especialmente na medida em que este exemplo do “santo pagão” por excelência do Antigo Testamento é usado por evangélicos como Clark Pinnock como uma forte evidência para apoiar o inclusivismo religioso. Embora não proponham um inclusivismo tão forte quanto o de um Pinnock, há uma série do que podem ser chamadas de leituras “provisionalistas” deste encontro, leituras que compartilham a visão de que Deus deu uma provisão para a adoração genuína de Melquisedeque (sob o nome de uma divindade cananinta), ainda que a aceitação de Deus desse culto fosse provisória. O que devemos responder a essas leituras provisionalistas e ao encontro misterioso em si? Ao invés de isolar o incidente, é importante vê-lo em seu contexto circundante, tanto em Gênesis quanto dentro do cânon, e como parte da narrativa contínua da história redentiva. Quando isso é feito, então as leituras mais provisionalistas se revelam cada vez mais improváveis. Primeiro, embora…
10 de maio de 2018
ReformaTeologia

Mas que inferno! (De verdade), por Peter Leithart

Mas que inferno! (De verdade).   Na última semana de março deste ano, o Drudge Report citou uma entrevista com o Papa Francisco com um título em caixa alta típico de tabloides: O PAPA DECLARA QUE O INFERNO NÃO EXISTE. O papa supostamente teria dito a Eugenio Scalfari que “aqueles que não se arrependem e, portanto, não podem ser perdoados desaparecem. Não existe inferno, existe o desaparecimento de almas pecaminosas”.  O Vaticano rapidamente desmentiu a notícia. A entrevista não foi uma entrevista. A citação não foi uma citação. Os leitores não deveriam assumir que a não entrevista continha as reais palavras do papa. Não ligue; nada digno de nota aí.  Eu não posso inferir conclusões sobre as visões do papa, mas não seria surpreendente se ele cresse em alguma forma do que é chamado pelos teólogos de “aniquilacionismo”, a visão de que aqueles que se recusem a arrepender e crer são varridos da existência.  Outros católicos são simpáticos a formas de aniquilacionismo. No seu livro Decreation , Paulo Griffiths cautelosamente argumenta que a aniquilação é um fim possível para os seres humanos. Os condenados sofrem durante o estado intermediário, entre a morte e o juízo final. Mas, diz Griffiths, eles…
9 de maio de 2018
Livros

Resenha – Morrer de Tanto Viver: A vida foi feita para ser gasta, de N.D.Wilson

Resenha de N. D. Wilson. Morrer de Tanto Viver: A Vida Foi Feita Para Ser Gasta. Editora Monergismo, 2018 (Derek Rishmawy)   A primeira observação sobre Morrer de Tanto Viver, a continuação de N. D. Wilson para o célebre Notas da Xícara Maluca, é que eu não poderia te dar um resumo do livro nem se eu tentasse. Exatamente como o volume anterior, o estilo direto, mas rodopiante, de Wilson zomba malandramente do resenhista em busca de resumos que vai direto ao ponto por sequer pensar em tal façanha. Para leitores de segunda viagem esperando uma comparação rápida entre Notas e Morrer, eu diria que se aquele mudou a minha maneira de pensar, este pode mudar a maneira de viver. Notas te convida a abraçar Deus como o autor soberano e inimaginável desse universo ridiculamente inesperado. Morrer desafia você a viver como um personagem, ou melhor, um sub-autor de palavras encarnadas e vivas. Daquelas grandes. Interessantes. Novamente, você  se verá num coquetel bem batido de memórias poéticas, filosofia, teologia, sagacidade afiada, murros polêmicos, hilaridade e exortação na forma de um hino à graça de uma vida bem vivida às sombras da eternidade. Para os iniciantes, talvez seja bom apertar os…
9 de maio de 2018
Teologia

Jesus “amarrou o valente” e o que isso significa para você, por Brandon Crowe

Jesus “amarrou o valente” e o que isso significa para você (Brandon D. Crowe) Todos os cristãos reconhecem que os Evangelhos são vitais para o discipulado hoje. Mas interpretar e aplicar os Evangelhos pode ser difícil, uma vez que eles tratam sobre coisas que aconteceram há muito tempo atrás, “naquela época”. Que diferença esses eventos antigos fazem para as nossas vidas diárias? Os Evangelhos são relevantes porque eles exibem a vitória que Jesus Cristo, por meio de sua obediência durante sua vida, conquistou por nós. A vitória que ele conquistou naquela época tem consequências cósmicas e pessoais que nos afetam agora. Para demonstrar tal relevância, vamos examinar uma difícil parábola de Jesus: o amarrar do valente, como se vê em Marcos 3.22-30. Embora essa passagem possa te fazer coçar a cabeça, ela é melhor entendida como uma parábola explicando a missão de Jesus. Em Marcos 3, a missão de Jesus está sob ataque. Depois de anunciar a vinda do reino de Deus (Mc 1.14-15), ele começa a curar os enfermos, expulsar os demônios, ensinar com autoridade, chamar os discípulos e até perdoar os pecados. Mas nem todo mundo está satisfeito com isso. Em Mc 3.22-30, os escribas desafiam a fonte…
25 de abril de 2018
Vida Cristã

A Obediência do câncer, por Douglas Wilson

A OBEDIÊNCIA DO CÂNCER (Douglas Wilson) Introdução Se Deus governa o mundo, e ele realmente o governa, então isso significa que todas as coisas precisam ser obedientes a ele. Mas há outro lado dessa moeda, deixando-nos com uma antinomia. Sabemos de fato que vivemos num mundo pecaminoso, o que significa que há entidades e indivíduos que são desobedientes a Deus. Não há pecado sem obediência. Como devemos reconciliar isso? Todas as coisas são obedientes e algumas são desobedientes? Como isso pode fazer sentido? Claramente a solução, se é para ter uma solução, precisa considerar a possibilidade de que a palavra obediente está sendo usada de forma equívoca, isto é, com mais de um sentido. E isso, é claro, é exatamente o que encontramos na Escritura.   O exemplo central Ao olharmos para a paixão de nosso Senhor, vemos que o Filho do Homem foi para a morte, assim como estava determinado (Lc 22.22). Tudo estava no roteiro, até mesmo o comportamento dos galos (Mt 26.74), se os soldados quebrariam os ossos do Senhor (Jo 19.33) e quem molharia o pão na Última Ceia (Jo 13.26). “…porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste,…
19 de abril de 2018
Livros

Resenha: Gênesis no espaço-tempo de Francis Schaeffer por David N. Steele

Gênesis no espaço-tempo - Francis Schaeffer (1972) (resenha de David N. Steele) Grandes pensadores ao longo da história se perguntaram: “De onde veio tudo isso? Quem fez o cosmos? Quem o faz continuar existindo? Qual é o sentido da vida? Qual é a base do conhecimento? Para onde vamos? E para onde vamos quando morremos”. Para aqueles que rejeitam um Criador pessoal, as questões acima se tornaram totalmente insolúveis. Para todos aqueles que rejeitam um Criador pessoal, há uma desesperança que está por detrás de sua certeza dogmática. Gênesis no Espaço-Tempo por Francis Schaeffer examine o fluxo da história bíblica. O livro de Gênesis estabelece os parâmetros de e ajuda a articular uma cosmovisão cristã que inclui um Deus pessoal. “Ele está aí e não está em silêncio” como Schaeffer coloca em outro livro. No cerne do livro está a crença num Criador pessoal. Afirmar a macroevolução ou negar um Criador pessoal estão por detrás da desesperança no mundo incrédulo. Schaeffer adiciona: “ou é ignorar ou é negar a criaturidade das coisas que está na raiz das trevas das dificuldades do homem moderno. Desista da criação no espaço-tempo, como realidade histórica, e tudo que resta é o que Simone Weil…
29 de março de 2018
Editora

A soberania de Deus na salvação do assassino do meu pai. (Rev. Prof. Dr.F. N. Lee)

A soberania de Deus na salvação do assassino do meu pai. (Rev. Prof. Dr.)F. N. Lee) Em abril de 1994, eu fui convidado a viajar pelo mundo e expor a Oração do Senhor nos EUA durante setembro. Tendo adquirido um tíquete aéreo, por ser filho único, eu aguardava ansiosamente visitar meus pais em Barrydale (perto de Swellendam na África do Sul) no caminho entre a Austrália e a América. Todavia, em julho de 1994, meu pai (de quase 86 anos) foi roubado e deixado para morrer enquanto estava em casa. Minha mãe (perdendo a sanidade e algumas de suas funções corporais) ficou permanentemente hospitalizada. Uma semana depois de ser assaltado, o meu pai morreu no hospital e foi para estar com o Senhor. Quando cheguei na África do Sul em setembro, eu fui para Swellendam (onde a minha mãe ainda estava internada). Ali eu fiquei surpreso ao saber que a polícia tinha prendido um jovem relacionado com a morte de meu pai e que o jovem tinha assinado uma declaração afirmando que ele tinha atacado meu pai sozinho. Eu também soube que o meu pai, antes de morrer, tinha descrito o jovem para a polícia (uma descrição completamente coerente com…
26 de março de 2018