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Quando a diferença entre ensino e pregação?

Como prosa e poesia, esses dois termos são mais bem entendidos como extremos opostos de um espectro, e não como opostos antagônicos. Quando escrevemos prosa utilizamos diversos expedientes poéticos, jogos de palavras, metáforas, etc., e quando escrevemos poesia estamos comunicando informação. Da mesma forma, é muito difícil, se não impossível, ensinar sem pregar em certo grau, ou pregar sem algum nível de ensino. Uma maneira de ilustrar a distinção, contudo, é observar a diferença entre o indicativo e o imperativo. O primeiro nos diz o que é, e o último nos diz o que devemos fazer. Ensino, obviamente, tende ao indicativo enquanto pregação tende ao imperativo. Mas o que acontece se tornarmos a distinção absoluta? Um ensino totalmente desprovido de qualquer imperativo não nos faria bocejar e responder “E daí?”? Da mesma forma, se despojarmos a pregação de todo indicativo, e ficarmos apenas com o imperativos, não teríamos sermões que meramente gritam “Faça alguma coisa!”? Isso não terminaria em barulho e fúria, não significando nada? Isso significa que, no final, tudo isso são questões de grau. Sou abençoado em ensinar no Reformation Bible College. Porque o meu desejo é que os estudantes cresçam em graça e sabedoria, o meu plano…
20 de junho de 2012
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É estranho ser pastor

Ser pastor é uma coisa estranha. Proclamamos uma mensagem com o poder de Deus para transformar as pessoas, mas não podemos sequer transformar a nós mesmos. Chamamos os outros à perfeição, como o fez Jesus, mas nossas vidas são cheias de imperfeição. Devemos pastorear como o Pastor, embora sejamos simplesmente uma das ovelhas. Buscamos fazer com que Cristo cresça (embora ele seja invisível aos olhos humanos) enquanto buscamos diminuir (embora permaneçamos estagnados semana após semana). Dizemos que números não importam, mas desejamos que muitos sejam salvos. Labutamos para que a igreja cresça, embora percebamos que cada alma aumenta a nossa responsabilidade diante de Deus. Tentamos expressar o Infinito e Eterno em 45 minutos ou menos; obviamente falhamos, de forma que tentamos de novo na semana seguinte. Gastamos nossas vidas estudando um livro que jamais compreenderemos completamente e lutamos para explicá-lo a um povo que não pode entender à parte da obra de uma terceira parte. Quanto mais estudamos, mais certos ficamos da sabedoria de Deus e da nossa tolice; e, todavia, ainda devemos pregar. É-nos dito que não muitos deveriam ser mestres e que haverá um julgamento mais severo para aqueles que o são, e, todavia, não conseguimos resistir à…
30 de abril de 2012
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Como Ouvir um Sermão

Pouco antes da faculdade, eu li o pequeno clássico de Mortimer Adler chamado Como ler livros. Pode parecer um título estranho. Afinal, como alguém poderia ler o livro a não ser que já soubesse ler? E se já soubesse ler, pra que ler então? Como ler livros se tronou um dos livros mais importantes que eu já li. Adler rapidamente me convenceu que eu não sabia como ler um livro—não mesmo. Eu não sabia como fazer as perguntas corretas enquanto lia. Como analisar os principais argumentos do livro, ou como marcar meu exemplar para uso posterior. Eu suspeito que a maioria das pessoas tampouco saiba como ouvir um sermão. Digo isto não como pregador, mas como ouvinte. Durante os últimos trinta e cinco anos eu ouvi mais de três mil sermões. Uma vez que sempre cultuei em igrejas que acreditam na Bíblia, a maioria destes me fez bem espiritual. Entretanto, fico imaginando quantos deles me ajudaram tanto quando deveriam. Francamente, temo que muitos sermões passaram pelos meus tímpanos sem marcarem meu cérebro ou alcançarem meu coração. Então, qual a maneira correta de ouvir um sermão? Com uma alma preparada, uma mente alerta, uma Bíblia aberta, um coração receptivo e uma…
9 de março de 2012
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Spurgeon: Plantador de Igrejas

Muitas pessoas não estão cientes da paixão extraordinária de C. H. Spurgeon por plantação de igrejas. Neste breve artigo, Peter Morden lança luz sobre como esse ministério impactou Londres. O cenário Batista em Londres seria muito diferente hoje não fosse o ministério de plantação de igrejas de Charles Haddon Spurgeon. Algumas estatísticas nos ajudam a começar a compreender a extensão de sua influência. De forma impressionante, 53 das 62 novas igrejas Batistas de Londres fundadas entre 1865 e 1876 foram criadas graças ao seu trabalho; e no tempo da sua morte, em 1892, ele estava envolvido na plantação de quase 100 igrejas na cidade e nas áreas circunzinhas. A maioria dessas igrejas permanecem até hoje, muitos delas fortes e vigorosas, incluindo aquelas em Balham, Enfield, Greenwich, Norwood (Chatsworth), Teddington e Wimbledon (Estrada da Rainha). Como Spurgeon conseguiu esse feito extraordinário? Seus métodos eram flexíveis e variavam dependendo do contexto, mas muitas vezes ele trabalhava da seguinte maneira. Para começar, Spurgeon identificaria uma área que parecia ser uma oportunidade missionária promisssora. Então ele enviaria um ou dois alunos do Colégio de Pastores para realizar cultos de pregação ao ar livre, muitas vezes com o apoio de outras pessoas da sua igreja.…
22 de fevereiro de 2012
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Pregando Cristo Firmados no Antigo Testamento

“E Paulo... disputou com eles sobre as Escrituras, expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio dizia ele, é o Cristo.” – Atos 17.2,3 Raramente os pregadores têm dificuldade em pregar baseados no Antigo Testamento – mas pregar Cristo com base no Antigo Testamento pode ser uma questão diferente. Não obstante, foi exatamente isso que Paulo fez quando chegou a Tessalônica, como o versículo acima impresso deixa claro. Naturalmente, o Antigo Testamento contém muitas passagens explicitamente “messiânicas” – isto é, elas fazem inequívoca referência à vinda de Cristo. Isaías, capítulo 53, é provavelmente o exemplo mais conhecido, mas há muitos outros. Ninguém tem problema em pregar Cristo baseado em tais passagens neotestamentárias. A dificuldade está em conseguir uma interpretação cristológica geral e coerente do Antigo Testamento – uma interpretação na qual todas as Escrituras do Antigo Testamento sejam vistas como um testemunho de Cristo e sejam entendidas em consonância com isso. Há dois pontos a considerar: em primeiro lugar e fundamentalmente, deveríamos buscar tal interpretação de qualquer forma? Em segundo lugar, se devemos, como podemos, na prática, encontrar Cristo em todas as Escrituras? “Icebergs” ou ilhas? Neste capítulo…
18 de janeiro de 2012
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O Pastor e seus Deveres

O pastorado mudou consideravelmente durante o meu tempo de vida, tanto para melhor como para pior. Uma área de melhoria é a pregação. Admitindo-se que ainda há muita pregação superficial e mais vento do que alimento, um segmento crescente do clero está mais dedicado ao estudo e à pregação sólida. O sermão bobo, superficial e embaraçosamente barato ainda pode ser ouvido, mas está perdendo terreno para a pregação bíblica sólida. Precisamos mais da abordagem dos pais da igreja, que percorriam livros inteiros da Bíblia semana após semana, e que davam à igreja um conhecimento muito sadio das Escrituras. Uma área de declínio tem sido a visitação pastoral, as visitas regulares às famílias e aos reclusos. Alguns pastores não fazem quase nenhuma visitação. Concordamos que essa é uma obra que consome tempo, mas é necessária. Numa igreja, eu tive uma solução feliz: mulheres idosas que visitavam com excelência, e um velho e mui maravilhoso ex-presbítero escocês e sua esposa, que visitavam fielmente e me informavam sobre qualquer pessoa ou família que precisava da minha atenção. Claramente, se todo o trabalho for deixado ao pastor, ele ficará sobrecarregado e por vezes levado a uma aposentadoria pré-matura. As igrejas precisam reexaminar os deveres…
8 de janeiro de 2012
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Ajuda no Uso dos Idiomas Originais na Pregação

“Por que eu preciso de ajuda? Afinal de contas, nunca houve tempo na história da pregação onde houvesse mais traduções boas do que agora”. O argumento parece bom; mas aquele que faz a objeção falha em perceber o fato óbvio de que quanto mais possibilidades de traduções tivermos para escolher, mais precisaremos conhecer (ao menos algo a respeito) os idiomas originais; além disso, quando as traduções diferem (e elas diferem!), como saber qual está correta? A partir de qual devemos pregar? Qual representa mais fielmente o texto original dos escritores? Este é um problema especial hoje, quando tantas traduções têm decidido se tornarem interpretativas. A própria riqueza das opções modernas deve (ainda mais) apontar para a necessidade de um conhecimento dos idiomas originais. “Onde posso adquirir este conhecimento?” Atualmente (veja os dois artigos anteriores deste jornal) estamos tendo uma revisão do hebraico bíblico. Livros auto-instrucionais e cursos de idiomas impressos, tanto do grego como do hebraico, existem. Mas (mais fácil) muitos institutos bíblicos, todos os seminários conservadores e várias outras escolas fornecem cursos nos idiomas originais. Qualquer pastor que nunca teve grego ou hebraico (mesmos que ele não tenha jamais terminado um seminário) deve fazer estes cursos. “Por que?”. Bem,…
7 de janeiro de 2012
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O Uso do Vinho na Santa Ceia

Nota do tradutor: O texto abaixo foi extraído de um documento produzido pela Michiana Covenant Church em 2004. A Sessão da Michiana Covenant Church sustenta que o uso do vinho na Santa Ceia, tendo sido instituído por Cristo, é conveniente e apropriado. O uso de suco de uva, embora não seja pecaminoso, desvia-se da prática bíblica. Em suporte da nossa posição, oferecemos as seguintes considerações: O vinho, usado apropriadamente, é uma bênção de Deus Deus dá “o vinho que alegra o coração do homem”, assim como ele dá “o pão que fortalece o coração do homem” (Sl 104.14,15). Deus promete ao seu povo obediente que Ele o abençoará com uma abundância de vinho (Dt 7.13, 11:14; Pv 3.10). Usado incorretamente, o vinho torna-se uma maldição (Pv 23.29-35). A Bíblia condena uniformemente a embriaguez (1Co 5.11, 6.10; Ef 5.18; Gl 5.21). Salmos 104.14-15 - “Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão, e o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.” Deuteronômio 7:13 - “E amar-te-á, e abençoar-te-á, e…
5 de janeiro de 2012
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Sobre os Dons Espirituais

A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer. (1 Coríntios 12.7-11) Paulo desejava que os coríntios tivessem um entendimento correto dos dons espirituais. Um teste fundamental é o testemunho que se oferece sobre Jesus Cristo. As operações de Deus são diversas. Com Pedro diz: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” (1 Pedro 4.10). A base para a unidade deles é que todos procedem da mesma fonte. E porque procedem da mesma fonte, eles não podem trabalhar contra o outro, ou em competição com o outro. Dons espirituais são a “manifestação” do Espírito Santo. O Espírito não é visto ou…
27 de dezembro de 2011
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Carta ao Apóstolo Paulo

Carta ao apóstolo Paulo, Charles Phinney Igreja Presbiteriana da Ásia Menor Comitê de Missões Paulo, o apóstolo a/c de Áqüila, o fabricante de tendas Corinto, Grécia   Caro Paulo, Recentemente recebemos uma cópia de sua carta aos gálatas. O comitê me orientou a informá-lo de várias coisas que nos preocupam profundamente: Inicialmente, consideramos sua linguagem um tanto desequilibrada. Na carta, após a breve saudação aos gálatas, você imediatamente ataca seus oponentes afirmando que eles “querem perverter o evangelho de Cristo”. Então diz que esses homens deveriam ser considerados “malditos”; e, em outro lugar, você faz referência a “falsos irmãos”. Não seria mais caridoso lhes dar o benefício da dúvida — pelo menos até a Assembléia Geral ter investigado e julgado o assunto? Para piorar a situação, você ainda diz: “Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem!” (5:12, NVI). Essa declaração é apropriada para um ministro cristão? A observação parece muito áspera e desamorosa. Paulo, temos realmente sentido a necessidade de preveni-lo sobre o tom de suas epístolas. Você confronta as pessoas de maneira áspera. Em algumas cartas você chegou até a mencionar nomes; essa prática tem, sem dúvida, angustiado os amigos de Himeneu, Alexandre e de…
27 de dezembro de 2011