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Criação: o fracasso evangelical por P. Andrew Sandlin

Se você se pergunta por que tantos evangelicais estão se rendendo ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo ou a “atração” homossexual, “barrigas de aluguel”, “fluidez de gênero” e transgenerismo, parte da culpa está no DNA do próprio evangelicalismo. Os evangelicais defendem o evangelho bíblico, as boas novas de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dos mortos para que os pecadores pudessem ser salvos. Essa é a sua especialidade paradigmática e devemos agradecer a Deus de eles terem grande sucesso em promovê-la nos últimos dois séculos. A marginalização criacional Mas com essa especialização veio a marginalização de outras partes da Bíblia, a saber, a criação. Não é que os evangelicais neguem a criação. Eles frequentemente são os primeiros a defender a criação em seis dias de 24h e um dilúvio global. Todavia, eles tendem a não integrar a criação à sua cosmovisão. Pior: eles não entendem que a criação é o fundamento do evangelho. Isso é muito fácil de se provar, se você parar para pensar. O evangelho oferece a salvação dos pecados, mas o que é pecado? É uma violação da lei de Deus (1Jo 3.4). Mas como essa violação aconteceu? Ela aconteceu como resultado da…
6 de fevereiro de 2019
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Desigualdade Erótica por Peter Leithart

Não vamos confundir diferença com desigualdade É uma verdade reconhecida universalmente: 2 + 2 = 4. Qualquer 2 pode entrar no lugar de um dos dois 2 na equação e o resultado vai ser um mesmo. Um problema de adição representa uma igualdade absoluta, uma igualdade enquanto identidade. Fora dos confins rarefeitos da matemática, a igualdade nunca é tão simples. Dizer que 2 maçãs + 2 maçãs = 4 maçãs especifica uma igualdade somente com respeito ao número de maçãs. As primeiras duas maçãs podem ser verdes e da marca Granny Smiths e as outras duas, da Yellow Delicious. Quando você as soma, você tem quatro maças, mas o conjunto das quatro é dividido em dois por cor, variedade e sabor. Eu tenho duas maçãs maduras e você tem duas maçãs podres. Podemos dizer que o total é quatro, mas se precisarmos delas para alimentar quatro crianças famintas do jardim de infância, o fato de que temos quatro não vale nada. 2 + 2 ainda é igual a 4, mas quem liga? Você só tem duas que são úteis para a tarefa. Assim que você mete maçãs na matemática, a igualdade se torna uma característica limitada, qualificada e muitas vezes…
19 de outubro de 2018
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Como Fazer Apologética Pró-Vida por Scott Klusendorf

Este é um resumo do curso de Scott Klusendorf sobre Apologética Pró-Vida Avançada, lecionado na Biola University em 2010 (texto completo em inglês aqui, em que os argumentos são desenvolvidos com maior detalhe). Introdução: o apologista pró-vida tem quatro tarefas essenciais: 1) esclarecer a questão, 2) estabelecer um fundamento para o debate, 3) responder as objeções persuasivamente, 4) ensinar e equipar. TAREFA #1: ESCLARECER O DEBATE. Qual é a questão? A natureza do raciocínio moral e o status do nascituro. Alegações de preferência versus alegações morais Preferência (subjetivo): “sorvete de chocolate é melhor do que o de baunilha”. Moral (objetivo): “é errado torturar criancinhas por diversão”. Alegações de preferência são subjetivas. São sobre gostos pessoais. Alegações morais são objetivas. São sobre certo e errado independentemente dos meus gostos. Alegações morais frequentemente são confundidas com alegações de preferência: Exemplo (slogan): “Não gosta de abortos? Não faça!” Tente isso: “Não gosta de escravidão? Não tenha um escravo!” Qualquer um que fizer uma dessas afirmações não entendeu a natureza do raciocínio moral. A moralidade do aborto se resume a uma questão que antecede a todas as outras: Podemos matar o nascituro? Depende. O que é o nascituro? Recorrer à escolha, privacidade, confiar nas…
29 de agosto de 2018
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Propriedades das duas Cidades ― a Terrestre e a Celeste

  Dois amores fizeram as duas cidades: o amor de si até ao desprezo de Deus ― a terrestre; o amor de Deus até ao desprezo de si ― a celeste. Aquela glorifica-se em si própria ― esta no Senhor; aquela solicita dos homens a glória ― a maior glória desta consiste em ter Deus como testemunha da sua consciência; aquela na sua glória levanta a cabeça ― esta diz ao seu Deus:             Tu és minha glória, tu levantas a minha cabeça; aquela nos seus príncipes ou nações que subjuga, e dominada pela paixão de dominar ― nesta servem mutuamente na caridade: os chefes dirigindo, os súbditos obedecendo; aquela ama a sua própria força nos seus potentados ― esta diz ao seu Deus:             Amar-te-ei, Senhor, minha fortaleza; por isso, naquela, os sábios vivem como ao homem apraz ao procurarem os bens do corpo, ou da alma, ou dos dois: e os que puderam conhecer a Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe prestaram graças, mas perderam-se nos seus vãos pensamentos e obscureceram o seu coração insensato. Gabaram-se de serem sábios, (isto é, exaltando-se na sua sabedoria sob o império do orgulho) tornaram-se loucos ― e substituíram a…
15 de março de 2013
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Considerações sobre a Filosofia da Idéia Cosmonômica

O filósofo reformado Herman Dooyeweerd acaba de ser introduzido no mercado literário brasileiro, através da publicação, pela editora Hagnos, de sua obra In the twilight of the western thought, em português, intitulada: No crepúsculo do pensamento. Este será, para muitos leitores, o primeiro contato com a obra deste profícuo pensador. O presente ensaio visa apresentar duas características fundamentais do pensamento de Dooyeweerd, que auxiliarão o leitor a se aproximar de sua obra: diálogo e antítese. O objetivo não é tanto fornecer uma chave de leitura conceitual para o contato com a obra de Dooyeweerd, mas, de forma muito resumida, mostrar como estas duas características marcantes da construção de seu edifício teórico-filosófico devem incentivar e nortear nossa aproximação de seu pensamento. Nos daremos por satisfeitos se conseguirmos, por meio desta breve apresentação, apontar a relevância do pensamento de Dooyeweerd, para a construção de uma biocosmovisão biblicamente orientada, e promover a aproximação coerente de seu pensamento.
12 de julho de 2012
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Ideia de Origem e Crítica Teórica

Nota: O texto que se segue foi estimulado pela entrevista ao matemático John Lennox publicada pelo Estado de S. Paulo em Abril de 2009. O texto da entrevista pode ser lido na página do dito jornal. — O pensamento teórico e a formação histórica de uma cultura são necessariamente influenciados de forma considerável por ideias acerca da Origem da existência, da unidade e da diversidade das coisas. Uma cosmovisão e uma matriz de pensamento teórico se definem em termos da inclinação pessoal tácita ou explícita em relação ao conteúdo desse conjunto de ideias transcendentais. Sem pressupor qualquer resposta a essas questões, o pensamento teórico jamais é possível. Daí ser esse relacionamento algo de cunho transcendental: trata-se da condição de possibilidade para algo. Contudo, isso não quer dizer que todo pressuposto acerca da Origem lhe atribui transcendência de forma ativa. Por exemplo, o humanismo modernista e o humanismo pós-moderno querem sempre localizar o conteúdo das suas ideias transcendentais em coisas ou modalidades imanentes ao cosmos. Em suma: as ideias de Origem podem ser transencentes ou imanentes, mas seu caráter é sempre transcendental no sentido de possibilitar o pensamento teórico. Tudo isso pode ser resumido numa simples afirmação: qualquer teoria pressupõe uma…
25 de abril de 2012
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Contra o Seqüestro do Esporte Moderno

Nota do autor: Este texto foi encomendado pela recém-criada revista “Preço do Sistema” (Nov. 2009) e traz uma reflexão breve sobre as cosmovisões que direcionaram o desenvolvimento histórico do esporte olímpico e uma crítica à “estatização” do esporte associado como uma invasão da soberania de esfera. —– Todo mundo sabe que existe uma grande diferença entre as Olimpíadas modernas e a sua instituição “xará” da antigüidade clássica. O abismo entre uma coisa e outra não é somente quantitativo (por exemplo, há hoje um maior número de competidores e de esportes do que na Grécia antiga). Pelo contrário, as diferenças mais interessantes são de natureza qualitativa. Considere, como ilustração, o status relativamente independente do esporte nos nossos dias: será que as coisas sempre foram assim? A resposta deve ser negativa. É claro que houve um tempo em que certas áreas da vida, como o lazer, por exemplo, eram pouco diferenciadas daquilo que se considerava o “motor” cultural. No caso das Olimpíadas originais, é curioso notar como a prática da competição refletia um dos princípios-chave da civilização grega: os jogos eram parte de um festival religioso e público dedicado a Zeus. Ou seja, dependiam necessariamente do contexto à sua volta, e realizá-los…
24 de abril de 2012
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Um Ensaio Crítico sobre os Ídolos da Modernidade (Parte 1)

O artigo visa proporcionar uma análise crítica do processo de desenvolvimento histórico-cultural, com foco específico na Modernidade, a partir de um paradigma que transcenda o domínio dos paradigmas filosóficos, históricos e sociológicos vigentes. Dentro de uma perspectiva biblicamente orientada (teorreferente), o artigo pretende discernir esse desenvolvimento históricocultural muito mais à luz de seu estatuto religioso central do que à luz de qualquer outro fator, remontando às suas raízes religiosas e demonstrando a relação de determinação entre o eu fundamentalmente religioso das pessoas que participaram da dinâmica social moderna e os desdobramentos histórico-culturais ocorridos na Modernidade. Isso será feito através de um inventário crítico dos principais ídolos deste período presentes nas obras de alguns dos mais destacados representantes filosóficos da Modernidade.
2 de abril de 2012
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Herman Dooyeweerd: uma apresentação panorâmica

O pensamento reformacional de Herman Dooyeweerd ainda é relativamente desconhecido no Brasil. O presente artigo pretende remediar essa situação, contribuindo para torná-lo um pouco mais conhecido e despertar o interesse em futuros estudos sobre a Filosofia da Idéia Cosmonômica, como é comumente conhecido esse sistema teórico de pensamento. Contudo, esta apresentação panorâmica em hipótese alguma pretende dar conta do horizonte geral do pensamento dooyeweerdiano, visto ser esta uma tarefa de fôlego destinada a um trabalho de maior envergadura. A proposta aqui apresentada presta-se apenas a proporcionar um vislumbre geral da vida e do pensamento desse autor, do ambiente onde floresceu o seu pensamento, o neocalvinismo holandês ou calvinismo kuyperiano, e do que representou a sua obra, sobretudo para a fé reformada. As idéias e análises de Dooyeweerd sempre estiveram arraigadas numa biocosmovisão calvinista, sendo, por isso, contribuições profundas e inestimáveis para a academia cristã-reformada.
25 de fevereiro de 2012
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Reflexões Críticas sobre Weltanschauung

Neste artigo se busca, a partir de um fulcro reflexivo biblicamente orientado, uma aproximação crítica da filosofia cristã com a sociologia do conhecimento, sobretudo a de vertente interacionista, visando proporcionar um tratamento sistemático preliminar do processo formativo daquilo que se convencionou chamar de “cosmovisão”, seus elementos constitutivos e seu processo de compartilhamento. O artigo tem um perfil declaradamente críticotranscendental. Isso quer dizer que, desde o início da análise e problematização do tema proposto, pressupõe-se um ponto de partida que transcenda o domínio dos paradigmas filosófico-sociológicos vigentes que tendem a reduzir a interpretação dos elementos fundamentais da questão a fatores sócio-culturais.  
25 de fevereiro de 2012