Cosmovisões

«O tédio das análises de cosmovisão» por Jake Meador

Ontem, num episódio do podcast “The Briefing”, o Dr. Al Mohler, do Seminário Batista do Sul, fez algumas reflexões sobre a morte do renomado físico Stephen Hawking. Você pode ler a transcrição completa da faixa de oito minutos usando o link acima. Eis o resumo do episódio que o próprio Mohler disponibilizou na página do Facebook, que, creio eu, é bastante sugestivo do que ele falou no seu programa:   Cremos que Stephen Hawking e todo seu brilhantismo simplesmente evidenciavam o fato de que ele era um ser humano criado à imagem de Deus, mas um ser humano que morreu sem Deus. Essa é a grande tragédia, mas não é o que provavelmente leremos nos obituários. Antes, o que veremos é um mundo secular tentando encontrar uma razão secular para celebrar um pensador secular e dizer algo relevante sobre o sentido de sua vida. Ao final de seus esforços, a cosmovisão secular não pode apresentar sequer um argumento para explicar por que a vida de Stephen Hawking (ou a minha, ou ainda a sua) foi em algum momento relevante. Apenas a cosmovisão bíblica pode responder a essa questão, e ela o faz de forma bastante profunda.   O que me…
30 de julho de 2021
IgrejaTeologiaVida Cristã

21 Máximas para Pastores Desanimados por Douglas Wilson

1. O ministério é um trabalho árduo e exigente. “Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9.62). Em 2 Timóteo 2.3-6, o apóstolo Paulo compara a obra do ministério a três vocações, e todas elas envolvem uma grande quantidade de suor - soldados, atletas e agricultores. O chamado ao ministério não é para florzinhas, e se florzinhas podem fazer isso, não é ministério. 2. O ministério é uma obra sacrificial. “Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 João 3.13). Não me lembro de nada sobre isso no Seminário… Há muitos sacrifícios envolvidos, mas um dos principais sacrifícios é o da reputação. É claro que, em certo sentido, todo pastor precisa ter um bom testemunho dos de fora (1 Timóteo 3.7). Todo líder cristão precisa ser um homem honrado, mas se você quiser ser fiel, há um certo tipo de respeitabilidade que você pode muito bem dar um beijo de despedida agora. Charles Spurgeon disse assim: “Quanto mais proeminente você for no serviço de Cristo, mais certo será o alvo da calúnia. Há muito tempo, disse adeus a minha reputação. Eu a…
22 de julho de 2021
Teologia

À Mão Direita por Peter Leithart

Quarenta dias depois de ressuscitar dos mortos, Jesus ascendeu ao céu para tomar o Seu lugar à destra do Pai (At 1.3), cumprindo a promessa do Salmo 110.   O Salmo é padronizado como três conjuntos de sete cláusulas. Os versos 1-2 constituem a primeira sequência, os versos 3-4 a segunda, e os versos 5-7 a terceira. Este padrão alude à semana da Criação, sugerindo que a investidura do Senhor à mão direita é o início de uma Nova Criação. A primeira e a última seção começam com o nome Yahweh e uma referência à "mão direita" de Yahweh (vv. 2, 5), e ambas incluem referências ao poder do rei para conquistar seus inimigos (vv. 1-2, 5 -6). O nome "Yahweh" é usado três vezes (vv. 1, 2, 4).   Ao traduzir duas palavras diferentes com uma mesma palavra, as traduções em inglês tornam o primeiro versículo deste Salmo mais obscuro do que no hebraico. Em hebraico, o primeiro "SENHOR" é Yahweh, o Nome pactual de Deus, enquanto o segundo é Adon ou Adonai, que não é um nome, mas um título, que é usado como um título para mestres humanos ou mesmo maridos (Gn 18.12; 19.2; 40.1; Rt 2.13;…
18 de maio de 2021
Teologia

Eleitos, mas livres?

O texto abaixo, de Felipe Sabino, Eleitos, mas livres?, foi publicado em A sistemática da vida: Ensaios em honra a Heber Carlos de Campos, publicado em 2015 pela Editora Monergismo.    
22 de fevereiro de 2021
ApologéticaCosmovisõesFilosofia

Van Til Sobre a Antítese

Este artigo foi publicado originalmente no Westminster Theological Journal 57 (1995), 81-102. Traduzido por: Gabriel Pereira de Carvalho Revisado por: Felipe Barnabé Duarte   Como procuramos fazer o melhor uso do pensamento de Cornelius Van Til em nosso próprio tempo, é especialmente importante que nos debrucemos sobre o seu conceito de antítese, a oposição diametral entre crença e descrença e, portanto, entre crença e qualquer compromisso de verdade revelada. O conceito de antítese é uma das maiores preocupações de Van Til, e é esse elemento em seu pensamento que lhe trouxe as críticas mais severas. No atual clima teológico pluralista, parece particularmente difícil traçar linhas suficientemente claras para apoiar o discurso vantiliano sobre antítese: linhas entre tradições denominacionais, entre liberais e conservadores, entre o cristianismo e outras religiões, entre crença e descrença. O universalismo é tomado como certo na teologia liberal contemporânea, e os pensadores cristãos conservadores, se não foram tão longe, tendem, no entanto, a minimizar as diferenças entre eles e os outros. É possível, até mesmo necessário, manter a ênfase de Van Til em nosso tempo e repudiar todas essas tendências de acomodação? Ou Van Til exagerou em seu argumento, inibindo desnecessariamente o ecumenismo bíblico? Ou a verdade…
8 de fevereiro de 2021
EditoraVida Cristã

Medo e o futuro

por R. J. Rushdoony   Bom dia, amigos. Quando governado pelo medo, o homem se torna incapaz tanto de viver no presente quanto de encarar o futuro. Seus dias são marcados pela constante incapacidade de enfrentar a realidade do tempo e pela relutância em gozar a vida hoje. A vida é vivida, não no mundo real, mas num reino de fantasia que não tem relação com a causalidade e ainda menos com a verdade sobre si mesmo. Este homem está constantemente sonhando com um futuro ideal, em que todos os fardos lhe serão tirados dos ombros, todos os problemas resolvidos e todas as responsabilidades substituídas por prazeres e recompensas imerecidas. Todas essas pessoas sonham ardorosamente com o futuro, mas na verdade têm medo tanto da vida quanto do futuro, porque não estão dispostos a conformar-se consigo mesmas como criaturas submetidas a Deus. Fantasias acerca do futuro muitas vezes assumem uma importância política tremenda, da qual o comunismo marxista é um exemplo contemporâneo especialmente óbvio. O sonho marxista de um mundo sem estado, sem crime, sem pecado, sem problemas é a fantasia de homens doentes que têm medo da verdade divina acerca deles mesmos e estão tentando criar um mundo em…
29 de janeiro de 2021
CosmovisõesÉticaGoverno e Política

Você é escravo do dinheiro e depois morre

Você é escravo do dinheiro e depois morre   Eugene McCarreher   O filme Rede de intrigas (1976), escrito por Paddy Chayefsky e dirigido por Sidney Lumet, é uma sátira brutal e visionária da televisão, prevendo desde o reality show até à extinção da linha que separa o comentarista do repórter, chegando mesmo à transformação do discurso político em entretenimento. O filme é mais lembrado por seu radialista Howard Beale (interpretado por Peter Finch), que incita sua audiência a ir até suas janelas e gritar: “Para mim já chega, eu não vou mais aceitar isso!”. Articulando raiva e frustração generalizada, Beale se torna "o profeta enfurecido das ondas de rádio" e sua estreia na televisão é um sucesso. Mas em uma de suas cenas, ele descobre um acordo de negócios inescrupuloso que havia sido encoberto pela gerência da rede. Seu diretor executivo, Arthur Jensen (Ned Beatty), decide então instruir Beale no caminho das pedras. Depois de levar o profeta à sala de diretoria, Jensen prega um sermão no momento mais malévolo e sinistro do filme: “Não há nações, não há povos. . . existe apenas um sistema holístico dos sistemas. . . um domínio multinacional entrelaçado, interativo e multivariado de…
14 de novembro de 2020
LivrosTeologia

Escrevendo com luz

O texto abaixo, de Emilio e Tércio Garofalo, Escrevendo com luz, foi publicado no Coram Deo, a vida perante Deus: ensaios em honra a Wadislau Gomes, publicado em 2017 pela Editora Monergismo.
21 de julho de 2020
Teologia

Implicações práticas da esperança pós-milenista

O pós-milenismo é uma doutrina que incute esperança no futuro. Outras visões escatológicas dirão, sem dúvida, que também oferecem uma visão de esperança no futuro. Mas a esperança futura do pré-milenismo e do amilenismo não diz respeito à era atual. Parece uma era futura que será introduzida pelo retorno de Cristo. Nenhuma dessas visões tem esperança no triunfo de Cristo, seu evangelho ou seu povo na era atual. Cada uma delas vê um declínio para o cristianismo e o aumento da falsa religião do mal como a história futura do mundo que antecede o retorno de Cristo. O pós-milenismo não apenas espera ansiosamente a vitória do povo de Deus no final da história, mas também antecipa a vitória de Cristo e de seu povo antes da Segunda Vinda. Essa esperança pós-milenista exerce uma influência profunda sobre aqueles que a ela se apegam e afeta a maneira como vêem a vida e o ministério. Faz com que seus adeptos sejam orientados para o futuro - vivam hoje em vista do futuro triunfo para o Reino de Deus neste mundo.   Implicações específicas da esperança pós-milenista   Pessoal. Sua visão escatológica determinará como você vê o mundo e seu papel como servo…
15 de julho de 2020