Category

Teologia

Teologia

Qual a distinção entre preterismo e pós-milenismo?

escrito por Kenneth Gentry De tempos em tempos, recebo uma pergunta sobre a diferença entre preterismo e pós-milenismo. Algumas pessoas estão confusas quanto a se contradizerem ou se estão falando da mesma coisa. Permitam-me distinguir brevemente os dois conceitos teológicos. Preterismo A palavra “preterista” é a transliteração de uma palavra latina que significa “passou por”. O preterista ortodoxo vê certas passagens como se referindo à destruição de Jerusalém e do templo no ano 70 d.C., embora muitos evangélicos entendam que estas estão falando da segunda vinda de Cristo no final da história. A segunda vinda e o julgamento de Cristo em Jerusalém no ano 70 d.C. são frequentemente mencionados com linguagem semelhante. Isso ocorre porque esses são conceitos teologicamente relacionados. O holocausto de 70 d.C. é uma imagem microcósmica do último dia da história em que Cristo retorna em julgamento. Ou seja, o ano 70 d.C. é um quadro pequeno, histórico ou amostra avançada de como será o julgamento final. O preterismo não tem necessariamente a ver com o pós-milenismo. Existem pós-milenistas preteristas e pós-milenistas historicistas. Ambas são verdadeiras formas de pós-milenismo. Também existem amilenistas preteristas. Assim, o preterismo não se compromete com nenhum sistema escatológico específico. O preterismo é…
14 de abril de 2020
Teologia

O Espírito que habita

O Espírito e Cristo "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele." (Romanos 8: 9). A posse do Espírito Santo é a marca distintiva de um cristão, pois ficar sem o Espírito é uma prova positiva de que estamos fora de Cristo - "não é dele": palavras temerosas! E, meu leitor, se não somos de Cristo, de quem somos? A resposta deve ser: de Satanás; pois não há um terceiro possuidor de homens. No passado, todos nós éramos súditos do reino das trevas, escravos de Satanás, herdeiros da ira. As grandes perguntas que cada um de nós precisa responder com precisão são: Fui tirado dessa terrível posse? Fui trazido para o reino do querido Filho de Deus, fui feito herdeiro de Deus e fui habitado pelo Seu Espírito Santo? Observe que o Espírito e Cristo andam juntos: se temos Cristo como nosso Redentor, temos o Espírito Santo como nosso Habitante. Mas se não temos o Espírito, não somos de Cristo. Podemos ser membros de Sua "Igreja visível", podemos estar externamente unidos a Ele por comunhão…
27 de março de 2020
Teologia

Educação superior cristã, por David Naugle

Uma defesa de uma educação superior que é cristã O esforço da Baylor University de reafirmar sua identidade cristã como parte de sua agressiva Visão para 2012 criou controvérsia entre seus membros. Um professor de filosofia da Texas Christian University sugeriu numa publicação institucional recente que o “Christian” fosse removido do nome da universidade porque suscita mal-entendidos e dificuldades. Há mal-entendidos públicos consideráveis sobre as universidades cristãs também. Essas circunstâncias exigem uma defesa da educação superior que é cristã. As teorias e práticas educacionais não são livres de valores, mas supercarregadas filosoficamente. O pensamento educacional moderno é amplamente baseada no naturalismo. A educação superior cristã é derivada de uma perspectiva bíblica que é mais substancial no conteúdo e generosa no espírito do que imaginam seus críticos. Primeiro, a educação superior cristã inclui Deus em sua visão da realidade. Este Deus é trinitário em seu ser, amoroso e justo em seu caráter, é o criador, juiz e redentor do mundo. Ele é o princípio explanatório do universo. Ele é o ponto de referência crucial para o conhecimento. “Admita um Deus”, disse o Cardeal Newman em seu The Idea of a University , “e você introduz dentre os objetos de seu conhecimento um fato abrangendo,…
20 de setembro de 2019
Teologia

Será que o nascimento virginal realmente importa? por Brandon Crowe

Se o nascimento virginal só é encontrado explicitamente em duas passagens (Mateus 1.18–3.12; Lucas 1.26-38), será que ele realmente pode ser tão importante? Absolutamente! Se não soubéssemos do nascimento virginal de Jesus, o nosso conhecimento da pessoa e obra de Jesus seria grandemente empobrecido. Considere as seguintes implicações: O nascimento virginal nos mostra que a salvação é uma dádiva exclusiva de Deus. Embora Israel estivesse ardentemente esperando o seu Messias, e muitos presumissem libertar Israel, na verdade foi necessário que o Espírito de Deus agisse no ventre da virgem Maria para trazer o verdadeiro Redentor do seu povo ao mundo. Todos os esforços humanos relativos à libertação duradoura fracassaram. Por outro lado, o nascimento virginal nos mostra que era necessário para Deus enviar o seu Filho como Redentor. Isso foi o plano de Deus e no tempo determinado por Deus. Adicionalmente, o nascimento virginal nos aponta para a filiação divina, eterna de Jesus. Jesus já tinha a identidade de Filho baseado em seu relacionamento com seu Pai antes mesmo dele ter nascido em carne humana. O nascimento virginal nos mostra que seria inconsistente dizer que Jesus é o Filho de Deus, mas também o filho físico de José. Por outro lado, vemos que a…
26 de agosto de 2019
CosmovisõesTeologia

10 coisas que você precisa saber sobre a Bíblia como literatura – Leland Ryken

A ideia da Bíblia como literatura não começa na era moderna. Como fiz carreira como defensor da Bíblia como literatura por meio século, adotei a estratégia de primeiro limpar do terreno as concepções equivocadas e só depois fazer a defesa positiva da importância de ler e interpretar a Bíblia preservando sua natureza literária. Uma vez que a expressão “bíblia como literatura” entrou em cena em meados do século XX, é compreensível que evangélicos tenham receio da ideia. Contudo, grandiosos baluartes teológicos do passado, como Agostinho, Lutero e Calvino, jamais duvidaram de que a Bíblia tivesse qualidades literárias.   Ver a Bíblia como literatura não é necessariamente um sinal de liberalismo teológico. Como os eruditos bíblicos liberais estão mais inclinados que os conservadores a adotar abordagens literárias da Bíblia, é fácil associar tais abordagens ao liberalismo teológico; no entanto, não há conexão necessária entre eles. Começo meu curso de literatura na Bíblia com a leitura de dez declarações de autores bíblicos sobre a natureza singular da Bíblia – sua inspiração, sua infalibilidade e assim por diante. Em seguida, digo que, para mim, um estudo literário da Bíblia começa onde começa qualquer outro estudo dela – afirmando como verdade tudo que a…
31 de julho de 2019
CosmovisõesTeologia

10 coisas que você precisa saber sobre poesia – Leland Ryken

Deus espera que você compreenda e aprecie poesia. Esta não é uma declaração tão polêmica quanto parece. Sabemos que Deus espera que compreendamos e apreciemos poesia porque cerca de um terço da Bíblia está em forma poética. Para começar, temos livros poéticos como os Salmos e os Cantares de Salomão. Depois, temos os livros proféticos, em que grandes porções são expressas de forma poética. Além disso, há o livro de Apocalipse, vazado sobretudo em imagens e símbolos. E, ademais, as epístolas estão saturadas de imagens e metáforas.   Jesus é um dos poetas mais famosos do mundo. Como Jesus nunca se proclamou poeta, não costumamos pensar nele como tal, mas esta é uma omissão. Os discursos de Jesus valem-se muitíssimo da linguagem poética: “vós sois a luz do mundo”; “eu sou o pão da vida”. Adicionalmente, os ditos de Jesus são altamente aforísticos, e a beleza verbal é um elemento eminente da poesia. Assim, se começarmos com o fato de que os discursos e os ditos de Jesus estão entre os mais famosos do mundo, e acrescentarmos nossa consciência de que essas declarações são altamente poéticas na forma, é apropriado pensar em Jesus como um poeta famoso.   A poesia…
29 de julho de 2019
IgrejaReformaTeologia

O Sínodo de Dort [John R. de Witt]

Os cristãos, em todas as partes do mundo, estão celebrando este ano o 350º. aniversário da convocação do Sínodo de Dort. Para a maioria das pessoas o nome nem é mesmo familiar, talvez por ter alguma relação com o rio Maas e a provinciana cidade holandesa de Dort. Na mente daqueles que já o ouviram, muito freqüentemente o que restou é algo do ódio há tanto relacionado com o Sínodo, em razão das calúnias de seus inimigos. Não obstante, quando a Reforma era ainda jovem e os homens amavam ardentemente as doutrinas da graça, o nome de Dort era famoso em todo o mundo protestante. William Cunningham vai longe em dizer: “O Sínodo de Dort, representando quase todas as igrejas reformadas, e contendo uma grande proporção dos teólogos do mais alto nível, erudição e caráter, tem direito a maior medida de respeito e deferência do que qualquer outro concílio registrado na história da Igreja” . Isto é de fato um grande elogio! Mas há muitos grandes nomes na história que em algum tempo significaram muito, mas que agora não têm nenhum significado prático. Então, alguém poderia perguntar por que deveríamos estar preocupados com uma assembléia eclesiástica esquecida pela maioria dos…
18 de julho de 2019
Teologia

Para adorar a Deus devemos adorá-lo como o Deus Trino – por R. J. Rushdoony

A trindade 27 de julho de 1954 Bom dia, amigos. Na reserva indígena em que passei oito anos e meio antes de vir para Santa Cruz, havia um ancião cuja vida e experiência limitava-se àquela área. Como resultado, as únicas árvores que ele conhecia eram pinheiros, juníperos, cedros, choupos, salgueiros, álamos tremedores e que tais, árvores da região, nenhuma delas grandiosa. Pode-se imaginar seu desgosto quando, alguns anos atrás, ele ouviu um missionário falar sobre as grandes sequoias na encosta da Sierra, descrevendo uma árvore em particular como tão grande que um carro, ou até mesmo um ônibus, poderia atravessar o centro oco daquela sequoia viva. O velho índio levantou-se e saiu imediatamente, comentando do missionário: “Esse homem é o maior mentiroso que já vi”. Agora, antes de rir daquele homem idoso, seria melhor lembrar-nos de nossa própria tendência a duvidar do que está além de nossa experiência. Tendemos a limitar o possível ao que sabemos e ao que cremos que seja possível. Temos outra fraqueza. Tendemos a interessar-nos pelas coisas somente por causa de sua relação conosco. Tendemos a interessar-nos pelas pessoas somente pelo que representam para nós, em vez de pelo que são em si mesmas. O dinheiro…
29 de abril de 2019
Teologia

O que é Deus? por R. J. Rushdoony

1. Deus 15 de junho de 1954   Bom dia, amigos. Vez por outra, nossos filhos nos surpreendem com uma pergunta simples, mas de escopo vasto, e nos deixam à procura de respostas. Uma dessas perguntas é: “Quem é Deus?” ou “o que é Deus?”. Como responderemos a essa pergunta, tanto a nós mesmos quanto a nossos filhos? Afinal, o que é Deus? A pergunta não é nova. Há muito tempo, no monte Horebe, um pastor chamado Moisés recebeu a ordem de voltar ao Egito e libertar seu povo do cativeiro. Moisés hesitou diante da ordem divina, dizendo que o povo questionaria sua autoridade. “Que lhes direi?”, questionou, “se me perguntarem seu nome, isto é, a definição do Deus que me envia?” “Deus disse a Moisés: Eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros” (Ex  3.14). Como Deus definiu-se ou nomeou-se a Moisés? Como o autoexistente e autossuficiente. Deus não apelou a nada que conhecemos para declarar-se a si mesmo: Simplesmente afirmou: Eu sou o que sou.   Como compreenderemos esta definição? A primeira e mais importante ideia é a seguinte: Deus recusou-se a definir-se a si mesmo;…
22 de abril de 2019
Teologia

O fim no começo: um catecismo bíblico-teológico de Gênesis por James T. Dennison Jr.

P. 1. O que “Gênesis” significa? R. Livro dos “começos” P. 2. O que começou em Gênesis? R. O começo da criação; o começo do mundo; o começo do homem e da mulher; o começo do pecado; o começo da redenção P. 3. Que outro livro da Bíblia começa de forma parecida com Gênesis? R. O evangelho de João: “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1) P. 4. Por que João começa o seu evangelho dessa forma? R. Porque a encarnação do Verbo é o começo de uma “nova criação”. P. 5. Quem se revela como Criador em Gn 1.1? R. Aquele que é Alfa e Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim (Ap 22.13ss). P. 6. Como ele se revela? R. Ao fazer todas as coisas muito boas (Gn 1.31), isto é, como um reflexo da sua glória. P. 7. Quem foi colocado no jardim protológico de Deus? R. O primeiro homem (protológico). P. 8. Qual relacionamento Adão tinha com Deus em virtude da criação? R. Ele se relacionava como a própria imagem de Deus. P. 9. Você está sugerindo algo pessoal e íntimo entre Deus e Adão mediante a criação? R. Sim, Adão se…
8 de fevereiro de 2019