Reforma
6 de setembro de 2019

Qual é a punição pelo pecado?

Resposta: Castigo eterno. A próxima pergunta que a maioria faz é: por quê? Por que o inferno tem que durar para todo o sempre? A resposta é o que distingue o cristianismo bíblico de todas as outras religiões do mundo. O caráter de Deus Deus nos revela na Bíblia que ele é autoexistente, independente e que é a autoridade final e o juiz sobre todas as coisas. Em suma, ele é Deus. Ele mesmo criou a tudo e a todos por si próprio. Como se dá com o restante da criação, a humanidade foi criada para o prazer de Deus. O padrão dele é inflexível e seu caráter é sem pecado (Gn 1.1; Sl 50.6; At 17.24-29; Cl 1.16). A pena do pecado Como resultado do seu caráter perfeito e inabalável, Deus não tolera imperfeição. Quando nós, sendo criação de Deus, falhamos em fazer o que ele manda, ou fazemos o que ele proíbe, sua reação é a de ira implacável. Deus é um Deus eterno, com perfeição eterna, expressada nos termos de sua justiça e santidade. Uma só infração, por menor que achemos que ela seja, traz consigo o ônus eterno de uma pena eterna. Por isso, em sua…
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Reforma
4 de setembro de 2019

Qual destes não é um atributo de Deus?

a. Santo b. Justo c. Amoroso d. Condescendente   Resposta: d. É sempre polido deixar que outro fale por nós, e com Deus não é diferente. Deus explicou claramente o porquê Ele não está disposto a condescender; ao mesmo tempo, porém, continua amoroso e perdoador. Veja abaixo uma explicação inteligível...   Deus — o objeto de toda adoração   Sendo eternamente perfeito, justo e amoroso, Deus é digno de receber a adoração de todos. Sua supremacia exige o culto de Sua criação (Salmo 96).   Humanidade — unida na rebelião   Claramente o mundo não é perfeito. Isso se dá porque todos nós rejeitamos a autoridade de Deus em favor da nossa própria (Rm 1.21-26). A independência para com Deus é pecado. Ela está arraigada em um coração que se recusa a se submeter à autoridade de Deus e, portanto, rebela-se contra Ele. Da perspectiva de Deus, a rebelião é ofensiva porque ela busca uma autoridade humana ou própria (Rm 3.10-12, 23).   Deus não permitirá que continuemos em rebelião   Essa ira que evoca rebelião ocasiona o julgamento de Deus; julgamento que agora se expressa em termos de morte, enfermidade e incapacidade de ganhar o favor dEle, e por…
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Reforma
2 de setembro de 2019

Por que Jesus é tão inflexível?

Na Bíblia lemos Jesus repetidas vezes explicando que é ele o meio exclusivo de se obter perdão. Jesus não dá espaço para qualquer outro caminho para Deus: a vida, o perdão, o amor, a alegria e o céu só são encontrados nele. Segundo Jesus, qualquer outro 'caminho' não é um caminho, absolutamente, mas sim um blefe; Jesus reivindica nada menos do que exclusiva autoridade e competência para salvar os pecadores (Jo 14.6; Mt 7.13-14).   Por que então Jesus é tão inflexível?   porque... há um único Deus   A Bíblia ensina que não existem muitos deuses, mas sim somente um. Desse único Deus foi criado tudo o que está criado. Esse mesmo Deus sustenta agora todas as coisas com seu próprio poder e soberania. As pessoas podem afirmar que há outros deuses, entretanto, Deus responde dizendo que isso não é verdade. Deus não tolera competidores (Is 44.6-8).   porque... os padrões de Deus são altos   Deus criou todas as coisas para si mesmo, para que lhe dessem prazer. O padrão dele é inflexível. Ele exige perfeição absoluta. A maneira pela qual essa se manifesta é amando a ele com todo o nosso coração, alma, intelecto e poder. Essa…
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Apologética
30 de agosto de 2019

Por que eu creio em Deus – por Jean-Marc Berthoud

A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. Eu te expus os meus caminhos, e tu me valeste; ensina-me os teus decretos. Faze-me atinar com o caminho dos teus preceitos, e meditarei nas tuas maravilhas. A minha alma, de tristeza, verte lágrimas; fortalece-me segundo a tua palavra. Afasta de mim o caminho da falsidade e favorece-me com a tua lei.   Salmo 119.25-29   Eu não estava buscando a Deus. Eu pertencia àquela classe de homens, tão comum hoje, que encontram a justificação de sua existência na intensidade de seus sentimentos. Dotado com uma alta sensibilidade, eu me considerava superior aos pobres mortais, dentre a elite que Stendhal costumava chamar de “os poucos felizes”, os eleitos, os que tem cultura e são inteligentes, cujas vidas não são limitadas pela trivialidade e mediocridade do rebanho comum. Eu não escolhi a Deus. Na verdade, ele não importava para mim. Essa hipótese não era mais necessária para a condição satisfatória da minha psiquê do que foi para o universo mecânico imaginado pelo físico francês Laplace. Outros podiam muito bem se interessar por tais hipóteses. Eu não. E quando o meu irmão mencionou que um amigo em comum tivera uma…
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Discipulado
28 de agosto de 2019

Não leia somente sozinho – por Brian J. Wright

  Aprendi a ler aos 25 anos – ao menos foi quando aprendi a ler comunitariamente. Comecei a participar de um grupo semanal de leitura, em que discutíamos Agostinho, Calvino, Edwards, Lewis e outros em um ambiente interativo, com discussões guiadas. Eu poderia ter lido sozinho, mas eu não os teria entendido profundamente, nem teriam me impactado tão dramaticamente. Eu ouvia os autores de forma diferente quando os ouvia falar para nosso grupo, quando 20 santos compartilhavam seus insights, experiências e estudos sobre o texto. Foi então que percebi o quão importante era ler em comunidade. Somente depois percebi que eu estava participando de uma tradição que o povo de Deus vem praticando desde antes do primeiro século. O que é leitura comunitária? Paulo instruiu Timóteo, “dedique-se à leitura pública da Escritura” (1 Tim. 4.13). Ele falou para seu discípulo ler a Escritura em voz alta para a igreja, para que o povo de Deus ouvisse a Palavra de Deus juntos – como comunidade e não como indivíduos. Ele estava priorizando a leitura comunitária em detrimento da leitura individualista, fosse em um ambiente público ou privado. Leitura comunitária é quando duas ou mais pessoas se juntam para ler, ouvir e…
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Teologia
26 de agosto de 2019

Será que o nascimento virginal realmente importa? por Brandon Crowe

Se o nascimento virginal só é encontrado explicitamente em duas passagens (Mateus 1.18–3.12; Lucas 1.26-38), será que ele realmente pode ser tão importante? Absolutamente! Se não soubéssemos do nascimento virginal de Jesus, o nosso conhecimento da pessoa e obra de Jesus seria grandemente empobrecido. Considere as seguintes implicações: O nascimento virginal nos mostra que a salvação é uma dádiva exclusiva de Deus. Embora Israel estivesse ardentemente esperando o seu Messias, e muitos presumissem libertar Israel, na verdade foi necessário que o Espírito de Deus agisse no ventre da virgem Maria para trazer o verdadeiro Redentor do seu povo ao mundo. Todos os esforços humanos relativos à libertação duradoura fracassaram. Por outro lado, o nascimento virginal nos mostra que era necessário para Deus enviar o seu Filho como Redentor. Isso foi o plano de Deus e no tempo determinado por Deus. Adicionalmente, o nascimento virginal nos aponta para a filiação divina, eterna de Jesus. Jesus já tinha a identidade de Filho baseado em seu relacionamento com seu Pai antes mesmo dele ter nascido em carne humana. O nascimento virginal nos mostra que seria inconsistente dizer que Jesus é o Filho de Deus, mas também o filho físico de José. Por outro lado, vemos que a…
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Casamento e FamíliaVida Cristã
23 de agosto de 2019

Pais, seus filhos precisam de vocês por Voddie Baucham

Há uma história ubíqua em meio aos círculos ministeriais que atuam em prisões a qual demonstra o estado da paternidade em nossos dias. Certo ano, um grupo decidiu fornecer cartões de dia das mães para os prisioneiros. A resposta foi esmagadora: quase todos os internos apareceram para assinar e enviar os cartões para suas mães. O evento foi tão bem sucedido que o grupo resolveu repetir no dia dos pais. Quase ninguém participou. Qual a moral da história? Bem, depende para quem você perguntar. Independentemente, no coração da discrepância está a ausência paterna, seja por ausência dos pais na vida de seus filhos (um forte indicador de encarceramentos futuros e de uma série de outros problemas), seja porque a cultura está caindo no radical abismo do feminismo radical e da antimasculinidade. É uma faca de dois gumes: os pais que não são presentes e uma cultura que diz que eles não são precisos. Em meio a isso tudo, há homens – tanto jovens como velhos – que estão caminhando em direção à paternidade cercados por confusão e degradação, tentando descobrir o que é ser pai.  Paternidade expande sua esfera de influência Pais são incrivelmente influentes, tanto direta como indiretamente. As…
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Livros
21 de agosto de 2019

Hugh Flemming e a medicina pós hipocrática

Texto de Eduardo Luiz Santos Cabette O opúsculo de Hugh J. Flemming foi recentemente publicado com tradução para o português pela Editora Monergismo. Essa pequena – grande obra vem colmatar uma lacuna na literatura bioética brasileira quanto ao tema das origens remotas da arte e prática médica, sob o enfoque cultural e, no seio deste, religioso. Logo no prefácio, Hélio Angotti Neto, chama a atenção para a importância da recuperação da tradição médica (e por que não, de outras profissões e atividades), tendo como marco a sacralidade da vida humana, isso porque o esquecimento induzido ou incauto dessas tradições milenares tem conduzido, nos últimos tempos, a uma “queda do ser humano do estado de grande dignidade ao de bestialidade”.  Flemming apresenta, logo na introdução, o mal e o grande perigo do gradual abandono pela profissão médica da “tradição hipocrática” e do “fundamento ético judaico – cristão”.  Esse abandono tem deixado tristes traços históricos como, por exemplo, ocorreu com a aceitação da eutanásia e do aborto na medicina norte – americana, numa visão meramente utilitarista do homem, culminando no genocídio nazista alemão.  O secularismo humanista jamais cumpriu suas promessas de redenção da liberdade e da ativação do potencial da humanidade. Transformou-se sim, invariavelmente, em “barbárie e…
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CosmovisõesÉtica
19 de agosto de 2019

Catecismos para a Imaginação por N.D. Wilson

Para que servem as estórias? Pergunte isto a um grupo comum de jovens consumidores de ficção e provavelmente eles não entenderão o que você quer dizer. O que você conseguirá provavelmente são faces surpresas e ombros encolhidos. Então, vamos ser mais específicos. Para que servem os filmes, os programas de TV, as revistas em quadrinhos e os romances? Por que assistir? Por que ler? Por que nós enquanto cultura nos importamos a ponto de gastar bilhões de dólares (e horas) criando e consumindo estórias? A resposta consensual, independentemente se as crianças questionadas são leitoras ativas e vorazes ou absorvedoras meramente passivas do que por acaso está na moda, quase sempre se reduzirá a simplesmente uma única palavra: diversão. Por que nós assistimos? Por diversão. Por que nós lemos? Por diversão. O homem-aranha e o Harry Potter e Jogos Vorazes e The Walking Dead, todos existem por diversão. Crepúsculo é divertido. Ou não. E aí aquela garota está absorta nos livros enquanto aquele garoto escarnece e zomba. Gostos e prazeres pessoais e coletivos são adquiridos como se fossem indisputáveis e autoritativos. Mas a palavra diversão é um rótulo simplista para o que na verdade é uma experiência notável e complexa. Estórias…
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Vida Cristã
15 de agosto de 2019

A pena de morte como nossa única esperança – Douglas Wilson

A situação descrita na carta seguinte é inteiramente fictícia, incluindo pessoas, nomes, crimes, pecados, relacionamentos, circunstâncias e todos os pormenores. O tipo de situação que é descrito, no entanto, é bastante comum, e minha esperança é que os princípios bíblicos aplicados a esse enredo fictício possam ser de algum auxílio para indivíduos envolvidos em uma situação real.   Caro Tomas, Conforme prometi, aqui está a carta complementar sobre o que a Escritura ensina sobre desejos e atos homossexuais. Quero destacar algumas passagens chaves, resumir os problemas e, talvez, comentar algumas poucas coisas sobre evasivas típicas — pois isso é o que elas são, evasivas. Como se sabe, a origem do nome sodomia remonta a uma das Cidades da Planície, Sodoma. Mas, antes que eles se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa. Eram os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados. E chamaram Ló e lhe disseram: — Onde estão os homens que, à noitinha, entraram na sua casa? Traga-os aqui fora para que abusemos deles (Gênesis 19.4-5). A objeção típica a essa citação é que a intenção dos homens de Sodoma era estuprar os anjos, e que relações…
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