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Fé para Operar Milagres

Durante o último século, dois erros cardeais foram cometidos a respeito de muita coisa contida nos Evangelhos – erros que têm prevalecido muito entre cristãos professos e que têm produzido grande destruição. Cada um desses erros dizem respeito àquela interpretação e aplicação do conteúdo dos quatro Evangelistas quanto ao que pertence e o que não pertence ao povo do Senhor hoje. O primeiro desses erros foi dispensacional. Foi erroneamente adotada a opinião de que, como o ministério de nosso Senhor limitou-se à Palestina, enquanto o Templo ainda estava de pé em Jerusalém, este foi, portanto, de caráter exclusivamente “judaico”, e os santos de nossa era devem voltar-se apenas para as Epístolas do Apóstolo dos gentios em busca de suas ordens de marcha. Tal erro é refutado pelos versos iniciais de Hebreus (onde o ministério de Cristo é contrastado com o dos Profetas), e pelo fato de que a grande divisão de tempo entre a.C. e d.C. é datada a partir do nascimento de Cristo, e não da Sua morte ou mesmo da Sua ascensão. O segundo erro é prático. Aqui o pêndulo balançou para o extremo oposto. No primeiro caso, uma tentativa insidiosa e persistente foi feita para privar os…
4 de fevereiro de 2014
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As Responsabilidades do Presbítero

Em textos como Atos 20.28, 1 Pedro 5.1-3 e Hebreus 13.17, fica claro que os presbíteros são (a) pastores do rebanho de Deus. Eles devem cuidar, guiar e alimentar o povo de Deus com a verdade de sua Palavra, assim como bons pastores de ovelhas cuidam para que elas tenham pastos verdejantes e água adequada. Eles são (b) vigias que são responsáveis pela alma dos homens, sendo obrigados a dar conta de sua supervisão. Eles também devem ser (c) exemplo para o povo Deus, jamais agindo como dominadores (1Pe 5.1ss). Entre as várias atribuições que encontramos mencionadas na Escritura, destacamos as seguintes: os presbíteros devem visitar os enfermos (Tiago 5.14); garantir que tudo na igreja seja feito com decente e ordem (1Co 14.37-40); lutar contra a falsa doutrina (Atos 20.28-30); evitar disputas infrutíferas sobre meras palavras (2Tm 2,14); exortar o povo (Tito 1.4); e juntamente com os presbíteros de outras igrejas devem resolver as disputas que surgem em sua congregação sobre a base da autoridade suprema da Bíblia (Atos 15).
27 de dezembro de 2013
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Dois ou Três Ofícios?

Como você indubitavelmente sabe, há muito existe uma diferença de opinião entre os Reformados quanto ao número de ofícios permanentes na Igreja. Alguns têm sustentado o que tem sido chamado a visão dos “três ofícios”. Essa visão não defende a existência do ofício de evangelista, mas vê o ofício do ministro da Palavra como distinto do presbítero regente e diácono. Outros sustentam que existem apenas dois ofícios — presbíteros e diáconos — mas que dentro do ofício de presbítero há uma divisão de trabalho. Estou inclinado a essa segunda visão por suas razões básicas.
26 de dezembro de 2013
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Qual é o papel de um presbítero?

De acordo com o Novo Testamento, os presbíteros são responsáveis pela liderança e supervisão de uma igreja local. A função e o papel de um presbítero é bem resumida por Alexander Strauch em seu livro Biblical Eldership: “Os presbíteros lideram a igreja , ensinam e pregam a Palavra , protegem a igreja de falsos mestres , exortam e admoestam os santos na sã doutrina , visitam e oram pelos doentes , e julgam questões doutrinárias . Em terminologia bíblica, presbíteros pastoreiam, supervisionam, lideram e cuidam da igreja local” (16). “Presbítero” e “pastor” não são dois ofícios diferentes. Como John Piper argumenta na seção cinco do livreto “Biblical Eldership”, essas são simplesmente duas palavras diferentes para o mesmo ofício. Ele dá três razões. Primeiro, em Atos 20.28, os presbíteros são encorajados nos deveres “pastorais” de supervisionar e pastorear. Segundo, em 1 Pedro 5.1-2, os presbíteros são exortados a “pastorear” o rebanho de Deus que está aos cuidados deles, papel que é de um pastor. Terceiro, em Efésios 4.11, a única vez que a palavra pastor ocorre no Novo Testamento, os pastores são tratados como pertencendo ao mesmo grupo dos mestres. Isso sugere que o papel principal do pastor é alimentar o…
15 de abril de 2013
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Fé e arrependimento antes do batismo?

Objeção: A Escritura requer fé e arrependimento antes do batismo O argumento é, sem dúvida, o seguinte: como os infantes são incapazes de exercer tanto fé como arrependimento, eles não são sujeitos apropriados do batismo. Mas entendamos um pouco mais o argumento e vejamos que se trata de um sofisma. O que está na verdade implícito é o seguinte: A Escritura requer fé e arrependimento de adultos para o batismo; mas como os infantes não podem exercer nenhum dos dois, eles não podem ser batizados. A falácia reside no fato que a premissa é sobre adultos, mas a conclusão é sobre infantes. Isso ficará ainda mais claro analisando uma passagem da Escritura: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mt 16.16). Dessa forma temos o seguinte: a Escritura requer fé e batismo de adultos para que sejam salvos; mas como os infantes não podem exercer essas coisas, eles serão condenados. Novamente: “Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3.10). Dessa forma temos o seguinte: a Escritura requer que os adultos trabalhem para que possam comer; mas como os infantes não podem trabalhar, eles não podem comer! O sofisma, um argumento capcioso mas…
28 de janeiro de 2013
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Seu culto e igreja podem ser efeminados se…

1. Sua música e sermões quase nunca contêm referências a juízo, ira, batalhas, inimigos, inferno, Satanás, ou apostasia; 2. Seu ministro de música está mais preocupado que o coral trile seus “eres” corretamente do que em encher o santuário com audível som de batalha; 3. Um dos ministros passou a usar um colarinho clerical e uma camisa cor-de-rosa e ninguém na sessão teve a coragem de dizer que ele está parecendo um garoto de treze anos com bochechas rosadas, como num dos quadros de Norman Rockwell; 4. O grupo de louvor canta coisas do tipo “quero namorar Jesus”, e a expressão deles enquanto estão de pé lá na frente é a mesma daqueles caras no banco de trás do carro, tentando alcançar algo mais com suas namoradas de verdade; 5. Os sermões raramente lidam com o pecado ou, quando o fazem, lidam com pecados encontrados fora do templo, de preferência entre os secularistas em Hollywood ou em qualquer outro lugar; 6. A música de adoração passa por mudanças de acordes rígidos, com especial menção sendo dada à mudança de Mi menor para Dó maior; 7. O ministro usa uma estola sacerdotal, mas a impressão não é a de que ele…
16 de setembro de 2012
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Contra o Estado-Providência

“Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão”. (II Tessalonicenses 3.10-12) A. Os Limites da Caridade da Igreja Paulo admoestou que a igreja na Tessalônica estabelecesse a seguinte regra para os membros: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Desde o princípio da igreja, os pobres pediam e recebiam assistência da igreja. O ofício do diácono foi explicitamente criado para cuidar das viúvas que não tinham meios de sustento (At 6.1-4). Mas, desde o princípio também, Paulo estabeleceu regras rigorosas sobre quem tinha permissão para ser sustentado pela igreja local e quem não tinha. Ele disse que nenhuma viúva com menos de 60 anos deveria ser sustentada. Ele também disse que nenhuma viúva que havia sido casada mais de uma vez deveria ser sustentada (I Tm 5.3-4). Ele disse que alguém que não sustenta um membro de sua própria família é pior do que um infiel (I Tm 5.8). Todas essas admoestações reconheciam a verdade de…
11 de setembro de 2012
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Como plantar uma igreja presbiteriana

A Orthodox Presbyterian Church tem uma forma de iniciar novas igrejas que parece intuitiva para os ministros e presbíteros que abraçaram e fizeram uso dela para começar dezenas de novas congregações entre seus dezessete presbitérios na última década. Colocando de forma simples, é algo mais ou menos assim: inicie um grupo, forneça a supervisão de um presbítero, convoque um pastor organizador, espere até que o grupo se amadureça como corpo de Cristo, organize esse grupo como uma nova congregação, e espere que ela assuma o seu lugar entre as igrejas (igrejas que trabalham, servem e ofertam) que a ajudaram a começar. Mas esse processo sm seis estágios precisa ser descompactado para que apreciemos sua conformidade bíblica, sua consistência presbiteriana, seu caráter reformado e sua simplicidade de funcionamento. 1. Comece com um grupo O apóstolo Paulo usou esse método em seu ministério de plantação de igreja. “Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los …” (Atos 17.2). O Espírito Santo escolheu revelar que Paulo tinha um plano regular de abordagem — ir onde crentes tementes a Deus honravam a Escritura e buscavam a Esperança de Israel. Ali ele reuniu grupos que formariam o núcleo das igrejas que ele estabeleceu na Ásia Menor…
16 de julho de 2012
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O Porquê de Irmos à Igreja

A epístola aos Hebreus foi escrita em grande parte para exortar cristãos professos a continuar com o Senhor. Alguns estavam sendo tentados a desistir, e o escritor bíblico adverte-os urgentemente quanto às consequências terríveis de se abandonar a Cristo. Dentro desse contexto somos exortados: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10.25). O que está em vista aqui, obviamente, são as reuniões formais da igreja. E o ponto é que a participação em tais reuniões não é somente o nosso dever, mas o nosso suporte, o meio pelo qual somos fortalecidos a continuar com o Senhor. O ajuntamento público do povo de Deus é um dos meios apontados pelo próprio Deus para nos guardar. Chamamos isso de um “meio de graça”. Colocando de uma forma simples, nos reunimos porque precisamos disso. “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns”. Warfield comenta que, ao ler isso, você pode quase ver o escritor bíblico rosnando quando escreve a última frase: “como é costume de alguns”. Quem são essas pessoas tão fortes e tão supremamente santas, que não precisam desse meio de graça divinamente designado? Eles são realmente tão fortes, tão seguros, tão maduros que não precisam da adoração…
13 de julho de 2012
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A Importância do Caráter

Meus caros irmãos, quando lhes dizemos que cuidem bem da sua vida, queremos dizer que sejam cuidadosos até com as minudências do seu caráter. Evitem as pequenas dívidas, a impontualidade, fazer mexericos, dar apelidos, contendas minúsculas, e todos aqueles pequenos males que enchem de moscas o unguento. As auto-indulgências que têm rebaixado a reputação de muitos, não podemos tolerar. As familiaridades que têm lançado suspeita sobre outros, temos que evitar castamente. Da grosseria que tem tornado alguns odiosos, e das futilidades que tornaram muitos desprezíveis, temos que nos descartar. Não podemos permitir-nos correr grandes riscos por causa de pequenas coisas. Tenhamos o cuidado de conduzir-nos de acordo com a regra: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”. Com isto não se quer dizer que devemos manter-nos presos a quaisquer caprichos da sociedade em que nos movemos. Em regra, odeio as modas da sociedade e detesto os convencionalismos, e se eu achasse que a melhor atitude seria pisar numa regra de etiqueta, sentir-me-ia gratificado ao fazê-lo. Não; somos homens, não escravos; e não devemos renunciar à nossa liberdade varonil para sermos lacaios dos que fingem gentileza ou alardeiam polidez. Entretanto, irmãos, de tudo…
3 de julho de 2012