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Calvino sobre a Trindade por W. Gary Crampton

O Deus da Escritura, declarou o Refomador, é monoteísta e trinitariano. Ele é um em essência, todavia três em pessoas; cada pessoa é cem por cento divina (Institutas I:13:1-20). Nesse sentido, o Deus da Escritura é distinto de todos os ídolos (I:13:2). Calvino escreveu: Há em Deus três hipóstases … o Pai e o Filho e o Espírito são um e único Deus, todavia de modo que Filho não é o Pai como tal; ou o Espírito, o Filho; ao contrário… são distintos entre si por determinada propriedade… Onde se faz menção simples e indefinida de Deus, esse termo cabe ao Filho e ao Espírito não menos que ao Pai. Tão logo, porém, se compara o Pai com o Filho, a propriedade específica distingue cada um do outro… Afirmo ser incomunicável tudo quanto é peculiar a cada um individualmente, porquanto não pode competir com, ou transferir-se ao Filho, o que quer que se atribui ao Pai como característica de diferenciação. .2 Dentro da Trindade existe uma unidade perfeita, uma unidade ensinada tanto no Antigo como no Novo Testamento. Calvino cita com aprovação Gregório Nazianzeno: “Não posso pensar em um e único, sem que me veja imediatamente envolvido pelo fulgor dos…
23 de janeiro de 2019
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Esperança para além da frustração por Peter Leithart

Sabedoria bíblica para o apocalipse cultural Pode ser frustrante ser um cristão. Alegamos conhecer o segredo do universo e o conhecemos pessoalmente. Jesus é o centro da história, o Caminho, a Verdade e a Vida, aquele em quem tudo, tudo, se ordena. As nossas boas novas são boas novas sobre tudo e para todos, o tipo de notícia que todo mundo precisa saber se é para evitar o desastre total. Grandes números de pessoas não ouvem. Não importa quão atrativo tornamos a fé cristã. Não importa que expliquemos que as boas novas seguem o fluxo do desígnio do mundo. Para muitos, isso viola completamente o senso comum. Eles não pensam ser minimamente plausível. Quando falamos das boas novas, eles não reconhecem e não podem reconhecer como boas novas. A frustração provavelmente tem sido uma tentação perene, mas ela é especialmente intensa hoje. Argumentamos que o aborto é um ataque contra os mais vulneráveis, que ele constitui uma guerra contra uma das glórias da mulher: a capacidade de conceber, dar à luz e nutrir um novo ser humano. Insistimos que o casamento foi feito para ser uma união-em-diferença que prefigura o destino último do cosmos. Argumentamos que as biotecnologias contemporâneas mecanizam…
5 de novembro de 2018
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Como Vislumbrar a Trindade por Peter Leithart

O mundo declara a glória da “habitação mútua” de Deus A Bíblia fala algumas coisas estranhas sobre a vida da Trindade. Por exemplo, o Pai habita no Filho e ao mesmo tempo o Filho habita no Pai. O Pai é lar do Filho, enquanto o Filho é lar do Pai. Como o teólogo do século IV, Hilário de Poitiers, colocou, o Pai e o Filho se envelopam e são simultaneamente envelopados um pelo outro. Desde os primeiros séculos da igreja, os teólogos cristãos têm usado a palavra pericorese para descrever essa realidade. O termo, que significa “habitação mútua”, tem sido usado quase exclusivamente para descrever o relacionamento entre as pessoas divinas na Trindade e o entrelaçamento das duas naturezas na pessoa una de Jesus Cristo. Para Hilário, a pericorese era misteriosa demais para ser nada menos do que divina. Recentemente alguns teólogos têm estendido o conceito a realidades criadas. Outros teólogos, porém, se preocupam pensando que tal extensão está indo longe demais. Quando a ideia é usada fora de seus contextos tradicionais, ela perde o seu sentido, argumentam. Uma das principais preocupações é que a aplicação borra a distinção entre Criador e criação. O teólogo de Princeton, Bruce McCormack, por…
8 de outubro de 2018
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Um Resumo da Doutrina da Justificação por Joseph Mizzi

A doutrina bíblica da justificação nos ensina como pecadores culpados podem ser declarados justos por Deus por meio da fé em Cristo e serem absolvidos de toda condenação. Somos criados seres morais e somos responsáveis diante de Deus por nossas obras. Devemos obedecer a lei de Deus, quer a escrita na nossa consciência, quer a nas Sagradas Escrituras. Todas as pessoas, judeus e gentios, têm desobedecido a Deus, primeiro, no nosso cabeça representativo, o nosso pai Adão, que desobedeceu ao mandamento de Deus e trouxe condenação e morte sobre si e toda a humanidade. Também somos responsáveis por nossos muitos pecados pessoais que acumulam culpa sobre culpa sobre as nossas cabeças. A decisão de Deus sobre a humanidade é aterrorizante e verdadeira: todas pecaram, todos estão em perigo de condenação eterna e perdição eterna. Pois merecemos morte e o fogo do inferno pelos nossos pecados. Não podemos ser justificados pelas obras da lei. A lei demanda perfeição e evidentemente erramos o alvo. A lei nos condena, expõe os nossos pecados e, se corretamente usada, nos leva até o ponto em que nos desesperamos de nós mesmos e vamos para Cristo para justificação. A justificação é um ato de Deus o…
5 de outubro de 2018
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Erros a se evitar por Joseph Mizzi

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2.8-10) Embora a maior parte dos cristãos diga que a fé é necessária para a salvação, há discordâncias relevantes sobre o legítimo lugar das boas obras. Alguns adicionariam as obras à fé como o meio de justificação. Eles não diriam que são salvos pelas obras somente; eles ainda creem em Cristo e na sua morte na cruz e na ressurreição. Eles também afirmariam a necessidade da graça e do poder do Espírito Santo para lhes capacitar a realizar boas obras para que, no final das contas, eles sejam julgados como tendo cumprido a lei de Deus e como merecendo a vida eterna. É basicamente essa a posição dos católicos fiéis. Outros excluirão as obras completamente. A justificação é pela fé somente e por isso eles querem dizer que as obras não tem nada a ver com a salvação. Eles podem encorajar os crentes a viverem uma vida piedosa e a fazer boas…
3 de outubro de 2018
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O Juízo Final por Joseph Mizzi

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1) Deus estabeleceu um dia em que ele vai julgar todas as pessoas segundo as nossas obras. Aqueles que morrem sem um Salvador não precisam esperar esse encontro momentoso para saber a sentença divina sobre eles. Deus adverte que “o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). Eles já estão condenados porque os seus pecados continuam nele. Esse Dia vai simplesmente selar a sua danação para sempre e eles serão punidos segundo as suas obras más. Dentre os condenados, estarão aqueles que chamavam Jesus de “Senhor”, mas que continuaram viver em pecado. Esses “cristãos” reivindicaram ter fé em Jesus, mas a sua vida estava sem de boas obras. “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”, essas serão as últimas palavras que eles vão ouvir da boca de Jesus (Mt 7.23). Por outro lado, os filhos de Deus são reconhecidos por suas boas obras. Haverá “glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem” (Rm 2.10). O Senhor também vai lhes recompensar de acordo com…
1 de outubro de 2018
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A Fé que Atua pelo Amor por Joseph Mizzi

“Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor.” (Gálatas 5.6) A justificação é um aspecto do propósito de Deus na nossa salvação. Ele quer nos perdoar dos nossos pecados e nos salvar da condenação e punição do inferno. Mas isso não é tudo. Deus também quer salvar o seu povo da sujeira e prática do pecado. O Pai quer que os seus filhos sejam santos como ele é santo. Então, do primeiro momento que ele os justifica, ele também renova o seu coração e começa um projeto vitalício para moldá-los à imagem do seu Filho. Esse aspecto da salvação se chama santificação. Em outras palavras, a justificação tem a ver com o nosso status jurídico. Deus declara o crente justo por causa de Cristo. A santificação tem a ver com o nosso caráter e comportamento; Deus quer que o seu povo se torne justo. Enquanto a justificação se baseia na obra de Cristo na cruz em nosso favor, e não nos méritos das nossas obras, a santificação envolve a renovação dos nossos pensamentos, desejos, discurso e ações. Deus ensina e nos capacita a fazer boas obras em obediência…
28 de setembro de 2018
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Fé e Batismo por Joseph Mizzi

“Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?” (Atos 10.47) Como uma pessoa é justificada, é pela fé ou pelo batismo? É um dever de todo novo convertido se submeter ao rito do batismo conforme ordenado pelo Senhor Jesus. Mas perguntamos: o Senhor instituiu o batismo como o meio de se obter a justificação ou é um sinal da limpeza espiritual que se dá pela fé nele? Embora existam diversas Escrituras que ensinem claramente que somos justificados pela fé, nunca se afirma que uma pessoa é justificada pelo batismo. Então, parece razoável supor que o batismo significa a justificação que foi anteriormente recebida pela fé. É salutar analisar a experiência de conversão de Cornélio como um “teste” nesse aspecto. A salvação é obtida pelo batismo ou é recebida pela fé, e seguida pelo batismo? A história de Cornélio é esboçada com cuidado no livro de Atos porque ele e os seus parentes foram os primeiros convertidos gentílicos admitidos na igreja (por favor, leia Atos, capítulos 10, 11.1-18 e 15.7-11). Um anjo disse a Cornélio para encontrar Simão Pedro, “o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo,…
26 de setembro de 2018
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A Suficiência da Fé por Joseph Mizzi

“Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.5) A Bíblia nos ensina claramente que uma pessoa é justificada pela fé. Mas a fé é suficiente? Ela basta ou precisamos de algo mais, como os méritos das nossas obras? A Bíblia responde essa importante questão diretamente. “… o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Romanos 3.28) e, novamente, “ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça” (Romanos 4.4-5). Que afirmação impressionante! É ele que “que não trabalha, porém crê” que é justificado. A Bíblia não diz que Deus justifica o homem que tanto trabalha quanto crê. Deus justifica aquele que crê e não trabalha! É claro que o apóstolo não quer dizer que um cristão não deve fazer boas obras durante a sua vida. Isso seria uma contradição com o que ele mesmo e o resto da Bíblia enfatizam vez após vez. Mas o que ele quer dizer? Em que sentido, então, são as obras excluídas?…
24 de setembro de 2018
Teologia

Justificados pela fé por Joseph Mizzi

“… sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo” (Gálatas 2.16) A comida nutre o nosso corpo, mas ela não faz bem nenhum a nós a não ser que a tomemos e a comamos. Jesus, o Pão da vida, dá vida eterna e perdão, mas, de novo, não vamos experimentar nenhum dos seus benefícios salvíficos até que e a não ser que creiamos nele. As Escrituras repetidamente afirmam que somos justificados pela fé. A Bíblia afirma que “todo o que crê é justificado” (Atos 13.39), o pecador é justificado “mediante a fé” (Romanos 3.25);  “justificado pela fé” (Romanos 3.28); Deus justifica “por fé” e “mediante a fé” (Romanos 3.30); “justificados, pois, mediante a fé” (Romanos 5.1); um homem é “justificado mediante a fé” (Gálatas 2.16); Deus justifica “pela fé” (Gálatas 3.8); a justiça é “mediante a fé” e “baseada na fé” (Filipenses 3.9). A fé exige, antes de tudo, um conhecimento verdadeiro de Jesus Cristo. O apóstolo pergunta: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram?…
21 de setembro de 2018