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Vida Cristã

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Sem Juros de um Irmão, por Greg Bahnsen

Sem Juros de um Irmão Pelo Dr. Greg Bahnsen As seguintes observações são uma continuação de discussões anteriores no The Guardian. (Veja as edições de Dezembro de 1976 e Fevereiro e Abril de 1977.) As Escrituras claramente ordenam: "A teu irmão não emprestarás com juros, seja dinheiro, seja comida ou qualquer coisa que é costume se emprestar com juros." (Deut. 23:19). A menção de itens que são emprestados dificilmente pode inferir uma RESTRIÇÃO sobre a condição desta proibição (por exemplo, limitando-a a situações de dificuldades econômicas), pois a proibição se aplica a QUALQUER COISA. De fato, como a experiência comum indica, mesmo a comida pode ser emprestada quando não há necessidade extrema e certamente o dinheiro pode ser emprestado para uma ampla variedade de propósitos. Cobrança de JUROS e cobrança de ALUGUEL são visivelmente diferentes, pois a Palavra de Deus as TRATA DIFERENTEMENTE em seu código moral - mesmo que a disciplina da economia não os coloque em uma categoria. O texto das Escrituras claramente PROÍBE que se cobre juros de um irmão (enquanto se permite que alguém alugue sua propriedade ou contrate seus serviços). Você tem permissão para cobrar juros a "um estrangeiro" (aparentemente um empréstimo comercial feito a um comerciante estrangeiro EM VIRTUDE…
11 de maio de 2018
Academia MonergistaVida Cristã

Meditações sobre mediações: escapando a imediaticidade do pornográfico (Alastair Roberts)

Nos últimos dias, eu tive o privilégio de descobrir o álbum recente de Andrew Gregory, The Song of Songs (disponível para download gratuito aqui). Mais conhecido por ser um membro da Gregory Brothers, a família por trás do fenômeno do Youtube, Autotune the News, foi uma surpresa agradável descobrir que Andrew tem o segundo emprego de ser um compositor-cantor sério, que se conecta com Sufjan Stevens e o Welcome Wagon. A sua última oferta é uma interpretação moderna rica e orquestrada de Cantares de Salomão, uma obra feita em cinco anos e com amor. Andrew descreve ter escrito inteiramente Cantares de Salomão, colocando códigos no formato de cores para partes que ele já tinha completado, partes que precisava desenvolver mais e partes que iria deixar de fora. Qualquer um familiarizado com o texto bíblico ficará impressionado com a clareza de sua voz na obra final de Andrew. Cantares de Salomão por muito tempo me foi particularmente fascinante. Todavia, ouvir uma apresentação sensível das palavras do texto bíblico dentro de uma linguagem musical contemporânea adicionou uma nova dimensão às minhas experiências anteriores do texto. Eu fiquei chocado, num grau maior do que antes, pelos fortes contrastes que existem entre os amantes…
25 de abril de 2018
Vida Cristã

A Obediência do câncer, por Douglas Wilson

A OBEDIÊNCIA DO CÂNCER (Douglas Wilson) Introdução Se Deus governa o mundo, e ele realmente o governa, então isso significa que todas as coisas precisam ser obedientes a ele. Mas há outro lado dessa moeda, deixando-nos com uma antinomia. Sabemos de fato que vivemos num mundo pecaminoso, o que significa que há entidades e indivíduos que são desobedientes a Deus. Não há pecado sem obediência. Como devemos reconciliar isso? Todas as coisas são obedientes e algumas são desobedientes? Como isso pode fazer sentido? Claramente a solução, se é para ter uma solução, precisa considerar a possibilidade de que a palavra obediente está sendo usada de forma equívoca, isto é, com mais de um sentido. E isso, é claro, é exatamente o que encontramos na Escritura.   O exemplo central Ao olharmos para a paixão de nosso Senhor, vemos que o Filho do Homem foi para a morte, assim como estava determinado (Lc 22.22). Tudo estava no roteiro, até mesmo o comportamento dos galos (Mt 26.74), se os soldados quebrariam os ossos do Senhor (Jo 19.33) e quem molharia o pão na Última Ceia (Jo 13.26). “…porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste,…
19 de abril de 2018
Vida Cristã

Peça a Deus para perdoá-lo, não para desculpá-lo – Cinco lições sobre C.S. Lewis (Joe Rigney)

Deus existe em todo lugar e em todo tempo. Ele é eterno e onipresente. Ele não só está em todo lugar, Ele está em todo lugar nos buscando. Ele é um caçador, um rei, um marido, se aproximando de nós a uma velocidade infinita. Central na visão de C.S Lewis sobre a vida Cristã é o fato básico de que nós estamos sempre na presença e busca de Deus. Esse fato básico acerca da realidade produz uma escolha básica. Nós podemos abraçar e receber essa realidade, nos rendendo a esse eterno, onipresente e buscador Deus, ou nós podemos, em vão, tentar se esconder dele, resistir seus avanços, rejeitar sua oferta. Dessa forma, embora seja verdade que nós sempre estamos na presença de Deus, é igualmente verdadeiro que somos perpetuamente chamados para entrar na presença de Deus, para nos revelarmos a Ele. Um componente chave dessa revelação é a confissão dos nossos pecados. Se nós vamos entrar na presença de Deus, devemos entrar honestamente. Nós devemos entrar como somos. E somos cheios de pecados, medos, necessidades, vontades e ansiedades; então nossa honestidade e revelação deve incluir a confissão de pecados. Lewis está consciente de que a confissão de pecados é difícil…
12 de abril de 2018
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No princípio Deus

“No princípio Deus”. As três primeiras palavras da Bíblia são mais que uma introdução à história da criação ou ao livro de Gênesis. Elas fornecem a chave que abre a nossa compreensão da Bíblia como um todo, revelando-nos que na religião bíblica a iniciativa é de Deus. Ninguém consegue surpreender Deus. Não podemos nos antecipar a ele. Ele sempre faz o primeiro movimento. Ele está sempre ali, “no princípio”. Antes que o homem existisse, Deus agiu. Antes que o homem se movesse para buscar a Deus, Deus buscou o homem. A Bíblia não mostra o homem tateando em busca de Deus; o que vemos é Deus alcançando o homem. Muitas pessoas imaginam Deus como alguém assentado confortavelmente em um trono distante, remoto, isolado, desinteressado e indiferente às necessidades dos mortais, até que alguém consiga aborrecê-lo a ponto de fazê-lo agir em seu favor. Uma visão assim é totalmente falsa. O Deus revelado pela Bíblia é um Deus que saiu em busca do homem, muito antes que o homem pensasse em voltar-se para Deus. Enquanto o homem ainda estava perdido na escuridão e mergulhado no pecado, Deus tomou a iniciativa, ergueu-se de seu trono, deixou de lado a sua glória, e…
4 de dezembro de 2015
Vida Cristã

O pequeno segredo sujo dos endossos

Umas duas semanas atrás Carl Trueman postou uma resenha de um novo livro do G. R. Evans. Trueman tinha lido The Roots of the Reformation: Tradition, Emergence and Rupture na esperança de que poderia usá-lo como texto para suas aulas de História da Reforma. Muito rapidamente ele chegou à conclusão de que o livro não era adequado, dizendo: “Infelizmente, a seção sobre a Reforma está repleta de erros quanto aos fatos históricos, alguns dos quais são bastante graves, mesmo que alguns deles possivelmente se devam a questões tipográficas. Tantos erros juntos tornam deficiente seu uso em sala de aula e prejudicam seu propósito de livro-texto.” Após documentar uma longa lista de erros — e mesmo aí somente os percebidos numa primeira leitura — ele chega a esta conclusão: Tristemente, a multiplicidade de equívocos factuais contidas neste livro inviabiliza seu uso em sala de aula. A despeito das recomendações laudatórias de alguns dos mais lidos eruditos reformados em atividade, eu não posso recomendá-lo, exceto como uma salutar lição do que acontece quando alguém escreve muito afoita e confiantemente sobre algo que está fora de sua área de especialização. Como professor, não posso usar este livro porque ele não cumpre aquilo que…
7 de maio de 2015
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Cristo cumpriu os dez mandamentos

Adão quebrou os dez mandamentos no Éden. Mas Cristo guardou os dez mandamentos no “deserto”, sob circunstâncias muito mais intensas do que aquelas às quais Adão foi submetido. Guardou o primeiro mandamento. Ele trouxe glória a Deus o Pai enquanto esteve na terra (Jo 17.4). Temeu, creu, e confiou em seu Pai (Hb 2.13; 5.7; Lc 4.1-12). Cristo zelou pela glória de seu Pai (Jo 2.17) e foi constantemente grato ao seu Pai (Jo 11.41). Ele prestou completa obediência ao Pai em todas as coisas (Jo 10.17; 15.10). Guardou o segundo mandamento. Ninguém jamais cultuou como Cristo (Lc 4.16). Ele leu, pregou, orou e cantou a Palavra de Deus com um coração puro (Sl 24.3-4). Ele condenou o falso culto (Jo 4.22; Mt 15.9). Além disso, aquele que era a imagem visível de Deus não precisou fazer imagens ilícitas de Deus. Guardou o terceiro mandamento. Como portador da imagem de Deus (Cl 1.15), ele revelou o Pai de modo perfeito (Jo 14.9). Falou somente aquilo que havia recebido do Pai (Jo 12.49). Em outras palavras, ele jamais tomou o nome de Deus em vão, mas falou apenas a verdade sobre o Pai e trouxe glória ao Pai por viver em…
8 de abril de 2015
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Adão quebrou os dez mandamentos no Éden

  Quais mandamentos Adão quebrou no Jardim quando ele e sua esposa comeram da árvore que Deus ordenou não comessem (Gn 2.16-17; 3.6)? Creio que ele quebrou cada um dos dez mandamentos, e não apenas um ou dois mandamentos específicos (cf. Tiago 2.10). Em sua incredulidade, quebrou o primeiro mandamento. Como o Reformador corretamente destacou, o primeiro pecado de Adão foi a incredulidade. Ele falhou em amar a Deus, e em lugar disso demonstrou um amor próprio pecaminoso. Ele estava buscando satisfazer-se. Seu pecado incluiu “incredulidade, falta de confiança, desespero, orgulho, presunção, covardia”. Ele também falhou em depender do Espírito Santo. Quebrou o segundo mandamento. Deus deveria ser cultuado de uma maneira específica, que incluía aquilo que Adão fora ordenado fazer, bem como aquilo que fora ordenado não fazer. Mas Adão transgrediu as leis da correta adoração. Adão tolerou a falsa religião e (como profeta, sacerdote, e rei) não guardou o templo de Deus. Ele deveria ter esmagado a cabeça da serpente. Quebrou o terceiro mandamento. Como filho de Deus, e alguém que carregava a imagem de Deus, Adão trouxe desonra ao seu Pai. Deus deve ser honrado por meio daqueles que carregam o seu nome. Além disso, a palavra…
1 de abril de 2015
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Deus usa os bostas!

Perdão pelo título desse artigo, mas poderíamos negar essa afirmação? Deus usa os bostas, caro leitor! Pensemos nos primórdios do cristianismo. Como se deu o seu avanço? Era um movimento obscuro, marginal, com ninguém ilustre em seu meio. É claro que havia Paulo, homem erudito e com uma cultura invejável. Mas, em sua maioria, os seguidores de Cristo eram pessoas humildes, iletrados, mas que foram poderosamente usados por Deus. O cristianismo tornou-se uma força dominante logo nos primeiros séculos de existência. A sua influência na cultura ocidental foi gigantesca, a despeito de hoje seus inimigos negarem tal coisa. O triunfo do cristianismo, tornando-se assim a maior religião do mundo, foi alcançado pela instrumentalidade de pessoas comuns. Na história da igreja é a mesma coisa. Quem era Lutero? Um medroso, que fez um voto tolo a uma “santa” por causa de uma simples tempestade. E Calvino? Um jovem tímido, introvertido, que precisou ser alvo de uma imprecação para agir. John Wesley? Um tonto, que achava pecado pregar ao ar livre. Ainda bem que Deus usou outro tonto, Whitefield, que não somente conduziu Wesley a essa linda prática, mas alcançou milhares para Cristo. Percorra a história da Igreja e constate a mesma…
20 de setembro de 2013