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Apologética

Apologética

Problemas na Apologética Clássica

1. O método tradicional de apologética cede demais em relação ao próprio Deus, por defender que sua existência só é ‘possível’, embora seja ‘bastante provável’, ao invés de defender que ela é ontologica e ‘racionalmente’ necessária. 2. Este método cede demais em relação ao conselho de Deus, por não entendê-lo como a ‘causa’ última, completamente abrangente, de tudo aquilo que acontece. 3. Este método cede demais em relação à revelação de Deus nos seguintes pontos: (a) Fazendo concessões a respeito de sua necessidade. Isso acontece por não reconhecer que mesmo no Paraíso o homem tinha que interpretar a revelação geral (isto é, natural) de Deus em termos das obrigações pactuais impostas por Deus via revelação especial. A revelação natural, na abordagem tradicional, poderia ser interpretada ‘por conta própria’. (b) Fazendo concessões a respeito de sua clareza. A revelação de Deus, tanto geral como especial, são tidas por obscuras , a ponto de o homem poder dizer somente que a existência de Deus é ‘provável’. (c) Fazendo concessões a respeito de sua suficiência. Isso ocorre quando se abre espaço para uma absolutização do ‘acaso’ ou ‘chance’, vindo daí alguns ‘fatos’ que são completamente novos para Deus e para o homem. Tais…
26 de dezembro de 2011
Apologética

Carl Henry e Gordon Clark eram Racionalistas?

Talvez a crítica mais comumente vociferada contra Henry seja aquela de ele ser um racionalista e, portanto, um prisioneiro do agora defunto projeto moderno. Bob Patterson, por exemplo, escreve que: “Nem todos os evangélicos ficam felizes com a tendência de Henry para com o racionalismo”. Stanley Grenz e Roger Olson observam que os seus “críticos têm, com razão, percebido estar ele muito preocupado com a razão e a revelação proposicional”. Donald Bloesch diz: “O método de Gordon Clark e Carl Henry é dedutivo, derivando conclusões a partir de determinados princípios racionais”. Na mesma linha, Gordon Lewis e Bruce Demarest chamam Henry e o seu mentor Gordon Clark de racionalistas dedutivos.
26 de dezembro de 2011
Apologética

A Rejeição do Racionalismo por Gordon H. Clark

Racionalismo é a tentativa de encontrar a verdade por meio da razão somente. Embora tenha admitido que Agostinho não era um racionalista puro, Clark discutiu as visões dele sobre a razão. Naquele tempo, quando a filosofia grega era dominada por ceticismo, que argumentava contra a possibilidade de adquirir conhecimento, Agostinho tentava encontrar uma base para o conhecimento que não pudesse ser negada. Agostinho declarou que “o cético deve existir para duvidar de sua própria existência”. Portanto, Agostinho argumentou que até mesmo o cético deveria ter certeza de sua existência. Agostinho também mostrou que os céticos não poderiam viver como se o conhecimento fosse impossível. Agostinho também mantinha que as leis da lógica eram verdades universais, eternas e imutáveis. Visto que a mente humana é limitada e mutável, ela não poderia ser a fonte primária dessas verdades eternas. Assim, deveria haver uma Mente eterna e imutável como fonte dessas verdades. Obviamente, essa Mente eterna seria Deus. Clark criticou as visões de Anselmo. Ele, Anselmo, era ainda mais racionalista em seu pensamento que Agostinho. Acreditava que a existência de Deus poderia ser provada por meio da razão unicamente. Anselmo refere-se a Deus como o maior Ser concebível. Portanto, se Deus não existisse,…
26 de dezembro de 2011
Apologética

Van Til e Gordon Clark: uma comparação

Ao comparar os pensamentos de Cornelius Van Til e Gordon Clark, descobrimos vários pontos de concordância, bem como várias áreas de discordância. Em primeiro lugar serão examinados alguns pontos de concordância entre estes dois homens. Ambos eram calvinistas sérios e consistentes. Como ambos acreditavam que, à parte da obra regeneradora do Espírito Santo, ninguém poderia livremente se decidir por Cristo, as tentativas diretas de persuadir os incrédulos eram consideradas contraproducentes. Ambos concordavam que o evangelho deveria ser pressuposto, e não provado. Van Til e Clark sentiam que defender a verdade do evangelho era negar a doutrina calvinista da depravação total do homem. Ambos acreditavam que a razão do homem estava danificada devido à Queda e que seria inútil uma argumentação direta pela verdade do cristianismo. Ainda assim, ambos estavam dispostos a refutar as crenças dos incrédulos e fornecer uma confirmação indireta da verdade do cristianismo. Ambos concordavam que a filosofia secular era um completo fracasso. Clark ensinava que todas as filosofias não cristãs reduziam-se eventualmente ao ceticismo. Van Til acreditava que a filosofia secular era fútil, posto que a razão humana encontrava-se num estado caído. Na sua visão, se a pessoa não pressupõe o Deus da Bíblia, nenhum conhecimento é…
26 de dezembro de 2011
Apologética

Escrituralismo: Uma Cosmovisão Cristã

Escrituralismo é uma visão do mundo e da vida. Cosmovisão é um conjunto de crenças sobre as várias questões da vida. Toda pessoa tem uma cosmovisão; é algo inescapável. A cosmovisão determinará como uma pessoa enxerga a totalidade da vida, as decisões que toma, por que age como age e assim por diante. Todas as cosmovisões apresentam pressuposições que governam seu sistema de crença; essas pressuposições funcionam como axiomas a partir dos quais todas as decisões são deduzidas. Escrituralismo é o sistema de crença em que a Palavra de Deus é fundacional na totalidade dos assuntos filosóficos e teológicos. Esse sistema de pensamento assevera que os cristãos jamais devem tentar combinar ideias se-culares e cristãs. Antes, todo pensamento deve ser levado cativo à Palavra de Deus (2 Coríntios 10.5), que é (parte de) a mente de Cristo (1 Coríntios 2. 16). Nossa mente deve ser transformada “para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” tal como encontrada nas Escrituras (Romanos 12.2), i.e., nossos pensa-mentos devem se tornar progressivamente os pen-samentos de Deus (Isaías 55.6-9), pensamentos divinos esses que são apenas conhecidos através da Palavra de Deus. O escrituralismo, então, ensi-na que todo o nosso conhecimento…
26 de dezembro de 2011
ApologéticaCosmovisões

Gordon H. Clark e Carl F. H. Henry

Tanto Gordon H. Clark como Carl F. H. Henry parecem ser os herdeiros imediatos do legado da cosmovisão de James Orr. Como filósofo profissional, escrevendo a partir de um ponto de vista evangélico protestante, Gordon Clark (1902-86) foi, no auge de seus poderes, reconhecido como “talvez o deão daqueles filósofos americanos do século XX que têm procurando desenvolver uma Weltanschauung consistente com as Escrituras cristãs”. De fato, o título de um dos seus livros mais conhecidos – A Christian View of Men and Things – sugere uma continuidade com a obra de Orr. Na introdução Clark reconhece a popularidade que o volume do teólogo escocês teve anteriormente. Contudo, mais importante do que o título ou o reconhecimento é o fato que, como Orr antes dele, Clark identifica que o naturalismo apoderou-se da mente moderna como uma explicação completa da realidade. Se o cristianismo há de enfrentar esse desafio com sucesso, ele deve ser explicado e defendido em termos abrangentes também. Uma abordagem fragmentada e desconexa simplesmente não conseguirá fazer isso. Clark explica sua estratégia em linguagem que ecoa a abordagem exata de Orr. Portanto, o cristianismo tem, ou, alguém até poderia dizer, o cristianismo é uma visão abrangente de todas…
26 de dezembro de 2011
ApologéticaTeologia

Reflexões sobre Christopher Hitchens

As Escrituras dizem que é melhor descer à casa do luto do que à casa do riso (Eclesiastes 7.2). A razão dada nessa passagem é que isso permite que os vivos “apliquem isso ao coração”. A morte de Christopher Hitchens deve, em primeiro lugar, nos lembrar da nosssa própria mortalidade. Nós devemos aplicar isso ao coração. Como Donne tão memoravelmente disse: “pergunte, mas não a alguém por quem os sinos dobrem”. Todo funeral é o nosso próprio funeral. Essas questões devem afetar a cada um de nós. Aqueles que defendem o Evangelho de Jesus Cristo, devem sempre lembrar que as boas novas de Cristo são colocadas em contraste com as más noticias — todos somos pecadores, e todos nós precisamos de purificação e perdão. Christopher Hitchens não precisava vir a Cristo para ter seus argumentos refutados (embora isso fosse acontecer). Ele precisava vir a Cristo para ter os seus pecados perdoados. Aqui temos um pequeno video* onde eu previno os cristãos contra dois erros — e ambos sãos erros de especulação. A possibilidade de conversãos de última hora nunca devem se tornar em reais conversões de última hora. Ninguém vai para o Paraíso porque os outros querem. Muitos incrédulos têm…
26 de dezembro de 2011
Apologética

Uma Defesa da Apologética Reformada

Um diálogo – Sr. White, Sr. Black, Sr. Grey Temos, primeiro, o não-cristão, que cultua a criatura em vez do Criador. Vamos chamá-lo de Sr. Black. Poderá ser um tipo de pessoa bem “decente”. Em função da graça comum ele pode fazer muita coisa “boa”. Ainda assim, conquanto permaneça em seu estado de não-conversão, ele será tenebroso aos olhos de Deus. Entretanto, temos um representante daqueles que, pela graça de Deus, tornaram-se adoradores do Criador-Redentor. Será o Sr. White. Certamente, ele está distante de ser aquilo que poderíamos esperar devido ao seu nome. Mas ele foi lavado no sangue do Cordeiro. Em Cristo, ele é alvo como a neve. O Sr. White é um cristão reformado. Estranhamente, porém, há uma terceira parte, um arminiano, chamado Sr. Grey. Certamente, em Cristo, o Sr. Grey é tão alvo como o Sr. White. O primeiro, acha que o Sr. White é muito severo na avaliação do Sr. Black, mas ele próprio crê que o Sr. Black não seja assim tão tenebroso. Sequer seria correto, política ou pedagogicamente, requerer que o Sr. Black fizesse uma virada de mente tão completa. Certamente, nem será necessário que tal revolução seja completa nos campos das ciências e…
26 de dezembro de 2011
Apologética

O Método Apologético Tradicional

O método tradicional, prática de muitos cristãos ao longo dos séculos, foi construído por católicos romanos e por arminianistas. Foi, por assim dizer, derivado da teologia católica e arminianista. Como a teologia católica e a arminiana compromete as doutrinas cristãs da Escritura, assim o método apologético tradicional compromete o cristianismo a fim de conquistar os homens para a sua aceitação. O método apologético tradicional compromete a doutrina bíblica de Deus no sentido de não distinguir claramente entre sua autoexistência e sua relação com o mundo. O método apologético tradicional compromete a doutrina bíblica de Deus e sua relação com a revelação ao homem no sentido de não insistir claramente em que o homem, como criatura e como pecador, não pode buscar a natureza de Deus fora de sua revelação. O método tradicional, prática de muitos cristãos ao longo dos séculos, foi construído por católicos romanos e por arminianistas. Foi, por assim dizer, derivado da teologia católica e arminianista. O método apologético tradicional compromete a doutrina bíblica do conselho de Deus, não levando em conta que ele é a “causa” última e toda abrangente de tudo que vem a ser. Portanto, o método apologético tradicional compromete a clareza da revelação de…
26 de dezembro de 2011