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Apologética

Apologética

Seja maldito!

(sermonete) Se alguém não ama o Senhor, seja maldito! Vocês me ouviram. Se alguém não ama o Senhor independentemente da razão, por não ser cristão, ou por ser alguém que se diz cristão, mas não ama o Senhor — não sendo de fato cristão — seja maldito! Esta é minha teologia. Esta é minha declaração de fé. E esta é minha mensagem para vocês hoje. Neste exato momento, vocês podem não estar se agradando muito de mim. Imaginem quantos líderes cristãos, pregadores, teólogos, igrejas, seminários, denominações, pais, mestres, políticos e pessoas de todas as esferas da vida denunciariam a mim por esta declaração e atitude completamente anticristãs? Quantas pessoas pegariam a Bíblia para citar passagens contra mim? Quanta gente reclamaria que minha fé é completamente contrária à religião de Jesus Cristo e seus apóstolos? E isto me diria quantas pessoas se encontram longe de Deus e do contato com a fé cristã, pois estou apenas repetindo o que Paulo diz em 1 Coríntios 16.22. Na verdade, o versículo 21 indica que ele pegou a pena do amanuense para poder escrever esta declaração de próprio punho: “Cumprimento da minha mão, de Paulo. Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja…
27 de julho de 2010
Apologética

Redenção: a família de Cristo

“E porei inimizade entre você e a mulher, e entre sua semente e a semente dela; esta lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3.15). Todas as coisas acontecem pela vontade e pelo poder de Deus — de acordo com seu conhecimento. Com isto quero dizer que um acontecimento se dá apenas pelo fato de ele o ter desejado e causado. Não há poder independente dele ou que compita com ele. Caso não houvesse outro motivo, isto seria necessariamente verdadeiro pelo fato de Deus se revelar como o detentor do controle total e ativo sobre todas as coisas, de modo que se exclui a própria possibilidade de um segundo poder. Seu conhecimento é completo; assim ele conhece todos os acontecimentos, até os pensamentos e os atos humanos. Visto que Deus decide e causa todas as coisas, seu conhecimento está necessariamente ligado à sua vontade e poder. Isto é: ele conhece todos os acontecimentos porque os decide e causa, e conhece seus próprios planos e propósitos. A queda do homem não foi um acidente. Se o pardal não pode morrer à parte da vontade de Deus, e se o homem é incapaz de tornar o cabelo preto…
27 de julho de 2010
Apologética

Transgressão: você morrerá

“E Jeová Deus ordenou ao homem, dizendo: Coma de toda árvore do jardim; mas, da árvore do conhecimento do bem e do mal, não coma dela; porque no dia em que comer dela, você morrerá” (Gn 2.16,17). Deus criou o universo, os planetas, a vida vegetal e os animais. Depois disso ele criou o homem e a mulher, e os colocou no Éden para trabalharem no jardim. E Deus lhes deu a ordem de que comessem de toda árvore do jardim, mas não deveriam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, e se eles comessem dela, com certeza morreriam. Aqui vislumbramos a essência do relacionamento original entre Deus e o homem. Em primeiro lugar, ele se baseava na comunicação verbal — Deus falava com o homem. Ele falava com o homem usando termos que transmitiam ideias definidas, concretas e abstratas, como identidade pessoal (“você”), o ato de se alimentar, árvores, jardim, conhecimento, bem e mal, tempo (“no dia em que comer”) e morte. Em segundo lugar, este relacionamento era íntimo mas variável. O homem se beneficiava da provisão e da generosidade de Deus, mas ele também agia sob a autoridade divina, que impunha restrições às atividades humanas.…
27 de julho de 2010
Apologética

Não existe sinergismo real

Em sua Teologia sistemática você afirma que a santificação é sinergística, pois nós cooperamos com Deus, ainda que ele seja a causa de nossos atos, a causa de nossas boas obras. Nesse sentido, porém, não podemos dizer que a conversão também é sinergística? Não estou falando a respeito da regeneração ou da justificação, mas a respeito do ato de crer. Pois, ainda que Deus seja o autor e a causa da nossa fé, nós a exercitamos, como na santificação. Não seria melhor dizer que mesmo nossa santificação é monergística? Usemos o xadrez como analogia. Todas as têm suas limitações, mas conquanto nos concentremos na ilustração provida pela analogia, ela poderá ser útil. Existem dois “níveis” de realidade no jogo de xadrez: 1) As ações dos jogadores, e 2) As relações entre as peças de xadrez. Se falarmos a respeito do nível 2, então “cavalo captura peão” faz sentido. Todavia, quando o dizemos, com certeza não afirmamos que o cavalo move a si mesmo e remove o peão do tabuleiro. Presumimos que o cavalo não possui o poder inerente de mover-se, e que o jogador causou o movimento. Contudo, enquanto falamos sobre o que ocorre no nível 2, não é preciso…
7 de julho de 2010
Apologética

Padrão para a Pregação

Retenha, com fé e amor em Cristo Jesus, o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim. Quanto ao que lhe foi confiado, guarde-o por meio do Espírito Santo que habita em nós. (2 Timóteo 1.13-14) Paulo tinha estabelecido um “modelo da sã doutrina” para Timóteo seguir. Visto que esse padrão é autoritativo por proceder da inspiração do Espírito Santo, o que podemos dizer com respeito a ele também se aplica aos ensinamentos dos profetas e dos apóstolos, visto que eles também ensinaram por inspiração divina. A Bíblia fornece um padrão ou modelo de sã doutrina. Ela diz a todos os crentes e especialmente aos ministros parapregar a palavra. Por definição, a pregação da Escritura é distinta da própria Escritura. Portanto, pregar a mensagem da Bíblia não é o mesmo que citar a Bíblia, e pregar um sermão não é apenas ler a Bíblia para uma audiência. Um sermão não é um arranjo de citações da Escritura; antes, o pregador produz a mensagem sobre a base do que ele aprendeu da Escritura. A comunicação fiel do evangelho não consiste de uma repetição verbatim da Bíblia, pois se esse fosse o caso, mesmo conversações ordinárias sobre as coisas de Deus seriam eliminadas. A…
5 de julho de 2010
Apologética

A Natureza e Papel da Fé

Deus… nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos… (2 Timóteo 1.9) A doutrina que é Deus e somente Deus quem salva se estende à natureza e papel da fé na salvação. Os cristãos estão acostumados à ideia que somos “salvos pela fé”, mas nem sempre é claro para eles o que isso significa. Paulo coloca a fé em contraste com as obras em suas exposições sobre a salvação. Contudo, as ideias simples de fé e obras são apenas abreviações de visões mais completas sobre o assunto. O apóstolo se opõe à visão que diz “Eu salvo a mim mesmo por minhas obras”, mas ele não substitui isso por “Eu salvo a mim mesmo por minha fé”! Todavia, alguns cristãos falam e pregam como se essa fosse a doutrina apostólica, que não nos salvamos pelas obras, mas nos salvamos pela fé. Quando os cristãos esquecem que a salvação pela fé é posta como um contraste contra a salvação pelas obras, eles tendem a colocar o foco sobre a fé como tal como o caminho…
3 de julho de 2010
Apologética

Debate com Ateu (Apologética Pressuposicional)

A troca de mensagens a seguir começou quando Derek Sansone, um ateísta, me contatou e perguntou se eu estaria interessado num debate formal com ele. Declinei um debate formal, mas concedi-lhe tempo para trocarmos vários e-mails. No que segue, não cobri os detalhes da minha cosmovisão, nem da dele. De fato, não permiti que ele fizesse qualquer progresso. Há muitas formas de se engajar com um oponente, e muitas coisas sobre as quais você pode falar. Algumas vezes isso depende do que você está tentando fazer. Nessa ocasião, não tinha tempo nem desejo de me engajar completamente com ele, de forma que um objetivo era desarmá-lo sem gastar muito do meu tempo, e me livrar dele sem parecer estar com medo. Embora queira que você aprenda a partir desse debate, não sugiro que você deva imitar mecanicamente minha abordagem para com ele. Novamente, isso depende da situação e do que você está tentando fazer, e também dos métodos, argumentos e atitudes do seu oponente. Diferentemente dessa breve troca de mensagens, quando falando com seus amigos e parentes, você pode e na verdade deve entrar nos detalhes da sua cosmovisão e da deles, durante várias horas, dias e semanas.
31 de outubro de 2006