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História da Igreja

História da IgrejaOs Puritanos

Os Puritanos: 1600-1699

Richard Baxter, John Owen, Blaise Pascal, John Bunyan, e A Assembléia de Westminster   1603 Armínio defende que a predestinação é baseada no presciência. 1603 Tiago I torna-se Rei. 1604 Os puritanos encontram Tiago I em Hampton Court. Suas esperanças são frustradas. 1609 Morre Tiago Armínio. 1610 Nasce Irmão Lourenço. 1610 Os Arminianos publicam o Remonstrance (Protesto), contendo 5 artigos. 1611 Publicada a Versão King James, a tradução inglesa mais influente da Bíblia. 1615 Nasce o puritano Richard Baxter, autor de The Reformed Pastor. Publicado no Brasil com o título O Pastor Aprovado, pois Baxter utilizou o termo reformed (reformado) no sentido de um pastor renovado em suas práticas. 1616 Nasce o puritano John Owen, chamado o Calvino da Inglaterra. 1618 Publicado O Livro dos Esportes. Ele contradiz a visão puritana sobre o Dia do Senhor, mas os puritanos são forçados a lê-lo. 1618-1619 O Sínodo de Dort é convocado na Holanda para responder aos arminianos. A resposta forma os 5 pontos do Calvinismo. 1620 Os puritanos fundam a colônia de Plymouth, Massachusetts. 1623 Nasce Blaise Pascal. 1623 Nasce Francis Turretin. 1625 Carlos I torna-se Rei. Ele também é contra os puritanos. 1628 William Laud torna-se Bispo de Londres e intensifica…
14 de janeiro de 2012
BiografiasHistória da Igreja

Biografia: Rev. Philip Sheeder Landes

Missionário em Mato Grosso e professor do Seminário de Campinas Philip Landes nasceu em Botucatu, Estado de São Paulo, no dia 22 de junho de 1883. Foi o segundo dos dez filhos do Rev. George Anderson Landes e D. Rebecca Margaret N. Sheeder Landes. No dia do seu nascimento, estava hospedada em sua casa a Sra. Alexandrina Teixeira da Silva Braga, da qual recebeu os primeiros cuidados. Era esposa do candidato ao ministério João Ribeiro de Carvalho Braga e mãe do futuro Rev. Erasmo Braga, então com seis anos. Os pais do recém-nascido haviam chegado ao Brasil menos de dois anos antes, em agosto de 1881, indo fundar o trabalho presbiteriano em Botucatu, situada no extremo oeste do estado, na fronteira das terras habitadas pelos indígenas. Em novembro de 1885, a família Landes se transferiu para Curitiba, onde o futuro missionário viveu sua infância. Às vezes acompanhava o pai em suas viagens evangelísticas. Estudou até 1896 na Escola Americana, dirigida pelas professoras Mary P. Dascomb e Elmira Kuhl. No ano seguinte, deu continuidade aos estudos no Mackenzie College, em São Paulo. Em 1898, a família seguiu em gozo de férias para os Estados Unidos, onde o filho continuaria os estudos…
10 de janeiro de 2012
História da Igreja

O Uso e Abuso da História da Igreja

  A história da Igreja Cristã, se corretamente considerada e usada, pode ser uma grande fonte de força, sabedoria e estabilidade para o cristão sério. Por outro lado, a história da Igreja, quando considerada erroneamente e usada de maneira equivocada, pode ser uma pedra de tropeço, uma ocasião de fraqueza e estagnação. Há três atitudes para com a história passada da Igreja que são erradas e que podem somente impedir a força verdadeira e o progresso no testemunho da Verdade. Essas três atitudes são: Romantizando o passado; Absolutizando o passado; e Desdenhando o passado. Consideremos cada uma delas. 1. Romantizando o Passado Romantizar o passado significa dar-lhe, em nosso pensamento, uma qualidade ideal ou perfeita que de fato ele não possui. Frequentemente isso envolve o anacronismo de ler o presente no passado, em vez de ver o passado e interpretá-lo como aquilo que ele realmente foi. Dois exemplos dessa tendência vêm à mente. O primeiro consiste em romantizar a antiga Igreja Britânica ou Céltica — os primeiros séculos do cristianismo na Inglaterra e Irlanda — antes da invasão Anglo-Saxã da Inglaterra e antes do domínio do romanismo. Que a Antiga Igreja Britânica ou Cética era naqueles tempos tão pura quanto…
3 de janeiro de 2012
História da Igreja

A História do Anabatismo

A Reforma do século 16 foi uma obra poderosa de Deus pela qual a igreja de Cristo foi preservada por meio de uma reforma eclesiástica. Para o estudante de história, nunca deixa de ser um espanto como Deus produziu essa reforma e a manteve num curso constantemente bíblico. Não somente os Reformadores eram gigantes da teologia que combateram com sucesso os erros de Roma em questões de doutrina, adoração, governo eclesiástico e vida cristã, mas eles também tiveram sucesso em afastar a igreja dos movimentos radicais que ameaçaram a Reforma quase desde o princípio. Esses movimentos radicais se uniram à Reforma e pareciam a princípio ter um papel importante na batalha contra o erro romanista. Mas eles tinham a intenção de liderar o Protestantismo numa direção totalmente contrária à Escritura. Teria sido fácil e muitas vezes tentador aos Reformadores incorporar tais movimentos radicais dentro do Protestantismo bíblico. Rejeitá-los dividiu tristemente as igrejas da Reforma e abriu os Reformadores à acusação de que ao abandonar a autoridade do papa, eles estavam rasgando aos pedaços a unidade da igreja de Cristo. E assim, frequentemente esses movimentos radicais pareciam estar defendendo apenas coisas corretas. Todavia, é parte da maravilha da obra de Deus…
31 de dezembro de 2011
História da Igreja

Anabatismo, o movimento mais radical e mais perseguido da Reforma Protestante

Por que o movimento anabatista atraiu tão grande oposição, tanto por parte dos católicos como dos protestantes? Os anabatistas originais não revolucionários O anabatismo foi um movimento religioso protestante radical do período da Reforma Protestante do século XVI na Europa, caracterizado pela discordância das reformas realizadas por Lutero e Zuínglio. Ele pode ser considerado protestante, mas não reformado. Essencialmente, os anabatistas protestaram contra as reformas que não realizavam aprofundamentos e mudanças como idealizavam. Tal movimento, então, opôs-se a católicos e reformadores. Ele basicamente reivindicava separação entre Igreja e Estado, a não aceitação do batismo infantil e pregava o próprio afastamento e isolamento da sociedade de modo pacífico. Esses elementos combinados causaram uma das maiores perturbações na Europa do século XVI. A época da Reforma foi um período de grandes incertezas e agitações sociais. Desafiar radicalmente toda a estrutura social de uma vez só era como colocar a ordem social política e religiosa de cabeça para baixo. E as ideias políticas dos anabatistas causavam terror em todos, do povo (católicos e protestantes) aos reis. Não por acaso foi o movimento mais perseguido do período da Reforma. Os anabatistas foram acusados de heresia e subversão. O primeiro crime era de ordem religiosa,…
26 de dezembro de 2011
BiografiasHistória da Igreja

A Teologia de João Calvino

As concepções teológicas do reformador João Calvino (1509-1564) estão contidas na sua vasta obra, especialmente em seu opus magnum, a Instituição da Religião Cristã ou Institutas. 1. AS INSTITUTAS No prefácio da 1ª Edição das Institutas (1536), Calvino afirmou o seguinte: Pretendi apenas fornecer algum ensino elementar através do qual qualquer pessoa que tenha sido tocada por um interesse na religião pudesse ser educada na verdadeira piedade. E fui especialmente diligente nessa obra por causa do nosso próprio povo da França. Vi muitos deles com fome e sede de Cristo, mas muito poucos imbuídos com até mesmo um pequeno conhecimento dele. Que é isto que propus, o próprio livro testifica através de sua forma de ensino simples e até mesmo rudimentar. Essa primeira edição tinha apenas seis capítulos, que tratavam dos seguintes temas: (1) A lei: exposição do Decálogo; (2) A fé: exposição do Credo dos Apóstolos; (3) A oração: exposição da Oração Dominical; (4) Os sacramentos; (5) Os cinco falsos sacramentos; (6) A liberdade cristã, o poder eclesiástico e a administração política. Na 2ª edição das Institutas (1539), o reformador passou a ter outro objetivo em mente: Minha intenção nesta obra foi preparar e treinar de tal modo na leitura da Palavra Divina os aspirantes à teologia…
13 de novembro de 2011
BiografiasHistória da Igreja

João Calvino: Síntese Biográfica

1509: João Calvino nasceu em Noyon, nordeste da França, no dia 10 de julho. Seu pai, Gérard Cauvin, era advogado dos religiosos e secretário do bispo local. Sua mãe, Jeanne Lefranc, faleceu quando ele tinha cinco ou seis anos de idade. Por alguns anos, o menino conviveu e estudou com os filhos das famílias aristocráticas locais. Aos 12 anos, recebeu um benefício eclesiástico, cuja renda serviu-lhe como bolsa de estudos. 1523: Calvino foi residir em Paris, onde estudou latim e humanidades no Collège de la Marche e teologia no Collège de Montaigu. Em 1528, iniciou seus estudos jurídicos, primeiro em Orléans e depois em Bourges, onde também estudou grego com o erudito luterano Melchior Wolmar. Com a morte do pai em 1531, retornou a Paris e dedicou-se ao seu interesse predileto – a literatura clássica. No ano seguinte, publicou um comentário sobre o tratado de Lúcio Enéias Sêneca De Clementia. 1533: converteu-se à fé evangélica, provavelmente sob a influência do seu primo Robert Olivétan. No final desse ano, teve de fugir de Paris sob acusação de ser o co-autor de um discurso simpático aos protestantes, proferido por Nicholas Cop, o novo reitor da universidade. Refugiou-se na casa de um amigo…
30 de dezembro de 2010
BiografiasHistória da Igreja

William Hendriksen: Gigante do Novo Testamento

Uma palavra comemorativa sobre William Hendriksen com o objetivo de prestar reconhecimento aos seus prodigiosos escritos e profundo compromisso cristão é uma resposta natural de um editor agradecido. É especialmente apropriado, no entanto, que estes comentários apareceram numa edição de Mais do que Vencedores. O editor Herman Baker apresentou ao autor a primeira edição de Mais do que Vencedores em julho de 1939. O livro tem estado à venda desde então e encontra-se agora em sua 25ª edição. Sua longa vida faz paralelo à prolífera carreira de escritor de William Hendriksen. Quarenta e dois anos mais tarde, William Hendriksen, com 81 anos de idade, escrevia ainda tão intensa e produtivamente como sempre — até pouco antes de sua morte em janeiro de 1982. Ele estava progredindo bem com sua próxima obra, um comentário sobre 1 Coríntios, havendo já concluído a introdução e o primeiro capítulo. A vibração das palavras “Mais do que Vencedores” refletia a firme posse, por parte de William Hendriksen, de uma fé bíblica triunfante. A versão plena da vitória do apóstolo grita em Romanos 8 — “...somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou” — fazendo eco aos esforços tenazes de William Hendriksen para…
28 de dezembro de 2010