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Eu (não) estou sendo sentimental (Daniel Strange)

“O Reino Unido pós-Diana de fato será outro país. Naquela semana testemunhamos um divisor de águas em nossa história”. O professor Anthony O’Hear assim encerrou seu infame ensaio de 1998 reivindicando que, na extraordinária reação pública à morte trágica da autodenominada “rainha dos corações do povo”, estamos testemunhando uma apoteose: a sentimentalidade personificada e canonizada. O então primeiro-ministro britânico Tony Blair chamou tais comentaristas de “esnobes ultrapassados de direita”. Alguns artigos de tabloides revelaram um lado mais tenebroso, rotulando O’Hear de um “professor venenoso com cara de rato, um miserável perdedor”. Agora, no vigésimo aniversário desses eventos tumultuosos, eventos que a mídia nos fez viver novamente em detalhes dolorosos, O’Hear parece justificado. Pois, mesmo com toda a genuína tristeza, solidariedade e determinação do espírito humano, as respostas públicas recentes a ataques terroristas, tragédias e mortes de celebridades têm destacado um sentimentalismo abrangente e insuportavelmente meloso, aparentemente imune a críticas, que continua a contagiar todas as áreas da vida cultural no Reino Unido. Expressões públicas ostensivas de emoção, entrevista midiática após entrevista midiática sobre como tal-e-tal evento fizeram um entrevistado “se sentir”, mais frequentes e cada vez maiores “minutos de silêncio” em grandes eventos, broches de lapela que nos sentimos obrigados…
27 de março de 2018
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O que são religiões não cristãs? Por que elas existem? (Jeremy Bouma com Daniel Strange)

Um excerto de “A rocha deles não é como a nossa Rocha” Essas duas questões estão no cerne da disciplina de teologia das religiões. Elas também estão no cerne do novo livro de Daniel Strange A rocha deles não é como a nossa Rocha. Sua obra inteligente, cautelosa e biblicamente fiel preenche uma lacuna crucial na avaliação evangélica sobre o papel de outras religiões. Nela, ele busca explicar e defender esta definição de religião que responde as nossas perguntas: “A partir do pressuposto de uma revelação bíblica epistemologicamente autoritativa, as religiões não cristãs são respostas humanas idólatras à revelação divina soberanamente direcionadas, variadas e dinâmicas, estando por detrás delas forças demoníacas enganadoras. Sendo antiteticamente contra, mas parasiticamente dependentes de, a cosmovisão cristã, as religiões não cristãs são “cumpridas subversivamente” no evangelho de Jesus Cristo” (p. 239 do original) Leia o excerto abaixo para ter noção do valor da obra de Strange e ver ideias ainda mais valiosos sobre a razão e a natureza das religiões não cristãs. Porque a rocha deles não é como a nossa Rocha (Deuteronômio 32.31, ARA) Da perspectiva da fides quaerens intelletum (fé em busca de entendimento, o que são as religiões não cristãs? Por que…
27 de março de 2018
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Imaginando um secularismo “aberto” (Charles Taylor com James K. A. Smith) A intersecção entre ideias e vida pública para entender a nossa “era secular”

O que significa dizer que vivemos numa “era secular”? Essa é a questão chave do livro amplamente debatido, Uma Era Secular,1 um tomo de 900 páginas que às vezes faz com que o Capital de Thomas Piketty pareça uma leitura de praia. Para entender o nosso presente, Taylor enfatiza, precisamos entender o nosso passado. Como chegamos a esse ponto no Ocidente? Como saímos de um mundo em 1550 onde era virtualmente impossível não crer em Deus para um mundo em 2014 onde, em certos influente enclaves de elite, é virtualmente impossível crer em Deus? O que mudou? E quais foram as implicações para a sociedade? O interesse de Taylor não é só antiquário, e ele não aproxima tais questões como charadas meramente acadêmicas. Há implicações existenciais e políticas para como nós organizamos a nossa vida juntos, incluindo como (ou se!) damos espaço para a expressão religiosa e as comunidades religiosas em sociedades “seculares”. Então Taylor, um professor de longa data da Universidade McGill em Montreal, também tem se envolvido pesadamente em debates no Canadá, no Quebec mais especificamente, sobre o lugar da fé religiosa na esfera pública. Nosso editor , James K. A. Smith, cujo livro, How (Not) To Be…
27 de março de 2018
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O Juízo Final vs. Relativismo

A doutrina do Juízo Final de Deus testifica contra todas as formas de relativismo. É por isso que o liberalismo secular rejeita esta doutrina cristã. O conservadorismo secular também. A doutrina do Juízo Final de Deus anuncia que certas ideias são eternamente verdadeiras e, portanto, que outras ideias são eternamente falsas. Deus irá impor sanções negativas irreversíveis contra aquelas pessoas que acreditam em determinadas doutrinas teologicamente incorretas, como a negação das seguintes verdades: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. (Jo 3.36) “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (Jo 14.6) A doutrina do Juízo Final faz com que os transgressores do pacto fiquem sem escapatória. Não há saídas. Não haverá acordos judiciais no Dia do Juízo. O Juízo Final de Deus é o fundamento dos julgamentos temporais dos homens. A habilidade dos homens de julgarem corretamente somente existe porque os homens são criados à imagem de Deus. Os homens podem exercer juízo preliminar porque Deus irá exercer o Juízo Final. Se Deus não irá exercer o Juízo Final…
11 de setembro de 2012
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A Igreja Primitiva e os Livros Apócrifos

Reproduzo abaixo uma nota publicada no site da Sociedade Bíblica do Brasil, a respeito da Septuaginta. A nota menciona os livros apócrifos incluídos na tradução grega do Antigo Testamento: Septuaginta (ou Tradução dos Setenta) Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas. Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus. De forma interessante, esta nota se tornou uma espécie de viral, visto que a mesma tem sido amplamente reproduzida por blogs e sites católicos romanos. Estes comemoram a “sinceridade” da SBB, e chamam os protestantes de filhos do diabo, por se apegarem à mentira. Deve ser observado que a nota é lacônica, completamente destituída de dados que suportem suas afirmações. Ela começa afirmando o que já é tido como lenda a respeito da Septuaginta, isto é, que a mesma foi fruto do…
16 de julho de 2012
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A Predição da Destruição do Templo

E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir. Marcos 13.1-4 Aqui podemos ver: I. Como muitos dos próprios discípulos de Jesus tinham a tendência de apreciar a coisas que pareciam grandiosas, e que foram consideradas, durante muito tempo, como sagradas! Eles tinham ouvido o Senhor Jesus Cristo reclamar daqueles que tinham feito do templo um “covil de ladrões”; e, ainda assim, quando Ele deixou o templo, devido à iniquidade que ali permanecia, eles o convidaram para que se apaixonasse, tanto quanto eles, pela estrutura e pelos adornos do templo. Um deles lhe disse: “Mestre, olha que pedras, e que edifícios” (v. 1). Nós nunca vimos nada parecido na Galileia; ó, não deixe este belo lugar. II. Como Jesus valoriza pouco a pompa exterior, quando não existe a verdadeira pureza! “Vês estes grandes edifícios?” (diz Ele) e os…
10 de março de 2012
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Sobre os Dons Espirituais

    Publicado em 17 de novembro de 2011 – 20:31   por Vincent Cheung   A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer. (1 Coríntios 12.7-11)   Paulo desejava que os coríntios tivessem um entendimento correto dos dons espirituais. Um teste fundamental é o testemunho que se oferece sobre Jesus Cristo. As operações de Deus são diversas. Com Pedro diz: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” (1 Pedro 4.10). A base para a unidade deles é que todos procedem da mesma fonte. E porque procedem da mesma fonte, eles não podem trabalhar contra o outro, ou em competição…
26 de dezembro de 2011
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Pregação simples e honesta

Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus. (2 Co 4: 2 – NVI)
31 de março de 2011
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Não por Decisão ou Esforço do Homem

Deus… nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos… (2 Timóteo 1.9) Cristo é aquele que salva, mas a Escritura ensina que nem toda pessoa é salva. Qual é a diferença entre aqueles que são salvos e aqueles que permanecem não salvos? Reformularemos a pergunta. A Bíblia ensina que somente aqueles que creem em Jesus Cristo, somente os cristãos, são salvos. Os não cristãos queimarão no inferno para sempre. Por que algumas pessoas se tornam cristãs, enquanto outras não? Qual é a diferença entre os homens, que alguns creem em Cristo, enquanto outros recusam crer nele? Paulo diz que Deus nos salvou “não em virtude das nossas obras”, mas “por causa da sua própria determinação e graça”, e que essa graça foi dada “desde dos tempos eternos”. As referências a obras, ao propósito divino, à graça divina, e ao tempo, são altamente significativas. Paulo usa essas referências para indicar uma teologia definida sobre a questão, uma forma particular de pensamento. Principalmente, por essas expressões ele atribui tudo da salvação a fatores internos…
2 de julho de 2010