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Reflexões Críticas sobre Weltanschauung

Neste artigo se busca, a partir de um fulcro reflexivo biblicamente orientado, uma aproximação crítica da filosofia cristã com a sociologia do conhecimento, sobretudo a de vertente interacionista, visando proporcionar um tratamento sistemático preliminar do processo formativo daquilo que se convencionou chamar de “cosmovisão”, seus elementos constitutivos e seu processo de compartilhamento. O artigo tem um perfil declaradamente críticotranscendental. Isso quer dizer que, desde o início da análise e problematização do tema proposto, pressupõe-se um ponto de partida que transcenda o domínio dos paradigmas filosófico-sociológicos vigentes que tendem a reduzir a interpretação dos elementos fundamentais da questão a fatores sócio-culturais.  
25 de fevereiro de 2012
ApologéticaTeologia

Epistemologia Religiosa de Calvino nas Institutas

O presente artigo tem a finalidade de apresentar aos leitores, introdutoriamente, alguns aspectos fundamentais da concepção de Calvino a respeito da natureza e características do conhecimento de Deus e do autoconhecimento. A fim de atingir esse objetivo, atenção especial é dada aos elementos constitutivos da epistemologia religiosa de Calvino, como, por exemplo, a relação entre os conceitos de fé, vontade e razão à luz de um registro pré-lapsário e pós-lapsário.  
25 de fevereiro de 2012
Apologética

Jerusalém e Atenas

O que Jerusalém tem a ver com Atenas? Muito, em todos os sentidos. No lado negativo, faríamos bem em relembrar que os cidadãos da cidade de Deus, como aqueles na cidade dos homens, ainda são pecadores. Embora sejamos habitados pelo Espírito Santo de Deus, embora tenhamos recebido corações de carne, permanecemos pecadores deste lado do véu, não diferente daqueles ao redor de nós. Dessa forma, Jesus, em seu Sermão do Monte, nos exorta a não fazer aquilo que nos ocorre com muita naturalidade: se atormentar e preocupar com nossa comida e vestimenta. São sobre tais coisas, diz ele, que os pagãos se preocupam. Num lado mais positivo, Jerusalém e Atenas têm isto em comum: elas são governada pelo mesmo Homem. Isto é, Jesus é Senhor de ambas. Não existe nenhuma cidade sobre a qual Jesus não reina. Ele é Senhor sobre tudo da criação. Devemos ser zelosos em fazer essa afirmação com ousadia. Devemos, contudo, fazer isso com cuidado. Que Jesus é o Senhor de Atenas não significa que tudo está bem com Atenas. Não podemos assumir que a cidade está salva porque nosso Senhor governa sobre ela. Em vez disso, lembrando a antítese, a verdade bíblica de que a…
13 de fevereiro de 2012
ApologéticaTeologia

O Senhor das Tentações

  Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, o e pecado após ter se consumado, gera a morte. Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. Por Sua decisão Ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos os primeiros frutos de tudo o que Ele criou. (Tg 1.13-18) Séculos de tradição religiosa tem insistido em que Deus não pode ser o autor do pecado. Eu tenho refutado isto em um número de lugares. Existe a aceitação de que para Deus ser a causa metafísica direta de todo o mal comprometeria a Sua retidão. Eu tenho demonstrado que isto não tem base e não é inteligente, e negar que Deus é o autor do pecado é negar também a Sua soberania e providência. De fato, é um ataque ao Seu próprio Ser e posição como…
30 de janeiro de 2012
ApologéticaTeologia

Blasfêmia e Mistério na Teologia

Um leitor nos enviou um debate mantido com certa pessoa. Entre outras coisas, eles tocaram na relação entre Deus e o mal. Essa outra pessoa escreveu o seguinte (suas palavras foram levemente editadas por uma questão de legibilidade): Nesse livro, How Long, O Lord? Reflections on Suffering and Evil , Donald A. Carson diz: “É essencial — sou incapaz de frisá-lo o suficiente — é, de fato, fundamental para o bem-estar doutrinário e espiritual afirmar simultaneamente as polaridades distintas da natureza de Deus. Por exemplo, caso você trabalhe com as passagens bíblicas que sustentam de forma clara que Deus, em algum sentido, está por trás do mal, e não trouxer à mente, no mesmo instante, as inúmeras passagens que declaram ser ele incessantemente bom, então, num período de sofrimento você pode ser tentado a pensar em Deus como um sanguinário soberano e cruel”. Esse conceito dá espaço à permanência do mistério em relação a essa doutrina, em lugar de tentar levá-la até as últimas conseqüências lógicas apreendidas. Não devemos ir além da Escritura. Introdução Sobre este assunto, os leitores constantes já entendem meu posicionamento e minhas razões para ele. O que temos aqui é outro exemplo de uma posição popular…
7 de janeiro de 2012
ApologéticaTeologia

Paulo sobre Conhecimento

A Confissão de Fé de Westminster começa sua declaração precisa e ordenada do sistema de doutrina ensinado na Bíblia com epistemologia: a teoria do conhecimento. O capítulo 1 da Confissão tem a ver com a fonte de nosso conhecimento: “Da Escritura Sagrada”. Não começa com como sabemos que existe um deus, e então tenta provar que esse deus é o Deus da Escritura. A doutrina de Deus, quando ensinada nos capítulos 2-5, segue após a epistemologia. A questão central tem a ver com como sabemos o que sabemos. Todas as filosofias (ou cosmovisões) começam com um primeiro princípio ou ponto de partida indemonstrável, isto é, um axioma a partir do qual tudo o mais é deduzido. E de acordo com os Puritanos, o ponto de partida axiomático do cristão é que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, infalível e inerrante, e ela tem um monopólio sobre a verdade.
5 de janeiro de 2012
Apologética

O Desenvolvimento do Pressuposicionalismo de Van Til na Prática Apologética de Greg Bahnsen

No começo do século 20, a apologética cristã recuperou sua objetividade e aproximou-se mais da consistência teológica por meio da obra de Cornelius Van Til. Com base na antropologia de Romanos 1 e a epistemologia revelacional de João Calvino, Van Til lembrou a igreja que o empreendimento apologético deve considerar seriamente a queda do homem e a função condenatória da revelação natural. O problema fundamental do incrédulo não é ignorância, mas rebelião. O encontro com a incredulidade, portanto, deve expor e desafiar as pressuposições rebeldes do incrédulo. O fracasso em fazer isso obscurece a clareza, necessidade e a total suficiência da Escritura. E nega o Senhorio abrangente de Jesus Cristo, especialmente na esfera do conhecimento. Qualquer método de apologética que falhe em enfatizar a certeza absoluta da cosmovisão cristã revelada na Escritura enfraquece as reivindicações do evangelho e rende-se à lógica e ciência incrédula, as quais elas mesmas manifestam as consequências da incredulidade e devem ser reformadas à luz da Palavra de Deus. Dessa forma, Van Til insistia que a apologética cristã deve proceder em duas frentes. Negativamente — e essa era a ênfase primária de Van Til, embora não exclusiva — a apologética cristã deve demonstrar a impossibilidade absoluta…
1 de janeiro de 2012
Apologética

Carta de Van Til para Schaeffer

11 de março de 1969 Dr. Francis A. Schaeffer Chalet les Melezes Huemoz sur Ollon 1861 Suíça   Querido Francis: Você se lembra que algum tempo atrás eu enviei a você uma cópia de um memorando em que eu escrevo sobre sua preleção em Wheaton. Agora que seu livro "O Deus que Existe" foi publicado eu gostaria de fazer alguns outros comentários. Deixe-me introduzir o que disse, por repetir o que eu disse no memorando, que eu tenho uma grande admiração por sua pessoa e por sua obra no L'Abri. Aqueles que têm estado com você falam na maioria das vezes em termos entusiásticos o que você realiza com os intelectuais modernos. Deixe-me começar enfatizando o fato de que ambos temos essencialmente o mesmo objetivo em nosso trabalho. Nós estamos nos dirigindo ao homem moderno, em particular a jovens educados, a fim de que reconheçam Jesus Cristo como aquele que nos fala com absoluta e infalível autoridade nas línguas originais do Velho e Novo Testamentos, como Salvador e Senhor. Além do mais, eu penso que nós concordamos que o evangelho bíblico da soberana e salvadora graça, o qual o homem moderno necessita e é mais bem reproduzido nas Confissões Reformadas.…
31 de dezembro de 2011
ApologéticaTeologia

Lutero e o Autor do Pecado

Logo, aquilo que chamamos de remanescente da natureza no ímpio e em Satanás não está menos sujeito, como criatura e obra de Deus, à onipotência e à ação divina do que todas as outras criaturas e obras de Deus. Assim, visto que Deus a tudo move e atua em tudo, também move necessariamente a Satanás e o ímpio e neles atua…
27 de dezembro de 2011
Apologética

O Meu Racionalismo

Eu não objeto à palavra racionalismo, embora talvez o termo racionalidade poderia causar menos mau-entendidos. Descartes, Espinosa, e Leibniz produziram uma teoria epistemológica que poderia muito bem ser chamada Racionalismo do século XVII.
27 de dezembro de 2011