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História da Igreja

História da Igreja

Por que a Arca da Aliança Nunca Será Encontrada por Michael S. Heiser

Eu ainda posso lembrar a emoção de ver Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida nos cinemas. Já no ensino médio, eu já tinha sido infectado com o “vírus da arqueologia”. Esse filme levou os meus interesses a um nível inteiramente novo. Seguindo o caminho da Providência, eu segui o caminho de Indiana Jones, ao menos academicamente. Eu ainda estou fascinado pela arca, mas eu não acredito mais que ela está perdida e precisa ser descoberta. E a culpa é de Jeremias. A ideia de que a arca da aliança sobreviveu à invasão de Nabucodonosor a Judá se baseia na ausência de qualquer referência explícita à arca dentre os utensílios de ouro levados para a Babilônia (2Cr 36.5-8). Da mesma forma, a lista de itens levados de volta para Judá depois do fim do exílio não menciona a arca (Ed 1.5-11). A explicação mais simples é que a arca estava dentre os “utensílios de ouro no templo do Senhor” que Nabucodonosor deixou em pedaços (2Rs 24.13). Ninguém pagaria para ver um filme assim. Desde tempos antigos até os dias de hoje, as pessoas têm resistido à ideia de que Deus permitira Nabucodonosor destruir o objeto mais sagrado de Israel. Testemunhando…
2 de novembro de 2018
História da IgrejaIgreja

Como a Igreja Católica se tornou Romana por Chris Castaldo

“ edificarei a minha igreja”, declarou Jesus (Mateus 16.18). E que magnífico e agonizante processo foi esse, que vem se desenvolvendo por dois milênios. É essencial para essa obra a formação de pedras vivas: homens e mulheres libertos das presas do pecado, cujas vidas agora testificam da graça evangélica. Mas como Cristo constrói a sua igreja? Uma resposta é proposta dentro da cúpula da Basílica de S. Pedro em Roma, em letras de um metro e oitenta, onde a promessa de Cristo está escrita em latim: “E tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja …” Iluminadas pelas janelas circundantes, essas palavras parecem uma coroa em cima da cripta do próprio apóstolo, que está escondido bem abaixo do altar principal, um lembrete da autoridade dada ao herdeiro de Pedro que se assenta sobre o trono papal. Martinho Lutero não foi o primeiro a questionar a autoridade papal, mas o seu argumento foi especialmente incisivo. Quando as ideias de Lutero começaram a se solidificar em 1520, ele articulou as suas preocupações numa obra seminal: À Nobreza Cristã da Nação Alemã. Esse tratado foi ocasionado pelos ataques provindos do teólogo do papa, Silvestre Prierias, que afirmou o absolutismo papal…
29 de junho de 2018
História da Igreja

O Custo do seu Discipulado – Dietrich Bonhoeffer (1906–45) por Stephen Nichols

Em 20 de Julho de 1944, o plano Valquíria para assassinar Hitler fracassou. No dia seguinte, Dietrich Bonhoeffer escreveu uma carta a Eberhard Bethge, seu ex-aluno e futuro biógrafo. Bonhoeffer estava na prisão desde 5 de abril de 1943. Na esteira do fracasso do plano Valquíria, Hitler liderou uma repressão ao movimento de resistência. Centenas foram imediatamente presos; muitos no movimento já detidos foram transferidos para prisões de maior segurança. Muitos foram colocados em uma rota rápida para sua execução. Bonhoeffer era um deles. Mas em 21 de Julho de 1944, Bonhoeffer escreveu sobre uma conversa que teve na América em 1930. Ele estava nos Estados Unidos para aprender sobre desenvolvimentos teológicos. Ele passaria o ano no patentemente liberal Union Theological Seminary em Nova York. Ele achou isso ruim. "Sem teologia aqui", relatou ele de volta à Alemanha. Mas ele encontrou queridos amigos e encontrou uma aventura em uma viagem de Nova York para a Cidade do México. Em algum lugar ao longo do caminho, enquanto eles acampavam em tendas e se sentavam ao redor de uma fogueira, eles se perguntavam o que queriam fazer com suas vidas. Um deles, um francês chamado Lasserre, disse que queria ser um santo. Bonhoeffer continua a história em sua carta a Bethge no dia seguinte ao…
18 de maio de 2018
Artigos de Fé

Uma Comparação das Confissões de Westminster com as Confissões Reformadas (Rev. Herman Hanko)

Conteúdo Origens Caráter da Assembléia de Westminster Foco da Comparação Escritura O Pacto das Obras O Decreto Eterno Extensão da Expiação A 'Oferta' Conclusão   Quanto o assunto deste ensaio me foi designado, ele era algo diferente do título que aparece acima. O comitê sugeriiu que eu escrevesse sobre as diferenças entre a Confissão de Westminster e as Três Fromas de Unidade com o objetivo de responder a questão: “As Confissões de Westminster se adequam ao padrão de uma Confissão Reformada?” Nós não trataremos com esta questão, mas assumiremos que uma resposta afirmativa deve ser-lhe dada, se por nenhuma outra razão além desta são credos com suas origens teológicas na Reforma de Calvino. Isto, contudo, não impede uma comparação destas Confissões como nossas Três Formas de Unidade. As Confissões de Westminster foram formuladas dentro da tradição Presbiteriana como desenvolvida nas Ilhas Inglesas. Neste respeito, elas diferiram da tradição da teologia continental que produziu confissões tais como o Catecismo de Heidelberg, a Confessio Belgica , a Confessio Gallicana e os Cânones de Dort. O que é uma tradição Presbiteriana? Como ela afetou as Confissões de Westminster? Como esta tradição colocou seu selo exclusivo sobre os credos que foram publicados depois dela,…
2 de abril de 2018
Artigos de Fé

A Relevância dos Credos e Confissões (Heber Carlos de Campos)

Por que um artigo dessa natureza? Se o leitor for a uma livraria procurar algo a respeito do assunto em nossa língua, provavelmente não irá encontrar muita coisa. É incomum achar essa matéria na literatura evangélica, mesmo em inglês. Essa é, em parte, a razão deste artigo. Contudo, não é a única, como se poderá observar no decorrer destas notas. Em tempos de tanta confusão teológica por que passa a igreja cristã neste final do século XX, não é aconselhável professar o cristianismo sem afirmar com clareza aquilo em que se crê. A igreja de Cristo sempre foi uma igreja confessante, porque a genuinidade da nossa fé tem que ser evidenciada naquilo em que cremos e confessamos. Temos que ter a ousadia de afirmar clara e abertamente e, de preferência, de forma escrita, as coisas em que cremos. Reconheço que vivemos numa era que rejeita a noção credal ou confessional, mas esta posição tem que ser repensada. Tantas são as heresias e as tentativas de assalto à fé genuína que tornam-se necessárias a formulação e a confissão daquilo em que cremos, para que a igreja, na sua inteireza, não venha a ficar perdida, lançada de um lado para outro por…
2 de abril de 2018
BiografiasHistória da Igreja

Carl F. H. Henry

Carl Ferdinand Howard Henry nasceu em 22 de janeiro de 1913, na cidade de Nova York, filho de pais imigrantes da Alemanha. Ele faleceu em 7 de dezembro de 2003, em Watertown, Wisconsin, com Helga, sua amada esposa de 63 anos, a seu lado. No intervalo de 90 anos entre esses dois acontecimentos, Henry deixou uma grande e profunda marca no cenário cristão dos EUA e do movimento evangélico mundial. Junto com seu colega de classe do Wheaton College, Billy Graham, e o ilustre pastor de Boston, Harold John Ockenga, Henry, na prática, inventou o que mais tarde se tornou conhecido como evangelicalismo. A permanente validade da teologia de Henry tem raízes na esperança encontrada no cerne da fé cristã autêntica. Ele sabia que, a despeito das tempestades externas e dos medos internos, todas as realidades permanecem firmes. As promessas de Deus não foram anuladas, e a vida transformada pela dinâmica do evangelho de Cristo continua poderosa como sempre. Além de todas as suas realizações, duas coisas acerca de Carl Henry se sobressaem na minha mente. Uma delas foi a última visita a Beeson Divinity School , quando falou na capela sobre a conversão a Cristo. Ele nunca se esqueceu…
15 de fevereiro de 2014
História da Igreja

10 Marcas Distintivas da Pregação de João Calvino

No livro João Calvino: amor à devoção, doutrina e glória de Deus (Editora Fiel), editado por Burk Parsons, há um capítulo intitulado O Pregador da Palavra de Deus, escrito por Steven Lawson. Aqui está um resumo desse capítulo, delineando o que Steven Lawson sugere ser as dez marcas distintivas da pregação de Calvino.  1. A pregação de Calvino era bíblica em seu conteúdo. “O reformador se manteve firme no principal fundamento da Reforma — sola Scriptura (somente a Escritura)… Calvino acreditava que o pregador não tinha nada a dizer além das Escrituras.” (pp. 96-97) 2. A pregação de Calvino seguia um padrão sequencial. “Durante o ministério de Calvino, o seu procedimento era pregar sistematicamente sobre livros inteiros da Bíblia… Na manhã dos domingos, Calvino pregava o Novo Testamento; à tarde, o Novo Testamento e os Salmos; e, em semanas alternadas, pregava o Antigo Testamento todas as manhãs da semana. Servindo-se desse método consecutivo, Calvino pregou quase todos os livros da Bíblia.” (pp. 97-98) 3. A pregação de Calvino era direta em sua mensagem. “Quando expunha as Escrituras, Calvino era notoriamente direto e centrado no ensino principal. Ele não iniciava sua mensagem com uma história cativante, uma citação estimulante ou uma…
16 de agosto de 2013
História da Igreja

Calvino publica as Institutas

"Cada folha de grama e cada cor no mundo foram criadas com o objetivo de nos alegrar", escreveu um homem acusado, muitas vezes, de promover um cristianismo sem alegria. Aqueles que o conheciam bem respeitavam sua piedade e não teriam ficado surpresos com essas palavras que foram escritas de próprio punho. Certamente, João Calvino era bastante disciplinado e, após tomar uma decisão, permanecia firme naquela direção. Seus estudos na área de Direito desenvolveram seu talento para o pensamento lógico, o que ele transpôs para seus estudos na área de Teologia. Em uma "breve conversa" ocorrida em algum momento do ano 1533, "Deus me conquistou e levou meu coração à mansidão", disse Calvino. Aparentemente, ele teve contato com os textos de Lutero. Calvino rompeu com o catolicismo, saiu de sua terra natal, a França, e estabeleceu seu exílio na Suíça. Em 1536, aos 27 anos, Calvino publicou a primeira edição das Institutas da religião cristã, uma teologia sistemática que claramente defendia os ensinamentos da Reforma. Impressionado com os escritos de Calvino, Cuilherme Farei, reformador genebrino, persuadiu-o a vir e a ajudar na implantação da Reforma naquele país. Ali, Calvino assumiu pesada carga de trabalho. Pastoreou a igreja de St. Pierre e…
10 de julho de 2013
História da IgrejaOs Puritanos

O Pacto do Mayflower

21 de novembro de 1620 Em nome de Deus, amém. Nós, cujos nomes vão transcritos avaixo, súditos leais de nosso augusto soberano e senhor, o Rei Jaime, pela graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, defensor da fé, etc. Tendo empreendido, para a glória de Deus e incremento da fé cristã, e em honra de nosso rei e do país, uma viagem a fim de fundar a primeira colônia nas regiões do Norte da Virgínia, tornamos presente solene e mutuamente na presença de Deus, a nossa intenção de tudo ajustar e combinar em boa união, irmanados numa corporação civil política, para nossa melhor organização e preservação e progresso dos fins já mencionados; e em virtude de que serão estipuladas, constituidas e fixadas leis justas e imparciais, estatutos, atos e funções, de tempos em tempos, assim como pensamos ser mais desejável e conveniente para o bem geral da Colônia, dentro do que prometemos toda a submissão e obediência. Em vista disso, nós, testemunhas do fato, subscrevems-nos em Cape Cod a 11 de novembro, no décimo oitavo ano do reinado de nosso soberano e senhor, Rei Jaime,, da Inglaterra, França e Irlanda, e no quinquagésimo quarto de reinado na Escócia.…
16 de fevereiro de 2012
História da IgrejaOs Puritanos

Origem da Confissão e Catecismos de Westminster

A maioria das confissões das igrejas reformadas e luteranas foi composta por autores individuais, ou por um pequeno grupo de teólogos a quem coube a tarefa de delinear um padrão de doutrina. E assim, Lutero e Melancthon foram os principais autores da Confissão Augsburg, o padrão de fé e laço comum de união das igrejas luteranas. A Segunda Confissão Helvética foi composta por Bullinger, a quem a obra foi confiada por um grupo de teólogos suíços; e o celebrado Catecismo Heidelberg foi composto por Ursino e Oleviano, os quais foram designados para isso por Frederico III, Príncipe Coroado do Palatinado. A Antiga Confissão Escocesa, que foi o padrão da Igreja Presbiteriana da Escócia por quase um século antes da adoção da Confissão Westminster, foi composta por um comitê de seis teólogos, sob cuja liderança estava John Knox, designado pelo Parlamento Escocês. Os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra e da Igreja Episcopal da América foram preparados pelos bispos daquela Igreja em 1562, como resultado da revisão de “Os Quarenta e Dois Artigos de Eduardo VI”, os quais foram delineados pelo Arcebispo Crammer e o Bispo Ridley, em 1551. Os Cânones do Sínodo de Dort, de grande autoridade entre…
19 de janeiro de 2012