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História da Igreja

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A Obra Literária de Calvino

Um dos maiores legados de João Calvino ao movimento reformado e ao mundo foi a sua extraordinária produção literária. As obras do reformador de Genebra impressionam não somente pelo seu volume, mas por sua qualidade e erudição, notadamente nos campos da Teologia e da Interpretação Bíblica. A totalidade dos escritos de Calvino preenche nada menos que 59 grossos volumes da coleção conhecida como Corpus Reformatorum. Os frutos dessa reflexão encontram-se em seis categorias de escritos. (a) As Institutas: Calvino produziu ao todo oito edições de sua obra magna em latim e cinco traduções para o francês. A 1ª edição (1536) tinha apenas seis capítulos e a última (1559) totalizou oitenta. Essa edição equivale em tamanho ao Antigo Testamento somado aos evangelhos sinóticos e segue o padrão geral do Credo dos Apóstolos, tendo como objetivo ser um guia para o estudo das Escrituras. É composta de quatro livros: I – O conhecimento de Deus, o Criador; II – O Conhecimento de Deus, o Redentor; III – A maneira como recebemos a graça de Cristo; IV – Os meios externos pelos quais Deus nos convida para a sociedade de Cristo. (b) Comentários bíblicos: os comentários de Calvino são um importante complemento das…
30 de março de 2010
História da Igreja

João Calvino: o Reformador Suíço

Introdução Quando Karl Barth estava preparando uma série de palestras sobre João Calvino, ele escreveu a um amigo: Calvino é uma catarata… falta-me completamente os recursos, as ventosas, até mesmo para assimilar esse fenômeno, isso para não falar sobre a sua apresentação satisfatória. O que recebo é apenas um pequeno e tênue jorro e o que posso dar em retorno, então, é apenas uma porção ainda menor desse pequeno jorro. Eu poderia feliz e proveitosamente assentar-me e passar o resto de minha vida somente com Calvino. Impossível alguém questionar a asserção de que João Calvino é o maior reformador de todos os tempos. Mais livros têm sido escritos sobre ele e sua teologia do que sobre qualquer outra figura na história da igreja. Todos aqueles que nos últimos 450 anos têm estimado as doutrinas da graça reivindicam Calvino como seu líder espiritual. E todos os que confessam uma teologia inteiramente bíblica e incorporada em todos os grandes credos dos séculos XVI e XVII chamam a teologia deles de calvinismo. Além das próprias Escrituras Sagradas, há poucos livros, se os há, que têm exercido a influência nos séculos subseqüentes mais do que as Institutas da Religião Cristã têm exercido até o presente. Não…
27 de janeiro de 2010
História da Igreja

O Motivo Mais Importante para o Arrependimento

“Olharão para aquele a quem traspassaram.” (Zacarias 12.10) O quebrantamento santo que faz um homem lamentar o seu pecado surge de uma operação divina. O homem caído não pode renovar seu próprio coração. O diamante pode mudar seu próprio estado para tornar-se maleável, ou o granito amolecer a si mesmo, transformando-se em argila? Somente aquele que estendeu os céus e lançou os fundamentos da terra pode formar e reformar o espírito do homem. O poder de fazer que da rocha de nossa natureza fluam rios de arrependimento não está na própria rocha. O poder jaz no onipotente Espírito de Deus… Quando Deus lida com a mente do homem, por meio de suas operações secretas e misteriosas, Ele a enche com uma nova vida, percepção e emoção. “Deus… me fez desmaiar o coração” (Jó 23.16), disse Jó. E, no melhor sentido, isso é verdade. O Espírito Santo nos torna maleáveis e nos tornamos receptíveis às suas impressões sagradas… Agora, quero abordar o âmago e a essência de nosso assunto. O enternecimento do coração e o lamento pelo pecado são produzidos por olharmos, pela fé, para o Filho de Deus traspassado. A verdadeira tristeza pelo pecado não acontece sem o Espírito de…
6 de fevereiro de 2009
História da Igreja

Um Evangelho Digno de Morrermos por Ele

“Para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” (Atos 20.24) Paulo disse que, em comparação com o seu grande propósito de pregar o evangelho, não considerava sua preciosa para si mesmo; mas temos certeza de que Paulo valorizava a sua própria vida. Como todo homem, ele tinha amor pela vida e sabia que sua própria vida era importante para a igreja e a causa de Cristo. Certa vez Paulo disse: “Por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne” (Fp 1.24). Ele não estava cansado da vida, nem era uma pessoa tola que tratava a vida como fosse algo que podia lançar fora nos esportes. Paulo valorizava a vida, visto que valorizava o tempo, que constitui a vida, e usava de modo prático cada dia e hora, “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.16). Apesar disso, Paulo falou aos presbíteros da igreja de Éfeso que não considerava a sua vida preciosa, em comparação com o dar testemunho do evangelho da graça de Deus. De acordo com o versículo que ora consideramos, o apóstolo considerava a vida como uma carreira que tinha de realizar. Ora, quanto mais rapidamente corrermos, tanto melhor será a carreira. Com certeza, a extensão…
6 de fevereiro de 2009