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Vincent Cheung

Apologética

Um Grupo de Pandas

~ 1 ~ Sou cristão, filósofo/logicista novato e cientista em biologia molecular. Estou lendo seus livros Questões Últimas e Confrontações Pressuposicionais. Neste último, você afirma o seguinte sobre a confiabilidade da ciência: No caso de alguma pessoa ter dificuldade em entender o que é dito acima sobre experimentos científicos, talvez o problema da “afirmação do consequente” seja de compreensão mais fácil. Considere a seguinte linha de argumento: 1. Se X então Y 2. Y 3. Portanto, X Essa forma de raciocínio, chamada de “afirmação do consequente”, é sempre uma falácia formal na lógica; isto é, sabemos que o argumento é inválido simplesmente notando sua estrutura. Só porque Y é verdadeiro não significa que X seja verdadeiro, pois uma quantidade infinita de coisas pode substituir X de modo a ainda termos Y. Correlação não equivale à causação ― mas pode a ciência mesmo descobrir correlação? Assim, se a hipótese é “Se X então Y”, o fato de aparecer Y não faz absolutamente nada para confirmar a hipótese. Se o que você diz sobre a ciência é verdadeiro, isso não me enraivece ou impede de fazer o que eu faço; gostaria, porém, de entender o que você está dizendo. Do meu ponto de vista, quando…
1 de fevereiro de 2016
Teologia

A Bíblia e as decisões pessoais

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. (2 Timóteo 3.16-17, NVI) ... problemas ocorrem quando cristãos negam que a Bíblia é suficiente para fornecer instrução e orientação abrangente. Alguns deles se queixam que a Bíblia carece da informação específica que eles precisam para fazer decisões pessoais. Contudo, à luz das palavras de Paulo — isto é, visto que Deus afirma por meio do seu apóstolo que a Bíblia é suficiente — a deficiência deve estar nesses indivíduos, e não na Bíblia. Eles carecem da informação que precisam por causa de sua imaturidade e ignorância. A Bíblia é de fato suficiente para guiá-los, mas eles negligenciam estudá-la. Alguns deles também exibem forte rebelião, de forma que embora a Bíblia aborde claramente suas situações, eles recusam obedecer aos seus mandamentos e instruções. Ou, antes de tudo, eles recusam aceitar os próprios métodos de receber orientação a partir da Escritura, mas insistem que Deus deve guiá-los, pelo menos ocasionalmente, por meio de visões, sonhos e profecias, embora ele já tenha deixado…
19 de setembro de 2012
TeologiaVida Cristã

Colossenses 1.1-8

PREFÁCIO A carta de Paulo aos Colossenses é uma impressionante obra escrita que tece conjuntamente alta teologia com santidade de vida, e exortações com admoestações. Um de seus principais temas é a plenitude de Cristo, e a plenitude que Cristãos tem nele. Com isto dizemos que a pessoa e obra de Cristo são completos, e Cristãos tem se beneficiado desta completude. Desde que este é o caso, qualquer tentativa de suplantar ou substituir a pessoa e obra de Cristo é na verdade enfraquecer e desvalorizá-lo, assim severamente comprometendo a integridade da fé Cristã. Esta é provavelmente uma carta ocasional que Paulo escreveu para combater uma heresia específica que sobre a igreja. Contudo, é desnecessário presumir este conhecimento prévio para julgar a carta inteligível. Isto porque sua exposição categórica de sólida doutrina é tão rica, tão ampla e profunda, que empresta a si mesma a uma aplicação universal. Este comentário básico provê auxílio básico para compreender e apreciar os escritos de Paulo endereçados aos Colossenses. No processo o leitor irá encontrar nossas discussões sobre as principais, e algumas vezes controversas, doutrinas e questões. Dentre estes está a incompreensibilidade de Deus e a origem do pecado e do mal. Outras características incluem…
4 de junho de 2012
Teologia

Deus será Deus no céu?

O fato que você pode perguntar se Deus ainda nos controlará quando chegarmos ao céu me diz que você ainda não compreendeu completamente a base para a soberania de Deus, e que o seu pensamento ainda é antropocêntrico. Deus é soberano, não por causa de quem você é ou onde você está, mas por causa de quem e o que ele é. Ele controla todas as coisas porque isso é o que significa ser Deus. Sua soberania é primeiro uma questão ontológica e metafísica, e não uma questão soteriológica. Ela não tem nada a ver com onde estamos ou com nosso estado e condição. Nunca nos tornaremos autônomos e independentes de Deus. Sua soberania não é um jogo, onde decidimos arbitrariamente seguir uma série de regras por um tempo, e então, quando deixamos de jogar, seguimos outra série de regras. Ele controla todas as coisas porque ele é Deus. Tenha cuidado quando fizer uma pergunta como essa, para que você não blasfeme, pois sua pergunta equivale a “Deus ainda será Deus quando eu estiver no céu, ou terei independência de Deus e me tornarei como o próprio Jeová em sua liberdade?”. Todavia, eu não culpo você totalmente, pois os teólogos…
18 de maio de 2012
TeologiaVida Cristã

Paulo e a Tradição Humana

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus, a Timóteo, meu amado filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (2 Timóteo 1.1-2) Como Paulo escreve em outro lugar, ele foi “circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu” (Filipenses 3.5). Ele era um dos fariseus, uma seita muito rigorosa da religião judaica. Antes de se converter à fé cristã, tudo isso contava como algo, mas depois ele perceberia que seu pano de fundo não lhe rendeu nenhum favor aos olhos de Deus. Ele teria que se chegar a Deus de outra forma. Lucas apresenta-o em Atos 7. Ele era chamado Saulo naquele tempo, e consentiu quando os judeus apedrejaram Estevão até à morte. De uma perspectiva não cristã, ou da perspectiva daqueles cegos para a verdade, Saulo era um judeu perfeito, um fariseu justo, um erudito altamente credenciado. Contudo, a verdade era que ele era um cúmplice do assassinato de um homem inocente. Em Atos dos Apóstolos, essa é a primeira coisa que aprendemos sobre ele. Saulo continuou nessa direção, e…
6 de março de 2012
TeologiaVida Cristã

Paulo e a Revelação Divina

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus, a Timóteo, meu amado filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (2 Timóteo 1.1-2) Os judeus comissionaram Paulo para caçar os cristãos em várias cidades e prendê-los. Ele então dava seu voto contra esses cristãos condenados à morte (Atos 26.9-11). Nossa atenção é frequentemente focada no que aconteceu na estrada para Damasco, mas obter um quadro preciso da condição de Paulo antes de ser convertido, é importante perceber que ele participou não somente no assassinato de Estevão (Atos 7.58, 60), e que Damasco não foi o primeiro lugar onde ele foi perseguir cristãos (Atos 9.2). Seu próprio testemunho nos diz que ele aprisionou cristãos e votou contra eles em múltiplas ocasiões (Atos 26.10, e a missão Damasco foi apenas uma das muitas jornadas nas quais ele perseguiu cristãos em cidades estrangeiras (Atos 26.11-12). Quando se aproximava de Damasco, o Senhor Jesus lhe apreceu num resplendor de luz e o confrontou. O relato em Atos 9 poderia dar a impressão que o encontro foi breve. Leva dez segundo para ler os versículos 3…
5 de março de 2012
TeologiaVida Cristã

Deus, o Autor

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus, a Timóteo, meu amado filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (2 Timóteo 1.1-2) Deus é soberano – a vontade de Deus é suprema. Isso significa não somente que ele pode controlar algo se desejar fazê-lo, mas significa que nada pode acontecer a menos que ele decida que isso deveria acontecer e então faça com que isso aconteça mediante um poder ativo e invencível. A distinção é crucial. A falha em reconhecê-la tem resultado em absurdo e inconsistência mesmo naqueles que se consideram defensores da soberania de Deus. Deus não somente pode ativa e diretamente decidir e controlar tudo – como se fosse possível ele metafisicamente deixar algumas coisas funcionarem por si mesmas – mas Deus de fato ativa e diretamente decide e controla tudo, incluindo todos os pensamentos e ações humanas, quer boas ou más. Isso é verdadeiro por necessidade lógica, pois Deus é o único e universal poder metafísico que existe. Sem dúvida, isso significaria que Deus é o autor metafísico do pecado e do mal. Ele foi aquele que…
4 de março de 2012
TeologiaVida Cristã

Uma Herança Piedosa

Dou graças a Deus, a quem sirvo com a consciência limpa, como o serviram os meus antepassados, ao lembrar-me constantemente de você, noite e dia, em minhas orações. Lembro-me das suas lágrimas e desejo muito vê-lo, para que a minha alegria seja completa. Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você. (2 Timóteo 1.3-5) Tradições humanas inventadas para neutralizar a palavra de Deus são ímpias e destrutivas, mas uma herança piedosa é algo belo. Ambos enfatizam a continuidade de crenças e práticas de geração para geração, mas enquanto as tradições humanas representam uma continuidade de rebelião contra o governo de Deus, uma herença piedosa representa fidelidade e uma dependência consciente da graça de Deus. Somente uma herança cristã é uma herança piedosa, e é a única cuja continuidade merece ser celebrada. Todas as outras tradições apresentam caminhos alternativos para o viver que afastam as pessoas da verdade e da vida eterna. Paulo diz que ele serve a Deus com uma consciência limpa, como o fizeram os seus antepassados. Certo escritor comenta que, por essa declaração, o apóstolo reconhece que o cristianismo…
3 de março de 2012
TeologiaVida Cristã

Um Espírito de Poder

Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os meus sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus… (2 Timóteo 1.7-8) Paulo lembra a Timóteo que “Deus não nos deu espírito de covardia”, ou espírito de timidez, “mas de poder”, de amor e de equilíbrio”, isto é, um espírito de sobriedade, autocontrole e autodisciplina. É comum inferir disso que Timóteo fosse uma pessoa tímida. O texto permite essa possibilidade, mas não sugere-a diretamente. Antes, a inferência é feita a partir do texto devido à suposição particular de que quando Paulo diz algo, isso significa que precisamente o oposto está sendo crido ou praticado entre os seus leitores. Isto é, se Paulo admoesta os cristãos a viverem em paz uns com os outros, então isso deve significar que há discórdia entre eles. Repetindo, isso é possível, mas a menos que o texto declare que seus leitores têm esse problema, o intérprete não tem o direito de inferir que esse deve ser o contexto histórico por detrás da passagem. Como em outros casos, nenhum contexto histórico…
2 de março de 2012