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Van Til Sobre a Antítese

Este artigo foi publicado originalmente no Westminster Theological Journal 57 (1995), 81-102. Traduzido por: Gabriel Pereira de Carvalho Revisado por: Felipe Barnabé Duarte   Como procuramos fazer o melhor uso do pensamento de Cornelius Van Til em nosso próprio tempo, é especialmente importante que nos debrucemos sobre o seu conceito de antítese, a oposição diametral entre crença e descrença e, portanto, entre crença e qualquer compromisso de verdade revelada. O conceito de antítese é uma das maiores preocupações de Van Til, e é esse elemento em seu pensamento que lhe trouxe as críticas mais severas. No atual clima teológico pluralista, parece particularmente difícil traçar linhas suficientemente claras para apoiar o discurso vantiliano sobre antítese: linhas entre tradições denominacionais, entre liberais e conservadores, entre o cristianismo e outras religiões, entre crença e descrença. O universalismo é tomado como certo na teologia liberal contemporânea, e os pensadores cristãos conservadores, se não foram tão longe, tendem, no entanto, a minimizar as diferenças entre eles e os outros. É possível, até mesmo necessário, manter a ênfase de Van Til em nosso tempo e repudiar todas essas tendências de acomodação? Ou Van Til exagerou em seu argumento, inibindo desnecessariamente o ecumenismo bíblico? Ou a verdade…
8 de fevereiro de 2021
CosmovisõesFilosofia

Criação: o fracasso evangelical por P. Andrew Sandlin

Se você se pergunta por que tantos evangelicais estão se rendendo ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo ou a “atração” homossexual, “barrigas de aluguel”, “fluidez de gênero” e transgenerismo, parte da culpa está no DNA do próprio evangelicalismo. Os evangelicais defendem o evangelho bíblico, as boas novas de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dos mortos para que os pecadores pudessem ser salvos. Essa é a sua especialidade paradigmática e devemos agradecer a Deus de eles terem grande sucesso em promovê-la nos últimos dois séculos. A marginalização criacional Mas com essa especialização veio a marginalização de outras partes da Bíblia, a saber, a criação. Não é que os evangelicais neguem a criação. Eles frequentemente são os primeiros a defender a criação em seis dias de 24h e um dilúvio global. Todavia, eles tendem a não integrar a criação à sua cosmovisão. Pior: eles não entendem que a criação é o fundamento do evangelho. Isso é muito fácil de se provar, se você parar para pensar. O evangelho oferece a salvação dos pecados, mas o que é pecado? É uma violação da lei de Deus (1Jo 3.4). Mas como essa violação aconteceu? Ela aconteceu como resultado da…
6 de fevereiro de 2019
Filosofia

A Análise da Personalidade por Gordon H. Clark

Para definir fé, alguma análise da personalidade é necessária. Não importa o que digamos que seja fé, as distinções entre atividades conscientes são pressupostas. De acordo com uma opinião muito comum, a consciência consiste dessas partes: intelecto, volição e emoção. A fé pode ser colocada entre um deles, ou pode ser descrita como uma combinação de dois ou até mesmo de todos os três. De qualquer forma, é requerido algum esquema analítico. Agora, uma das muitas dificuldades nesse procedimento surge da necessidade de se expressar a verdade bíblica em terminologia não bíblica. Em si mesmo, o uso de terminologia não bíblica não pode ser legitimamente criticado. O termo Trindade não ocorre na Bíblia, mas todos os trinitarianos sustentam que as idéias e relacionamentos que o termo envolve são solidamente bíblicas. Similarmente, a palavra emoção não ocorre na Bíblia, pelo menos não na King James Version. Contudo, no uso de nova terminologia, uma pessoa deve se assegurar que os termos sejam definidos sem ambiguidade. Desafortunadamente, muitas discussões sobre fé falham em definir intelecto, vontade ou emoção. Aqueles que usam os termos parecem ter apenas uma ideia nebulosa do significado deles, e um pouco de questionamento socrático revelaria prontamente a falta de…
23 de novembro de 2018
Filosofia

Epistemologia do NT por Vern Poythress

Conhecer e temer a Deus são o cerne da sabedoria e da verdadeira vida, de acordo com o Antigo Testamento (Pv. 1:7). No Novo Testamento, a revelação de Deus chega ao foco e clímax em Jesus Cristo (Hb. 1:1-3). A revelação do Antigo Testamento, embora genuína, é apenas uma sombra e preparação para o seu clímax. Assim, o Novo Testamento pode fazer a afirmação impressionante que o verdadeiro conhecimento de Deus é encontrado somente por meio de Cristo (Mt. 11:25-27; João 14:6, 9-11; 8:19; 1Co. 1:30; Cl. 2:3). Todos os seres humanos inescapavelmente conhecem a Deus de certa forma, através da sua revelação nas coisas que ele criou (Atos 14:15-17; 17:24-29; Rm. 1:18-23). Mas “pela sua injustiça suprimem a verdade” (Rm. 1:18). O ser humano perverte o conhecimento de Deus em idolatria (Rm. 1:21-23). Eles estão em trevas (João 3:19-20). Eles se entregaram ao reino das trevas e a Satanás (Cl. 1:13), e Satanás os mantém cativos (cf. 2Tm. 2:26; 1 João 5:19). Satanás “cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co. 4:4). O homem, em seu estado caído, tem problemas extremos e insuperáveis em seu conhecimento. Além disso, seus problemas não são o resultado da mera inocência, como…
19 de maio de 2018