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Gordon H. Clark e Carl F. H. Henry

Tanto Gordon H. Clark como Carl F. H. Henry parecem ser os herdeiros imediatos do legado da cosmovisão de James Orr. Como filósofo profissional, escrevendo a partir de um ponto de vista evangélico protestante, Gordon Clark (1902-86) foi, no auge de seus poderes, reconhecido como “talvez o deão daqueles filósofos americanos do século XX que têm procurando desenvolver uma Weltanschauung consistente com as Escrituras cristãs”. De fato, o título de um dos seus livros mais conhecidos – A Christian View of Men and Things – sugere uma continuidade com a obra de Orr. Na introdução Clark reconhece a popularidade que o volume do teólogo escocês teve anteriormente. Contudo, mais importante do que o título ou o reconhecimento é o fato que, como Orr antes dele, Clark identifica que o naturalismo apoderou-se da mente moderna como uma explicação completa da realidade. Se o cristianismo há de enfrentar esse desafio com sucesso, ele deve ser explicado e defendido em termos abrangentes também. Uma abordagem fragmentada e desconexa simplesmente não conseguirá fazer isso. Clark explica sua estratégia em linguagem que ecoa a abordagem exata de Orr. Portanto, o cristianismo tem, ou, alguém até poderia dizer, o cristianismo é uma visão abrangente de todas…
26 de dezembro de 2011
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O Problema do Um e os Muitos

A Natureza do Problema Um dos problemas mais básicos e contínuos da história do homem é a questão do um e os muitos e a sua relação. O fato que em anos recentes os homens têm evitado a discussão desse assunto não deixou de fazer suas pressuposições não declaradas com respeito ao mesmo determinante do seu pensamento. Grande parte da preocupação presente sobre as tendências desses tempos é literalmente gasta em esforço inútil porque aqueles que guiam as atividades não podem resolver, com as ferramentas filosóficas disponíveis a eles, o problema da autoridade. Isso está no cerne do problema da função apropriada do governo, o poder de tributar, de recrutar, de executar criminosos e travar uma guerra. A questão da autoridade é novamente básica para a educação, para a religião e a família. Onde a autoridade reside, na democracia ou em uma elite, na igreja ou em alguma instituição secular, em Deus ou na razão? As implicações do problema são religiosas, como será demonstrado, mas o fato que ele não é discutido permite uma equalização ignorante de várias religiões e diversas teologias. As diferenças entre cristianismo e ateísmo são básicas, assim como as diferenças entre budismo e cristianismo. A ortodoxia…
5 de novembro de 2010