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14 de fevereiro de 2011

Daniel 7

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Escrito por: Jay Rogers

1 No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas.

No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia. Em 555 a.C., outro rei se levantou na Babilônia, e Daniel agora tem mais autoridade. Neste capítulo, o próprio Daniel é quem relata a visão e a sua interpretação. No capítulo 2, Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor, mas aqui ele deixa claro eu o sonho é dele. No capítulo 7, ele escreve apenas o que viu, e não a interpretação. No entanto, é certo que a interpretação é a mesma da história dos quatro grandes reinos do capítulo 2.

2 Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande.

3 Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.

4 O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem.

5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne.

6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.

7 Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.

Quatro animais, grandes. Aqui mais uma vez estão os quatro grandes reinos, os impérios Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano. Esta é a mesma visão do capítulo 2, mas com um simbolismo diferente. Enquanto alguns optam por compreender o quarto animal como os sucessores de Alexandre, especialmente os reis que governavam a Ásia e a Síria, o impulso de toda a profecia de Daniel indica que é o Império Romano, no tempo da vinda de Cristo.

Dez chifres. Estes são os dez reis, também mencionados em Apocalipse 17.12. Estes dez reis são os dez imperadores romanos até ao ano 70 d.C. Os imperadores romanos eram superiores a todos os outros governantes do mundo antes deles. Incluindo Júlio César, foram dez os imperadores romanos até o momento da destruição de Jerusalém. São eles: Júlio César, César Augusto, Tibério, Caio Calígula, Cláudio, Nero, Galba, Otão, Vitélio e Vespasiano. O reinado desses reis se deu paralelo ao ministério do Messias e dos apóstolos.

8 Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência.

Outro pequeno. Alguns têm interpretado como sendo o governante sírio Antíoco Epifânio, durante o tempo depois de Alexandre. A profanação do Templo de Antíoco, em 167 a.C., está profetizada em Daniel 8.9. Mas, para permanecer consistente com a aplicação da presente passagem ao Império Romano, devemos concluir que aqui a referência é a Nero. Ele é o pequeno chifre “entre eles”, o sexto dos dez imperadores. Assim, ele é o “outro pequeno” chifre.

Três dos primeiros chifres foram arrancados. Três imperadores, Tibério, Calígula e Cláudio foram assassinados para abrir caminho para Nero, que não estava na linha real de sucessão.

9 Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente.

10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.

O Ancião de Dias. Essa passagem fala de Deus, o Pai. Esta é uma das passagens do Antigo Testamento em que vemos as três pessoas da Trindade. Alguns interpretam o “rio de fogo” como um símbolo do Espírito Santo que procede do Pai e do Filho.

11 Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado.

O animal foi morto. A referência é à destruição do Império Romano e, especialmente, de Nero, que cometeu suicídio, matando-se com uma espada militar usada para matar muitas pessoas.

12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo.

Quanto aos outros animais. Depois de Nero, o que restou do poder dos imperadores romanos foi grandemente diminuído.

13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.

O Filho do Homem. Jesus Cristo, o Filho de Deus que é plenamente Deus e plenamente homem. Nos Evangelhos, Jesus identifica a si mesmo como o “Filho do Homem”, a fim de revelar-se como o Messias esperado.

14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.

Domínio, e glória, e o reino. Cristo recebeu as chaves do reino de Deus, o Pai, quando assentou-se à destra de Deus após a sua ressurreição e ascensão. Este reino não é um reino futurista. Teve início na época do Império Romano. Ele superou Roma e superará todos os reinos deste mundo. Ele durará para sempre.

15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha cabeça me perturbaram.

16 Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade acerca de tudo isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas:

17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra.

18 Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade.

Mas os santos do Altíssimo receberão o reino. Aqui está um mandato de domínio dado não só a Jesus Cristo, mas também aos santos. Iremos possuir o reino todo e o mundo para o reino de Jesus Cristo. Esta comissão foi dada na época de Jesus Cristo.

19 Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, cujas unhas eram de bronze, que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava;

20 e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros.

Diante do qual caíram três. Nero nasceu um ano após a morte de César Augusto. Durante o tempo de vida de Nero, três Césares que viveram depois que ele nasceu foram assassinados, a fim de abrir caminho para ele. Foram eles: Tibério, Calígula e Cláudio.

21 Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles,

Este chifre fazia guerra contra os santos. Nero iniciou a perseguição dos santos, que começou no ano 63 d.C., e durou até à sua morte.

22 até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino.

23 Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.

24 Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.

E, depois deles, se levantará outro. Nero não estava na linha direta de sucessão, mas três imperadores foram assassinados para abrir caminho para ele.

25 Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.

Um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Se entendermos “um tempo” como correspondente a um ano, então, o período é de três anos e meio. A perseguição que Nero moveu contra a Igreja durou exatamente 42 meses, ou três anos e meio.

26 Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim.

27 O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão.

28 Aqui, terminou o assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram, e o meu rosto se empalideceu; mas guardei estas coisas no coração.

O seu reino será reino eterno. O propósito desta passagem, e de toda a profecia de Daniel, é dar aos judeus o entendimento correto acerca do momento, em que o Messias viria para proclamar o reino dos céus sobre a terra. Quando Jesus declarou que o reino dos céus estava próximo, ele aludiu a Daniel dizendo que Ele era o Messias, o Filho do Homem, de que fala Daniel.

 

Fonte: http://www.forerunner.com

Tradução: Alan Rennê Alexandrino Lima



Sobre o Autor

Jay Rogers
Jay Rogers
Jay Rogers é editor do excelente sítio de teologia reformada The Forerunner.




 
 

 
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