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21 Máximas para Pastores Desanimados por Douglas Wilson

1. O ministério é um trabalho árduo e exigente. “Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9.62). Em 2 Timóteo 2.3-6, o apóstolo Paulo compara a obra do ministério a três vocações, e todas elas envolvem uma grande quantidade de suor - soldados, atletas e agricultores. O chamado ao ministério não é para florzinhas, e se florzinhas podem fazer isso, não é ministério. 2. O ministério é uma obra sacrificial. “Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 João 3.13). Não me lembro de nada sobre isso no Seminário… Há muitos sacrifícios envolvidos, mas um dos principais sacrifícios é o da reputação. É claro que, em certo sentido, todo pastor precisa ter um bom testemunho dos de fora (1 Timóteo 3.7). Todo líder cristão precisa ser um homem honrado, mas se você quiser ser fiel, há um certo tipo de respeitabilidade que você pode muito bem dar um beijo de despedida agora. Charles Spurgeon disse assim: “Quanto mais proeminente você for no serviço de Cristo, mais certo será o alvo da calúnia. Há muito tempo, disse adeus a minha reputação. Eu a…
22 de julho de 2021
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A Igreja de Cristo sem Cristo

por Peter J. Leithart   Brad Dourif como Hazel Motes, pregador da Igreja Sem Cristo, do romance Sangue Sábio, de Flannery O’Connor.   Seguindo John McWhorter, escrevi recentemente sobre a religião do Antirracismo. Tara Isabella Burton a chama de religião da justiça social. Estamos falando, em muitos aspectos, sobre a mesma coisa: uma nova religião que é um arremedo de ortodoxia cristã.  “A justiça social é uma religião”, escreve Burton em Strange Rites, que oferece a seus adeptos uma concepção coerente sobre o mundo, propósito, sentido, comunidade e rituais. Ela triunfa onde as outras fés falharam: “Ela reencantou um mundo ateu” (p. 177). Burton elabora:   Ela pega os diversos pressupostos do institucionalismo - sua priorização do eu, das emoções e da identidade; sua suspeita da autoridade, infligida pelo movimento do Novo Pensamento; sua visão utópica de um mundo melhor que, como a fênix, renasce das cinzas do mundo antigo - e os une numa narrativa visionária de resistência política e renovo moral (p. 178).   A religião da justiça social tem uma teoria sobre o eu e o pecado original: “Somos fundamentalmente tábulas rasas, cujas identidades opressivas e oprimidas nos são violentamente impostas pela sociedade” (p. 179). Nessa teologia…
9 de julho de 2020
Igreja

Respondendo ao coronavírus

Dr. E. Calvin Beisner O que cristãos sábios e fiéis podem fazer diante do coronavírus (COVID-19)? Cinco princípios bíblicos podem nos ajudar.  Primeiro, confie em Deus.  O salmo 91.1-3 diz: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio’. Pois ele livrará você do laço do passarinheiro e da peste perniciosa” (NAA). Isso garante que nenhum cristão vai ficar doente? Não. Mas nos garante que Deus está no controle, e se padecermos de enfermidade, é porque é o melhor para nós. Como Romanos 8.28 diz, “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Segundo, não tema. Manter as coisas em perspectiva ajuda a reduzir o temor. O COVID-19 é um risco grave, mas convivemos com outros no dia a dia. Anualmente, cerca de 37 mil americanos morrem de gripe e cerca de 38 mil em acidentes de trânsito. É provável que o coronavírus, como a maioria das epidemias, chegue ao pico e caia em semanas ou meses e, portanto, é improvável que ele mate tantos americanos, e muito menos a cada ano. Deus disse…
19 de março de 2020
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O Sínodo de Dort [John R. de Witt]

Os cristãos, em todas as partes do mundo, estão celebrando este ano o 350º. aniversário da convocação do Sínodo de Dort. Para a maioria das pessoas o nome nem é mesmo familiar, talvez por ter alguma relação com o rio Maas e a provinciana cidade holandesa de Dort. Na mente daqueles que já o ouviram, muito freqüentemente o que restou é algo do ódio há tanto relacionado com o Sínodo, em razão das calúnias de seus inimigos. Não obstante, quando a Reforma era ainda jovem e os homens amavam ardentemente as doutrinas da graça, o nome de Dort era famoso em todo o mundo protestante. William Cunningham vai longe em dizer: “O Sínodo de Dort, representando quase todas as igrejas reformadas, e contendo uma grande proporção dos teólogos do mais alto nível, erudição e caráter, tem direito a maior medida de respeito e deferência do que qualquer outro concílio registrado na história da Igreja” . Isto é de fato um grande elogio! Mas há muitos grandes nomes na história que em algum tempo significaram muito, mas que agora não têm nenhum significado prático. Então, alguém poderia perguntar por que deveríamos estar preocupados com uma assembléia eclesiástica esquecida pela maioria dos…
18 de julho de 2019
Igreja

Entretenimento e Culto por Joe Thorn

Em cada igreja e a cada geração de cristãos, existe uma chance de perder o nosso foco nas coisas que são mais importantes (Hb 2.1). Precisamos constantemente nos relembrar disso e recentralizar as nossas igrejas para que não nos vejamos confiando em algo que não seja o evangelho de Deus e a Palavra de Deus. Um dos desvios mais perigosos acontecendo nas igrejas locais hoje está dentro do nosso culto público. Em muitas igrejas, há uma ausência de ênfase nos meios da graça (Escritura, oração e os sacramentos ou ordenanças) e uma dependência do entretenimento. Alguns tentam equilibrar os dois em nome de alcançar mais pessoas com o evangelho, mas há um perigo inescapável em superestimar o entretenimento e implementá-lo no culto público. Isso não é um fenômeno recente. O pastor do século XIX, Charles Spurgeon, dizia: “o diabo raramente teve uma ideia mais sagaz que sugerir à igreja que parte da sua missão é fornecer entretenimento para as pessoas, tendo em vista conquistá-las”. Pode não ser recente, mas é crescentemente popular, especialmente à luz da nossa cultura motivada pelo entretenimento. Vemos isso em cânticos seculares tocados por bandas de louvor para animar a platéia. É difícil perder o valor…
3 de dezembro de 2018
Igreja

7 Maneiras de Envolver as Pequenas Mentes com as Grandes Verdades por Melanie Lacy

Não é muito difícil ensinar teologia para crianças pequenas? Se há uma pergunta que eu faço freqüentemente, é esta. Os professores, com razão, adoram contar às crianças histórias bíblicas, mas quando se trata de ensinar teologia, as coisas ficam um pouco tensas. Sem dúvida, ensinar grandes verdades teológicas requer algum trabalho duro, mas isso pode ser feito de uma forma maravilhosa. Aqui estão sete maneiras de fazer com que as grandes verdades ganhem vida para os nossos preciosos pequeninos. 1. Ore A Escritura repetidamente destaca que as crianças têm a capacidade de compreender verdades espirituais que alguns podem (erroneamente) presumir estarem além de suas capacidades cognitivas (Deut. 6:6–7; Mat. 18:3–5). Nunca devemos nos surpreender quando as crianças demonstram compreensão, pois Deus está operando através de seu Espírito ao ensinarmos sua Palavra, e Ele pode iluminar suas mentes. Assim, quando ensinamos grandes verdades, devemos fazê-lo em espírito de oração, nomeando as crianças e pedindo a Deus que lhes conceda a capacidade de compreender. Devemos também orar por nós mesmos, para que Deus nos dê habilidades para ensinar clara e eficazmente. 2. Torne isso concreto As crianças acham conceitos abstratos difíceis de entender - e as grandes verdades teológicas são geralmente conceitos abstratos! Alguns evitam ensinar teologia para crianças, porque acreditam que…
20 de julho de 2018
História da IgrejaIgreja

Como a Igreja Católica se tornou Romana por Chris Castaldo

“ edificarei a minha igreja”, declarou Jesus (Mateus 16.18). E que magnífico e agonizante processo foi esse, que vem se desenvolvendo por dois milênios. É essencial para essa obra a formação de pedras vivas: homens e mulheres libertos das presas do pecado, cujas vidas agora testificam da graça evangélica. Mas como Cristo constrói a sua igreja? Uma resposta é proposta dentro da cúpula da Basílica de S. Pedro em Roma, em letras de um metro e oitenta, onde a promessa de Cristo está escrita em latim: “E tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja …” Iluminadas pelas janelas circundantes, essas palavras parecem uma coroa em cima da cripta do próprio apóstolo, que está escondido bem abaixo do altar principal, um lembrete da autoridade dada ao herdeiro de Pedro que se assenta sobre o trono papal. Martinho Lutero não foi o primeiro a questionar a autoridade papal, mas o seu argumento foi especialmente incisivo. Quando as ideias de Lutero começaram a se solidificar em 1520, ele articulou as suas preocupações numa obra seminal: À Nobreza Cristã da Nação Alemã. Esse tratado foi ocasionado pelos ataques provindos do teólogo do papa, Silvestre Prierias, que afirmou o absolutismo papal…
29 de junho de 2018
Igreja

Se ao menos Francisco fosse Lutero! por Carl R. Trueman

Com o advento do documentário de Wim Wender sobre o Papa Francisco nos cinemas, as políticas do atual pontífice sem dúvida serão tema de um debate considerável e acalorado na mídia. Graças à história turbulenta da Igreja Católica Romana, analogias históricas são abundantes. Uma dessas analogias frequentemente proposta é a entre o Papa Francisco e Martinho Lutero, e é fortalecida pelos comentários positivos ocasionais de Francisco sobre a vida e obra do reformador. A semelhança é tão próxima que, na visão de alguns, que foi a base para uma divertida piada de April Fool’s em 2017, divertida justamente porque ela tinha certa credibilidade. Mais recentemente, o L’Espresso veiculou um artigo fazendo uma comparação entre Bergoglio e Lutero, soando um alarme sobre o que o autor via como as tendências genuinamente luteranas do papa e suas implicações para a Igreja Católica Romana e a civilização ocidental. Como um protestante por convicção, e às vezes um comentador simpático de Lutero, eu queria que o L’Espresso estivesse certo na sua interpretação de Francisco como estando na tradição da Reforma de Wittenberg. Um avanço, por exemplo, em direção à justificação pela graça mediante a fé seria muito desejável. Mas eu temo que não seja…
19 de junho de 2018
Igreja

A religião mais restritiva no mundo

A religião cristã é ao mesmo tempo a mais abrangente e a mais restritiva no mundo. É uma fé que admite todo tipo possível de pessoa. Mas as admite em apenas um caminho. Há somente um Deus. Somente um. Se houvessem dois deuses poderia haver dois caminhos para a salvação — você seria salvo por este deus e eu por aquele outro. Mas há somente um Deus e, portanto, somente um caminho para a salvação. Há somente uma humanidade. Somente uma. Se houvessem dois tipos de pessoas poderia haver dois caminhos para a salvação — você é parte desse grupo e eu daquele outro. Mas há somente uma humanidade e, portanto, somente um caminho para a salvação. Há somente um Mediador. Somente um. Se houvessem dois mediadores poderia haver dois caminhos para a salvação — você tem este mediador te representando e eu vou com aquele outro. Mas há somente um mediador e, portanto, somente um caminho para a salvação. Há somente um resgate. Somente um. Se houvessem dois resgates poderia haver dois caminhos para a salvação — você tem seu débito pago por este salvador e o meu débito é pago por aquele outro. Mas há somente um resgate…
15 de julho de 2015
IgrejaTeologia

Fé para Operar Milagres

Durante o último século, dois erros cardeais foram cometidos a respeito de muita coisa contida nos Evangelhos – erros que têm prevalecido muito entre cristãos professos e que têm produzido grande destruição. Cada um desses erros dizem respeito àquela interpretação e aplicação do conteúdo dos quatro Evangelistas quanto ao que pertence e o que não pertence ao povo do Senhor hoje. O primeiro desses erros foi dispensacional. Foi erroneamente adotada a opinião de que, como o ministério de nosso Senhor limitou-se à Palestina, enquanto o Templo ainda estava de pé em Jerusalém, este foi, portanto, de caráter exclusivamente “judaico”, e os santos de nossa era devem voltar-se apenas para as Epístolas do Apóstolo dos gentios em busca de suas ordens de marcha. Tal erro é refutado pelos versos iniciais de Hebreus (onde o ministério de Cristo é contrastado com o dos Profetas), e pelo fato de que a grande divisão de tempo entre a.C. e d.C. é datada a partir do nascimento de Cristo, e não da Sua morte ou mesmo da Sua ascensão. O segundo erro é prático. Aqui o pêndulo balançou para o extremo oposto. No primeiro caso, uma tentativa insidiosa e persistente foi feita para privar os…
4 de fevereiro de 2014