Doutrina/Teologia

26 de abril de 2012
 

Confessionalidade e Distinção

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Escrito por: Lucas G. Freire
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Uma igreja que se diz protestante mas que rejeita todas as confissões da igreja e que diz acreditar “só na bíblia” descarta a própria base histórica para se dizer protestante.

As boas confissões da igreja, tais como o Credo apostólico, o Credo Atanasiano, as Três Formas de Unidade e os Padrões de Westminster são exposições fieis do conteúdo das Escrituras e tem servido a Igreja de Cristo ao longo de toda a história, desde o tempo em que Israel declarava conjuntamente a sua confissão de fé (Dt. 6). As boas confissões provam todas as suas declarações a partir da bíblia e declaram que a bíblia é a única regra infalível.

Os Testemunhas de Jeová dizem acreditar na bíblia também. Mas eles rejeitam as confissões da igreja porque as confissões e credos afirmam coisas como por exemplo a doutrina da Trindade. As confissões servem como um resumo da fé histórica da igreja e são símbolos da igreja porque a distinguem de falsos movimentos. A Declaração da Calcedônia, por exemplo, distingue a igreja cristã dos falsos movimentos contra a doutrina da Trindade.

As confissões também auxiliam a liderança da igreja a disciplinar deslizes no ensino. A igreja confessional não permite ensino que vá contra as confissões. As confissões, escritas em conjunto por homens santos do passado, em jejum e oração, e com conhecimento do texto bíblico, proveem um critério mais sóbrio do que as preferências pessoais de um ou dois pastores na hora de lidar com um ensino falso específico.

O cristão que rejeita qualquer confissão de fé da igreja de Cristo na verdade está afirmando que a igreja começou no século XXI, e que os pais do passado jamais entenderam o evangelho, a ponto de nenhuma dessas confissões serem boas o suficiente para hoje. Isso é rasgar a noiva de Cristo e ofende o princípio bíblico de que Deus ao longo da história tem preservado um povo para Si.

A igreja que rejeita qualquer confissão de fé, justamente por rejeitar aquilo que a distingue dos falsos movimentos e tendências, deve se contentar em não se considerar protestante ou reformada ou distinta de qualquer forma. Na verdade, estará perigosamente correndo o risco de ser mais um dos tantos movimentos sectários.

Exeter, véspera do Dia da Reforma, 2010.



Sobre o Autor

Lucas G. Freire
Lucas G. Freire
Lucas Freire é mestre em relações internacionais e doutorando em política.



 
 

 
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