Ministério da Igreja

26 de dezembro de 2011

Pregue o Evangelho

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Escrito por: Tullian Tchividjian

Outro dia estava lendo um livro que Mike Horton me deu na última vez que estive em San Diego – um livro relativamente novo que ele editou e com o qual contribuiu intitulado Justified: Modern Reformation Essays on the Doctrine of Justification. No final do livro Mike relata seis crenças fundamentais que definem a missão da Modern Reformation e do White Horse Inn (seu programa semanal de rádio). Embora as seis crenças sejam fundamentais, fiquei impressionado pela clareza emocionante da crença número 2, sobre a importância da pregação centrada ano Evangelho. Tudo o que ele escreveu aqui não somente define minha teologia de pregação, mas, na minha opinião, é o único tipo de pregação que resgatará a igreja do cristianismo sem Cristo. Eis que o ele escreve:

A Escritura não é de utilidade alguma se a lemos meramente como um manual para a vida diária, sem reconhecer que o seu propósito principal é revelar Jesus Cristo e o seu evangelho para a salvação dos pecadores. Toda a Escritura é sobre Cristo, antecipado no AT e aparecendo em carne no NT. Na Escritura, Deus ordena mandamentos e ameaça com julgamentos os transgressores, bem como dirige a vida do seu povo. Todavia, o maior tesouro enterrado nas Escrituras são as boas novas do Messias prometido. Tudo na Bíblia que nos diz o que fazer é “lei”, e tudo na Bíblia que nos diz o que Deus fez em Cristo para nos salvar é “evangelho”. De forma muito semelhante à piedade medieval, a ênfase em grande parte do ensino cristão hoje é sobre o que temos que fazer, sem uma base adequada nas boas novas do que Deus fez por nós em Cristo. “O que Jesus faria?” torna-se mais importante do que “O que Jesus fez?”. O evangelho, contudo, não é apenas algo que precisamos na conversão, de forma que gastemos o resto da nossa vida cristã obcecados com desempenho; é algo que precisamos todos os dias – a única fonte de nossa santificação bem como de nossa justificação. A lei guia, mas somente o evangelho dá. Somos declarados retos, isto é, justificados, não por algo que aconteça dentro de nós ou por algo feito por nós, mas unicamente pelo ato de Deus creditar a nós a justiça perfeita de Cristo por meio da fé somente.

Pregadores, leiam esse parágrafo continuamente.

Como já disse aqui no blog antes, não cometam o engano de assumir que as pessoas entendem a natureza radical do que Jesus fez, de forma que o nosso ministério de pregação seja focado primeiramente no que as pessoas precisam fazer.

As porções “o que precisamos fazer” da Bíblia são boas, perfeitas e verdadeiras – mas à parte das porções “o que Jesus já fez”, carecemos do poder para fazer o que somos chamados a fazer. Os bons mandamentos de Deus, em outras palavras, não têm o poder de gerar o que eles ordenam. Eles nos mostram como se parece uma vida santificada, mas não têm nenhum poder santificador. Somente o evangelho tem o poder de nos fazer progredir. Esse é o porquê a Bíblia nunca nos diz o que fazer antes de primeiro imergir nosso coração e mente no que Deus em Cristo já fez.

O fato é que qualquer obediência não fundamentada ou motivada pelo evangelho é insustentável. Não importa quão duro você tente, quão radical você seja, qualquer motor menor que o evangelho do qual você esteja dependendo para conseguir poder para obedecer entrará em pane no devido tempo.

Dessa forma, pregue o evangelho!

 

Fonte: http://thegospelcoalition.org/blogs/tullian/

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – março/2011



Sobre o Autor

Tullian Tchividjian





 
 

 
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