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Governo e Política

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Você é escravo do dinheiro e depois morre

Você é escravo do dinheiro e depois morre   Eugene McCarreher   O filme Rede de intrigas (1976), escrito por Paddy Chayefsky e dirigido por Sidney Lumet, é uma sátira brutal e visionária da televisão, prevendo desde o reality show até à extinção da linha que separa o comentarista do repórter, chegando mesmo à transformação do discurso político em entretenimento. O filme é mais lembrado por seu radialista Howard Beale (interpretado por Peter Finch), que incita sua audiência a ir até suas janelas e gritar: “Para mim já chega, eu não vou mais aceitar isso!”. Articulando raiva e frustração generalizada, Beale se torna "o profeta enfurecido das ondas de rádio" e sua estreia na televisão é um sucesso. Mas em uma de suas cenas, ele descobre um acordo de negócios inescrupuloso que havia sido encoberto pela gerência da rede. Seu diretor executivo, Arthur Jensen (Ned Beatty), decide então instruir Beale no caminho das pedras. Depois de levar o profeta à sala de diretoria, Jensen prega um sermão no momento mais malévolo e sinistro do filme: “Não há nações, não há povos. . . existe apenas um sistema holístico dos sistemas. . . um domínio multinacional entrelaçado, interativo e multivariado de…
14 de novembro de 2020
Governo e PolíticaTeologia

Opressão, Onisciência e Juízo por Gary North

"O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”. (Êxodo 22.21-24) O princípio teocêntrico aqui é o ofício de Deus como parente-redentor e, portanto, o vingador de sangue (o mesmo ofício). “Dize aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher fizer algum de todos os pecados humanos, transgredindo contra o SENHOR, tal alma culpada é. E confessará o seu pecado que cometeu; pela sua culpa, fará plena restituição, segundo a soma total, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e a dará àquele contra quem se fez culpado. Mas, se aquele homem não tiver resgatador, a quem se restitua a culpa, então a culpa que se restituir ao SENHOR será do sacerdote, além do carneiro da expiação pelo qual por ele se fará expiação”. (Nm 5.6-8) Na falta de um parente-redentor, Deus exerce o ofício. Deus protege os membros vulneráveis de Sua família pactual quando estes não tem ninguém em quem se…
6 de julho de 2018
Governo e Política

O Estado laico brasileiro e suas contradições

Debates envolvendo a suposta laicidade do Estado brasileiro são frequentes e escassas são as certezas relacionadas a ela. Opiniões sobre o assunto não faltam, mas sim uma base argumentativa que leve em conta tanto a definição e possibilidade de aplicação dessa laicidade, quanto o contexto histórico em que ela surge - uma vez que muitos consideram-na um princípio fundamental do Estado de direito e um sinal de que a sociedade tem evoluído. Somente texto   Texto e arte Download (PDF, 7.73MB)
8 de abril de 2015
Governo e Política

Os primeiros cristãos eram socialistas?

São três as passagens mais citadas por gente de esquerda sobre este ponto. Porém, cada uma delas tem sua explicação: 1 – Jesus expulsou a chicotadas os mercadores do Templo. Sim, mas é preciso ler corretamente os evangelhos: Mateus 21, Marcos 11, Lucas 19 e João 2. Não eram simples “mercadores”; eles comercializavam a religião. A cada festa da Páscoa, vendiam as pombas e animais para os sacrifícios no Templo. E os cambistas trocavam o dinheiro grego e romano dos peregrinos por moedas judaicas, as únicas autorizadas para as oferendas. O templo, “Casa de Oração”, e não de negócios, se encontrava tomado por todo esse ruído e desordem. Jesus nada tinha contra o trabalho e o comércio: ele e sua família eram carpinteiros; boa parte de seus discípulos eram pescadores; e suas maiores lições sobre o Reino de Deus são as “parábolas agrícolas”, com vinhas e propriedades, senhores e trabalhadores: nada tinham contra o capitalismo nem a favor do socialismo. O comércio com o sagrado é algo distinto; por isso aquele ato foi o equivalente a hoje expulsar a chicotadas esses pastores que enriquecem com dízimos e ofertas, “promessas” e “pactos”. 2 – E o “jovem rico”? Leia com atenção…
8 de abril de 2015
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Política e Escapismo

O pecado do escapismo é uma realidade, e mesmo os melhores dos santos têm sido tentados neste pecado. No Salmo 11, Davi foi tentado a fugir como um pássaro para uma montanha pois os fundamentos da sua cultura estavam sendo destruídos. De fato, naquele capítulo ele está descrevendo vários problemas que estamos experimentando atualmente na América. Mas ele resistiu à tentação de escapar, e resistiu pela fé. Ele recusou escapar das suas responsabilidades. Nossa cidadania está somente no céu. Uma forma de escapismo é encontrada na declaração “nossa cidadania está no céu e devemos tirar as pessoas da terra”. Mas Paulo não encontrou nenhuma contradição em reivindicar uma cidadania celestial em Filipenses 3.20 e ao mesmo tempo reivindicar e usar sua cidadania romana em Atos 16.37-39 e em 22.22-29. Nossa cidadania celestial (se corretamente entendida) impactará profundamente nossa cidadania terrena. Ela traz em perspectiva aquela frase maravilhosa, “Uma nação sob Deus”. O reino de Deus não é deste mundo. Outra forma de escapismo pode ser encontrada na declaração, “O reino de Deus não é deste mundo”. Novamente, essa é uma declaração verdadeira se enterdemos pela palavra “de” que o reino de Deus não é derivado deste mundo. Ele é derivado…
20 de janeiro de 2012
Governo e Política

Cristianismo: Mãe da Liberdade Política

“A liberdade não tem subsistido fora do cristianismo.” Lord Acton   A força política mais libertadora na história da humanidade tem sido o cristianismo (Jo 8.36). O cristianismo ramificou-se do tronco da religião hebraica piedosa do Antigo Testamento, e a antiga nação hebraica (antes da era dos reis ) foi sem dúvida a sociedade mais libertária na história da humanidade. O cristianismo herdou da fé veterotestamentária a crença inabalável no Deus soberano e transcendente, que está acima de todos e julga toda a humanidade, incluindo seus sistemas de governo civil. A ordem política nunca é suprema. 1. O Mundo Antigo O cristianismo destruiu a unidade do antigo mundo pagão. A fonte dessa unidade era o Estado, geralmente identificado com a própria sociedade, no topo do qual estava um grande líder político, um rei ou imperador, que pensava ser um deus ou semelhante a deus. A unidade do antigo mundo pagão consistia na divinização da ordem temporal na forma do Estado. Mas o cristianismo reconhecia “outro rei” (At 17.7). Embora não por meios anarquistas, os primeiros cristãos reconheciam que nenhuma autoridade terrena, especialmente autoridade política, poderia ser suprema, pois somente a autoridade de Deus é suprema. Ao esclarecer a cristologia (a…
6 de janeiro de 2012
Governo e Política

Governo Eclesiástico e Governo Civil

A Bíblia se opõe ao centralismo, quer político (Nações Unidas) ou religioso (Concílio Mundial das Igrejas). A torre de Babel foi julgada e Deus dispersou aqueles que estavam envolvidos em seu projeto, por causa da corrupção potencial que é inerente ao centralismo religioso ou político. “A torre de Babel (Gênesis 11) era uma estrutura arquitetural pagã representativa. Era provavelmente algo como o zigurate babilônico, uma torre feita de círculos concêntricos que lembravam uma escada para o céu, não importando a direção a partir da qual era observada. Aqui está a teologia de Satanás oferecida a Adão: o caminho autônomo do homem para o céu. A torre era um elo entre o céu e a terra, mas um que os homens construíram, e não Deus. O pináculo da torre representava o assento de poder, o elo entre os homens evoluídos e os deuses” (Gary North, Unconditional Surrender, p. 143).
5 de janeiro de 2012
Governo e Política

Um Padrão Bíblico para a Lei Civil

CREMOS A expressão mais excelente sobre a teologia da palavra inspirada de Deus – seu “padrão de sãs palavras” – pode ser encontrada na expressão sistemática e magistral da teologia reformada conhecida como a “Confissão de Fé de Westminster”. Este ano marca o 350º aniversário da convocação, por parte do Parlamento Inglês, de 121 teólogos piedosos de todo o reino (e mais tarde, oito comissários da Escócia) para a Assembleia de Westminster. Na Confissão de Fé que eles produziram ao longo de vinte e seis meses, lemos essa declaração sobre a questão específica do uso moderno das leis civis da dispensação do Antigo Testamento (ou Mosaica): “A esse mesmo povo , considerado como um corpo político, Deus deu leis civis que terminaram com aquela nacionalidade, e que agora não obrigam além do que exige a sua equidade geral” (19.4). Essa afirmação “teonomista” dos nossos antepassados reformados e puritanos é vista amplamente como um embaraço nos círculos teológicos contemporâneos. Nossa cultura considera repugnante pensar que as leis civis do Antigo Testamento expressam absolutos morais sobre os quais Deus não mudou de opinião. E muitos teólogos e pastores também veem essas leis civis do Antigo Testamento como estranhas e impraticáveis, sendo assim…
21 de abril de 2011
Governo e Política

Porque creio na separação da Igreja e do Estado

Deus estabeleceu três instituições básicas na Escritura: a família, a igreja e o Estado. Para cada uma dessas instituições Deus deu responsabilidades. Em alguns casos as responsabilidades se sobrepõem, mas na maioria os papéis dados por Deus para as três instituições estão claramente separados. Quando essas instituições funcionam dentro dos parâmetros que Deus revelou na Escritura, há grande alegria para a maioria das pessoas. Não haverá nenhuma tentativa aqui de desenvolver uma teologia sistemática para essas instituições, mas é necessário catalogar as várias responsabilidades de cada uma delas a fim de ilustrar como Deus regulamenta a cultura. O mandato de domínio foi dado à família. A família como uma unidade deve se multiplicar, ser frutífera e subjulgar a terra e tudo o que nela há (Gn 1.27-31). O marido e a esposa devem deixar os seus pais e se unirem um ao outro (Gn 2.23-25). O marido deve sustentar a sua família (1Tm 5.8). A família é a instituição com a responsabilidade de ensinar os filhos (Dt 6.6-9). Em Atos 6.1-7, a igreja recebeu a responsabilidade de administrar os sacramentos e cuidar do governo eclesiástico, entre outras coisas. Em Atos 14 e Apocalipse 2, a igreja recebeu a ordem de…
19 de abril de 2011